{"id":384441,"date":"2025-07-15T13:06:12","date_gmt":"2025-07-15T12:06:12","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=384441"},"modified":"2025-07-15T13:06:38","modified_gmt":"2025-07-15T12:06:38","slug":"ninguem-vai-de-maos-vazias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/ninguem-vai-de-maos-vazias\/","title":{"rendered":"\u00a0\u201cNingu\u00e9m vai de m\u00e3os vazias\u2026\u201d"},"content":{"rendered":"<p><em>Irm\u00e3 Beta Almendra,\u00a0em miss\u00e3o\u00a0em\u00a0Wau, no Sud\u00e3o do Sul<\/em><br \/>\n<!--more--><\/p>\n<figure id=\"attachment_384442\" aria-describedby=\"caption-attachment-384442\" style=\"width: 400px\" class=\"wp-caption alignright\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-384442 size-medium\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Irma-Beta-Almendra-400x267.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"267\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Irma-Beta-Almendra-400x267.jpg 400w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Irma-Beta-Almendra-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Irma-Beta-Almendra-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Irma-Beta-Almendra-391x260.jpg 391w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Irma-Beta-Almendra.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-384442\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Funda\u00e7\u00e3o AIS<\/figcaption><\/figure>\n<p><em>H\u00e1 fome e desespero no Sud\u00e3o do Sul, um pa\u00eds atormentado pela pobreza e viol\u00eancia. A Irm\u00e3 Beta Almendra, uma comboniana na Diocese de Wau, esteve na Funda\u00e7\u00e3o AIS em Lisboa e falou longamente sobre o seu trabalho, sobre ser mission\u00e1ria no mais jovem pa\u00eds do mundo, e do medo de se voltar, \u201ca qualquer momento\u201d, ao drama da guerra civil. Mas nada disso parece assustar esta portuguesa que diz ser \u201cmuito feliz por ser mission\u00e1ria\u201d e que ama o povo do Sud\u00e3o do Sul.<\/em><\/p>\n<p>\u201cA situa\u00e7\u00e3o\u00a0no Sud\u00e3o do Sul\u00a0est\u00e1 muito, muito insegura\u201d, diz Elisabete Almendra, mais conhecida como Irm\u00e3 Beta.\u00a0\u201cA guerra civil pode regressar a qualquer momento\u201d,\u00a0alerta\u00a0a religiosa portuguesa. Em entrevista \u00e0 Funda\u00e7\u00e3o AIS em Lisboa, numa breve pausa do trabalho mission\u00e1rio que desenvolve na Diocese de\u00a0Wau,\u00a0a\u00a0comboniana\u00a0explica que na origem do conflito est\u00e1\u00a0a quest\u00e3o \u00e9tnica. \u201cEsta\u00a0\u00e9 uma situa\u00e7\u00e3o muito clara\u201d,\u00a0diz. \u201cO presidente\u00a0\u00e9 de uma tribo e o vice-presidente \u00e9 de outra tribo\u00a0e s\u00e3o as duas maiores tribos do pa\u00eds, as que t\u00eam mais for\u00e7a\u201d, acrescenta.\u00a0\u201cE s\u00e3o inimigos\u00a0por\u00a0natureza.\u201d\u00a0De facto,\u00a0a\u00a0curta hist\u00f3ria do\u00a0Sud\u00e3o do Sul\u00a0\u2013\u00a0ganhou a independ\u00eancia em 2011 e continua a ser o pa\u00eds mais novo do mundo \u2013\u00a0est\u00e1 marcada pela viol\u00eancia da guerra\u00a0que,\u00a0na verdade,\u00a0\u00e9 um\u00a0conflito com ra\u00edzes \u00e9tnicas, entre as for\u00e7as leais ao presidente Salva\u00a0Kiir,\u00a0da etnia\u00a0Dinka,\u00a0e ao vice-presidente\u00a0Riek\u00a0Machar, que pertence ao povo Nuer.\u00a0Essa guerra, que custou a vida a mais de 400 mil pessoas,\u00a0come\u00e7ou em 2013 e prolongou-se at\u00e9 2018,\u00a0quando foi assinado um acordo de paz.\u00a0Um acordo que, sublinha a religiosa portuguesa, pode\u00a0ser substitu\u00eddo a qualquer momento pelo combate nas ruas, nas aldeias e cidades.\u00a0\u201cH\u00e1 partes do Sud\u00e3o do Sul que j\u00e1 est\u00e3o constantemente em lutas, em conflitos\u201d, reconhece.<\/p>\n<h4>\u201cNingu\u00e9m vai de m\u00e3os vazias&#8230;\u201d<\/h4>\n<p>Como se n\u00e3o bastasse\u00a0a amea\u00e7a ao regresso da guerra, o Sud\u00e3o do Sul, que \u00e9 tamb\u00e9m um pa\u00eds muito pobre, tem vindo a\u00a0acolher\u00a0milhares de pessoas que atravessam a fronteira\u00a0e que fogem elas pr\u00f3prias da guerra que est\u00e1 a consumir o vizinho Sud\u00e3o.\u00a0Tudo\u00a0isto\u00a0ajuda a compreender por que raz\u00e3o as Na\u00e7\u00f5es Unidas consideram que a crise humanit\u00e1ria que est\u00e1 a\u00a0afectar\u00a0esta regi\u00e3o de \u00c1frica \u00e9 uma das mais severas em todo o globo. Isso\u00a0reflecte-se\u00a0j\u00e1 na vida das comunidades locais\u00a0no Sud\u00e3o do Sul. \u00c9 assim tamb\u00e9m\u00a0na Diocese de\u00a0Wau,\u00a0onde muitas\u00a0pessoas\u00a0conseguem\u00a0apenas\u00a0fazer\u00a0uma refei\u00e7\u00e3o por dia.\u00a0Pobreza que\u00a0se traduz em muitas m\u00e3os que\u00a0batem\u00a0\u00e0 porta das Irm\u00e3s\u00a0Combonianas\u00a0que,\u00a0muitas vezes,\u00a0sentem\u00a0elas pr\u00f3prias\u00a0a impot\u00eancia de quem n\u00e3o tem\u00a0tamb\u00e9m\u00a0muito para\u00a0oferecer.\u00a0\u201cTentamos\u00a0dar sempre um peda\u00e7o de p\u00e3o&#8230; Quando era a altura das mangas, and\u00e1vamos a apanhar mangas para dar.\u00a0N\u00e3o\u00a0era\u00a0a\u00a0quantidade [suficiente] para ajudar a fam\u00edlia, porque muita gente vem e pede ajuda\u00a0tamb\u00e9m\u00a0para a fam\u00edlia, mas\u00a0sempre\u00a0havia\u00a0alguma coisa\u00a0para dar, um quilo de a\u00e7\u00facar\u00a0ou\u00a0algo assim. Ningu\u00e9m vai de m\u00e3os vazias.\u00a0Mas j\u00e1 sabemos que a realidade \u00e9 muito dura.\u201d<\/p>\n<h4>\u201cO que eles sabem fazer \u00e9 lutar&#8230;\u201d<\/h4>\n<p>A realidade \u00e9\u00a0dura e chega a ser\u00a0desesperante.\u00a0E j\u00e1 houve dias\u00a0em que a Irm\u00e3 Beta sucumbiu\u00a0\u00e0s pr\u00f3prias l\u00e1grimas.\u00a0\u201cQuantas vezes\u2026\u00a0Choramos porque as coisas n\u00e3o correm bem e parece at\u00e9 que n\u00e3o estamos a fazer o nosso melhor, mas a realidade \u00e9 muito dura em todos os\u00a0aspectos\u201d, confessa.\u00a0A fome, a pobreza em geral,\u00a0s\u00e3o fantasmas que ensombram\u00a0a vida na regi\u00e3o, a que acresce, agora,\u00a0a amea\u00e7a do regresso da guerra\u00a0civil. E h\u00e1 tantas pessoas\u00a0que trazem\u00a0j\u00e1\u00a0os traumas\u00a0da guerra\u00a0dentro de si.\u00a0\u201cO que eles sabem fazer \u00e9 lutar\u2026 Desde que nasceram que s\u00f3 viram a guerra \u00e0 sua volta. Est\u00e3o traumatizados\u201d, diz a irm\u00e3, reconhecendo que isto \u00e9 um problema que demora tempo, \u00e0s vezes muito tempo, at\u00e9 ser ultrapassado.\u00a0\u201cAs casas constroem-se, fisicamente as coisas constroem-se, mas\u00a0para\u00a0se voltar a construir um\u00a0ser humano\u00a0isso\u00a0demora muito tempo. Eu vejo estas pessoas realmente como traumatizados da guerra\u201d, afirma a Irm\u00e3 Beta.<\/p>\n<h4>\u201cNosso Senhor d\u00e1-nos for\u00e7a&#8230;\u201d<\/h4>\n<p>No entanto, apesar de todos os problemas,\u00a0de\u00a0todas as dificuldades, apesar\u00a0de tantas m\u00e3os a pedir ajuda\u00a0e de haver t\u00e3o pouco para distribuir,\u00a0o balan\u00e7o que a Irm\u00e3 Beta Almendra faz\u00a0dos quatro anos e meio que leva\u00a0j\u00e1\u00a0de miss\u00e3o no Sud\u00e3o do Sul\u00a0n\u00e3o podia ser melhor.\u00a0\u201cSou muito feliz por ser mission\u00e1ria\u201d, diz,\u00a0com um sorriso que lhe vem de dentro. \u201cMesmo quando estamos no meio de grandes dramas humanit\u00e1rios, Nosso Senhor d\u00e1-nos realmente for\u00e7a. D\u00e1-nos a for\u00e7a.\u00a0D\u00e1-nos a for\u00e7a para estarmos e estarmos bem e a n\u00e3o querermos outra vida\u201d, diz\u00a0ainda\u00a0com toda a convic\u00e7\u00e3o.\u00a0A Irm\u00e3 Beta Almendra est\u00e1 empenhada em diversos\u00a0projectos,\u00a0alguns apoiados pela Funda\u00e7\u00e3o AIS,\u00a0nomeadamente ao n\u00edvel da pastoral familiar,\u00a0e que\u00a0envolvem meninas e mulheres.\u00a0Atrav\u00e9s do\u00a0acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o,\u00a0as irm\u00e3s procuram\u00a0criar as\u00a0ferramentas\u00a0necess\u00e1rias para\u00a0um futuro sem\u00a0pobreza e viol\u00eancia.\u00a0Mas nada se faz sem um absoluto empenhamento pessoal. \u00c9 preciso\u00a0estar\u00a0presente,\u00a0\u00e9 necess\u00e1rio\u00a0falar\u00a0com as pessoas\u00a0que precisam de desabafar,\u00a0mas \u00e9 tamb\u00e9m fundamental\u00a0saber ouvir e fazer\u00a0sempre\u00a0tudo\u00a0com\u00a0muito\u00a0amor. \u201cA grande diferen\u00e7a \u00e9\u00a0este\u00a0amar, estarmos ali presentes com amor. \u00c9 s\u00f3 isso, \u00e9 s\u00f3 isso.\u00a0\u00c9 preciso escolas, hospitais, mas realmente precisamos de ouvir, de escutar, de dar um abra\u00e7o. Podemos resolver problemas, fazer um hospital construir uma escola&#8230;\u00a0mas, no fundo, o importante \u00e9 estarmos com o povo\u201d, afirma.<\/p>\n<h4>\u201cPrecisamos dos benfeitores&#8230;\u201d<\/h4>\n<p>O exemplo desta\u00a0simp\u00e1tica irm\u00e3 portuguesa\u00a0tem ajudado a contagiar\u00a0sorrisos que ajudam a trazer novas\u00a0voca\u00e7\u00f5es para a Igreja.\u00a0O trabalho dos padres, das religiosas, dos catequistas tem vindo a ser semente que cai em terreno f\u00e9rtil\u00a0neste pa\u00eds e concretamente na Diocese de\u00a0Wau.\u00a0\u201cNo Sud\u00e3o do Sul h\u00e1 voca\u00e7\u00f5es, h\u00e1 jovens que querem ser\u00a0padres e freiras, e a Igreja local tem\u00a0que\u00a0crescer, e n\u00f3s estamos l\u00e1 para isso, para ajudar a Igreja a acrescer. N\u00f3s somos pontes, os mission\u00e1rios s\u00e3o pontes que ajudam estas coisas a acontecer\u2026\u201d No meio de tudo isto, no meio de todas as necessidades, h\u00e1 sempre\u00a0a\u00a0certeza da\u00a0m\u00e3o amiga da Funda\u00e7\u00e3o AIS que tamb\u00e9m est\u00e1 presente na Diocese\u00a0de\u00a0Wau,\u00a0o\u00a0que tem feito toda a diferen\u00e7a.\u00a0\u201cO\u00a0que eu digo sempre \u00e9 muito obrigada por estarmos juntos, por caminharmos juntos\u201d, diz a religiosa como agradecimento a toda a ajuda, a toda a solidariedade que os benfeitores da AIS t\u00eam canalizado\u00a0para o Sud\u00e3o do Sul.\u00a0\u201cH\u00e1\u00a0uns\u00a0que t\u00eam p\u00e9s e v\u00e3o,\u00a0e outros que t\u00eam m\u00e3os e rezam. E \u00e9\u00a0assim,\u00a0todos juntos,\u00a0que fazemos a miss\u00e3o. N\u00e3o estou sozinha, n\u00e3o estamos sozinhos. L\u00e1, no\u00a0Sud\u00e3o do Sul, precisamos dos benfeitores, da ajuda. E rezamos muito por todos. E pe\u00e7o que rezem\u00a0pela paz, rezem para que continuemos em paz, pois sentimos que realmente as coisas podem ficar muito complicadas, mas estamos juntos. Eu conto realmente com a ora\u00e7\u00e3o das pessoas de\u00a0Portugal e do mundo inteiro,\u00a0para nos ajudarem a promover a paz\u201d, diz, a concluir,\u00a0a Irm\u00e3 Elisabete Almendra.<\/p>\n<p><em>Paulo Aido\u00a0| www.fundacao-ais.pt<\/em><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10pt;\"><em>(Os artigos de opini\u00e3o publicados na sec\u00e7\u00e3o \u2018Opini\u00e3o\u2019 e \u2018Rubricas\u2019 do portal da Ag\u00eancia Ecclesia s\u00e3o da responsabilidade de quem os assina e vinculam apenas os seus autores.)<\/em><\/span><\/p>\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe  id=\"_ytid_56686\"  width=\"480\" height=\"270\"  data-origwidth=\"480\" data-origheight=\"270\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/CjATcdLPP9I?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=pt&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=0&#038;fs=1&#038;playsinline=1&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; 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