{"id":38460,"date":"2009-04-25T22:44:25","date_gmt":"2009-04-25T22:44:25","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/04\/25\/canonizacao-vigilia-de-oracao-em-lisboa\/"},"modified":"2009-04-25T22:44:25","modified_gmt":"2009-04-25T22:44:25","slug":"canonizacao-vigilia-de-oracao-em-lisboa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/canonizacao-vigilia-de-oracao-em-lisboa\/","title":{"rendered":"Canoniza\u00e7\u00e3o: Vig\u00edlia de Ora\u00e7\u00e3o em Lisboa"},"content":{"rendered":"<p>Homilia de D. Joaquim Mendes, Bispo Auxiliar <!--more--> 1. Nesta noite, unimo-nos aos crist\u00e3os que se deslocaram a Roma, para participar na canoniza\u00e7\u00e3o do Beato Nuno de Santa Maria, que se realiza amanh\u00e3, na Bas\u00edlica de S. Pedro.  Esta celebra\u00e7\u00e3o ganha sentido e um particular significado, porque o Beato Nuno de Santa Maria \u00e9 um Santo de Portugal e \u00e9 tamb\u00e9m um Santo desta cidade de Lisboa, onde viveu a \u00faltima parte da sua vida, como irm\u00e3o da Ordem do Carmo. \u201cUma canoniza\u00e7\u00e3o \u00e9 a proclama\u00e7\u00e3o, pelo Igreja, da santidade de vida de um crist\u00e3o, apresentando-o como modelo e estimulo para a nossa fidelidade e intercessor junto de Deus. Num Santo o mist\u00e9rio da comunh\u00e3o dos Santos ganha rosto concreto e exprime-se num irm\u00e3o nosso que vivei na fidelidade ao seu baptismo, ideal que tamb\u00e9m nos move a n\u00f3s\u201d (Cardeal Patriarca, Carta aos P\u00e1rocos e Comunidades crist\u00e3s Patriarcado, 17 Abril 2009).  2. Os textos proclamados na liturgia recordam a voca\u00e7\u00e3o \u00e0 santidade de todos os baptizados. O texto do livro do Apocalipse apresenta a P\u00e1scoa dos Santos, de todos aqueles que seguiram o Cordeiro e deram testemunho da sua f\u00e9, mesmo em circunst\u00e2ncias dif\u00edceis, de hostilidade e de persegui\u00e7\u00e3o violenta. Numa vis\u00e3o simb\u00f3lica, o texto b\u00edblico apresenta-nos, n\u00e3o s\u00f3 os crist\u00e3os do primeiro s\u00e9culo, mas todos aqueles que, ao longo da hist\u00f3ria, foram fi\u00e9is \u00e0 f\u00e9 do seu Baptismo, e celebram agora a liturgia celeste, com Cristo ressuscitado. Entre eles, encontra-se o Beato Nuno de Santa Maria.  3. S. Jo\u00e3o Cris\u00f3stomo, no texto que lemos, diz que a \u201cluz do crist\u00e3o n\u00e3o pode ficar escondida, uma l\u00e2mpada resplandecente n\u00e3o se pode ocultar\u201d. A vida e a santidade do Beato Nuno de Santa Maria constituem para todos n\u00f3s, para a Igreja e para o mundo, uma grande luz. As refer\u00eancias hist\u00f3ricas, as biografias e o culto que lhe \u00e9 prestado, revelam que ele \u00e9 uma refer\u00eancia importante na hist\u00f3ria e na vida de muitos portugueses. A sua canoniza\u00e7\u00e3o \u00e9 uma oportunidade para o redescobrirmos e colhermos a mensagem da sua vida e da sua santidade, como est\u00edmulo, como caminho e como esperan\u00e7a para os tempos de hoje.  4. O escritor crist\u00e3o Tertuliano diz que n\u00e3o se nasce santo, mas torna-se santo, correspondendo com empenho \u00e0 gra\u00e7a baptismal. Assim aconteceu com o Beato Nuno. Nascido no seio de uma fam\u00edlia crist\u00e3, aos 13 anos ingressou na Cavalaria e foi educado segundo o seu ideal, nas virtudes militares, religiosas e sociais: na coragem, na lealdade, na generosidade, fidelidade \u00e0 Igreja, na obedi\u00eancia, na castidade, na cortesia, na humildade e na benemer\u00eancia. A interioriza\u00e7\u00e3o deste ideal e a pr\u00e1tica destas virtudes fizeram dele um verdadeiro cavalheiro, um \u201chonesto cidad\u00e3o e um bom crist\u00e3o\u201d. O ideal de Cavalaria representou para Nuno e para muitos jovens do seu tempo um ideal de vida, uma aut\u00eantica norma de conduta.   5. No Beato Nuno de Santa Maria, este ideal de Cavalaria revelara-se sobretudo numa grande caridade para com o pr\u00f3ximo, na pr\u00e1tica da virtude da castidade e numa vida de f\u00e9 profunda.  A sua caridade para o pr\u00f3ximo manifestava-se numa profunda humanidade e benignidade para com todos; na cordialidade, na compreens\u00e3o e no respeito, num amor humano permeado do amor divino. Era de uma bondade exigente, em termos de princ\u00edpios e de cumprimento do dever.  Am\u00e1vel, mas firme e disciplinador, com um grande sentido de modera\u00e7\u00e3o e de justi\u00e7a, p\u00f4s de p\u00e9 um ex\u00e9rcito, exigindo dos soldados n\u00e3o somente virtudes e conhecimentos de \u00edndole militar, mas principalmente um conjunto de virtudes morais e de comportamentos, que fizera deles n\u00e3o somente valentes e abnegados soldados, mas tamb\u00e9m crist\u00e3os. Era pr\u00f3ximo e amigo dos seus soldados; tratava-os com respeito e com justi\u00e7a; era compreensivo e generoso, repartindo com eles os seus bens.  Tinha um grande ascendente, prestigio e autoridade moral, que suscitava, nos seus soldados e em quantos o conheciam e privavam com ele, n\u00e3o s\u00f3 admira\u00e7\u00e3o, mas emula\u00e7\u00e3o e estima. Era para todos um verdadeiro exemplo de vida. Na actividade militar, a sua humanidade e a sua caridade crist\u00e3 manifestava-se tamb\u00e9m em rela\u00e7\u00e3o aos inimigos, cuidando dos prisioneiros e dos feridos. N\u00e3o permitia que a sua gente devastasse aldeias nem searas, protegia as mulheres, as crian\u00e7as e os pobres.  Em tempos de carestia chegou a alimentar \u00e0 sua custa 400 castelhanos, distribuindo 6.400 alqueires de trigo. \u201cTodos lhe queriam bem e rogavam a Deus por ele\u201d.  Era um homem casto. \u201cAtrav\u00e9s da castidade, soube guardar, em todos os momentos, a solidez dos sentimentos, a juventude do cora\u00e7\u00e3o, a desinteressada e generosa frescura de convic\u00e7\u00f5es\u201d.  Fern\u00e3o Lopes escreveu que ele \u00abfoi em seu tempo claro espelho de honestos costumes\u00bb. \u00abComo a estrela da manh\u00e3, foi claro em sua gera\u00e7\u00e3o, sendo de honesta vida e honrosos feitos\u00bb. O rigor e a sinceridade da sua virtude permitiam-lhe exercer uma indiscut\u00edvel e enorme influ\u00eancia em redor de si, tanto na corte, como no ex\u00e9rcito de que era chefe. N\u00e3o permitia desordens sexuais entre os seus soldados, procurou previne-las, por isso as suas tropas tornaram-se fermento de uma vida social mais s\u00e3 e sinal do esp\u00edrito crist\u00e3o junto do povo.  Confirma-o as palavras do rei, D. Jo\u00e3o I, que dizia frequentemente \u00abque os bons costumes que em Portugal havia, que o Condest\u00e1vel os pusera todos\u00bb.  Era um grande crente, um homem de f\u00e9 crist\u00e3 profunda. A f\u00e9 constituiu o fundamento de toda a sua vida. Oliveira Martins escreveu que \u00aba sua f\u00e9 em Deus era a chama em que ardia a sua dedica\u00e7\u00e3o patri\u00f3tica e a sua energia militar. A religi\u00e3o era a raiz; a virtude, a coragem, o civismo, os ramos da \u00e1rvore da sua vida, iniciada pela revolu\u00e7\u00e3o m\u00edstica da Cavalaria. Salvando Portugal, levantando um trono ao Mestre de Aviz, cumpria a empresa que lhe fora marcada; mas essa empresa, transcendentalizando-se, importava a pr\u00f3pria exalta\u00e7\u00e3o da alma no seio de Deus amado\u00bb. O Beato Nuno aliou aos dotes militares, uma espiritualidade sincera e profunda. A sua vida interior alicer\u00e7ada numa f\u00e9 profunda, alimentava-se de uma vida de ora\u00e7\u00e3o intensa, de uma grande confian\u00e7a em Deus, de grande amor \u00e0 Eucaristia e de uma grande devo\u00e7\u00e3o \u00e0 Sant\u00edssima Virgem. Participava diariamente na Eucaristia e jejuava v\u00e1rios dias por semana em honra da Sant\u00edssima Virgem.  6. Deus fora sempre a refer\u00eancia dos seus actos e de toda a sua vida, por isso, cumprida a sua miss\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Na\u00e7\u00e3o que amara e servira com dedica\u00e7\u00e3o, generosidade, fidelidade e amor, decidiu dedicar-se totalmente a Deus, entregando-se a vida de ora\u00e7\u00e3o mais intensa e \u00e0 caridade para com o pr\u00f3ximo, servindo os pobres. Em 1422, repartiu todas as suas terras, perdoou a quem lhe devia em dinheiro, sal ou p\u00e3o, despojou-se de tudo e foi residir para o Convento do Carmo, inicialmente como simples crist\u00e3o, buscando o recolhimento.  Um ano depois, em 1423, a 15 de Agosto, festa da Assun\u00e7\u00e3o da Bem-aventurada Virgem Maria, professou como \u201cirm\u00e3o Donato\u201d, tomando o nome de Nuno de Santa Maria, levando uma vida extremamente humilde, simples e pobre, servindo dedicadamente os pobres, pedindo esmola como eles e para eles, impressionando vivamente os habitantes de Lisboa de ent\u00e3o. Fora sobretudo este exemplo vivo de caridade, mais do que as suas ac\u00e7\u00f5es militares, que o entronizou no cora\u00e7\u00e3o dos habitantes de Lisboa. N\u00e3o podia deixar de impressionar que, aquele que fora, depois do Rei, o fidalgo mais poderoso do pa\u00eds, Condest\u00e1vel do Reino, Conde de Our\u00e9m, Conde de Arroiolos, Conde de Barcelos, Mordomo-Mor do Reino, donat\u00e1rio de muitas cidades e vilas, se despojasse de tudo, se entregasse a uma vida de pobreza, simplicidade, humildade, ora\u00e7\u00e3o e servi\u00e7o aos pobres!  Morreu no dia 1 de Abril de 1431, domingo de P\u00e1scoa, com 71 anos incompletos. Ap\u00f3s a sua morte, o reconhecimento e a proclama\u00e7\u00e3o p\u00fablica da sua santidade deram origem ao culto p\u00fablico, agora reconhecido oficialmente.  7. A vida de Nuno de Santa Maria constitui \u00abum exemplo superior da concep\u00e7\u00e3o crist\u00e3 de vida\u00bb, quer pela obra que realizou, quer pelo exemplo da sua vida. A sua obra foi a liberdade do Pa\u00eds e tudo o que essa liberdade possibilitou da\u00ed em diante, em termos de futuro, como refere a \u201cCr\u00f3nica do Condest\u00e1vel\u201d: \u00abNun\u00b4Alvares remiu Portugal do cativeiro castelhano, f\u00ea-lo renascer como pa\u00eds livre e independente. Depois de Aljubarrota encontrou-se, de uma vez para sempre, como na\u00e7\u00e3o\u201d. A sua vida \u00e9 um alto exemplo de hero\u00edsmo e de santidade, profundamente marcada pelo sentido do bem comum. Nela se pode ver a manifesta\u00e7\u00e3o do poder da for\u00e7a da presen\u00e7a de Deus e da sua ac\u00e7\u00e3o, no homem que se alia com Ele, para construir a hist\u00f3ria, a libertar da opress\u00e3o e da viol\u00eancia, abrir caminhos de paz, de reconcilia\u00e7\u00e3o, de liberdade, de estabilidade, e de prosperidade, contribuindo para a constru\u00e7\u00e3o de um futuro digno do homem. A vida do Beato Nuno de Santa Maria mostra que \u00e9 poss\u00edvel aliar a vida p\u00fablica e a cidadania \u00e0 f\u00e9, \u00e0 santidade e \u00e0 consagra\u00e7\u00e3o a Deus. A sua vida, alicer\u00e7ada numa f\u00e9 inabal\u00e1vel e num esp\u00edrito de radical caridade \u00e9 um exemplo de vida para os homens de todos os tempos.   8. A Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa, na sua Nota Pastoral, por ocasi\u00e3o da sua canoniza\u00e7\u00e3o, de 6 de Mar\u00e7o passado, apresenta-o como \u00abexemplo her\u00f3ico em tempo de crise\u201d, desta \u201ccrise global que tem origem num vazio de valores morais\u201d (\u2026). Neste contexto, diz a Nota, o testemunho da vida de D. Nuno constituir\u00e1 uma for\u00e7a de mudan\u00e7a em favor da justi\u00e7a e da fraternidade, da promo\u00e7\u00e3o de estilos de vida mais s\u00f3brios e solid\u00e1rios e de iniciativas de partilha de bens. Ser\u00e1, tamb\u00e9m, um apelo a uma cidadania exemplarmente vivida e um forte convite \u00e0 dignifica\u00e7\u00e3o da vida pol\u00edtica como express\u00e3o do melhor humanismo ao servi\u00e7o do bem comum\u201d. E \u00e9-o, sem d\u00favida! Que o exemplo da vida do Beato Nuno, cuja santidade ser\u00e1 publicamente reconhecida pela Igreja amanh\u00e3, suscite em todos os portugueses o desejo de uma \u201dvida pautada pelos valores evang\u00e9licos, orientada pelo maior bem comum de todos, dispon\u00edvel para lutar pelos superiores interesses da P\u00e1tria, solicita por servir os mais desprotegidos e pobres\u201d, que s\u00e3o cada vez mais no nosso tempo. \u201cAcolhendo e seguindo o seu exemplo, seremos certamente parte activa na constru\u00e7\u00e3o da sociedade mais justa e fraterna que todos desejamos\u201d.  <i>\u2020 Joaquim Mendes, Bispo Auxiliar de Lisboa<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Homilia de D. Joaquim Mendes, Bispo Auxiliar<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[147,154,168,199,206,246,275],"class_list":["post-38460","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-conferencia-episcopal-portuguesa","tag-crianca","tag-diocese-da-guarda","tag-espiritualidade","tag-familia","tag-liturgia","tag-pascoa"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38460","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=38460"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38460\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=38460"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=38460"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=38460"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}