{"id":387241,"date":"2025-08-07T13:21:08","date_gmt":"2025-08-07T12:21:08","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=387241"},"modified":"2025-08-21T15:28:05","modified_gmt":"2025-08-21T14:28:05","slug":"envolver-os-pais-com-esperanca-e-proximidade-na-catequese","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/envolver-os-pais-com-esperanca-e-proximidade-na-catequese\/","title":{"rendered":"Envolver os pais com esperan\u00e7a e proximidade na catequese"},"content":{"rendered":"<p><em>Abel Dias, Diocese de Viseu<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-330587 alignright\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/abel-dia-viseu-390x260.jpg\" alt=\"\" width=\"390\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/abel-dia-viseu-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/abel-dia-viseu-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/abel-dia-viseu-391x260.jpg 391w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/abel-dia-viseu.jpg 900w\" sizes=\"(max-width: 390px) 100vw, 390px\" \/>A educa\u00e7\u00e3o crist\u00e3 dos filhos \u00e9, antes de mais, uma responsabilidade prim\u00e1ria dos pais, com o apoio da Igreja. Como nos recorda o Catecismo da Igreja Cat\u00f3lica, os pais s\u00e3o os primeiros respons\u00e1veis pela educa\u00e7\u00e3o dos seus filhos (CIC 2223). Isso implica n\u00e3o apenas ensinamentos te\u00f3ricos, mas tamb\u00e9m o exemplo pr\u00e1tico de uma vida crist\u00e3 vivida no quotidiano. S\u00e3o eles os principais transmissores dos ensinamentos e valores crist\u00e3os no seio familiar. \u00c9 atrav\u00e9s do exemplo dos pais que os filhos aprendem a import\u00e2ncia da f\u00e9 e como a podem viver nas suas pr\u00f3prias vidas.<\/p>\n<p>Como afirmam os bispos portugueses, a fam\u00edlia \u00e9 o \u201cespa\u00e7o privilegiado de encontro com o amor, o primeiro lugar onde os filhos aprendem e interiorizam os valores perenes. \u00c9 na fam\u00edlia que, confrontados com o amor fiel e comprometido dos pais, descobrem o significado do dom generoso da pr\u00f3pria vida, da partilha, do servi\u00e7o, do di\u00e1logo, do perd\u00e3o, da toler\u00e2ncia, da compreens\u00e3o; \u00e9 no ambiente familiar que, educados pela sensibilidade dos pais, aprendem a escutar e a interiorizar a Palavra de Deus e a responder com generosidade aos desafios de Deus; \u00e9 na \u2018Igreja dom\u00e9stica\u2019 que, educados pela piedade dos pais, aprendem a import\u00e2ncia da ora\u00e7\u00e3o e da confian\u00e7a incondicional no amor providente de Deus; \u00e9 no enquadramento familiar que, despertados pela f\u00e9 e pelo compromisso eclesial dos pais, tomam consci\u00eancia da sua f\u00e9, do seu batismo, da sua perten\u00e7a \u00e0 Igreja e da sua miss\u00e3o no mundo\u201d (CEP, Carta Catequese II: As fam\u00edlias \u00e0 luz da Palavra de Deus).<\/p>\n<p>Nos tempos que vivemos, abriu-se uma rutura entre fam\u00edlia e Igreja: o pacto educativo foi interrompido e, assim, a alian\u00e7a educativa da fam\u00edlia com a Igreja entrou em crise, por ter sido minada a confian\u00e7a m\u00fatua. Nos ambientes eclesiais, e particularmente na catequese, por vezes vive-se num constante estado de lamenta\u00e7\u00f5es, que facilmente resvala para a tenta\u00e7\u00e3o de julgar os pais pela sua aus\u00eancia, desinteresse ou falta de pr\u00e1tica religiosa. Contudo, esta atitude cr\u00edtica constante, para al\u00e9m de criar barreiras emocionais e espirituais, coloca pais e catequistas \u201cem lados opostos\u201d e impede o di\u00e1logo e uma verdadeira evangeliza\u00e7\u00e3o que promova v\u00ednculos e envolvimento. Criticar \u00e9 mais f\u00e1cil do que compreender, mas n\u00e3o educa, nem aproxima. Envolver mais os pais na catequese dos filhos \u00e9 um dos grandes desafios (e oportunidades!) da pastoral atual.<\/p>\n<p><strong>DA CR\u00cdTICA AO ENVOLVIMENTO<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 comum, no meio catequ\u00e9tico e pastoral, ouvirem-se frases como: \u201cOs pais n\u00e3o colaboram\u201d, \u201cas crian\u00e7as v\u00eam \u00e0 catequese, mas os pais n\u00e3o v\u00e3o \u00e0 missa\u201d, \u201cos pais n\u00e3o d\u00e3o o exemplo\u201d, \u201cem casa n\u00e3o se reza\u201d. Estas observa\u00e7\u00f5es, muitas vezes verdadeiras, podem tornar-se queixas recorrentes dos agentes pastorais que, inadvertidamente, criam dist\u00e2ncia entre a par\u00f3quia, os catequistas e as fam\u00edlias. Ser\u00e1 a cr\u00edtica o caminho mais eficaz para envolver os pais na educa\u00e7\u00e3o crist\u00e3 dos filhos? Ou seremos chamados a um novo olhar e a uma nova atitude?<\/p>\n<p>Estou convencido de que \u00e9 necess\u00e1rio, em vez de ver os pais apenas como \u201cobst\u00e1culo\u201d ou \u201causentes\u201d, reconhec\u00ea-los como parceiros insubstitu\u00edveis e fundamentais na miss\u00e3o de transmitir a f\u00e9.<\/p>\n<p>Importa ter presente que \u00e9 muito dif\u00edcil para os pais educar os filhos quando, por exemplo, s\u00f3 est\u00e3o com eles \u00e0 noite, j\u00e1 cansados ap\u00f3s um dia de trabalho. Ser pai nos dias de hoje n\u00e3o \u00e9 tarefa f\u00e1cil e muitos pais das crian\u00e7as da catequese n\u00e3o receberam uma forma\u00e7\u00e3o crist\u00e3 s\u00f3lida. Vivem sob press\u00f5es sociais e econ\u00f3micas intensas e sentem-se inseguros na sua f\u00e9. N\u00e3o est\u00e3o afastados por maldade ou desinteresse, mas, frequentemente, por desconhecimento, cansa\u00e7o ou at\u00e9 vergonha.<\/p>\n<p>A realidade atual, marcada por contrastes e mudan\u00e7as r\u00e1pidas, modas, crises de valores e paradigmas, afeta diretamente a estrutura familiar. A Igreja dom\u00e9stica, que outrora teve um papel fundamental na transmiss\u00e3o da f\u00e9, encontra-se hoje profundamente abalada, e os seus membros est\u00e3o, na sua maioria, perplexos diante das dificuldades, sem saber como agir ou como enfrentar o desafio de educar os filhos na f\u00e9 e, assim, serem fi\u00e9is ao compromisso assumido no matrim\u00f3nio.<\/p>\n<p>As comunidades paroquiais e os verdadeiros agentes pastorais devem ter um novo olhar sobre a realidade e as dificuldades das fam\u00edlias atuais. Antes de criticar os pais, o agente pastoral deve perguntar: \u201cComo posso ajudar esta fam\u00edlia a reencontrar a alegria de viver a f\u00e9?\u201d Todos sabemos que a cr\u00edtica fecha portas, enquanto o convite abre horizontes. Quando os pais se sentem julgados ou acusados, tendem a afastar-se ainda mais. Mas quando s\u00e3o acolhidos com escuta, empatia e paci\u00eancia, come\u00e7am a abrir-se, a confiar, a participar.<\/p>\n<p>O nosso papel n\u00e3o \u00e9 apontar o dedo, mas estender a m\u00e3o. Jesus n\u00e3o come\u00e7ou por corrigir Zaqueu, a samaritana ou os disc\u00edpulos medrosos. Pelo contr\u00e1rio, come\u00e7ou por olhar com amor e chamar para perto.<\/p>\n<p><strong>DO ENVOLVIMENTO \u00c0 COLABORA\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>Embora os Bispos portugueses reconhe\u00e7am que, em muitas comunidades, existe j\u00e1 a preocupa\u00e7\u00e3o de envolver os pais na educa\u00e7\u00e3o crist\u00e3 dos filhos, h\u00e1 ainda que \u201caprofundar e alargar essa participa\u00e7\u00e3o: aprofund\u00e1-la no campo espiritual, para que tamb\u00e9m os pais saboreiem o encontro pessoal com Jesus Cristo; e alarg\u00e1-la, tanto quanto poss\u00edvel, aos encontros de catequese, informando os pais dos conte\u00fados doutrinais a\u00ed transmitidos e, principalmente, incentivando-os a viver, com os filhos, de acordo com esses conte\u00fados\u201d (Carta Pastoral da Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa: <em>Catequese: A alegria do encontro com Jesus Cristo<\/em>, n.\u00ba 35).<\/p>\n<p>Assim, ao catequista n\u00e3o basta ensinar as crian\u00e7as; \u00e9 preciso envolver os pais. Isso n\u00e3o significa sobrecarreg\u00e1-los com tarefas, mas convid\u00e1-los a viver pequenos gestos de f\u00e9 em casa, como rezar antes das refei\u00e7\u00f5es, contar hist\u00f3rias de Jesus, visitar uma igreja em fam\u00edlia.<\/p>\n<p>Mais eficaz do que dizer aos pais o que devem fazer, \u00e9 mostrar. Um catequista que acolhe, escuta e caminha com ternura toca o cora\u00e7\u00e3o das fam\u00edlias mais do que qualquer palestra. O testemunho n\u00e3o julga, mas contagia. Educar na f\u00e9 n\u00e3o se faz com pressa nem com receitas prontas. \u00c9 um trabalho de forma\u00e7\u00e3o cont\u00ednua, com paci\u00eancia e esperan\u00e7a.<\/p>\n<p>Promover forma\u00e7\u00f5es simples, encontros para pais, momentos de ora\u00e7\u00e3o em fam\u00edlia e celebra\u00e7\u00f5es com a participa\u00e7\u00e3o dos adultos s\u00e3o sementes que, um dia, dar\u00e3o fruto. Criticar \u00e9 f\u00e1cil. Envolver d\u00e1 trabalho, exige escuta, criatividade e perseveran\u00e7a. Mas \u00e9 esse o verdadeiro caminho da evangeliza\u00e7\u00e3o: ajudar os pais a descobrir que educar os filhos na f\u00e9 \u00e9 uma miss\u00e3o bela e poss\u00edvel, e que a Igreja est\u00e1 com eles, e n\u00e3o contra eles.<\/p>\n<p><strong>DA COLABORA\u00c7\u00c3O AO COMPROMISSO<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 urgente passar do julgamento ao acolhimento das fam\u00edlias dos nossos catequizandos. \u00c9 preciso acolher sem julgar, sem comparar, sem p\u00f4r em causa. Tal como Jesus fez com os disc\u00edpulos confusos ou com Zaqueu, devemos come\u00e7ar pela proximidade, e n\u00e3o pela corre\u00e7\u00e3o. Privilegiar a escuta em detrimento do controlo. Em vez de esperar que os pais \u201cfa\u00e7am tudo bem\u201d, devemos come\u00e7ar por escut\u00e1-los: como foi a sua pr\u00f3pria educa\u00e7\u00e3o na f\u00e9? Que gostariam de transmitir aos seus filhos?<\/p>\n<p>A escuta provoca sempre empatia, e a empatia gera compromisso. Fazendo isto, passamos do confronto ao convite. Esta mudan\u00e7a exige evitar o tom moralista nos di\u00e1logos com os pais. Em vez de dizer \u201cdevem vir \u00e0 missa\u201d, podemos dizer: \u201cGostar\u00edamos muito de poder contar convosco na celebra\u00e7\u00e3o dominical.\u201d O convite \u00e9 sempre mais fecundo do que a imposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c9 necess\u00e1ria uma mudan\u00e7a na atitude pastoral que privilegie a colabora\u00e7\u00e3o. Muitas das reuni\u00f5es de pais s\u00e3o meramente informativas, sem espa\u00e7o para a partilha. \u00c9 fundamental que passem a ser encontros colaborativos, com momentos de reflex\u00e3o, espiritualidade e escuta. Devem ser criados espa\u00e7os para os pais se conhecerem, criarem v\u00ednculos de perten\u00e7a e se envolverem.<\/p>\n<p>Pensar a catequese com atividades em fam\u00edlia, com pequenas propostas para viver a f\u00e9 em casa \u2013 ora\u00e7\u00f5es simples, desafios semanais \u2013 \u00e9 uma forma eficaz de refor\u00e7ar la\u00e7os. Valorizar a catequese familiar, onde se encontram pais e filhos, e envolver os pais nas celebra\u00e7\u00f5es com tarefas simples \u2013 leituras, c\u00e2nticos, ofert\u00f3rio \u2013 ajuda a construir comunidade. Sempre que poss\u00edvel, oferecer acompanhamento personalizado: uma conversa, um gesto, um telefonema, uma mensagem podem fazer toda a diferen\u00e7a e mostrar que nos importamos com a sua caminhada de f\u00e9, mesmo que por vezes haja trope\u00e7os.<\/p>\n<p>Esta din\u00e2mica de colabora\u00e7\u00e3o visa dar protagonismo aos pais na educa\u00e7\u00e3o crist\u00e3 dos filhos. Criar oportunidades para darem o seu testemunho, organizarem encontros ou integrarem uma equipa de apoio \u00e0 catequese promove o envolvimento natural. Para isso, s\u00e3o precisos catequistas com humildade e esperan\u00e7a. O catequista deve ter consci\u00eancia de que n\u00e3o \u00e9 \u201cmelhor\u201d nem \u201cmais crente\u201d do que os pais. Est\u00e1 simplesmente a servir num caminho comum de f\u00e9.<\/p>\n<p>A humildade para reconhecer as dificuldades e a esperan\u00e7a na a\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Santo s\u00e3o essenciais. N\u00e3o mudamos os pais com cr\u00edticas, mas com v\u00ednculos. A miss\u00e3o da catequese hoje exige miseric\u00f3rdia pastoral, di\u00e1logo e criatividade. Pais e catequistas n\u00e3o s\u00e3o advers\u00e1rios \u2013 s\u00e3o companheiros no mesmo barco, com o mesmo desejo: que os filhos cres\u00e7am com f\u00e9, amor e esperan\u00e7a. Em vez de apontar falhas, construamos pontes.<\/p>\n<p><em>Abel Dias, diretor do Secretariado Diocesano da Educa\u00e7\u00e3o Crist\u00e3<\/em><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10pt;\"><em>(Os artigos de opini\u00e3o publicados na sec\u00e7\u00e3o \u2018Opini\u00e3o\u2019 e \u2018Rubricas\u2019 do portal da Ag\u00eancia Ecclesia s\u00e3o da responsabilidade de quem os assina e vinculam apenas os seus autores.)\u00a0<\/em><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Abel Dias, Diocese de Viseu<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":330587,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"default","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"set","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[],"class_list":["post-387241","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/387241","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=387241"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/387241\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/330587"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=387241"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=387241"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=387241"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}