{"id":384265,"date":"2025-07-18T09:00:31","date_gmt":"2025-07-18T08:00:31","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=384265"},"modified":"2025-07-18T12:25:42","modified_gmt":"2025-07-18T11:25:42","slug":"lusofonias-proteger-a-criacao-num-mundo-a-arder","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/lusofonias-proteger-a-criacao-num-mundo-a-arder\/","title":{"rendered":"LUSOFONIAS &#8211; Proteger a Cria\u00e7\u00e3o, num mundo a arder\u2026"},"content":{"rendered":"<p><em>Tony Neves, em Roma<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Lusofonias-Proteger-a-Criacao3-21-7-25.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-384268 size-large\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Lusofonias-Proteger-a-Criacao3-21-7-25-1024x683.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"683\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Lusofonias-Proteger-a-Criacao3-21-7-25-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Lusofonias-Proteger-a-Criacao3-21-7-25-400x267.jpg 400w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Lusofonias-Proteger-a-Criacao3-21-7-25-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Lusofonias-Proteger-a-Criacao3-21-7-25-391x260.jpg 391w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Lusofonias-Proteger-a-Criacao3-21-7-25.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Jo\u00e3o Paulo II surpreendeu o mundo em 1990 quando publicou uma ousada e original Mensagem para o Dia Mundial da Paz: \u2018Paz com Deus Criador, Paz com toda a Cria\u00e7\u00e3o\u2019. O Papa Francisco, 25 anos depois, publicou a \u2018Laudato Si\u2019 sobre o cuidado da casa comum. Para celebrar estes dois textos inspiradores, o Papa Le\u00e3o XIV aprovou a nova f\u00f3rmula de ora\u00e7\u00f5es para a Missa pela Prote\u00e7\u00e3o da Cria\u00e7\u00e3o. Numa confer\u00eancia de imprensa, a 3 de julho, foi publicada esta not\u00edcia, acompanhada de explica\u00e7\u00f5es relevantes. Esta \u00e9 a 50\u00aa Missa para \u2018diversas necessidades e ocasi\u00f5es\u2019 que constam no Missal Romano.\u00a0 Junta-se \u00e0s 20 que dizem respeito \u00e0 Igreja, \u00e0s 17 relativas a necessidades civis e \u00e0s 12 para diversas circunst\u00e2ncias. A raz\u00e3o mais profunda desta \u2018Missa pela prote\u00e7\u00e3o da Cria\u00e7\u00e3o\u2019 reside no facto do mundo viver numa situa\u00e7\u00e3o de grave crise ecol\u00f3gica e ambiental.<\/p>\n<p>O Papa Le\u00e3o XIV celebrou, oficialmente, a 9 de julho, a primeira Missa seguindo este formul\u00e1rio. Simbolicamente escolheu o \u2018Borgo Laudato Si\u2019, criado nos Jardins de Castelgandolfo em 2023. Assim, estando em f\u00e9rias nesta vila junto ao Lago Albano, Le\u00e3o XIV presidiu \u00e0 Missa Campal (na \u2018catedral natural\u2019, assim chamou!) alertando para a necessidade de cuidar da Cria\u00e7\u00e3o. Come\u00e7ou, num improviso, por pedir ora\u00e7\u00f5es pela convers\u00e3o de quantos, dentro e fora da Igreja, ainda n\u00e3o reconhecem a urg\u00eancia de cuidar da casa comum. Considerou urgente esta convers\u00e3o, num tempo em que muitos desastres s\u00e3o, em parte, causados pelos excessos do ser humano, com o seu estilo de vida.<\/p>\n<p>Quis Le\u00e3o XIV que esta celebra\u00e7\u00e3o fosse um momento familiar e sereno, mas a acontecer \u2018num mundo que arde, tanto pelo aquecimento global como pelos conflitos armados, que tornam t\u00e3o atual a mensagem do Papa Francisco nas suas enc\u00edclicas \u2018Laudato Si\u2019 e \u2018Fratelli Tutti\u2019.<\/p>\n<p>O Evangelho que apresenta Cristo a acalmar a tempestade aponta para a confian\u00e7a num Deus que \u2018domina as for\u00e7as diante das quais as criaturas se sentem perdidas\u2019. Lembrou o Papa: \u2018A nossa miss\u00e3o de guardar a Cria\u00e7\u00e3o, de levar-lhe paz e reconcilia\u00e7\u00e3o, \u00e9 a sua pr\u00f3pria miss\u00e3o: a miss\u00e3o que o Senhor nos confiou. Ouvimos o grito da terra, ouvimos o grito dos pobres, porque este grito chegou ao cora\u00e7\u00e3o de Deus. A nossa indigna\u00e7\u00e3o \u00e9 a sua indigna\u00e7\u00e3o, o nosso trabalho \u00e9 o seu trabalho\u2019.<\/p>\n<p>Os desafios ecol\u00f3gicos s\u00e3o enormes e os advers\u00e1rios s\u00e3o muitos, alicer\u00e7ados em interesses altamente rent\u00e1veis. Mas &#8211; lembra o Papa \u2013 \u2018a alian\u00e7a indestrut\u00edvel entre o Criador e as criaturas, de facto, mobiliza a nossa intelig\u00eancia e os nossos esfor\u00e7os, para que o mal se transforme em bem, a injusti\u00e7a em justi\u00e7a, a gan\u00e2ncia em comunh\u00e3o\u2019. Tal exige um olhar contemplativo. S\u00f3 este \u2018nos pode fazer sair da crise ecol\u00f3gica que tem como causa a rutura das rela\u00e7\u00f5es com Deus, com o pr\u00f3ximo e com a terra, por causa do pecado\u2019.<\/p>\n<p>Naqueles belos e simb\u00f3licos Jardins do Pal\u00e1cio Papal de Castelgandolfo, o Borgo Laudato Si pretende ser um espa\u00e7o de forma\u00e7\u00e3o e conscientiza\u00e7\u00e3o sobre os temas da prote\u00e7\u00e3o da Casa Comum, confiado ao Centro de Ensino Superior Laudato Si, um organismo cient\u00edfico, educativo e de atividade social. Neste \u2018Borgo\u2019 tenta-se aplicar os princ\u00edpios gravados nesta enc\u00edclica social. Quando Le\u00e3o XIV visitou, a 29 de maio, pela primeira vez, Castelgandolfo, quis conhecer de perto esta iniciativa e ficou muito agradado com ela. Da\u00ed ter decidido celebrar ali a 1\u00aa Missa pela Prote\u00e7\u00e3o da Cria\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No final da homilia, o Papa disse: \u2018o Borgo Laudato Si, onde nos encontramos, quer ser, por intui\u00e7\u00e3o do Papa Francisco, um \u2018laborat\u00f3rio\u2019 no qual viver aquela harmonia com a cria\u00e7\u00e3o que \u00e9, para n\u00f3s, cura e reconcilia\u00e7\u00e3o, elaborando formas novas e eficazes de proteger a natureza que nos foi confiada\u2019.<\/p>\n<p>E, como bom Agostiniano, Le\u00e3o XIV, concluiu com uma frase c\u00e9lebre dos escritos de S. Agostinho: \u2018\u00d3 Senhor, as tuas obras te louvam para que te amemos, e n\u00f3s te amamos para que as tuas obras te louvem!\u2019. Os votos finais s\u00e3o estimulantes: \u2018Que esta seja a harmonia que espalhamos pelo mundo\u2019.<\/p>\n<p><em>Tony Neves, em Roma<\/em><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10pt;\"><em>(Os artigos de opini\u00e3o publicados na sec\u00e7\u00e3o \u2018Opini\u00e3o\u2019 e \u2018Rubricas\u2019 do portal da Ag\u00eancia Ecclesia s\u00e3o da responsabilidade de quem os assina e vinculam apenas os seus autores.)\u00a0<\/em><\/span><\/p>\n<div class=\"ast-oembed-container \" style=\"height: 100%;\"><iframe title=\"Spotify Embed: LUSOFONIAS - Proteger a Cria\u00e7\u00e3o, num mundo a arder\u2026\" style=\"border-radius: 12px\" width=\"100%\" height=\"152\" frameborder=\"0\" allowfullscreen allow=\"autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/open.spotify.com\/embed\/episode\/0hDyYuRaXwFx4OY1sGKkyb?si=Ikc-0CU4TneUm1CLU9TBog&#038;utm_source=oembed\"><\/iframe><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tony Neves, em 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