{"id":38174,"date":"2009-04-12T01:20:07","date_gmt":"2009-04-12T01:20:07","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/04\/12\/a-criacao-biblica-e-o-darwinismo\/"},"modified":"2009-04-12T01:20:07","modified_gmt":"2009-04-12T01:20:07","slug":"a-criacao-biblica-e-o-darwinismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-criacao-biblica-e-o-darwinismo\/","title":{"rendered":"A cria\u00e7\u00e3o b\u00edblica e o darwinismo"},"content":{"rendered":"<p>Rela\u00e7\u00e3o analisada por D. Jos\u00e9 Policarpo, na homilia da Vig\u00edlia Pascal, negando contradi\u00e7\u00f5es entre as duas &#8220;teorias&#8221; <!--more--> \u201cA longa Vig\u00edlia da Vida\u201d   1. Preparar a celebra\u00e7\u00e3o dos grandes mist\u00e9rios crist\u00e3os em vig\u00edlia de ora\u00e7\u00e3o, \u00e9 experi\u00eancia espont\u00e2nea da Igreja, ao longo dos s\u00e9culos. A vig\u00edlia significa a consci\u00eancia da Igreja de que s\u00f3 em ora\u00e7\u00e3o, escutando a Palavra de Deus, ela pode penetrar no segredo do mist\u00e9rio que celebra, assumindo-se como povo peregrino, alimentada pela promessa que a abre para um futuro novo, aceitando a dureza da longa caminhada da nossa resposta \u00e0 salva\u00e7\u00e3o. Em Cristo ressuscitado, a Igreja v\u00ea o mist\u00e9rio da Palavra criadora e a plenitude da Cria\u00e7\u00e3o. Ele \u00e9, verdadeiramente, o ponto de chegada da longa vig\u00edlia da vida, que envolve o universo, a terra e o c\u00e9u, todos os seres vivos; no dizer do P. Teillard de Chardin, Ele \u00e9 o ponto \u00f3mega de toda a evolu\u00e7\u00e3o. Cristo ressuscitado s\u00f3 pode ser celebrado pela comunidade dos que acreditam n\u2019Ele e vivem d\u2019Ele. Mas Ele abarca na sua plenitude de vida, n\u00e3o s\u00f3 toda a humanidade, mas toda a cria\u00e7\u00e3o, todos os seres vivos. \u00c9 por isso que esta vig\u00edlia que evoca a longa caminhada da vida, ao ritmo da Palavra criadora, come\u00e7a pela narra\u00e7\u00e3o da Cria\u00e7\u00e3o: no princ\u00edpio criou Deus o C\u00e9u e a Terra. Houve um princ\u00edpio, a cria\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 eterna, eterno s\u00f3 Deus o \u00e9 e a Sua Palavra criadora. Na busca da compreens\u00e3o desta longa caminhada da vida sempre convergiram as religi\u00f5es, as filosofias e diversas sabedorias e, mais recentemente, a ci\u00eancia. Todos eles, s\u00e1bios, te\u00f3logos, fil\u00f3sofos e cientistas percorrem este longo caminho, vivem a vig\u00edlia. Mas n\u00f3s sabemos que o sentido radical e definitivo est\u00e1 em Cristo ressuscitado. O Conc\u00edlio Vaticano II lembrou-no-lo: s\u00f3 em Cristo se penetra no mist\u00e9rio do homem.  2. Nesta busca da compreens\u00e3o do universo e da vida, a ci\u00eancia adquiriu, nos \u00faltimos tempos, uma import\u00e2ncia particular, tamb\u00e9m ela caindo, por vezes, na ousadia de pretender desvendar o sentido definitivo. Neste campo da ci\u00eancia, estamos, este ano, a celebrar os 150 anos da publica\u00e7\u00e3o, por Charles Darwin, do Livro \u201cA Origem das Esp\u00e9cies\u201d, apresentando a perspectiva evolutiva da origem da vida, incluindo a vida humana. Isso significou uma inova\u00e7\u00e3o profunda na compreens\u00e3o da pr\u00f3pria ci\u00eancia, acabando por repercutir a sua perspectiva na filosofia, na pol\u00edtica enquanto compreens\u00e3o da sociedade, na teologia e na compreens\u00e3o crist\u00e3 da origem do mundo, muito fundada neste texto do G\u00e9nesis, a narra\u00e7\u00e3o da Cria\u00e7\u00e3o. Nada escapou e ningu\u00e9m ficou isento a esta explica\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria da origem da vida e do seu processo evolutivo e, 150 anos depois, o debate continua vivo. Durante este debate, aberto por Darwin, foram frequentemente postos em quest\u00e3o pontos fundamentais da compreens\u00e3o crist\u00e3 da cria\u00e7\u00e3o: se Deus criador n\u00e3o est\u00e1 na origem da vida e se a natureza n\u00e3o \u00e9 obra de um criador, para compreender a natureza, incluindo a humana, n\u00e3o precisamos da B\u00edblia, mas da ci\u00eancia; Deus \u00e9 in\u00fatil e, portanto, inexistente; o drama da humanidade n\u00e3o tem origem na culpa original do primeiro homem e mulher, mas na viol\u00eancia do processo de selec\u00e7\u00e3o natural das esp\u00e9cies e, portanto, n\u00e3o h\u00e1 lugar para um redentor. Se alguns pensam que o acaso que preside \u00e0 muta\u00e7\u00e3o n\u00e3o permite definir nenhum futuro, outros, como o pr\u00f3prio Darwin, admitem que a evolu\u00e7\u00e3o tem um sentido positivo em ordem a etapas cada vez mais perfeitas. Contudo, segundo ele, as for\u00e7as que as geram n\u00e3o podem ser procuradas fora da natureza, anulando a perspectiva da interven\u00e7\u00e3o de Deus no processo, sobretudo na realiza\u00e7\u00e3o do homem. A revolu\u00e7\u00e3o darwiniana gerou, em alguns, um positivismo cient\u00edfico, que levou ao agnosticismo e mesmo ao ate\u00edsmo, excluindo de qualquer modo a cont\u00ednua interven\u00e7\u00e3o de Deus nesta longa caminhada da vida.  3. A narra\u00e7\u00e3o b\u00edblica da Cria\u00e7\u00e3o foi, assim, radicalmente posta em quest\u00e3o. Mas tanto os darwinistas como a maneira cat\u00f3lica de lhe responder, partiram de uma leitura do texto b\u00edblico, n\u00e3o querida pelo seu autor nem legitimada pela comunidade para quem foi escrito. \u00c9 um texto simb\u00f3lico, num g\u00e9nero liter\u00e1rio hoje conhecido e estudado; \u00e9 uma revela\u00e7\u00e3o do sentido profundo da cria\u00e7\u00e3o e da vida e n\u00e3o a narra\u00e7\u00e3o do modo como as coisas aconteceram, perspectiva pr\u00f3pria da ci\u00eancia. O Deus da narra\u00e7\u00e3o do G\u00e9nesis n\u00e3o \u00e9 um deus art\u00edfice, fazedor do cosmos, arquitecto supremo que planeia e executa um projecto. \u00c9 o Deus da hist\u00f3ria da salva\u00e7\u00e3o, a sua pot\u00eancia criadora \u00e9 a for\u00e7a da Palavra eterna, o dinamismo do seu amor redentor. S\u00e3o Jo\u00e3o, no in\u00edcio do seu Evangelho, exprime-o bem: \u201cNo princ\u00edpio era o Verbo, o Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus\u201d (Jo. 1,1). \u00c9 este Verbo eterno que se exprime na Palavra revelada da Escritura, desvendando o sentido da cria\u00e7\u00e3o: a Palavra eterna est\u00e1 no in\u00edcio da vida e preside ao seu acontecer; o homem \u00e9 a plenitude da cria\u00e7\u00e3o e o seu sentido \u00faltimo; ele, conduzido pela Palavra, partilha com Deus a responsabilidade de a completar: toda a cria\u00e7\u00e3o \u00e9 louvor de Deus, dimens\u00e3o simbolizada no ritmo da semana lit\u00fargica de Israel, em que o s\u00e1bado \u00e9 o dia do repouso, da adora\u00e7\u00e3o e da contempla\u00e7\u00e3o. Responder a Darwin a partir de uma leitura do texto do G\u00e9nesis, interpretado como descri\u00e7\u00e3o factual do modo como as coisas aconteceram, \u00e9 confirmar a leitura que ele fez do texto b\u00edblico. Enfermaram dessa deficiente leitura, n\u00e3o s\u00f3 muitas respostas da teologia cat\u00f3lica ao longo destes 150 anos, mas tamb\u00e9m muitos dos actuais movimentos chamados criacionistas.  4. Apesar das j\u00e1 referidas dificuldades que a teoria de Darwin p\u00f4s \u00e0 compreens\u00e3o crist\u00e3 da origem da vida e do universo, a Igreja n\u00e3o a pode recusar liminarmente. Nem parece suficiente distinguir os campos da ci\u00eancia e da f\u00e9, aprofundada pela Teologia, como universos t\u00e3o diferentes, que n\u00e3o se encontram. A Igreja n\u00e3o pode abdicar de um di\u00e1logo com a ci\u00eancia e de uma poss\u00edvel converg\u00eancia na busca da verdade. Por outro lado, a perspectiva cient\u00edfica de Darwin levantou quest\u00f5es cruciais, a que a Igreja n\u00e3o pode ser indiferente na sua compreens\u00e3o da realidade. A primeira \u00e9 a compreens\u00e3o do tempo. Este deixou de ser entendido segundo o princ\u00edpio da circularidade, de um eterno retorno, em que tudo o que aconteceu voltar\u00e1 a acontecer, caracter\u00edstica da vis\u00e3o cl\u00e1ssica do tempo. Este \u00e9 um longo espa\u00e7o, em que o princ\u00edpio e o fim est\u00e3o envolvidos em mist\u00e9rio, porque deles s\u00f3 podemos dizer que no princ\u00edpio e no fim est\u00e1 a Palavra, o Verbo da vida, cujo rosto conhecemos em Jesus Cristo. Nesse longo espa\u00e7o de milh\u00f5es ou bili\u00f5es de anos, aconteceu a longa caminhada da vida. \u00c9 um tempo sem retorno, abertura a um futuro incerto, na perspectiva evolucionista; mas na perspectiva b\u00edblica ele \u00e9 alimentado pela promessa de \u201cnovos c\u00e9us e nova terra\u201d, j\u00e1 iniciados em Jesus Cristo. Temos de reconhecer que a compreens\u00e3o do tempo que a teoria de Darwin nos sugere \u00e9 mais compat\u00edvel com a vis\u00e3o b\u00edblica do tempo do que a sua compreens\u00e3o como eterno retorno, que durante s\u00e9culos marcou a pr\u00f3pria filosofia crist\u00e3. A outra dimens\u00e3o decisiva que Darwin sublinhou na perspectiva cient\u00edfica e filos\u00f3fica, \u00e9 a perspectiva da hist\u00f3ria. A teoria da evolu\u00e7\u00e3o situa-se no campo da hist\u00f3ria; \u00e9 uma hist\u00f3ria da vida e da sua evolu\u00e7\u00e3o, servindo-se de uma metodologia pr\u00f3pria da hist\u00f3ria: estudar e comparar os fosseis encontrados e da\u00ed concluir a evolu\u00e7\u00e3o. Ele alarga o horizonte da hist\u00f3ria para uma fase muito pr\u00e9via ao surgimento do homem, mas que tem a ver com o homem que aparece no termo desse processo evolutivo, numa grande unidade com toda a natureza, mas afirmando a sua diferen\u00e7a. Esta diferen\u00e7a tem sido dif\u00edcil de definir e de situar no processo cient\u00edfico; exprime-se na liberdade e na responsabilidade, na capacidade de compreender o seu dinamismo. E desta capacidade, que marca a diferen\u00e7a, a pr\u00f3pria ci\u00eancia \u00e9 um testemunho. A compreens\u00e3o do universo, da vida e do homem, deixam de ser apenas especula\u00e7\u00e3o metaf\u00edsica para se tornarem compreens\u00e3o do acontecer hist\u00f3rico. A pr\u00f3pria B\u00edblia come\u00e7a por se referir \u00e0 cria\u00e7\u00e3o porque a insere na hist\u00f3ria, a primeira p\u00e1gina de uma hist\u00f3ria de salva\u00e7\u00e3o. O Deus da B\u00edblia \u00e9 um Deus amor, a intervir na hist\u00f3ria, a fazer Alian\u00e7a, a estar sempre silenciosamente presente em todo o longo acontecer da vida. E a \u00fanica coisa que nos \u00e9 dito \u00e9 que, desde o in\u00edcio, essa presen\u00e7a de Deus \u00e9 a for\u00e7a criadora da Palavra, que, em Jesus Cristo, rosto humano da Palavra, se revela como for\u00e7a de amor.  5. Estamos a celebrar a P\u00e1scoa, esta longa passagem, que come\u00e7a em Deus e nos levar\u00e1 a Deus, na longa vig\u00edlia da vida. \u00c9 essa longa vig\u00edlia que celebramos esta noite. A Liturgia convida-nos a olhar para a ressurrei\u00e7\u00e3o de Cristo como o termo desse decisivo acontecer da vida. Ele \u00e9 a \u201cplenitude do tempo\u201d, num tempo que ainda n\u00e3o atingiu o seu termo, a n\u00e3o ser n\u2019Ele. Em Cristo ressuscitado, todo o tempo adquire o sentido definitivo. Estamos em vig\u00edlia com a certeza da f\u00e9: em toda a evolu\u00e7\u00e3o do tempo e da hist\u00f3ria, \u00e9 a Palavra eterna de Deus que marca o ritmo da vida. Ritmo criador, ensina-nos a fazer a unidade entre a hist\u00f3ria humana e a restante cria\u00e7\u00e3o; ritmo redentor, leva-nos a acompanhar a aventura da Palavra, numa longa hist\u00f3ria de salva\u00e7\u00e3o. \u00c9 porque toda ela foi conduzida pela Palavra, pronunciada de muitos modos, que podemos identificar na Palavra definitiva de Deus, Jesus Cristo, a plenitude dessa mesma hist\u00f3ria.  Come\u00e7\u00e1mos esta celebra\u00e7\u00e3o afirmando: \u201cCristo, ontem e hoje, princ\u00edpio e fim, alfa e \u00f3mega, a Ele pertence o tempo e a eternidade\u201d. \u00c9 que Ele \u00e9 essa Palavra eterna, sempre presente, no mist\u00e9rio da sua maneira de actuar, no longo processo do acontecer da vida e que sempre que se revelou, se manifestou como Palavra de amor. Ao celebrarmos a Ressurrei\u00e7\u00e3o de Cristo n\u00f3s acreditamos que Ele \u00e9 o ponto de chegada de todo o processo da vida e da hist\u00f3ria, e que introduz no tempo a promessa s\u00f3lida de um futuro glorioso. Teillard de Chardin disse bem ao afirmar que Cristo \u00e9 o ponto \u00f3mega da evolu\u00e7\u00e3o. Perceber que todo o ritmo da vida converge para Ele, \u00e9 compreender o sentido das Escrituras e o ritmo do tempo e da hist\u00f3ria. S\u00e9 Patriarcal, 11 de Abril de 2009 <i>\u2020 JOS\u00c9, Cardeal-Patriarca <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Rela\u00e7\u00e3o analisada por D. 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