{"id":38653,"date":"2009-05-05T11:28:22","date_gmt":"2009-05-05T11:28:22","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/05\/05\/devocao-a-cristo-rei\/"},"modified":"2009-05-05T11:28:22","modified_gmt":"2009-05-05T11:28:22","slug":"devocao-a-cristo-rei","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/devocao-a-cristo-rei\/","title":{"rendered":"Devo\u00e7\u00e3o a Cristo Rei"},"content":{"rendered":"<p>A devo\u00e7\u00e3o a Cristo Rei foi especialmente promovida pelo Papa Pio XI, que instituiu a respectiva festa lit\u00fargica no decorrer do Ano Santo de 1925 pela Enc\u00edclica &#8220;Quas Primas&#8221; (11 de Dezembro de 1925), para se celebrar no \u00faltimo Domingo de Outubro de cada ano. Este Papa &#8220;das Miss\u00f5es e da Ac\u00e7\u00e3o Cat\u00f3lica&#8221; viveu no tempo de entre as duas guerras que ensanguentaram a Europa e o mundo, atribuindo-as ao esquecimento ou desprezo pelas pessoas, pelas fam\u00edlias e pelas sociedades, nomeadamente nos pa\u00edses de velha cristandade, das exig\u00eancias da vida crist\u00e3, o que equivalia ao desrespeito da santa vontade de Jesus Cristo, Senhor e Rei de toda a Humanidade. Esta devo\u00e7\u00e3o tem fundas ra\u00edzes b\u00edblicas, tanto no Antigo como no Novo Testamento, bastando lembrar que, no julgamento por Pilatos, Jesus se afirmou Rei, mas n\u00e3o \u00e0 maneira do mundo. Al\u00e9m disso, o pr\u00f3prio t\u00edtulo de Cristo, nome grego que em hebraico se diz Messias e se traduz em portugu\u00eas por Ungido, evoca a tradi\u00e7\u00e3o antiga de se ungirem com \u00f3leo, para significar a penetra\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Santo, os profetas, os sacerdotes e os reis. O Esp\u00edrito Santo desceu sobre Jesus, sob a forma de pomba, quando iniciou a sua vida p\u00fablica com o Baptismo no Jord\u00e3o. No tempo de Pio XI ainda se acreditava no ideal de que os Estados de pa\u00edses tradicionalmente crist\u00e3os deveriam reconhecer oficialmente a realeza de Jesus Cristo, acatando na sua legisla\u00e7\u00e3o e governo p\u00fablico os princ\u00edpios da Lei de Deus e as orienta\u00e7\u00f5es da Santa Igreja, verdadeiro Corpo M\u00edstico de Jesus Cristo. Da\u00ed os apelos \u00e0 implanta\u00e7\u00e3o nas diversas sociedades do Reinado Social de Cristo, o grande ideal que norteava particularmente a Ac\u00e7\u00e3o Cat\u00f3lica, t\u00e3o promovida por Pio XI, e objectivo tamb\u00e9m da ac\u00e7\u00e3o mission\u00e1ria a que este Papa deu grande impulso. \u00c9 neste contexto eclesial que nasce a ideia da constru\u00e7\u00e3o do Monumento a Cristo Rei, como resposta ao apelo do Papa. Com a institui\u00e7\u00e3o desta Festa, os frutos esperados da milit\u00e2ncia cat\u00f3lica seriam a liberdade, a ordem, a tranquilidade, a conc\u00f3rdia e a paz entre os homens.  O motivo anterior para a introdu\u00e7\u00e3o da Festa no ano de 1925 foi a celebra\u00e7\u00e3o do 16\u00ba Centen\u00e1rio do Conc\u00edlio de Niceia, cuja doutrina da Igualdade Substancial entre Cristo e o Pai, repousa na Sua realeza como fundamento. O Papa fixou o \u00faltimo Domingo de Outubro para esta Celebra\u00e7\u00e3o, sobretudo porque tinha em vista a Festa subjacente de Todos os Santos, a fim de se proclamar abertamente a gl\u00f3ria Daquele que triunfa sobre todos os Eleitos. Nesta Festa dever-se-ia fazer a Consagra\u00e7\u00e3o ao Cora\u00e7\u00e3o do Redentor. Com o Conc\u00edlio Vaticano II, em tempo bastante diferente, marcado pela aceita\u00e7\u00e3o pela Igreja da laicidade dos poderes p\u00fablicos num mundo pluricultural e de conv\u00edvio de v\u00e1rias cren\u00e7as religiosas, a Festa de Cristo Rei continuou no calend\u00e1rio geral da Igreja, mas com um sentido mais espiritual e lit\u00fargico, passando a celebrar-se no \u00faltimo Domingo do Ano Lit\u00fargico (34\u00ba do Tempo Comum), como que a encerrar as celebra\u00e7\u00f5es anuais dos mist\u00e9rios crist\u00e3os. A Festa foi assim colocada dentro do contexto escatol\u00f3gico que caracteriza o \u00faltimo Domingo do Tempo Comum. Agora podemos ver mais claramente que o Senhor glorificado \u00e9 o ponto de converg\u00eancia, n\u00e3o s\u00f3 de todo o Ano Lit\u00fargico mas tamb\u00e9m de toda a nossa peregrina\u00e7\u00e3o terrena: &#8220;Jesus Cristo \u00e9 sempre o mesmo, ontem, hoje e amanh\u00e3&#8221; (Hb. 13,8), &#8220;O Alfa e o \u00d3mega, o Princ\u00edpio e o Fim&#8221; (Ap. 22,13). Assim, no \u00faltimo Domingo do Ano Lit\u00fargico surge a figura de Cristo, Rei da Gl\u00f3ria, o fim da hist\u00f3ria humana, ponto de converg\u00eancia para o qual tendem os desejos da Hist\u00f3ria e da Civiliza\u00e7\u00e3o, centro do g\u00e9nero humano, alegria de todos os cora\u00e7\u00f5es e plenitude total de todos os seus anseios. Vivificados e reunidos no Seu esp\u00edrito, caminhamos como peregrinos para a consuma\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria humana, a qual coincide plenamente com o Seu des\u00edgnio de Amor: &#8220;Em Cristo recapitular todas as coisas, as que est\u00e3o nos C\u00e9us e na terra&#8221; (Ef. 1,10). Nesta celebra\u00e7\u00e3o tem-se em conta especialmente as palavras de Jesus a Pilatos. &#8220;Sou Rei, mas n\u00e3o \u00e0 maneira do mundo&#8221;. O Monumento a Cristo Rei \u00e9 assim interpela\u00e7\u00e3o para todos os homens sobre o seu fim \u00faltimo, bem como ao acolhimento de todos no Cora\u00e7\u00e3o de Deus. &#8220;Sinal vis\u00edvel de que Deus atrav\u00e9s do Amor deseja conquistar para Si toda a Humanidade&#8221;. www.cristorei.pt <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A devo\u00e7\u00e3o a Cristo Rei foi especialmente promovida pelo Papa Pio XI, que instituiu a respectiva festa lit\u00fargica no decorrer do Ano Santo de 1925 pela Enc\u00edclica &#8220;Quas Primas&#8221; (11 de Dezembro de 1925), para se celebrar no \u00faltimo Domingo de Outubro de cada ano. 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