{"id":38188,"date":"2009-04-13T11:28:14","date_gmt":"2009-04-13T11:28:14","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/04\/13\/pascoa-sem-cruz-em-flor\/"},"modified":"2009-04-13T11:28:14","modified_gmt":"2009-04-13T11:28:14","slug":"pascoa-sem-cruz-em-flor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/pascoa-sem-cruz-em-flor\/","title":{"rendered":"P\u00e1scoa sem cruz em flor"},"content":{"rendered":"<p>Foram dezoito as comunidades emigrantes de l\u00edngua portuguesa do Gr\u00e3o-ducado do Luxemburgo que celebraram a P\u00e1scoa. Do domingo de Ramos \u00e0 solenidade da Pascoa os mission\u00e1rios \u2013 padres, religiosas e leigos \u2013 deslocaram-se de uma regi\u00e3o a outra, das cidades as aldeias mais dispersas, para que \u00e0s familias emigrantes n\u00e3o faltasse a Eucaristia, a Reconciliacao, nem as celebra\u00e7\u00f5es do triduo pascal em l\u00edngua materna. Uma semana maior em movimento &#8211; em miss\u00e3o pascal &#8211;  para que as comunidades possam conservar e refor\u00e7ar a identidade, de modo a que a natural integra\u00e7\u00e3o social e eclesial aconte\u00e7a de forma gradual e bem acompanhada.  Foi uma alegria ver as comunidades cat\u00f3licas \u2013 a portuguesa, a brasileira e a caboverdeana &#8211; reunidas para escutar a Escritura, celebrar a P\u00e1scoa e crescer na F\u00e9 e na Caridade: unidas na mesma l\u00edngua e \u00fanica fraternidade. Em algumas vilas e cidades as comunidades lusofonas juntaram-se tamb\u00e9m as comunidades italiana, francesa e luxemburguesa numa liturgia sinf\u00f3nica, intercultural e intercomunit\u00e1ria \u2013 como dizem \u2013 favorecendo assim as par\u00f3quias a celebracao das diversidades que as caracterizam e as renovem no tempo e na familiaridade.  Ser\u00e1 imposs\u00edvel escrever a hist\u00f3ria da evangeliza\u00e7\u00e3o neste pa\u00eds sem o contributo recente dos emigrantes portugueses: leigos e seus mission\u00e1rios! Tamb\u00e9m aqui, como noutras latitudes, a emigra\u00e7\u00e3o \u00e8 d\u00e1diva magn\u00edfica para a vida e missao da Igreja! As crian\u00e7as de origem portuguesa s\u00e3o a maioria que frequenta a catequese nas par\u00f3quias; os adolescentes e jovens alimentam os grupos de ac\u00f3litos nas missas e animam o canto. H\u00e1 muitos portugueses membros dos conselhos pastorais: sinal de uma igreja que favorece a participa\u00e7\u00e3o de todos os cristaos presentes no territ\u00f3rio. H\u00e1 portugueses empenhados em grupos de estudo da b\u00edblia, de anima\u00e7\u00e3o lit\u00fargica, de solidariedade, de catequese de adultos e, entre os poucos jovens no semin\u00e1rio, h\u00e1 tamb\u00e9m filhos de portugueses.   Num pa\u00eds, que recebe diariamente cerca de 80 mil trabalhadores transfronteiricos dos paises vizinhos, habituado a comunicar quotidianamente em tr\u00eas l\u00ednguas oficiais, os idiomas e culturas  dos emigrantes adquirem tamb\u00e9m digna cidadania. Em certas ruas a l\u00edngua mais ouvida \u00e9 j\u00e0 o portugu\u00eas. As ruas transpiram de alegria latina, as pastelarias despacham as encomendas de p\u00e3o-de-l\u00f3, as fam\u00edlias re\u00fanem-se com familiares vindos de Portugal, as crian\u00e7as passam pelas portas anunciando a ressurrei\u00e7\u00e3o de Cristo a desejar Feliz P\u00e1scoa&#8230;em luxemburgu\u00eas. Parece haver tudo para uma P\u00e1scoa vivida intensamente&#8230; mas para muitos portugueses ela permanece ainda incompleta. Os s\u00edmbolos s\u00e3o id\u00eanticos, mas a forma de os viver e sentir na alma distingue-se na tradi\u00e7ao&#8230; A emigra\u00e7\u00e3o torna-se assim num rico laborat\u00f3rio da linguagem, da comunica\u00e7\u00e3o, da arte e da transcendencia dos s\u00edmbolos no relacionamento entre pessoas e povos.   De facto, para muitos emigrantes faltou o \u201ccompasso\u201d, a \u201cvisita pascal\u201d, os foguetes, o \u201cfolar\u201d&#8230;. Mas, a maior falta foi a cruz florida da P\u00e1scoa! Aquela cruz peregrina \u201cem flor\u201d que na Pascoa alegra os umbrais das casas de muitas aldeias e vilas do Portugal rural. Pascoa e desejo de tudo a florescer, apesar das consequencias da crise e do desemprego que se fazem sentir na comunidade portuguesa. Sendo o tr\u00edduo pascal a liturgia mais simb\u00f3lica e narrativa de todo o ano lit\u00fargico \u00e9 tamb\u00e9m aquela que mais congrega e d\u00f3i a alma aos crist\u00e3os emigrantes pela evoca\u00e7\u00e3o dos sentimentos, dos afectos, das lembran\u00e7as, das tradi\u00e7\u00f5es, dos sabores, dos rituais&#8230;da saudade de uma vida invadida pela alegria de viver em comunidade e pela esperanca a transformar todos os exodos em \u201cpassagem\u201d para a terra prometida!   No entanto, a Pascoa prolonga-se na vida. A comunidade mobiliza-se j\u00e1 para outro evento de grandes proporcoes. Fala-se do maior evento religioso do pais em termos de participa\u00e7\u00e3o de emigrantes e luxemburgueses a congregar na fe, na romaria e na mesma pertenca cultural todos os portugueses, na diversificada pertenca linguistica as diferentes comunidades lusofonas e na unica pertenca baptismal cristaos emigrantes e luxemburgueses. As comunidades portuguesa, caboverdeana e brasileira juntamente com a igreja local e as varias express\u00f5es do mundo associativo avan\u00e7am com os \u00faltimos preparativos para a grande Peregrina\u00e7\u00e3o internacional ao santuario de N. Sra. de Fatima em Wiltz, que acontece no feriado da Ascencao (este ano celebra-se a 21 de Maio), desde ha quase quarenta anos. Em algumas comunidades catolicas portuguesas cresce de ano para ano a peregrinacao a pe tao cara a religiosidade popular. Este ano foi convidado a presidir a Peregrinacao \u2013 uma das maiores concentracoes portuguesas no centro da Europa &#8211; o bispo da Guarda, D. Manuel da Rocha Felicio, pastor de uma regi\u00e3o com muitos emigrantes no Gr\u00e3o-ducado do Luxemburgo, na Europa e mundo.   <i>Rui Pedro<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foram dezoito as comunidades emigrantes de l\u00edngua portuguesa do Gr\u00e3o-ducado do Luxemburgo que celebraram a P\u00e1scoa. 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