{"id":38169,"date":"2009-04-10T23:30:26","date_gmt":"2009-04-10T23:30:26","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/04\/10\/centenas-de-pessoas-entram-na-igreja-catolica\/"},"modified":"2009-04-10T23:30:26","modified_gmt":"2009-04-10T23:30:26","slug":"centenas-de-pessoas-entram-na-igreja-catolica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/centenas-de-pessoas-entram-na-igreja-catolica\/","title":{"rendered":"Centenas de pessoas entram na Igreja Cat\u00f3lica"},"content":{"rendered":"<p>Vig\u00edlia Pascal marca fim do percurso de prepara\u00e7\u00e3o para o Baptismo feito por quem descobriu a f\u00e9 mais tarde na vida <!--more--> Desde os primeiros tempos da Igreja que o tornar-se crist\u00e3o se processa atrav\u00e9s de um percurso estruturado, em fases diversas, que culminava com o Baptismo na Vig\u00edlia Pascal. Centenas de pessoas repetiram esse gesto na noite deste S\u00e1bado, concluindo a caminhada que as levou a assumirem-se como cat\u00f3licas.  Em Portugal, a maioria esmagadora dos Baptismos continua a decorrer antes do primeiro ano de vida, mas nos \u00faltimos anos s\u00e3o j\u00e1 mais de 5500 os que, todos os anos, se tornam cat\u00f3licos depois dos 7 anos (8,5% do total, segundo os \u00faltimos dados dispon\u00edveis), idade que a tradi\u00e7\u00e3o da Igreja associa aos que \u201catingiram a idade da raz\u00e3o\u201d.  O n\u00famero de adultos a pedir o Baptismo aumenta no nosso pa\u00eds, numa \u00e9poca de forte seculariza\u00e7\u00e3o, com as op\u00e7\u00f5es dos pais que relegam esta decis\u00e3o para a pr\u00f3pria vontade dos filhos, e com a chegada de imigrantes de pa\u00edses n\u00e3o crist\u00e3os, entre outros factores.  Ana Clotilde Correia foi uma das pessoas que recebeu os sacramentos de inicia\u00e7\u00e3o crist\u00e3 na Vig\u00edlia Pascal. Antes por\u00e9m, esteve \u00e0 conversa com a Ag\u00eancia ECCLESIA.   Esta jornalista de profiss\u00e3o, foi ouvindo dentro de si os apelos e as resson\u00e2ncias espirituais para uma aproxima\u00e7\u00e3o \u00e0 Igreja Cat\u00f3lica. Aos 28 anos est\u00e1 convicta que este \u00e9 o caminho.   Foi sem pressa na forma\u00e7\u00e3o que se predisp\u00f4s a descobrir os apelos, que j\u00e1 vinham desde a adolesc\u00eancia. Sem qualquer forma\u00e7\u00e3o cat\u00f3lica, Ana assume que foi criada no \u201crelativismo\u201d.   \u201cTenho uma irm\u00e3 que, n\u00e3o foi educada comigo e recebeu forma\u00e7\u00e3o cat\u00f3lica\u201d. Vai ser a sua madrinha. \u201cSempre foi muito ligada \u00e0 Igreja. Por volta dos meus 14 anos tive muito contacto com ela\u201d. Ana recorda tamb\u00e9m uma professora da escola prim\u00e1ria. \u201cEra a catequista dos meus colegas\u201d.   Mas esta jornalista sempre conviveu bem com a dist\u00e2ncia religiosa. \u201cQuando era pequena tinha pena de n\u00e3o ir \u00e0 catequese, mas mais por mimetismo\u201d. Na adolesc\u00eancia, \u201cconvivi bem com o facto de n\u00e3o estar ligada a nenhuma religi\u00e3o\u201d. Quando entrou na universidade \u201cas coisas mudaram um pouco\u201d.   A conviv\u00eancia com a irm\u00e3 \u201cfoi muito importante\u201d. Ana recorda a transmiss\u00e3o de valores ligados \u00e0 Igreja. \u201cN\u00e3o que outras pessoas n\u00e3o os tivessem, mas eu percebia que esses valores ela ia busc\u00e1-los \u00e0 Igreja. E eu pensava que tamb\u00e9m os queria\u201d, confessa.   Confrontada com a morte do pai, Ana explica que se tornou &#8220;receptiva a algum tipo de conforto&#8221;. Por volta dos 20 anos come\u00e7ou a ir \u00e0 missa e simplesmente assistir. Por vezes passava por uma Igreja e via que ia come\u00e7ar a eucaristia e entrava. Isso come\u00e7ou a tornar-se frequente. \u201cPensei que queria fazer parte. A ideia de comunidade era interpelador, dava-me conforto\u201d. Quando ouvia o padre a falar e escutava as leituras, \u201calgo ressoava dentro de mim\u201d. O amor, o perd\u00e3o, a reconcilia\u00e7\u00e3o e a ressurrei\u00e7\u00e3o s\u00e3o as palavras-chave que mais recorda nessa altura \u201ce onde eu me encontrava\u201d.   Numa viagem a Santiago de Compostela feita com a sua irm\u00e3, Ana tomou a decis\u00e3o. &#8220;\u00c9 isto e tem de ser a s\u00e9rio\u201d. Enquanto se confrontava com estas interpela\u00e7\u00f5es e pensava \u201c\u00abtenho de fazer isto \u00e0 s\u00e9ria\u00bb, mudei-me para uma casa frente a uma igreja\u201d. Ouvir os c\u00e2nticos \u201ctornava dif\u00edcil resistir a n\u00e3o entrar. Entrando, \u00e9 dif\u00edcil n\u00e3o querer fazer parte do que se passava\u201d.   <i>Tomada de decis\u00e3o<\/i> Ana assume a tomada de decis\u00e3o como o \u201cculminar de um processo\u201d. V\u00e1rios anos se passaram at\u00e9 desejar ser baptizada. \u201cAndei a atrasar um pouco o pedido, mas um dia decidi\u201d. Ouvindo ao apelos, foi ter com o p\u00e1roco da par\u00f3quia de S\u00e3o Juli\u00e3o da Barra, em Oeiras, e manifestou vontade de se baptizar. \u201cTive uma resposta um pouco brusca. \u00abPorque \u00e9 que se quer baptizar?\u00bb, disse ele. Depois percebi que h\u00e1 muitos que se baptizam para serem padrinhos e madrinhas. N\u00e3o era o meu caso\u201d.  Quando confrontada com a pergunta, a Ana \u201cn\u00e3o sabia explicar muito bem. Era dif\u00edcil de materializar\u201d. Dar o primeiro passo foi \u201cconstrangedor. Eu que trabalho com palavras e que todos os dias escrevo, tive dificuldade em verbalizar porque \u00e9 que estava ali\u201d. Tempos depois, assume que a pergunta foi um \u00faltimo confronto com a op\u00e7\u00e3o que tomou. \u201cA op\u00e7\u00e3o interior estava tomada, mas era preciso verbaliz\u00e1-la. E isso ajudou-me tamb\u00e9m a preparar-me para, ao longo deste tempo, saber porque o fazia, quando interpelada sobre a minha op\u00e7\u00e3o\u201d.   <i>Uma forma\u00e7\u00e3o sem pressa<\/i> Foi sem pressa que Ana Correia viveu a prepara\u00e7\u00e3o para os sacramentos de inicia\u00e7\u00e3o crist\u00e3. \u201cN\u00e3o tinha pressa de me baptizar\u201d. O p\u00e1roco explicou-lhe que a forma\u00e7\u00e3o iria demorar algum tempo, mas isso n\u00e3o a assustou. \u201cEu n\u00e3o tinha nenhum objectivo temporal\u201d. Foram quase tr\u00eas anos \u201cmuito bons, a usufruir e saborear cada catequese\u201d.   A prepara\u00e7\u00e3o incidiu sobre os grandes temas da Igreja e do Cristianismo. \u201cReflectimos muito sobre a Palavra e para a reflex\u00e3o em torno da minha vida. Reflectimos sobre os tempos lit\u00fargicos. Faz\u00edamos a prepara\u00e7\u00e3o das leituras da eucaristia. Ultimamente o enfoque foi nos sacramentos\u201d.  Durante a forma\u00e7\u00e3o \u201cfal\u00e1mos das posi\u00e7\u00f5es da Igreja em rela\u00e7\u00e3o a v\u00e1rias quest\u00f5es. Mas as posi\u00e7\u00f5es n\u00e3o foram obst\u00e1culo, encaixaram na minha vida, resolvi-as\u201d. Durante o processo de forma\u00e7\u00e3o Ana explica que nunca colocou em causa o que queria fazer. \u201cFoi questionador enquanto enriquecimento, porque reflecti sobre muitas coisas que n\u00e3o tinha pensado antes. Nunca duvidei que me queria baptizar\u201d.   Sobre o porqu\u00ea de escolher a Igreja cat\u00f3lica, Ana assume n\u00e3o conseguir \u201cabdicar de Cristo. Para mim \u00e9 central. A Igreja cat\u00f3lica est\u00e1 mais pr\u00f3xima da minha cultura\u201d, acaba por acrescentar.  Com hor\u00e1rios \u201ccomplicados\u201d, a catequese era um encontro pessoal entre Ana e o catequista. Ana lamenta que tenha passado pelo processo sozinha. \u201cFoi mais pobre porque n\u00e3o tinha com quem partilhar, mas ao mesmo tempo foi mais pessoal e intenso\u201d, adianta.   Ana Correia assume que tomar esta op\u00e7\u00e3o com 28 anos \u201ctem uma responsabilidade acrescida\u201d. Mas a jornalista assume esta op\u00e7\u00e3o \u201ccomo a certa e no tempo certo. \u00c9 uma op\u00e7\u00e3o muito rica\u201d.   <i>Testemunho entre amigos <\/i> Entre o seu grupo de amigos, a op\u00e7\u00e3o de receber os sacramentos de inicia\u00e7\u00e3o crist\u00e3 \u201cest\u00e1 a ser bastante interpeladora\u201d. \u201cNo princ\u00edpio gozavam um bocado, mas como passei muito tempo a pensar nesta op\u00e7\u00e3o, para mim n\u00e3o fazia diferen\u00e7a. Mesmo os que n\u00e3o participam na Igreja t\u00eam orgulho em mim\u201d.  Com o aproximar dos dias, Ana assume-se ansiosa. \u201cQuando antes assistia \u00e0 eucaristia, o credo, por exemplo, era uma lada\u00ednha. O que mais me chamava \u00e0 aten\u00e7\u00e3o eram as leituras e a homilia. Agora tudo faz sentido. Tenho procurado combater a ansiedade que acaba por ser um pouco tonta. Tenho estado feliz\u201d, resume.   Nas participa\u00e7\u00f5es eucar\u00edsticas Ana sentia que queria fazer parte da comunidade. \u201cQueria um dia comungar e estar plenamente. Olhava para os outros e sentia que tinha um p\u00e9 dentro e outro fora. Mas estava bem. Pensava muitas vezes que um dia estaria de forma mais plena e isso dava-me vontade de poder continuar\u201d.   Conscientemente Ana afirma que receber os sacramentos n\u00e3o \u201cser\u00e1 um momento de magia que vai fazer virar uma p\u00e1gina imediata. \u00c9 uma porta que se abre. E eu vou continuar a tentar merec\u00ea-los\u201d.   Depois dos sacramentos, Ana est\u00e1 consciente que o processo vai depender de si mesma. \u201cDurante tr\u00eas anos tive um acompanhamento semanal e vou deixar de o ter. Terei de encontrar algum lugar na comunidade, para que possa pertencer a ela\u201d, porque como afirma, \u201cse eu n\u00e3o procurar um lugar este processo fica incompleto, seria algo s\u00f3 meu e n\u00e3o \u00e9 suposto&#8221;. Porqu\u00ea? &#8220;Precisamente por causa do compromisso\u201d.   <b>Algarve<\/b> 26 adultos os adultos que na diocese do Algarve estiveram a fazer a prepara\u00e7\u00e3o para receber os ritos de inicia\u00e7\u00e3o crist\u00e3 (Baptismo, Eucaristia e Confirma\u00e7\u00e3o) na Vig\u00edlia Pascal.   S\u00e3o pessoas, entre os  18 e os 53 anos, que \u201cmanifestaram vontade de aderir \u00e0 f\u00e9 cat\u00f3lica e pediram a instru\u00e7\u00e3o\u201d, explica o di\u00e1cono Lu\u00eds Galante, da diocese do Algarve, \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA. No final de um processo de cerca de tr\u00eas anos, os novos crist\u00e3os pedem o Baptismo, \u201csinal que aderiram \u00e0s raz\u00f5es da f\u00e9 cat\u00f3lica que lhe foram apresentadas\u201d.  H\u00e1 alguns anos que a diocese do Algarve segue o processo estruturado para o catecumenato. O pedido dos sacramentos de inicia\u00e7\u00e3o crist\u00e3 \u00e9 um fen\u00f3meno \u201cque se come\u00e7a a arrastar ao todo o territ\u00f3rio nacional\u201d, explica o Di\u00e1cono Lu\u00eds Galante, enfatizando que nas dioceses a Sul este \u00e9 um pedido que vai acontecendo cada vez mais.  A diocese do Algarve regista uma menor liga\u00e7\u00e3o das pessoas \u00e0 Igreja. \u201cO afastamento come\u00e7ou mais cedo, de tal forma que as crian\u00e7as rec\u00e9m-nascidas deixaram de receber o baptismo\u201d. O Di\u00e1cono assume uma mudan\u00e7a de comportamento. As raz\u00f5es da tradi\u00e7\u00e3o e da f\u00e9 \u201cdeixaram de se manifestar nos pais\u201d. Esta realidade aconteceu h\u00e1 cerca de \u201c30 ou 40 anos, de forma mais acentuada do que no restante pa\u00eds\u201d, explica, exemplificando com o aumento dos casamentos civis e uni\u00f5es de facto, \u201cque provocavam um decr\u00e9scimo nos sacramentos\u201d.   Chegando \u00e0 idade adulta, sem catequese e sem sacramentos, os adultos, \u201cpor raz\u00f5es pr\u00f3prias, come\u00e7am a aproximar-se da Igreja e pedem os sacramentos de inicia\u00e7\u00e3o crist\u00e3\u201d, um sinal valorizado pelo di\u00e1cono como indicador de compromisso.  \u201cH\u00e1 rituais que n\u00e3o s\u00e3o meras formalidades ou ritos. Exige-se a resposta das pessoas, o consentimento e a profiss\u00e3o da f\u00e9. Quando se tem esta postura, faz-se sem reservas, de livre vontade, mostrando uma ades\u00e3o plena\u201d.  No grupo do Algarve h\u00e1 \u201cduas ou tr\u00eas que s\u00e3o imigrantes e pediram os sacramentos\u201d.  No ano passado foram tamb\u00e9m 27 adultos que receberam os sacramentos na Vig\u00edlia Pascal. Estas pessoas \u201cest\u00e3o integradas nas suas par\u00f3quias\u201d. O Di\u00e1cono Lu\u00eds Galante reconhece que \u201chaver\u00e1 sempre um ou outro afastamento, mas as pessoas est\u00e3o integradas e comprometidas\u201d.   <b>Santar\u00e9m<\/b> A diocese de Santar\u00e9m ministrou os sacramentos de inicia\u00e7\u00e3o crist\u00e3 a nove pessoas. O Pe. Ricardo Concei\u00e7\u00e3o, respons\u00e1vel na diocese pela forma\u00e7\u00e3o dos catecumenos, explica ser um grupo misto entre jovens e adultos. \u201cAlguns jovens quiseram entrar nos escuteiros. Sendo um movimento cat\u00f3lico forma desafiados a baptizarem-se. Outros chegaram via ac\u00e7\u00e3o pessoal\u201d  H\u00e1 ainda adultos que apresentaram raz\u00f5es variadas. \u201cAlguns pediram o sacramento do matrim\u00f3nio e um dos noivos n\u00e3o era baptizado. Outra pessoa vai ser padrinho de baptismo mas n\u00e3o \u00e9 baptizado\u201d, exemplifica o sacerdote.   As convic\u00e7\u00f5es s\u00e3o variadas. \u201cO que fa\u00e7o \u00e9 dar uma volta \u00e0s convic\u00e7\u00f5es, ou seja, tendo mostrar-lhes que a f\u00e9 est\u00e1 para al\u00e9m de uma heran\u00e7a e patrim\u00f3nio, e deve ser uma convic\u00e7\u00e3o de vida que transforma a pr\u00f3pria vida\u201d, explica o sacerdote. Um trabalho formativo que pretende alargar horizontes e mostrar a vis\u00e3o que a f\u00e9 pode trazer. \u201cOs frutos s\u00e3o variados\u201d, assume. \u201cH\u00e1 pessoas que ficam, outras que ficam mais ou menos e outras ainda que apenas querem o sacramento e n\u00e3o mostram qualquer compromisso com a Igreja\u201d.   O Pe. Ricardo Concei\u00e7\u00e3o afirma sentir entre as pessoas com quem contacta \u201cque sentem qualquer coisa. Mas n\u00e3o a sabem explicar, fica ao n\u00edvel do sentimento e da protec\u00e7\u00e3o, equivalente a uma forma divina que governa o mundo\u201d. Ao longo do caminho, \u201cmuito para al\u00e9m da doutrina e da catequese, pretendo que as pessoas tenham um entendimento correcto da Igreja\u201d.   O seu trabalho estende-se a ora\u00e7\u00f5es, encontros livres e de di\u00e1logo aberto com quest\u00f5es colocadas por eles, num processo onde pretende que \u201cos formandos experimentem a vida crist\u00e3 vivida em comunidade\u201d.  O Pe. Ricardo Concei\u00e7\u00e3o afirma n\u00e3o notar um decr\u00e9scimo do n\u00famero de baptismos de crian\u00e7as. No entanto, reconhece, \u201calguns pedidos na fase adulto relaciona-se com a demiss\u00e3o da parte dos pais da miss\u00e3o educativa, a n\u00edvel de f\u00e9. \u201cOs pedidos entre jovens e adultos relaciona-se com esta disposi\u00e7\u00e3o\u201d.   O sacerdote d\u00e1 conta de um retorno \u00e0 f\u00e9 crist\u00e3. \u201cProcuram o sentido da vida, ter uma vis\u00e3o da vida e do mundo e v\u00e3o \u00e0 procura. A Igreja deve saber acolher, trabalhar com estas pessoas e apresentar-lhes a pessoa de Cristo\u201d, sublinha.  <b>Lisboa<\/b> Em Lisboa, 115 adultos, com mais de 16 anos, receberam os ritos de inicia\u00e7\u00e3o crist\u00e3. A este n\u00famero ainda se somam mais alguns \u201cque fizeram o rito de apresenta\u00e7\u00e3o \u00e0 comunidade nas sua par\u00f3quias\u201d, explica o Pe. Paulo Mal\u00edcia, Director do Departamento da Catequese do Patriarcado de Lisboa. O sacerdote aponta este n\u00famero como \u201cmuito significativo\u201d, tendo em conta que \u201cestamos a falar de pessoas com mais de 16 anos\u201d.   \u201cS\u00e3o pessoas que manifestam uma vontade pr\u00f3pria, claramente definida, e que decidiram dar este passo, sinal do compromisso que querem estabelecer com a Igreja\u201d.   No grupo de Lisboa est\u00e3o crist\u00e3os provenientes de outra tradi\u00e7\u00e3o, nomeadamente dos pa\u00edses de Leste, no ramo ortodoxo. \u201cMuitos s\u00e3o africanos, legalizados a viver em Portugal\u201d.  Ap\u00f3s o rito de inicia\u00e7\u00e3o crist\u00e3, os novos crist\u00e3os s\u00e3o \u201cconvidados a fazer a sua caminhada nas par\u00f3quias\u201d. Cada comunidade tem \u201cdin\u00e2micas pr\u00f3prias, e as pessoas integram grupos seja de catequese, de car\u00e1cter social\u201d, aponta o Pe. Paulo Mal\u00edcia. H\u00e1 tamb\u00e9m \u201cquem se afasta ap\u00f3s os ritos\u201d.   O sacerdote reconhece ser importante fazer o convite para entrarem na Igreja, mas depois \u201cajud\u00e1-las a orientar-se\u201d. \u201cIncidimos no an\u00fancio, acompanhamos na prepara\u00e7\u00e3o e na inicia\u00e7\u00e3o, mas falta criatividade no p\u00f3s sacramentos\u201d. Catequese \u201cn\u00e3o haver\u00e1 durante toda a vida. As pessoas t\u00eam de se sentir parte de uma comunidade que querem ajudar a edificar\u201d. O sacerdote de Lisboa lamenta que \u201cnem sempre saibamos cuidar do p\u00f3s que \u00e9 a integra\u00e7\u00e3o na comunidade\u201d.   No entanto, \u00e9 perempt\u00f3rio a afirma que as comunidades s\u00e3o acolhedoras, \u201ccaso contr\u00e1rio n\u00e3o havia tantas pessoas a bater \u00e0 porta e a mostrarem-se felizes pelo processo\u201d. Contudo, falta pensar no processo p\u00f3s inicia\u00e7\u00e3o.   Em Lisboa, o respons\u00e1vel pela catequese aponta uma liga\u00e7\u00e3o entre o aumento de pedidos dos ritos de inicia\u00e7\u00e3o crist\u00e3 e o decr\u00e9scimo do n\u00famero de baptismo. \u201c\u00c9 um dado que nos \u00faltimos sete anos tenho constatado\u201d. Cada vez h\u00e1 menos crian\u00e7as a serem baptizadas em pequenas. H\u00e1 por isso mais \u201cjovens e adultos a pedir o baptismo\u201d.   A aproxima\u00e7\u00e3o \u00e0 Igreja \u201c\u00e9 fruto de ac\u00e7\u00e3o pessoal. N\u00e3o h\u00e1 convers\u00e3o que n\u00e3o tenha interm\u00e9dio de outro crist\u00e3o\u201d. O sacerdote, sublinha por isso, que os crist\u00e3os e as comunidades \u201ccontinuam a ser prof\u00e9ticas\u201d.  \u201cAo contr\u00e1rio do que se fala de que a Igreja est\u00e1 a perder muita gente, n\u00e3o tenho essa no\u00e7\u00e3o. Cada vez mais pessoas chegam ao Patriarcado interessadas em aderir \u00e0 Igreja cat\u00f3lica\u201d. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vig\u00edlia Pascal marca fim do percurso de prepara\u00e7\u00e3o para o Baptismo feito por quem descobriu a f\u00e9 mais tarde na vida<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[127,154,180,185,285,294,299],"class_list":["post-38169","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-nacional","tag-catequese","tag-crianca","tag-diocese-de-santarem","tag-diocese-do-algarve","tag-patrimonio","tag-sacramentos","tag-santiago-de-compostela"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38169","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=38169"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38169\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=38169"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=38169"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=38169"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}