{"id":38316,"date":"2009-04-19T00:33:12","date_gmt":"2009-04-19T00:33:12","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/04\/19\/papa-em-avaliacao\/"},"modified":"2009-04-19T00:33:12","modified_gmt":"2009-04-19T00:33:12","slug":"papa-em-avaliacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/papa-em-avaliacao\/","title":{"rendered":"Papa em avalia\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>An\u00e1lise de profissionais da comunica\u00e7\u00e3o social aos quatro anos de pontificado aborda a principais dimens\u00f5es da miss\u00e3o assumida por Bento XVI <!--more--> Bento XVI assinala este Domingo quatro anos de pontificado. Para os avaliar, a Ag\u00eancia ECCLESIA ouviu a opini\u00e3o de jornalistas que, em diferentes \u00f3rg\u00e3os de comunica\u00e7\u00e3o social, acompanham a actualidade religiosa nacional e internacional.  O \u00faltimo ano do pontificado de Bento XVI, a marca que este Papa deixar\u00e1 na Igreja Cat\u00f3lica, a gest\u00e3o de quest\u00f5es medi\u00e1ticas e a solid\u00e3o do Papa s\u00e3o quest\u00f5es analisadas por Ant\u00f3nio Marujo, jornalista do jornal \u00abP\u00fablico\u00bb, Henrique Matos, jornalista do programa Ecclesia, e Paulo Agostinho, da Ag\u00eancia Lusa.  <b>Politicamente (in)correcto<\/b> Um Papa em \u201ccontraciclo\u201d. Henrique Matos aponta uma pessoa que refuta o \u201cpensamento do politicamente correcto que nos marca os dias, e que gera uma mentalidade incapaz de assumir posi\u00e7\u00f5es definitivas ou apontar valores como itiner\u00e1rios a seguir\u201d. Bento XVI, afirma, \u201csubstituiu as virtudes medi\u00e1ticas do seu antecessor por uma postura humilde e uma sabedoria vasta e inc\u00f3moda\u201d. Este \u00faltimo ano de pontificado serviu para sublinhar um estilo e uma estrat\u00e9gia pastoral. Bento XVI opta por fazer \u201cuma pausa na interven\u00e7\u00e3o social e por falar mais ad intra, catequizar, convidar os crentes a um aprofundamento da f\u00e9 que professam, e que o fa\u00e7am com o cora\u00e7\u00e3o mas tamb\u00e9m com a raz\u00e3o\u201d.   Ant\u00f3nio Marujo aponta a vontade de aproxima\u00e7\u00e3o \u00e0 Fraternidade Sacerdotal S\u00e3o Pio X (FSSPX) e a m\u00e1 recep\u00e7\u00e3o medi\u00e1tica da viagem a \u00c1frica como dois acontecimentos marcantes deste \u00faltimo ano de pontificado. Este jornalista do \u00abP\u00fablico\u00bb questiona a inten\u00e7\u00e3o do Papa de uma \u201cfalsa unidade a todo o custo\u201d. \u201cCusta-me entender este desejo obsessivo de unidade com quem h\u00e1 tanto tempo n\u00e3o est\u00e1, manifestamente, interessado nela. A unidade faz-se na diversidade, sim, mas na aceita\u00e7\u00e3o do fundamental do Evangelho. Parece-me que os argumentos da FSSPX t\u00eam pouco a ver com esse fundamento\u201d.  Ant\u00f3nio Marujo reflecte ainda sobre o que chama ser \u201cuma obsess\u00e3o\u201d: a recusa do preservativo e dos meios de contracep\u00e7\u00e3o \u201cartificiais\u201d, \u201cque ainda se mant\u00e9m na Igreja apenas porque, no processo de redac\u00e7\u00e3o da Humanae Vitae, triunfaram as press\u00f5es de alguns cardeais da C\u00faria sobre o bom senso dos te\u00f3logos, m\u00e9dicos e casais que participavam na comiss\u00e3o\u201d. O impacto que causado pelas declara\u00e7\u00f5es do Papa remete, segundo Ant\u00f3nio Marujo, para outra quest\u00e3o: \u201ch\u00e1 um preconceito medi\u00e1tico grav\u00edssimo contra Bento XVI. Porque uma coisa \u00e9 aceitar o preservativo como anticoncepcional, outra \u00e9 saber se ele resolve o problema da sida em \u00c1frica. E, neste aspecto, h\u00e1 especialistas que dizem que o Papa tem raz\u00e3o\u201d. O jornalista do \u00abP\u00fablico\u00bb recorda ainda as etapas \u201cmuito positivas\u201d que foram as viagens aos Estados Unidos e a Fran\u00e7a, em 2008. \u201cA primeira pelo encontro com as v\u00edtimas dos abusos sexuais de membros do clero. A segunda pela reflex\u00e3o sobre a laicidade, importante reflex\u00e3o sobre o lugar da Igreja em sociedades democr\u00e1ticas\u201d.  Paulo Agostinho esperava deste pontificado a continuidade do \u201cdiscurso de modernidade\u201d do anterior. Ao contr\u00e1rio, \u201co discurso cristalizou-se e os sinais de abertura ao mundo t\u00eam sido fr\u00e1geis num momento em que a Igreja mais precisa de estar no mundo\u201d. O jornalista da Lusa \u00e9 da opini\u00e3o que no \u201cper\u00edodo de crise, como o que estamos a viver, n\u00e3o sentimos da parte do Papa aquele sinal de esperan\u00e7a de que os cat\u00f3licos e o mundo precisa. Com esse distanciamento face aos problemas, os esfor\u00e7os de muitas comunidades eclesiais e o papel empenhado de muitos cat\u00f3licos acaba por ser ignorado pela maioria dos homens e o progressivo abandono dos crentes acentua-se\u201d.  <b>Para a Hist\u00f3ria<\/b> Para Ant\u00f3nio Marujo, jornalista do jornal \u00abP\u00fablico\u00bb, \u00e9 ainda prematuro analisar a marca que Bento XVI deixa na hist\u00f3ria da Igreja, apontado no entanto um primeiro tra\u00e7o. \u201cO valor que o Papa d\u00e1 ao di\u00e1logo entre a f\u00e9 e a raz\u00e3o \u00e9 um aspecto importante do seu pontificado. Num tempo em que a f\u00e9 tem de ser cada vez mais esclarecida, deve ser destacado\u201d.  Paulo Agostinho acentua tamb\u00e9m essa prioridade de Bento XVI em \u201crecentrar as preocupa\u00e7\u00f5es com a f\u00e9. Tem-se consolidado muitas quest\u00f5es teol\u00f3gicos essenciais, procurando reduzir ao seu contexto grandes quest\u00f5es mundanas de viv\u00eancia da f\u00e9\u201d. O jornalista da Lusa lamenta, no entanto, que n\u00e3o se fa\u00e7am mais esfor\u00e7os por concretizar o Conc\u00edlio Vaticano II. \u201cEste Papado, at\u00e9 pelo actual contexto hist\u00f3rico, pode ser uma das \u00faltimas grandes oportunidades de um di\u00e1logo inter-religioso e ecum\u00e9nico prof\u00edcuo\u201d, refere.  Henrique Matos afirma que a hist\u00f3ria mostrar\u00e1 que o pontificado de Bento XVI foi um tempo de \u201cparagem e introspec\u00e7\u00e3o\u201d. \u201cUm momento de descoberta do sagrado e da valoriza\u00e7\u00e3o do espiritual numa Igreja que durante d\u00e9cadas se esgotou no assistencialismo\u201d. \u201cBento XVI \u00e9 o Papa que convida a sentar e a escutar, que desafia \u00e0 humildade e prop\u00f5e o amor como arma poderosa. \u00c9 um pontificado em que a Igreja refor\u00e7a a sua dimens\u00e3o de imutabilidade numa cultura do vol\u00e1til\u201d.  <b>L\u00edder na C\u00faria Romana<\/b> Sobre as renova\u00e7\u00f5es da C\u00faria Romana, Henrique Matos aponta uma \u201cinternacionaliza\u00e7\u00e3o\u201d, procurando uma representa\u00e7\u00e3o dos continentes que actualmente s\u00e3o \u201cos pulm\u00f5es do cristianismo como \u00e9 o caso da \u00c1frica ou da Am\u00e9rica\u201d, com uma t\u00f3nica comum: a  da forma\u00e7\u00e3o teol\u00f3gica.   J\u00e1 Ant\u00f3nio Marujo afirma que a renova\u00e7\u00e3o \u201cn\u00e3o se tem notado\u201d. Este jornalista preconiza uma renova\u00e7\u00e3o mais \u201cinternacional e mais abrangente\u201d. Leigos, te\u00f3logos, bispos, respons\u00e1veis de movimentos, devem ser chamados a participar nos processos de decis\u00e3o, adianta o jornalista do \u00abP\u00fablico, para quem a Igreja \u201cdeve ser cada vez mais uma comunh\u00e3o de comunidades e menos institui\u00e7\u00e3o.  Paulo Agostinho refere que \u201ca maior parte das renova\u00e7\u00f5es refor\u00e7am o peso de uma maneira muito especial de ver o mundo \u2013 a romana \u2013 em vez de se privilegiar quem tem feito um trabalho pastoral activo no mundo. Mas, apesar disso, existem algumas escolhas que me merecem alguma confian\u00e7a para o futuro\u201d.  <b>Pontificado medi\u00e1tico<\/b> Paulo Agostinho fala em \u201ccaos\u201d quando em causa est\u00e1 a avalia\u00e7\u00e3o da gest\u00e3o medi\u00e1tica neste pontificado. Sustentando que \u201co p\u00falpito de Roma deveria ser um palco t\u00e3o importante como a Casa Branca ou as Na\u00e7\u00f5es Unidas\u201d, o jornalista da lusa refere que \u201ca Igreja tem de saber e querer comunicar com o mundo. Mas isso n\u00e3o est\u00e1 a suceder, seja nas dioceses, seja em Roma. Existe uma arrog\u00e2ncia de certeza can\u00f3nica sobre as quest\u00f5es do mundo que choca depois com os problemas da realidade. E a efic\u00e1cia argumentativa e de persuas\u00e3o que a Igreja deveria ter fica apenas reduzida a mais um grupo de press\u00e3o ou um l\u00f3bi de circunst\u00e2ncia. N\u00e3o h\u00e1 uma estrat\u00e9gia. E a postura pessoal do Papa n\u00e3o ajuda a que este cen\u00e1rio se inverta. \u00c9 taciturno, reservado. Tudo o contr\u00e1rio daquilo que deve ser um grande comunicador de massas no mundo moderno\u201d.   Para Henrique Matos, os meios de comunica\u00e7\u00e3o actualmente, olham mais \u201c\u00e0 forma que ao conte\u00fado e quando olham para este \u00faltimo, contentam-se com uma parcela, \u2018a que mais interessa\u2019, para o sucesso da not\u00edcia\u201d. O discurso de Ratisbona, a refer\u00eancia ao preservativo na viagem para \u00c1frica s\u00e3o exemplos recordados pelo jornalista do programa Ecclesia.  \u201cA rela\u00e7\u00e3o da Igreja com a sociedade \u00e9 um di\u00e1logo muito abrangente, que passa em primeiro lugar pela ac\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito, pelo testemunho de vida dos crist\u00e3os e pelos seus gestos solid\u00e1rios. Bem mais t\u00e9nue \u00e9 o impacto gerado pela comunica\u00e7\u00e3o social\u2026 que por vezes parece arrumar tudo na mesma gaveta, o deslize do Papa e a gafe do ministro, antecipando logo, o fim da religi\u00e3o para o primeiro e a derrota nas elei\u00e7\u00f5es para o segundo\u201d, refere.  Na gest\u00e3o da comunica\u00e7\u00e3o, Ant\u00f3nio Marujo sustenta a necessidade de promover discursos positivos, que evidenciem o que a Igreja faz, por exemplo na preven\u00e7\u00e3o da SIDA. Isto apesar do \u201cpreconceito medi\u00e1tico\u201d que \u201ctende a ignorar estas posi\u00e7\u00f5es, sobrevalorizando afirma\u00e7\u00f5es como aquela do preservativo.  <b>Papa sozinho<\/b> \u201cUm Papa est\u00e1 sempre sozinho. O Vaticano n\u00e3o \u00e9 uma democracia\u201d. Uma opini\u00e3o que Paulo Agostinho explica: \u201ca gest\u00e3o de um aparelho burocr\u00e1tico t\u00e3o intenso como o de Roma obriga a que qualquer decis\u00e3o tenha de ser partilhada. Por isso, n\u00e3o acredito que Bento XVI esteja sozinha. O problema \u00e9 que, seja pelo feitio ou pela falta de colaboradores activos, isso seja uma apar\u00eancia que para muitos \u00e9 uma realidade\u201d.  Ant\u00f3nio Marujo \u00e9 da opini\u00e3o que, \u201cpelo menos, o processo de decis\u00e3o parece mais solit\u00e1rio. Os cardeais eram chamados semanalmente por Jo\u00e3o Paulo II e, pelos vistos, isso ainda n\u00e3o aconteceu em quatro anos de pontificado\u201d. A quest\u00e3o principal neste \u00e2mbito \u00e9, no entanto, \u201co alargamento dos processos de decis\u00e3o na Igreja\u201d, sublinha Ant\u00f3nio Marujo.  Henrique Matos refere que \u201cn\u00e3o estando com todos, n\u00e3o estar\u00e1 certamente s\u00f3\u201d e que \u201co Papa \u00e9 Bento XVI e muitos ainda o encaram como o Cardeal  Ratzinguer\u201d. O jornalista do Programa Ecclesia afirma que \u201ceste \u00e9 um Papa da transi\u00e7\u00e3o, querer\u00e1 arrumar a casa para que a pr\u00f3xima escolha do conclave apresente \u00e0 Igreja algu\u00e9m mais novo e com a energia para rasgar um caminho mais ousado. At\u00e9 l\u00e1 a ponte entre Deus e a Sua Igreja \u00e9 garantida por Bento XVI que ainda recentemente afirmou ter a agenda demasiado preenchida para que se possa sentir s\u00f3\u201d. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>An\u00e1lise de profissionais da comunica\u00e7\u00e3o social aos quatro anos de pontificado aborda a principais dimens\u00f5es da miss\u00e3o assumida por Bento XVI<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[101,104,120,144,145,167,221,237,266],"class_list":["post-38316","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-vaticano","tag-africa","tag-america","tag-bento-xvi","tag-concilio-vaticano-ii","tag-conclave","tag-dialogo-inter-religioso","tag-historia-da-igreja","tag-joao-paulo-ii","tag-nacoes-unidas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38316","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=38316"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38316\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=38316"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=38316"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=38316"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}