{"id":38508,"date":"2009-04-28T10:50:42","date_gmt":"2009-04-28T10:50:42","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/04\/28\/inclusao-do-semelhante\/"},"modified":"2009-04-28T10:50:42","modified_gmt":"2009-04-28T10:50:42","slug":"inclusao-do-semelhante","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/inclusao-do-semelhante\/","title":{"rendered":"Inclus\u00e3o do semelhante"},"content":{"rendered":"<p>Ser diferente ou existir em minoria \u00e9 o estandarte para reivindicar a bandeira da inclus\u00e3o. E com justi\u00e7a, pois nunca s\u00e3o de monta as diferen\u00e7as evocadas para distinguir pessoas, grupos ou etnias. A unir todas as particularidades est\u00e1 essa circunst\u00e2ncia \u00fanica que \u00e9 a dignidade da pessoa: uma condi\u00e7\u00e3o antes de ser um direito. O problema n\u00e3o se colocar\u00e1, no entanto, apenas em contextos de diferen\u00e7a. Tamb\u00e9m onde reina a semelhan\u00e7a n\u00e3o s\u00e3o poucos os epis\u00f3dios de exclus\u00e3o, de diferencia\u00e7\u00e3o, de distin\u00e7\u00e3o subjectiva de pessoas, ideias ou projectos. E com o preju\u00edzo que decorre dessas atitudes: para o pr\u00f3prio grupo, como tamb\u00e9m para toda a sociedade. S\u00e3o mais not\u00f3rias essas \u201cfalsas-diferen\u00e7as\u201d quando emergem na hist\u00f3ria do presente exemplos de grandes feitos \u00e0 custa da constru\u00e7\u00e3o da unidade entre pessoas, ao redor de causas, sejam elas nacionais ou religiosas, mas sempre humanas. \u00c9 o caso de S. Nuno de Santa Maria, o Condest\u00e1vel que rejeitava apenas o erro, o perverso, o corrupto para catalisar esfor\u00e7os em benef\u00edcio de objectivos maiores. E com resultados hist\u00f3ricos, uma Na\u00e7\u00e3o, e pessoais, a santidade, que est\u00e3o agora diante de tudo e de todos. S\u00e3o tamb\u00e9m mais necess\u00e1rios os pequenos e os grandes contributos, todos os recursos, quando se quer \u201creinventar a solidariedade\u201d que proporcione dignidade de vida a todas as pessoas, devolva a justi\u00e7a e a paz \u00e0s sociedades e permita a exist\u00eancia a todos os seres. S\u00e3o ainda esperadas atitudes sol\u00edcitas de homens e mulheres que optam por de serem sinais e agentes de um novo Reino, proclamado h\u00e1 2000 anos, apostado em fazer da ordem natural das coisas a lei por excel\u00eancia para a rela\u00e7\u00e3o entre pessoas e para o governo das coisas. Cada um na sua circunst\u00e2ncia e seguindo sempre as pisadas de um Mestre que em todos os momentos fez a vontade d\u2019Aquele que O enviou. Na era da fragmenta\u00e7\u00e3o das pessoas, das coisas, do tempo e do espa\u00e7o, urge devolver a continuidade e a estabilidade a projectos que visam a constru\u00e7\u00e3o da dignidade humana. Na espera paciente por resultados positivos e duradouros e na inclus\u00e3o de todas as partes: as que s\u00e3o diferentes e tamb\u00e9m as que s\u00e3o semelhantes.  <i>Paulo Rocha<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ser diferente ou existir em minoria \u00e9 o estandarte para reivindicar a bandeira da inclus\u00e3o. E com justi\u00e7a, pois nunca s\u00e3o de monta as diferen\u00e7as evocadas para distinguir pessoas, grupos ou etnias. A unir todas as particularidades est\u00e1 essa circunst\u00e2ncia \u00fanica que \u00e9 a dignidade da pessoa: uma condi\u00e7\u00e3o antes de ser um direito. 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