{"id":38347,"date":"2009-04-20T16:25:53","date_gmt":"2009-04-20T16:25:53","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/04\/20\/presidente-da-cep-fala-de-ataques-a-familia\/"},"modified":"2009-04-20T16:25:53","modified_gmt":"2009-04-20T16:25:53","slug":"presidente-da-cep-fala-de-ataques-a-familia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/presidente-da-cep-fala-de-ataques-a-familia\/","title":{"rendered":"Presidente da CEP fala de \u00abataques\u00bb \u00e0 fam\u00edlia"},"content":{"rendered":"<p>D. Jorge Ortiga deixa cr\u00edticas \u00e0 legaliza\u00e7\u00e3o do matrim\u00f3nio entre homossexuais e \u00e0 banaliza\u00e7\u00e3o do aborto   <!--more--> O presidente da Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa (CEP), D. Jorge Ortiga, deixou esta Segunda-feira duras cr\u00edticas \u00e0s pol\u00edticas do governo em mat\u00e9rias relacionadas como o casamento, o aborto e a eutan\u00e1sia.  O Arcebispo de Braga fez uma refer\u00eancia directa \u00e0 tentativa de \u201credefini\u00e7\u00e3o legal do casamento (e, desse modo, do conceito de fam\u00edlia), de modo a nele incluir uni\u00f5es entre pessoas do mesmo sexo\u201d, situa\u00e7\u00e3o que classificou como \u201cgrave\u201d.  Falando no discurso de abertura da Assembleia Plen\u00e1ria da CEP, que decorre em F\u00e1tima at\u00e9 dia 24, este respons\u00e1vel defendeu que \u201ca identidade pr\u00f3pria da fam\u00edlia\u201d n\u00e3o pode \u201cconfundir-se com qualquer outro tipo de conviv\u00eancia\u201d.   Mais \u00e0 frente, D. Jorge Ortiga condenou a \u201cbanaliza\u00e7\u00e3o\u201d do div\u00f3rcio, afirmando que \u201cas recentes altera\u00e7\u00f5es legislativas ao regime do div\u00f3rcio, que o facilitam ainda mais e que tornam o casamento civil o mais inst\u00e1vel dos contratos, n\u00e3o podem deixar de ser apontadas como sinal negativo\u201d.  Para o Arcebispo de Braga, \u201cos cidad\u00e3os t\u00eam o direito de saber qual a concep\u00e7\u00e3o de pol\u00edtica familiar subjacente aos v\u00e1rios programas\u201d, frisando que \u201cseria bom que os candidatos apresentassem propostas reflectidas sobre estas quest\u00f5es, que s\u00e3o mais decisivas para o futuro da sociedade do que muitas outras que ocupam lugares de primazia em agendas partid\u00e1rias e em primeiras p\u00e1ginas de jornais e notici\u00e1rios\u201d.  \u201cA desestrutura\u00e7\u00e3o familiar chega a estar na origem de fen\u00f3menos t\u00e3o graves como a toxicodepend\u00eancia e a delinqu\u00eancia juvenil. Mas mesmo quando n\u00e3o se atingem estes extremos, n\u00e3o pode dizer-se que ser\u00e1 salutar uma sociedade onde a situa\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as que n\u00e3o s\u00e3o simultaneamente educadas pelo pai e pela m\u00e3e deixou de ser excep\u00e7\u00e3o e passou a ser regra\u201d, apontou o presidente da CEP. D. Jorge Ortiga disse tamb\u00e9m que \u201ca conviv\u00eancia familiar \u00e9 tamb\u00e9m, por vezes, a ocasi\u00e3o que propicia fen\u00f3menos de viol\u00eancia dom\u00e9stica, que representam a completa pervers\u00e3o dos valores familiares\u201d. \u201cSem descurar a ac\u00e7\u00e3o dos sistemas policial e judicial na repress\u00e3o deste fen\u00f3meno, h\u00e1 que salientar a import\u00e2ncia da preven\u00e7\u00e3o, o que tamb\u00e9m depende da educa\u00e7\u00e3o e da prepara\u00e7\u00e3o para o casamento\u201d, indicou.   <i>Aborto e eutan\u00e1sia<\/i> As cr\u00edticas do Arcebispo de Braga alargaram-se \u00e0s \u201camea\u00e7as e atitudes de nega\u00e7\u00e3o do direito a nascer e a viver\u201d, apontando o dedo a uma \u201cmentalidade deliberadamente anti-natalista\u201d. D. Jorge Ortiga referiu que a \u201clegaliza\u00e7\u00e3o do aborto\u201d levou a uma \u201cbanaliza\u00e7\u00e3o crescente dessa pr\u00e1tica\u201d. \u201cComo se revelam agora enganadoras as declara\u00e7\u00f5es de que a legaliza\u00e7\u00e3o permitira conter o n\u00famero dos abortos, atrav\u00e9s de sistemas de aconselhamento\u201d, acusa. O discurso do presidente da CEP passou ainda pelas \u201canunciadas propostas de legaliza\u00e7\u00e3o da eutan\u00e1sia, que apresentam a morte como resposta ao sofrimento da doen\u00e7a e da fase terminal da vida\u201d. \u201cH\u00e1 que valorizar a vida, mesmo na doen\u00e7a e na sua fase terminal. A doen\u00e7a n\u00e3o retira dignidade \u00e0 vida\u201d, defende D. Jorge Ortiga. Para a Igreja, prosseguiu, \u201ca vida biol\u00f3gica, desde a concep\u00e7\u00e3o at\u00e9 \u00e0 morte, possui uma sacralidade intr\u00ednseca, uma dignidade inalien\u00e1vel e origin\u00e1ria que lhe confere um valor \u00fanico e irrepet\u00edvel\u201d.  O presidente do episcopado portugu\u00eas aplaudiu \u201cmedidas recentes de aumento dos abonos de fam\u00edlia ou de alargamento das licen\u00e7as de maternidade e paternidade\u201d, mas lembrou que persiste \u201ca injusti\u00e7a de um sistema fiscal que discrimina negativamente as pessoas casadas e que n\u00e3o tem em devida conta os encargos que os filhos representam\u201d. Noutro \u00e2mbito, o Arcebispo de Braga apontou o dedo \u00e0 \u201clegisla\u00e7\u00e3o, recentemente aprovada, que consagra a obrigatoriedade da disciplina de educa\u00e7\u00e3o sexual, sem atender \u00e0 necessidade de respeitar as convic\u00e7\u00f5es das fam\u00edlias, pode vir a traduzir-se noutro atentado aos seus direitos\u201d.  \u201cAtendendo a experi\u00eancias j\u00e1 realizadas entre n\u00f3s, s\u00e3o justificados os receios de que os programas dessa disciplina possam chocar com as concep\u00e7\u00f5es \u00e9ticas das fam\u00edlias em mat\u00e9ria t\u00e3o delicada\u201d, acrescentou.  <i>Crise<\/i> Numa interven\u00e7\u00e3o que abordou diversos temas da actualidade, D. Jorge Ortiga frisou que \u201co cen\u00e1rio de crise econ\u00f3mica, que j\u00e1 se verifica e que tender\u00e1 a agravar-se nos pr\u00f3ximos tempos, torna particularmente gravoso o futuro de muitas fam\u00edlias\u201d.  \u201cEsta crise econ\u00f3mica poder\u00e1 servir, precisamente, para descobrir novas formas de organiza\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica, mais fraternas e solid\u00e1rias, mais \u00e0 medida da pessoa e da fam\u00edlia\u201d, disse. O Arcebispo de Braga assinalou que \u201cperante a crescente exclus\u00e3o social, s\u00f3 uma verdadeira integra\u00e7\u00e3o de todos \u2013 pessoas e grupos sociais \u2013 permitir\u00e1 que a pobreza e a discrimina\u00e7\u00e3o n\u00e3o proliferem\u201d.  Ap\u00f3s falar no \u201cespectro da pobreza, tantas vezes envergonhada\u201d, este respons\u00e1vel observou que \u201ca fal\u00eancia do sistema econ\u00f3mico-financeiro exige uma solu\u00e7\u00e3o global, onde a participa\u00e7\u00e3o de cada um fa\u00e7a com que as coisas materiais sejam colocadas ao servi\u00e7o do bem comum\u201d. Neste contexto, D. Jorge Ortiga acusou os empres\u00e1rios que \u201cabandonaram o barco com atitudes fraudulentas, n\u00e3o respeitando as m\u00ednimas exig\u00eancias \u00e9ticas\u201d e os trabalhadores que \u201ccaminham na ilus\u00e3o de acreditar em realidades que n\u00e3o existem\u201d.  \u201cS\u00f3 com maior sobriedade, austeridade e compromisso colectivo ultrapassaremos o que parece inevit\u00e1vel\u201d, referiu. O presidente da CEP deixou claro que \u201co direito ao trabalho \u00e9 prim\u00e1rio e condicionante da dignidade da pessoa humana\u201d.  \u201cNegar ou n\u00e3o proporcionar que todos possam exercer uma actividade que permita o essencial para viver, significa gerar fen\u00f3menos de exclus\u00e3o e marginalidade social, potencialmente causadores de inseguran\u00e7a, viol\u00eancia ou incapacidade de vida em comum no respeito por todos\u201d, alertou, antes de referir ao \u201cproblema dos desempregados envergonhados, que nunca poderemos ignorar\u201d.  Em conclus\u00e3o, o presidente da CEP fez votos de que \u201cPortugal tenha a certeza de que a Igreja acompanha os sofrimentos de todos para fazer alimentar a esperan\u00e7a num amanh\u00e3 menos cansado, porque cheio de serenidade e alegria\u201d.  \u201cCom o Santo Condest\u00e1vel, inventemos modos novos de servir a causa do Evangelho para que, a partir da fam\u00edlia, criemos condi\u00e7\u00f5es para uma Igreja com futuro e um Portugal com esperan\u00e7a\u201d, disse, lembrando a pr\u00f3xima canoniza\u00e7\u00e3o de Nuno \u00c1lvares Pereira.  <B>Not\u00edcias relacionadas<\/B> <a href=\"noticia.asp?noticiaid=72090\">\u2022 Discurso de D. Jorge Ortiga na abertura da Assembleia Plen\u00e1ria da Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>D. 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