{"id":38235,"date":"2009-04-15T09:21:15","date_gmt":"2009-04-15T09:21:15","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/04\/15\/economia-solidaria\/"},"modified":"2009-04-15T09:21:15","modified_gmt":"2009-04-15T09:21:15","slug":"economia-solidaria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/economia-solidaria\/","title":{"rendered":"Economia solid\u00e1ria"},"content":{"rendered":"<p>Bairro em Lisboa promove moradores e envolve popula\u00e7\u00e3o na procura de solu\u00e7\u00f5es integradas para ultrapassar tempo de crise econ\u00f3mica e social <!--more--> Numa altura em que todos os discursos apontam para a crise econ\u00f3mica e financeira, para a crise social que n\u00e3o deixa ningu\u00e9m de fora da espiral do descr\u00e9dito, o Bairro da Horta Nova, na freguesia de Carnide, em Lisboa, promove um caminho para ultrapassar diferen\u00e7as e unir esfor\u00e7os. A proposta \u00e9 percorrer o caminho da economia solid\u00e1ria, uma forma de distribuir a riqueza com a participa\u00e7\u00e3o e valoriza\u00e7\u00e3o humana.   Nada de novo, mas em tudo novo do habitual sistema econ\u00f3mico capitalista que tem no lucro o seu principal objectivo. A economia solid\u00e1ria \u00e9 uma forma de produ\u00e7\u00e3o que tem por base o associativismo e o cooperativismo.   Segundo Rog\u00e9rio Roque Amaro, professor do Instituto Superior de Ci\u00eancias do Trabalho e da Empresa, ISCTE, explica que esta crise veio mostrar que a economia que s\u00f3 pensa no mercado, que enaltece o lucro, a gan\u00e2ncia e o ganho, n\u00e3o podia sustentar a humanidade. \u201cE humanidade entende-se tamb\u00e9m pela vida humana, a animal, a vegetal e sobretudo a sustenta\u00e7\u00e3o entre estas tr\u00eas formas de vida. Isto n\u00e3o estava a acontecer. A economia afectava e punha em causa a vida  e por isso era insustent\u00e1vel\u201d. O professor do ISCTE afirma \u00e0 reportagem do 70 x 7 que \u00e9 tempo de na \u201cEuropa e no mundo se abrirem caminhos para inverter tend\u00eancias\u201d.   Rog\u00e9rio Roque Amaro, economista e professor no ISCTE, \u00e9, em Portugal, uma das vozes da economia solid\u00e1ria. Este professor acredita que talvez agora as coisas possam ser diferentes. \u201cEstamos a dizer que \u00e9 poss\u00edvel outra economia e que \u00e9 absolutamente necess\u00e1ria para o S\u00e9c. XXI que seja compat\u00edvel com a vida\u201d. Economia solid\u00e1ria n\u00e3o no sentido social, mas no sentido sist\u00e9mico, adianta. \u201cUma economia solid\u00e1ria com as pessoas e solid\u00e1ria com a vida no planeta, com a natureza, com a diversidade cultural, com a diversidade do conhecimento n\u00e3o apenas o acad\u00e9mico, mas tamb\u00e9m o conhecimento que adv\u00e9m do terreno\u201d.  A cria\u00e7\u00e3o de alternativas \u00e9 um dos caminhos desta economia. A freguesia de Carnide percebeu a import\u00e2ncia do trabalho comunit\u00e1rio como plataforma de transforma\u00e7\u00e3o. Paulo Quaresma, Presidente da Junta de Freguesia explica que \u201cum grupo comunit\u00e1rio pode discutir desde o buraco da cal\u00e7ada at\u00e9 uma interven\u00e7\u00e3o no \u00e2mbito do trabalho com idosos a m\u00e9dio ou a longo prazo, ou at\u00e9 mesmo, discutir medidas de acompanhamento a pessoas que est\u00e3o desempregadas\u201d. O mesmo espa\u00e7o que envolve todos os cidad\u00e3os numa reuni\u00e3o pode servir para discutir como organizar o arraial comunit\u00e1rio ou como organizar o dia do vizinho.   As pessoas s\u00e3o as respostas aos seus pr\u00f3prios problemas, tornando-as respons\u00e1veis e protagonistas dos seus projectos de vida. Este \u00e9 o princ\u00edpio sublinha por Rog\u00e9rio Roque Amaro. \u201cImplica que as pessoas sejam encaradas como detentoras de direitos e deveres. Estes factores s\u00e3o fundamentais na democracia. N\u00e3o estamos a trabalhar para as pessoas, mas com as pessoas\u201d.   O trabalho desenvolvido \u00e0 luz da economia social ou economia solid\u00e1ria obedece a princ\u00edpios claros. Fundamental \u00e9 o pressuposto de que cada territ\u00f3rio tem a sua marca e a sua identidade, logo, tudo tem de ser vivido de forma enraizada. \u201cO trabalho feito n\u00e3o pode ser realizado de p\u00e1ra-quedas, porque se vem c\u00e1 de vez em quando. Tem de se estar articulado, reconhecido pelas pessoas, tem de se estar muito envolvido\u201d. O princ\u00edpio que o professor assume como de territorializa\u00e7\u00e3o.  O segundo princ\u00edpio \u00e9 o da participa\u00e7\u00e3o. \u201cO ideal seria que os actores principais fossem as pessoas da comunidade\u201d. Tarefa longe de ser f\u00e1cil, \u00e9, sem d\u00favida o objectivo que ao longo de 16 anos tem estado presente. \u201cTem sido um processo constru\u00eddo\u201d, afirma Roque Amaro.  O terceiro princ\u00edpio fundamental \u00e9 a vis\u00e3o integrada. Significa que os problemas, as solu\u00e7\u00f5es, o trabalho tem de ser visto de forma articulada e conjunta. \u201cN\u00e3o podemos partir as pessoas em segmentos. As pessoas n\u00e3o s\u00e3o problemas de educa\u00e7\u00e3o, n\u00e3o s\u00e3o problemas de emprego,  n\u00e3o s\u00e3o problemas sociais, n\u00e3o s\u00e3o problemas econ\u00f3micos, n\u00e3o s\u00e3o problemas de sa\u00fade. As pessoas s\u00e3o pessoas que t\u00eam todas essas componentes e t\u00eam de ser vistos nessa complexidade. Naturalmente, implica trabalhar em parceria, juntar recursos e perspectivas e, naturalmente, as institui\u00e7\u00f5es que trabalham em todas estas \u00e1reas\u201d, aponta o professor do ISCTE.  Paulo Quaresma explica que por vezes \u201cpode cair-se numa situa\u00e7\u00e3o de desalento e de achar que n\u00e3o valeu a pena, mas continuamos a achar que \u00e9 o principal instrumento. Esta freguesia ganhou muito com isso\u201d.   Rog\u00e9rio Roque Amaro afirma que este trabalho acaba por ser ut\u00f3pico. \u201cMas acreditamos que a utopia \u00e9 que transforma hist\u00f3ria. Temos de construir utopias e n\u00e3o fazer o que j\u00e1 se faz em todo o lado\u201d. Sendo uma utopia, \u201cest\u00e1 a ser realiz\u00e1vel. Vai tendo conquistas e resultados\u201d, adianta.  <b>Envolver para solucionar<\/b> A Cooperativa Hora dos Sonhos \u00e9 um dos resultados positivos. Nasceu na sequ\u00eancia de um outro projecto do bairro Padre Cruz, tamb\u00e9m na freguesia de Carnide. A sua cria\u00e7\u00e3o foi pensada dentro de uma reuni\u00e3o comunit\u00e1ria.   Sofia Brito, do Centro de Anima\u00e7\u00e3o Infantil e Comunit\u00e1ria \u2013 CAIC, explica que as reuni\u00f5es no espa\u00e7o comunit\u00e1rio tem precisamente o objectivo de \u201csaber quais as necessidades e agir em conformidade. Este Bairro difere um pouco dos restantes, precisamente por isso\u201d. O Babysitting social \u00e9 outra faceta desta centro de anima\u00e7\u00e3o infantil. Este \u00e9 um servi\u00e7o que funciona nas \u201cpontas do dias\u201d para ajudar os pais que v\u00e3o trabalhar muito cedo pela manh\u00e3, ou que saem tarde, no final do dia. N\u00e3o s\u00e3o raros os casos de m\u00e3es que v\u00e3o trabalhar pelas 5 horas da manh\u00e3 e n\u00e3o tinham com quem deixar os filhos, ou situa\u00e7\u00f5es registadas ao final da tarde, quando as m\u00e3es s\u00e3o confrontadas com o encerramento dos infant\u00e1rios \u00e0s 18 horas e n\u00e3o t\u00eam ajuda depois desse hor\u00e1rios. \u201cAs pessoas n\u00e3o t\u00eam dinheiro para pagar esses servi\u00e7os extra\u201d, explica Paulo Quaresma.  <b>Solu\u00e7\u00f5es de proximidade<\/b> Colmatar maiores ou menores necessidades \u00e9 o objectivo do grupo comunit\u00e1rio. Envolver a comunidade \u00e9 um processo que levar\u00e1 \u00e0s decis\u00f5es que mexem com a sua pr\u00f3pria vida e com a vida do bairro. \u201cSe antes das solu\u00e7\u00f5es criarmos espa\u00e7o para as pessoas poderem discutir, dar sugest\u00f5es, sentirem-se como parte da solu\u00e7\u00e3o do problema, as coisas melhoram significativamente\u201d. Tudo isto assente na consci\u00eancia de que o processo est\u00e1 marcado por avan\u00e7os e retrocessos. Paulo Quaresma alerta para o facto de se considerar este processo \u201cmuito f\u00e1cil. Facilmente se poder\u00e1 pensar que trabalhar na \u00e1rea comunit\u00e1ria \u00e9 muito f\u00e1cil, mas \u00e9 uma ideia errada\u201d.  Rog\u00e9rio Amaro acrescenta que neste trabalho as vit\u00f3rias nunca s\u00e3o definitivas, tal como as derrotas que \u201cn\u00e3o nos arrumam de vez. Tudo \u00e9 pass\u00edvel de ser revertido. Existe uma boa capacidade psicol\u00f3gica de enfrentar os sucessos e insucessos sem entrar em euforia ou des\u00e2nimo excessivo\u201d.  Este equil\u00edbrio \u00e9 conseguido com a colabora\u00e7\u00e3o das v\u00e1rias institui\u00e7\u00f5es. Se houver um conflito dentro do bairro, o respons\u00e1vel pela Associa\u00e7\u00e3o de Pais ou pela Associa\u00e7\u00e3o de Moradores conhece e tem uma rela\u00e7\u00e3o de proximidade com o respons\u00e1vel pela esquadra.  S\u00f3nia Oliveira, da Associa\u00e7\u00e3o de Desenvolvimento do Bairro da Horta Nova explica ser diferente uma desloca\u00e7\u00e3o ao gabinete de uma institui\u00e7\u00e3o a partilha num grupo comunit\u00e1rio. \u201cNo grupo comunit\u00e1rio, no final, o morador vai acalmar, vai ouvir e, possivelmente, acabar por perceber porque raz\u00e3o determinada coisa aconteceu ou falhou\u201d. Esta associa\u00e7\u00e3o nasceu no meio da pr\u00f3pria popula\u00e7\u00e3o de um grupo de jovens embu\u00eddo do esp\u00edrito comunit\u00e1rio. \u201cSurgiu de uma necessidade de ser a voz da popula\u00e7\u00e3o. A associa\u00e7\u00e3o de moradores \u00e9 recente e na realidade, quer\u00edamos apenas fazer o que j\u00e1 faz\u00edamos informalmente, mas com o desejo de formalizar uma associa\u00e7\u00e3o que fizesse mais pelos moradores. Queremos chegar \u00e0s institui\u00e7\u00f5es como porta-vozes dos moradores e lutar por aquilo que consideramos ser justo para eles\u201d.   A participa\u00e7\u00e3o no grupo comunit\u00e1rio \u00e9 aberta a todos os moradores. Duas vezes por m\u00eas, \u00e0 Quinta-feira, articulam-se esfor\u00e7os e as institui\u00e7\u00f5es ganham cara. \u201cEm momentos mais complicados no Bairro, o facto de existir uma cultura de encontro, facilita o desbloquear problemas e encontrar solu\u00e7\u00f5es\u201d. \u00c9 nas reuni\u00f5es que se afasta a \u201cfrieza dos documentos\u201d e mostram os rostos que ajudam dentro das institui\u00e7\u00f5es.   S\u00f3nia Oliveira foca a confian\u00e7a que se estabelece entre a popula\u00e7\u00e3o. \u201cA popula\u00e7\u00e3o passa a confiar nas institui\u00e7\u00f5es, para al\u00e9m de se facilitar as burocracias\u201d. Roque Amaro acrescenta serem resultados de proximidade. \u201cSignifica que as pessoas t\u00eam nome. Aqui n\u00e3o falamos de desemprego, mas de pessoa tal que est\u00e1 desempregada\u201d. A personaliza\u00e7\u00e3o implica \u201cpassar do problema para a pessoa com o problema, passar da pessoa com um problema para uma pessoa com solu\u00e7\u00f5es\u201d, explica o professor.   <b>Mudar estigmas<\/b> Alcan\u00e7ar a transforma\u00e7\u00e3o dentro e fora do Bairro ser\u00e1 a parte mais exigente, numa responsabilidade repartida. S\u00f3nia Oliveira conhece o sabor do estigma de pertencer a um bairro social, conferindo-lhe uma diferente vis\u00e3o do bairro e da import\u00e2ncia deste trabalho. \u201cEntre os moradores vive-se a satura\u00e7\u00e3o\u201d. Factores decorrentes da descrimina\u00e7\u00e3o, da situa\u00e7\u00e3o em que muitos vivem concorrem para a satura\u00e7\u00e3o. \u201cQuando reclamam em alguma institui\u00e7\u00e3o v\u00e3o j\u00e1 a explodir porque levam a acumula\u00e7\u00e3o. As institui\u00e7\u00f5es refugiam-se na lei, na estrutura institucional, incapazes de sair do pedestal e perceber que a pessoa \u00e0 sua frente est\u00e1 irritada porque tudo lhe corre mal\u201d.   \u201cEstamos a tornar as pessoas em pessoas\u201d. O professor do ISCTE explica que pela percurso de vida \u201celas n\u00e3o s\u00e3o muitas vezes tratadas como tal. Queremos ajudar estas pessoas, se quiserem, a ser actores das suas vidas. \u00c9 fundamental para lhes dar dignidade, caso contr\u00e1rio estar\u00e3o sempre de m\u00e3o estendida\u201d.  Tiago, Wilson e Cla\u00fadio s\u00e3o jovens envolvidos na rede comunit\u00e1ria. Nem toda a gente do bairro sabe, e para alguns eles s\u00e3o apenas mais uns que engrossam as estat\u00edsticas do abandono escolar e da pequena criminalidade. Eles s\u00e3o o resultado de muitos tipos de abandono e, ao mesmo tempo, a imagem da esperan\u00e7a.   Roque Amaro refere que todos os jovens, \u201csem excep\u00e7\u00e3o\u201d, que ali passam, tiveram percursos de vida muito complicados. \u201cSe eu tivesse passado pelo mesmo percurso de vida, n\u00e3o seria diferente. Aconteceu-lhes de tudo, experi\u00eancias negativas no quadro familiar, no quadro de vizinhan\u00e7a, na rela\u00e7\u00e3o com a sociedade dominante, quer pela via da pol\u00edcia como pela via dos servi\u00e7os p\u00fablicos. H\u00e1 um acumular de m\u00e1s experi\u00eancias e exclus\u00f5es, dif\u00edceis de alterar\u201d.  Mas \u00e9 isso que se quer. Mudar e rumo e renascer. Ricardo Tom\u00e1s, no N\u00facleo de Apoio ao Emprego e \u00e0 Empresa, \u00e9 um dos que contribui diariamente para isso. \u201cFalta auto confian\u00e7a nos jovens. Esta falta de auto confian\u00e7a est\u00e1 relacionado com o estigma, no quadro que muitos viveram desde a inf\u00e2ncia at\u00e9 \u00e0 adolesc\u00eancia ou mesmo at\u00e9 ao presente. Este estigma dificulta a entrada dos jovens numa actividade profissional\u201d.  S\u00e3o muitos os que aparecem \u00e0 procura do primeiro emprego, alguns depois de passarem por um trabalho prec\u00e1rio. \u201cTento mostrar-lhes que nesta fase da vida, devem apostar seriamente na forma\u00e7\u00e3o profissional\u201d. Pelas m\u00e3os de Ricardo Tom\u00e1s passam muitos jovens \u00e0 procura de uma segunda oportunidade. Em 2008 foram integradas 118 pessoas no mercado de trabalho e cerca de 50 pessoas na forma\u00e7\u00e3o profissional.   Roque Amaro explica que este \u00e9 um caminho demorado. \u201cEst\u00e1 muito enraizado nas suas vidas, na sua mentalidade, na sua forma de ser e olhar o mundo, como avaliam o que os cerca. \u00c9 um trabalho fundamental para termos uma sociedade mais justa e coesa. Precisamos de ter mais din\u00e2micas de proximidade com as pessoas e multiplicar isto por v\u00e1rios locais para ter esperan\u00e7a numa sociedade mais justa\u201d.  Estes s\u00e3o novos caminhos para uma nova forma de ver o mundo, de ver a economia, a pol\u00edtica e a sociedade. Um trabalho de promo\u00e7\u00e3o social e humana que nasce do esfor\u00e7o comunit\u00e1rio que quer ultrapassar diferen\u00e7as para edificar o bem comum.   <\/p>\n<div name=\"mediaspace\" id=\"mediaspace\"><\/div>\n<p> <script type='text\/javascript' src=\"http:\/\/www.agencia.ecclesia.pt\/video\/wmvplayer\/silverlight.js\"><\/script> <script type='text\/javascript' src=\"http:\/\/www.agencia.ecclesia.pt\/video\/wmvplayer\/wmvplayer.js\"><\/script> <script type=\"text\/javascript\"> var cnt = document.getElementById(\"mediaspace\"); var src = 'http:\/\/www.agencia.ecclesia.pt\/video\/wmvplayer\/wmvplayer.xaml'; var cfg = { file:'mms:\/\/195.245.168.21\/rtpfiles\/videos\/auto\/70x7\/70x7_1_20090412.wmv', image:'http:\/\/www.agencia.ecclesia.pt\/video\/imgs\/bo\/economia_solidaria.jpg', height:'350', width:'440', autostart:'false' }; var ply = new jeroenwijering.Player(cnt,src,cfg); <\/script><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Bairro em Lisboa promove moradores e 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