{"id":38588,"date":"2009-04-30T16:45:35","date_gmt":"2009-04-30T16:45:35","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/04\/30\/descobrir-o-seminario\/"},"modified":"2009-04-30T16:45:35","modified_gmt":"2009-04-30T16:45:35","slug":"descobrir-o-seminario","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/descobrir-o-seminario\/","title":{"rendered":"Descobrir o semin\u00e1rio"},"content":{"rendered":"<p>Aos 17 anos, h\u00e1 quem j\u00e1 tenha percebido h\u00e1 muito tempo que o seu destino passa pelo sacerd\u00f3cio. Fam\u00edlia e  amigos ajudam no caminho <!--more--> A recorda\u00e7\u00e3o do primeiro chamamento remonta h\u00e1 sete anos atr\u00e1s, quando Lu\u00eds Rafael Azevedo tinha apenas 10 anos. Constantemente desafiado pelos reptos do seu p\u00e1roco para conhecer o Semin\u00e1rio de Resende, em Lamego, a resposta positiva mudou a vida deste jovem adolescente, seminarista h\u00e1 quatro anos.  Foi apenas um fim-de-semana, mas foi suficiente. Lu\u00eds Azevedo era ac\u00f3lito na par\u00f3quia. Juntamente com um colega, ficou impressionado com o esp\u00edrito de grande fam\u00edlia no Semin\u00e1rio de Nossa Senhora de Lourdes, em Resende.  O Semin\u00e1rio Menor \u00e9 o lugar onde se fazem os primeiros anos da forma\u00e7\u00e3o dos seminaristas. Ficam nesta institui\u00e7\u00e3o at\u00e9 completarem o ensino secund\u00e1rio. Na segunda etapa de forma\u00e7\u00e3o, que compreende o curso de teologia, o seminarista entra no Semin\u00e1rio Maior.   Express\u00f5es de \u201cvida familiar, a rela\u00e7\u00e3o entre os sacerdotes e os seminaristas, o rezar em conjunto, at\u00e9 a forma como os jovens estudavam ou jogavam futebol, expressou um modo de vida que eu desconhecia\u201d, relembra.   Na sua vida aponta ter dito \u201cdois grandes \u00abSim\u00bb\u201d. Entrar no Semin\u00e1rio e confirmar o desejo de ordena\u00e7\u00e3o formam dois momentos importantes na vida deste jovem. Mas, aos 17 anos, sabe que este n\u00e3o \u00e9 um caminho certo. Por isso sublinha \u201cesperar\u201d continuar a dar a mesma resposta.   \u201cPor enquanto este \u00absim\u00bb n\u00e3o \u00e9 definitivo, s\u00f3 na ordena\u00e7\u00e3o poder\u00e1 ser\u201d. De qualquer forma, Lu\u00eds Azevedo est\u00e1 muito certo \u201cde que este \u00e9 o caminho a continuar\u201d.  Nem o nomes de \u00abpadreco\u00bb que de vez em quando ouve na escola lhe mudam a certeza. Os seminaristas do Semin\u00e1rio menor de Resende frequentam uma escola cat\u00f3lica. A maioria dos alunos n\u00e3o encara a op\u00e7\u00e3o do Semin\u00e1rio como um obst\u00e1culo.   \u201cJ\u00e1 tenho pedidos para celebrar o casamento\u201d, brinca, explicando que colegas e professores \u201colham para n\u00f3s com esperan\u00e7a\u201d.   Preconceito \u201ch\u00e1 algum\u201d, mas \u201ca grande parte aceita\u201d. Espontaneamente Lu\u00eds assume que \u201ca minha voca\u00e7\u00e3o n\u00e3o depende de quem n\u00e3o aceita ou brinca com a situa\u00e7\u00e3o\u201d.   Os dias s\u00e3o organizados numa rotina que se repete durante a semana. \u00c0s 7 horas da manh\u00e3 os seminaristas come\u00e7am o seu dia para ainda de manh\u00e3, celebrarem a eucaristia, antes de sa\u00edrem para as aulas. Entre estudo de manh\u00e3 e de tarde se reparte o dia de um jovem estudante igual a tantos outros.   Lu\u00eds n\u00e3o considera o hor\u00e1rio demasiado r\u00edgido. \u201cH\u00e1 um esfor\u00e7o por parte dos superiores para mudar algumas actividades para n\u00e3o criar cansa\u00e7o\u201d.   A rigidez, entende estar depende da motiva\u00e7\u00e3o de cada pessoa. \u201cSe andarmos tristes ou abatidos, tudo nos custa e corre mal. O entusiasmo por aqui estarmos transforma as dificuldades em coisas boas\u201d.  A sua vida \u00e9 passada dentro do Semin\u00e1rio. S\u00f3 aos fins-de-semana pode ir a casa, mas n\u00e3o em todos. Se no principio sentia saudades de casa, agora sente saudades do Semin\u00e1rio quando est\u00e1 de f\u00e9rias. \u201cSinto falta dos colegas e da ora\u00e7\u00e3o\u201d.   Numa grande fam\u00edlia o Lu\u00eds \u00e9 agora um irm\u00e3os mais velhos. \u201cExiste um grande respeito entre mais velhos e mais novos\u201d.  Cumplicidade de brincadeiras e conversas que nascem por afinidades, quer em momentos de \u201cpartidas entre todos\u201d ou nos momentos \u201cem que pedimos conselhos\u201d.   \u201cT\u00e3o novo e cheio de certezas\u201d \u00e9 um coment\u00e1rio recorrente. A isto, Lu\u00eds Azevedo explica que \u201ca resposta vem de dentro, tal como surge a certeza de se querer ser m\u00e9dico ou professor\u201d.  Certezas nunca as h\u00e1 em definitivo, por isso \u201cou\u00e7o a minha vontade e dou espa\u00e7o \u00e0 ora\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m para ouvir a voz de Deus\u201d. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aos 17 anos, h\u00e1 quem j\u00e1 tenha percebido h\u00e1 muito tempo que o seu destino passa pelo sacerd\u00f3cio. 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