{"id":38506,"date":"2009-04-28T09:39:57","date_gmt":"2009-04-28T09:39:57","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/04\/28\/reinventar-a-solidariedade-em-tempo-de-crise\/"},"modified":"2009-04-28T09:39:57","modified_gmt":"2009-04-28T09:39:57","slug":"reinventar-a-solidariedade-em-tempo-de-crise","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/reinventar-a-solidariedade-em-tempo-de-crise\/","title":{"rendered":"\u00abReinventar a Solidariedade (em tempo de crise)\u00bb"},"content":{"rendered":"<p>Atenta \u00e0 actual conjuntura nacional e mundial, a Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa decidiu promover um simp\u00f3sio de interpela\u00e7\u00e3o da sociedade portuguesa, convocando todos os cidad\u00e3os para uma reflex\u00e3o alargada e profunda sobre o futuro da solidariedade e o modelo de desenvolvimento das sociedades hodiernas.  Enquadrado nas celebra\u00e7\u00f5es do cinquenten\u00e1rio do Santu\u00e1rio de Cristo-Rei (de Almada), e sob o t\u00edtulo \u201cReinventar a Solidariedade (em tempo de crise)\u201d, o simp\u00f3sio ter\u00e1 lugar no dia 15 de Maio, no Centro de Congressos de Lisboa.  Mais do que encontrar formas de ultrapassar a actual crise, pretende-se debater premissas, ideias e iniciativas que possam contribuir para um modelo de desenvolvimento mais humano e solid\u00e1rio. Pretende-se n\u00e3o s\u00f3 inspirar e mobilizar para a ac\u00e7\u00e3o a sociedade portuguesa, como reconhecer as centenas de gestos e iniciativas que, quotidianamente, s\u00e3o express\u00e3o de solidariedade, dentro e fora da Igreja.   Num contexto de incerteza e de profundas transforma\u00e7\u00f5es econ\u00f3micas, sociais e pol\u00edticas a nossa consci\u00eancia n\u00e3o pode deixar de estar alerta. O desafio, para o qual se convocam todos os cidad\u00e3os, \u00e9 o de se encontrarem novos modos e express\u00f5es para a solidariedade, ou seja, para que cada um de n\u00f3s, individual e colectivamente, seja capaz de reinventar a solidariedade. Solidariedade entendida como express\u00e3o de Amor pelo pr\u00f3ximo, mas tamb\u00e9m por todas as formas de vida e pelas futuras gera\u00e7\u00f5es.  A presente crise mundial, sendo financeira, econ\u00f3mica e social, \u00e9 tamb\u00e9m pol\u00edtica, civilizacional, ambiental, moral e espiritual. \u00c9, portanto, fundamental que todas essas dimens\u00f5es se conjuguem na an\u00e1lise e na busca de solu\u00e7\u00f5es.  Urge encontrar outro tipo de economia, compat\u00edvel e solid\u00e1rio com a Vida. Uma economia solid\u00e1ria n\u00e3o no sentido estritamente social, mas no sentido sist\u00e9mico, ou seja, solid\u00e1ria com as pessoas, com a natureza, com a cultura e o conhecimento. E, quando a interdepend\u00eancia \u00e9 reconhecida, a resposta correlativa, como atitude moral e social e como \u201cvirtude\u201d, \u00e9 a solidariedade.  Solidariedade n\u00e3o entendida como um vago sentimento de compaix\u00e3o ou de enternecimento superficial pelos males sofridos por tantas pessoas. Pelo contr\u00e1rio, como determina\u00e7\u00e3o firme e perseverante de se empenhar pelo bem comum; ou seja, pelo bem de todos e de cada um. Nas \u00faltimas d\u00e9cadas, temos vivido uma ilus\u00e3o civilizacional desequilibrada e insustent\u00e1vel. Pois, que a actual crise seja uma oportunidade para a revolu\u00e7\u00e3o da solidariedade, para um novo modelo de desenvolvimento.  Seja o que for o futuro, ele ter\u00e1 de ser capaz de vencer o desafio de reinventar a solidariedade. Ter\u00e3o de emergir sentidos inovadores de responsabilidade colectiva \u2013 que, desde logo, comecem em cada um de n\u00f3s e na pequena escala.  Parte da solu\u00e7\u00e3o para o que vivemos passa pelo reacender de um certo sentido de comunitarismo, por mobilizar todos para formas de participa\u00e7\u00e3o nos lugares. Nunca haver\u00e1 uma cidadania nacional, europeia ou mundial enquanto cada um de n\u00f3s n\u00e3o se envolver no seu pr\u00e9dio, na sua rua, no seu bairro, na sua par\u00f3quia, na sua escola. \u00c9 essa nossa desvincula\u00e7\u00e3o que explica, em parte, o d\u00e9fice de cidadania que vivemos. Mas, acima de tudo, urge reinventar a solidariedade pois \u00e9 na rela\u00e7\u00e3o com o Outro que o Homem se cumpre e se realiza. Pois dela resulta a paz \u2013 e um sentido mais pleno da Hist\u00f3ria e da Humanidade!  Mais informa\u00e7\u00f5es sobre o simp\u00f3sio em <a href= http:\/\/www.reinventarasolidariedade.org target=\"_blank\"><u>www.reinventarasolidariedade.org  <\/u><\/a>  <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Atenta \u00e0 actual conjuntura nacional e mundial, a Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa decidiu promover um simp\u00f3sio de interpela\u00e7\u00e3o da sociedade portuguesa, convocando todos os cidad\u00e3os para uma reflex\u00e3o alargada e profunda sobre o futuro da solidariedade e o modelo de desenvolvimento das sociedades hodiernas. 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