{"id":383357,"date":"2025-07-08T13:00:15","date_gmt":"2025-07-08T12:00:15","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=383357"},"modified":"2025-07-08T13:00:15","modified_gmt":"2025-07-08T12:00:15","slug":"quantos-mais-clerigos-tem-de-se-suicidar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/quantos-mais-clerigos-tem-de-se-suicidar\/","title":{"rendered":"Quantos mais cl\u00e9rigos t\u00eam de se suicidar?&#8230;"},"content":{"rendered":"<p><em>Padre Miguel Lopes Neto, Diocese do Algarve, membro RedAlfamed e Universidade de Huelva<\/em><!--more--><\/p>\n<figure id=\"attachment_329388\" aria-describedby=\"caption-attachment-329388\" style=\"width: 382px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/miguel-neto-mc-2024.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-329388\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/miguel-neto-mc-2024-382x260.jpg\" alt=\"\" width=\"382\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/miguel-neto-mc-2024-382x260.jpg 382w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/miguel-neto-mc-2024-1024x698.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/miguel-neto-mc-2024-768x523.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/miguel-neto-mc-2024-474x324.jpg 474w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/miguel-neto-mc-2024.jpg 1500w\" sizes=\"(max-width: 382px) 100vw, 382px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-329388\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Ag\u00eancia ECCLESIA\/MC<\/figcaption><\/figure>\n<p>A morte do <a href=\"https:\/\/www.diocesinovara.it\/addio-a-don-matteo-balzano\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Pe. Matteo Balzano<\/a>, que recentemente p\u00f4s termo \u00e0 pr\u00f3pria vida, \u00e9 mais do que uma trag\u00e9dia pessoal. \u00c9 um grito angustiado de alerta para a Igreja e para a sociedade. Quantos mais padres ter\u00e3o de morrer, para que nos questionemos a s\u00e9rio sobre a sua sa\u00fade mental? Quantos mais suic\u00eddios, quantas mais vidas destru\u00eddas pelo sofrimento, escondido atr\u00e1s de uma batina, ser\u00e3o necess\u00e1rios para que se olhe de frente este problema? Quantos mais ter\u00e3o de viver no sil\u00eancio, as suas dores, ou ver o seu trabalho e a sua pessoa julgados nas redes sociais, sem qualquer esp\u00e9cie de pudor, ou pior ainda, sem a miseric\u00f3rdia que devia ser uma constante no olhar dos crist\u00e3os???&#8230;<\/p>\n<p>O suic\u00eddio, seja ele imediato ou disfar\u00e7ado de autodestrui\u00e7\u00e3o lenta, atrav\u00e9s do \u00e1lcool, das drogas ou do abuso de medicamentos, ou somente de uma tristeza sem tamanho, tem vindo a crescer entre o clero europeu e latino-americano. N\u00e3o \u00e9 de hoje que os padres vivem sob press\u00e3o constante: exig\u00eancias pastorais intermin\u00e1veis, reuni\u00f5es, jornadas, atividades e mais atividades. Tudo parece girar \u00e0 volta do fazer, do organizar, do planear. De um gerir, tantas vezes, de coisas que n\u00e3o se centram diretamente no seu m\u00fanus ou nas suas caracter\u00edsticas pessoais. Porque os padres n\u00e3o saem de uma f\u00e1brica, padronizados e todos prontos a exercer as mesmas fun\u00e7\u00f5es. E, pelo meio desse ativismo desenfreado, esquecemo-nos do essencial: a rela\u00e7\u00e3o humana, o cuidado m\u00fatuo, a escuta verdadeira.<\/p>\n<p>Os padres tornaram-se, muitas vezes, prisioneiros de um modelo de Igreja, no qual o sucesso se mede pelo n\u00famero de fi\u00e9is na missa, pelo n\u00famero de voca\u00e7\u00f5es no semin\u00e1rio, pela quantidade de eventos organizados. N\u00e3o h\u00e1 espa\u00e7o para a contempla\u00e7\u00e3o, para o sil\u00eancio, para a partilha honesta das alegrias e das dificuldades. Vive-se para responder a expectativas externas, para corresponder aos gostos e \u00e0s esperan\u00e7as de paroquianos (tantas vezes, eles mesmos, marcados pelas infelicidades e desequil\u00edbrios provocados por expectativas pessoais e relacionais imposs\u00edveis de atingir) e superiores. Quem n\u00e3o encaixa no molde \u00e9 criticado, comparado, julgado, empurrado para a solid\u00e3o, sem olhar \u00e0s consequ\u00eancias. Por todos os que o rodeiam e sejamos muito claros: isso implica os colegas, os paroquianos, a fam\u00edlia\u2026<\/p>\n<p>Na minha opini\u00e3o (e este \u00e9 um artigo de opini\u00e3o) este \u00e9 sinal de um caminho de aus\u00eancia de rela\u00e7\u00f5es humanas saud\u00e1veis e desinteressadas, atrav\u00e9s do qual dar\u00edamos espa\u00e7o ao outro para que desenvolvesse e fizesse morada esta terra com os seus h\u00e1bitos, gostos e o insubstitu\u00edvel direito \u00e0 vida privada e discreta. O exemplo de Jesus Cristo \u00e9-nos dado, nas narrativas dos Evangelhos, sobretudo, no que toca \u00e0s rela\u00e7\u00f5es humanas; n\u00e3o nos transmite, uns atr\u00e1s outros, regras para desenvolver planos e atividades pastorais, reuni\u00f5es, jornadas. E eu reflito: se n\u00e3o formos sinceros, saud\u00e1veis e transparentes nas nossas rela\u00e7\u00f5es, servirmos de exemplo a quem? Nada, nem ningu\u00e9m.<\/p>\n<p>Os presb\u00edteros, para al\u00e9m de terem direito a uma vida fora da estrutura org\u00e2nica eclesial, t\u00eam direito a terem defeitos. Estamos legitimados a errar, por sermos filhos amados de Deus e pecadores. Faz parte da nossa condi\u00e7\u00e3o humana podermos falhar. Podemos ter gostos que os nossos paroquianos n\u00e3o apreciam e n\u00e3o entendem. N\u00e3o temos o dever, que muitos paroquianos e crist\u00e3os acham aceit\u00e1vel, de que outros nos carreguem com as suas prefer\u00eancias, esperan\u00e7as e expectativas.<\/p>\n<p>Teremos de suportar o permanente peso das cr\u00edticas, das compara\u00e7\u00f5es cru\u00e9is, da press\u00e3o que transformou o amor em julgamento? \u201cEle n\u00e3o sorri\u201d; \u201cEle n\u00e3o quer envolver-se em determinadas a\u00e7\u00f5es\u201d \u2026 Quantas vezes eu e outros presb\u00edteros ouvimos estas palavras? N\u00e3o podemos continuar a viver de apar\u00eancia, nem a exigir perfei\u00e7\u00e3o dos outros, enquanto esquecemos de ver o cora\u00e7\u00e3o por tr\u00e1s de cada gesto. N\u00e3o s\u00e3o os atos vazios, a decora\u00e7\u00e3o da Igreja, as cerim\u00f3nias marcadas por liturgias pesadas e sem falhas, que far\u00e3o de um sacerdote uma verdadeira testemunha de Cristo. Ser\u00e1 o apoio, a escuta, o acolhimento genu\u00edno.<\/p>\n<p>N\u00e3o podemos esquecer que Judas Iscariotes traiu Jesus Cristo, porque Ele n\u00e3o correspondeu \u00e0s suas prefer\u00eancias, esperan\u00e7as e expectativas! N\u00e3o podemos admitir crist\u00e3os com os mesmos prop\u00f3sitos de Judas Iscariotes. A persegui\u00e7\u00e3o mais dif\u00edcil de suportar, infelizmente, j\u00e1 n\u00e3o vem do exterior. Habita entre n\u00f3s. Apresenta-se disfar\u00e7ada sob o tradicionalismo e o conservadorismo anacr\u00f3nico e superficial, com posi\u00e7\u00f5es de autoridade, sorrisos for\u00e7ados e discursos grandiloquentes. O espa\u00e7o para a verdadeira caridade quase desapareceu. Falta cuidado genu\u00edno. O amor capaz de ouvir, receber e apoiar tornou-se raro, ou seja, no meio desta cultura de exig\u00eancia e apar\u00eancia, a verdadeira caridade \u2014 a que acolhe, escuta, ampara \u2014 vai desaparecendo.<\/p>\n<p>Ainda h\u00e1 quem acredite que um padre deve ser infal\u00edvel, imperturb\u00e1vel, um \u2018super-homem\u2019, protegido pela batina. Mas a realidade \u00e9 outra: n\u00f3s os padres somos homens, com fragilidades, limites, necessidades e desejos de perten\u00e7a e compreens\u00e3o. Somos, sobretudo, irm\u00e3os nossos na F\u00e9, o nosso pr\u00f3ximo. E o que nos \u00e9 pedido que fa\u00e7amos ao pr\u00f3ximo? Que o olhemos como um \u201crosto que incomoda maravilhosamente a vida\u201d e que \u201cencontramos ao longo do caminho e pelo qual nos deixamos mover e comover: mover dos nossos planos e prioridades e comover intimamente por aquilo que vive aquela pessoa, para lhe dar lugar e espa\u00e7o na nossa caminhada\u201d, pois \u201c\u00e9 um rosto que revela a nossa humanidade tantas vezes atribulada e ignorada\u201d (Francisco, 2019<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>).<\/p>\n<p>Ser padre n\u00e3o \u00e9 sin\u00f3nimo de suportar tudo at\u00e9 \u00e0 exaust\u00e3o. Ser \u2018<em>in persona Christi\u2019<\/em> n\u00e3o \u00e9 ser m\u00e1rtir de um sistema que n\u00e3o cuida dos seus. A sa\u00fade mental e emocional dos presb\u00edteros devia ser uma prioridade absoluta, n\u00e3o um tema tabu ou secund\u00e1rio. Quando um padre pede ajuda, n\u00e3o pode ser encaminhado para um terapeuta apenas \u2018da confian\u00e7a da diocese\u2019. O caminho para a cura exige liberdade, confian\u00e7a e respeito pela intimidade de cada um.<\/p>\n<p>Fingir que tudo est\u00e1 bem, enquanto tantos sofrem em sil\u00eancio, sem apoio genu\u00edno, a bem de uma imagem que n\u00e3o nos cura, nem nos acolhe, mas que v\u00ea no ritual o caminho do tratamento, \u00e9 a ant\u00edtese do que \u00e9 necess\u00e1rio, ou seja, o acolhimento.<\/p>\n<p>A Igreja precisa urgentemente de reaprender a ser comunidade de cuidado, de proximidade, de compaix\u00e3o ativa. Precisa de aceitar que os padres t\u00eam direito a errar, a ter interesses pr\u00f3prios, a viver uma vida privada e discreta. S\u00f3 quando percebermos que s\u00e3o, antes de mais, pessoas e que, sendo-o, demonstrar\u00e3o genu\u00edna capacidade de compreender e ajudar os demais, haver\u00e1 possibilidade de erguer uma Igreja mais humana e menos letal para os seus.<\/p>\n<p>E deixo um lamento final: sei que este texto tocar\u00e1 muitos positivamente, por sentirem exatamente o que acabo de referir, por perceberem que n\u00e3o est\u00e3o s\u00f3s. E \u00e9 verdade, n\u00e3o est\u00e3o e Deus vela por cada um. Mas outros por\u00e3o em pr\u00e1tica, muito rapidamente, o tal empenho em opinar negativamente, avaliando a verdade e a sinceridade como falhas que impedem algu\u00e9m de ser um bom presb\u00edtero, ou um presb\u00edtero com o desejo profundo e honesto de servir Nosso Senhor. Disse-o: n\u00e3o somos moldados fixamente; n\u00e3o desejamos todos ter o mesmo tipo de miss\u00e3o. E com estes comportamentos estamos a perder os talentos de muitos que, n\u00e3o sendo obrigatoriamente p\u00e1rocos, por exemplo, poder\u00e3o ser exemplares noutras fun\u00e7\u00f5es, pois o que verdadeiramente importa no compromisso sacerdotal \u00e9 ser uma testemunha ativa e competente naquilo que se sente como voca\u00e7\u00e3o e que n\u00e3o \u00e9 somente a vida paroquial. Ningu\u00e9m \u00e9 mais fraco por n\u00e3o ser p\u00e1roco; ao inv\u00e9s pode ser um bom docente, um bom diretor de um departamento, um bom m\u00fasico, etc. e assim cumprirem \u201ca miss\u00e3o de ensinar todos os povos e de pregar o Evangelho a toda a criatura, para que todos os homens pela f\u00e9, pelo batismo e pelo cumprimento dos mandamentos consigam a salva\u00e7\u00e3o\u201d (cf. Mt 28, 18). \u00a0Fica o lamento, mas tamb\u00e9m a dica e a deixa: quem tem estes problemas \u00e9 capaz de muito e de bem fazer. N\u00e3o esque\u00e7am.<\/p>\n<p>Quantos mais cl\u00e9rigos t\u00eam de se suicidar para que finalmente se mude de caminho?<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\"><strong><span style=\"font-size: 10pt;\">[1]<\/span><\/strong><\/a><span style=\"font-size: 10pt;\"> Francisco (2019). <em>Angelus<\/em>. Visita ao Lar do Bom Samaritano, Jornada Mundial da Juventude, no Panam\u00e1. <em>Vatican News<\/em>, <a href=\"https:\/\/www.vaticannews.va\/pt\/papa\/news\/2019-01\/papa-francisco-panama-jmj-2019-discurso-lar.html\">https:\/\/www.vaticannews.va\/pt\/papa\/news\/2019-01\/papa-francisco-panama-jmj-2019-discurso-lar.html<\/a>.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10pt;\"><em>(Os artigos de opini\u00e3o publicados na sec\u00e7\u00e3o \u2018Opini\u00e3o\u2019 e \u2018Rubricas\u2019 do portal da Ag\u00eancia Ecclesia s\u00e3o da responsabilidade de quem os assina e vinculam apenas os seus autores.)<\/em><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Padre Miguel Lopes Neto, Diocese do Algarve, membro RedAlfamed e Universidade de Huelva<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":329388,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"default","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"set","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[],"class_list":["post-383357","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/383357","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=383357"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/383357\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/329388"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=383357"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=383357"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=383357"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}