{"id":38566,"date":"2009-04-30T10:51:37","date_gmt":"2009-04-30T10:51:37","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/04\/30\/promover-as-vocacoes-sacerdotais-e-religiosas\/"},"modified":"2009-04-30T10:51:37","modified_gmt":"2009-04-30T10:51:37","slug":"promover-as-vocacoes-sacerdotais-e-religiosas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/promover-as-vocacoes-sacerdotais-e-religiosas\/","title":{"rendered":"Promover as Voca\u00e7\u00f5es Sacerdotais e Religiosas"},"content":{"rendered":"<p>Inten\u00e7\u00e3o Geral do Santo Padre para o m\u00eas de Maio <!--more--> Que os leigos e as comunidades crist\u00e3s se tornem promotores respons\u00e1veis das voca\u00e7\u00f5es sacerdotais e religiosas. [Inten\u00e7\u00e3o Geral do Santo Padre para o m\u00eas de Maio]  1. A exist\u00eancia humana: dom e chamamento A exist\u00eancia humana \u00e9, \u00e0 luz da revela\u00e7\u00e3o b\u00edblica, \u201cdada\u201d e \u201cchamada\u201d por Deus. \u201cDada\u201d porque \u00e9 dom absolutamente livre de Deus, o qual cria, por amor, aquilo que n\u00e3o existia e, por um amor de todo particular, cria o ser humano \u201c\u00e0 sua imagem e semelhan\u00e7a\u201d; \u201cchamada\u201d porque ser \u201c\u00e0 imagem e semelhan\u00e7a de Deus\u201d ultrapassa a simples condi\u00e7\u00e3o de criatura, \u00e9 chamamento (voca\u00e7\u00e3o) a uma rela\u00e7\u00e3o \u00edntima com o Criador, para viver segundo o seu amor, na alegria da sua presen\u00e7a. A narrativa b\u00edblica da cria\u00e7\u00e3o do ser humano \u00e9 elu-cidativa a este respeito \u2013 elucidativa tamb\u00e9m relativamente ao modo como o ser humano, desde o in\u00edcio, p\u00f5e em causa este chamamento\/voca\u00e7\u00e3o, procurando assenhorear-se da pr\u00f3pria exist\u00eancia, rejeitando a condi\u00e7\u00e3o de criatura \u201cdada\u201d por Deus e, assim, negando a sua voca\u00e7\u00e3o: ser imagem e semelhan\u00e7a do mesmo Deus (cf. G\u00e9nesis 1, 26 \u2013 2, 2; 2, 7-20).  2. Ser crist\u00e3o: gra\u00e7a e voca\u00e7\u00e3o Aquilo que se verifica no acto criador de Deus, desde as origens, aprofunda-se de modo particular, para os crist\u00e3os, no baptismo. Este \u00e9 pura gra\u00e7a de Deus, por meio da qual o disc\u00edpulo de Jesus \u201cnasce de novo\u201d (Jo\u00e3o 3, 5 ss) para a plenitude da \u201cimagem e seme-lhan\u00e7a de Deus\u201d \u2013 agora vivida como ades\u00e3o a Jesus Cristo, o Verbo de Deus feito um de n\u00f3s, e plena identifica\u00e7\u00e3o com Ele. Repetem-se o \u201cdom\u201d e o \u201cchamamento\u201d, n\u00e3o para trazer \u00e0 exist\u00eancia mas para instaurar essa exist\u00eancia numa plenitude de sentido absolutamente para al\u00e9m de qualquer possibilidade humana e numa rela\u00e7\u00e3o com Deus que passa da antiga \u201cimagem e semelhan\u00e7a\u201d \u00e0 dignidade de Filhos \u2013 o \u201csereis como Deus\u201d (cf. G\u00e9nesis 3, 4-5), prometido pela antiga serpente como conquista humana e agora recebido como plenitude de gra\u00e7a, por meio do Esp\u00edrito Santo.  3. \u201cTer voca\u00e7\u00e3o\u201d ou \u201cser chamado\u201d? A voca\u00e7\u00e3o n\u00e3o se \u201ctem\u201d como algo pr\u00f3prio, conquistado ou devido por direito \u2013 nem a voca\u00e7\u00e3o \u00e0 exist\u00eancia, nem \u00e0 reden\u00e7\u00e3o, nem a desempenhar qualquer tarefa que seja, na Igreja. N\u00e3o existe essa voca\u00e7\u00e3o que se teria como coisa dispon\u00edvel. H\u00e1 um chamamento \u2013 a voca\u00e7\u00e3o \u00e9 exterior \u00e0 pessoa, apanha-a desprevenida, desinstala-a e muda-lhe o curso da exist\u00eancia. Assim aconteceu com Abra\u00e3o, Mois\u00e9s, os profetas, os ap\u00f3stolos, Paulo&#8230; Assim acontece \u2013 deveria acontecer \u2013 com cada crist\u00e3o. Em tempos de cristandade, por\u00e9m, as coisas mudaram e, embora sem negar a iniciativa de Deus, o \u201cchamamento\u201d acabou conver-tendo-se em algo pr\u00f3prio de poucos, que \u201ctinham\u201d voca\u00e7\u00e3o. Desaparecido o ambiente de cristandade, com grande parte dos nossos contempor\u00e2neos oscilando entre a indiferen\u00e7a religiosa, o agnosticismo e o ate\u00edsmo, importa recuperar a percep\u00e7\u00e3o original da voca\u00e7\u00e3o como chamamento a seguir Cristo e a tornar-se membro da comunidade nova dos seus dis-c\u00edpulos. O resto \u2013 carismas, minist\u00e9rios, entre eles, o de presb\u00edtero \u2013 vir\u00e1 por acr\u00e9scimo. N\u00e3o quer isto dizer que as voca\u00e7\u00f5es de servi\u00e7o, na Igreja, n\u00e3o sejam importantes e que, concretamente, a Igreja possa seguir adiante sem o sacerd\u00f3cio ministerial. Quer dizer, ape-nas, que \u00e9 necess\u00e1rio olhar para a voca\u00e7\u00e3o a estes minist\u00e9rios integrada na voca\u00e7\u00e3o primei-ra: o chamamento a ser disc\u00edpulo de Cristo e membro da Igreja.  4. Comunidades crist\u00e3s e voca\u00e7\u00f5es sacerdotais e religiosas Leigos e comunidades crist\u00e3s promotores respons\u00e1veis de voca\u00e7\u00f5es sacerdotais e religiosas s\u00e3o, em primeiro lugar, leigos e comunidades crist\u00e3s conscientes da gra\u00e7a que lhes foi concedida e atentos ao chamamento\/voca\u00e7\u00e3o que lhes foi feito: ser disc\u00edpulos do Senhor Jesus. Em comunidades assim \u2013 orantes, ass\u00edduas aos sacramentos, atentas ao ensino da Igreja, fortes na f\u00e9, alegres na esperan\u00e7a, sol\u00edcitas na caridade para com todos \u2013 o Esp\u00edrito n\u00e3o deixar\u00e1 de chamar aqueles que escolheu para os diversos minist\u00e9rios, e nem as comunidades ficar\u00e3o sem presb\u00edteros nem a vida de consagra\u00e7\u00e3o religiosa sem crist\u00e3os e crist\u00e3s que a ela se entreguem. Talvez n\u00e3o segundo os modelos do passado. Talvez em formas novas, de gente que, n\u00e3o \u201ctendo\u201d voca\u00e7\u00e3o, est\u00e1 \u00e0 escuta do que o Esp\u00edrito diz \u00e0 Igre-ja e dispon\u00edvel para acolher o chamamento que o mesmo Esp\u00edrito, atrav\u00e9s da Igreja, lhe possa fazer \u2013 sabendo que por a\u00ed passa, de modo definitivo, a sua realiza\u00e7\u00e3o pessoal, a plenitude da sua \u201cimagem e semelhan\u00e7a com Deus\u201d e da sua filia\u00e7\u00e3o divina, em Jesus Cris-to. Crist\u00e3os assim experimentar\u00e3o o fogo do Esp\u00edrito, chamando-os a aprofundar o seu estilo de vida crist\u00e3, mudando-lhes a direc\u00e7\u00e3o, mostrando-lhes como t\u00eam andado alheios \u00e0 gra\u00e7a ou resistido ao seu chamamento. Com temor e tremor, ser\u00e3o capazes de se compromete-rem definitivamente ao servi\u00e7o da comunidade crist\u00e3 e, nesta e com esta, ao servi\u00e7o da humanidade inteira, mesmo n\u00e3o sabendo, na altura, tudo quanto tal compromisso implica ou quanto ter\u00e3o ainda de mudar, libertos de si e entregues ao poder santificador do Esp\u00edrito \u2013 ao estilo de Abra\u00e3o, partindo para uma terra desconhecida, agarrado a uma promessa e confiado na Palavra d\u2019Aquele que o chamava.   Elias Couto <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Inten\u00e7\u00e3o Geral do Santo Padre para o m\u00eas de Maio<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[294],"class_list":["post-38566","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-vaticano","tag-sacramentos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38566","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=38566"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38566\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=38566"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=38566"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=38566"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}