{"id":38159,"date":"2009-04-09T23:31:54","date_gmt":"2009-04-09T23:31:54","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/04\/09\/homilia-de-d-jorge-ortiga-na-missa-crismal\/"},"modified":"2009-04-09T23:31:54","modified_gmt":"2009-04-09T23:31:54","slug":"homilia-de-d-jorge-ortiga-na-missa-crismal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/homilia-de-d-jorge-ortiga-na-missa-crismal\/","title":{"rendered":"Homilia de D. Jorge Ortiga na Missa Crismal"},"content":{"rendered":"<p>Sacerdotes, servos e ap\u00f3stolos da Palavra        <!--more--> \u201cA gra\u00e7a e a paz vos sejam dadas por Jesus Cristo, a testemunha fiel\u201d (Apoc, 1, 4). \u201cAquele que nos ama e pelo seu sangue nos libertou do pecado e fez de n\u00f3s um reino de sacerdotes para Deus, seu Pai, a Ele a gl\u00f3ria e o poder pelos s\u00e9culos dos s\u00e9culos\u201d (Apoc 1,6).  Com estas palavras do Apocalipse sa\u00fado-vos e em v\u00f3s acolho todo o presbit\u00e9rio na esperan\u00e7a de correspondermos ao amor primeiro de Deus, de modo que o nosso sacerd\u00f3cio seja s\u00f3 gl\u00f3ria de Deus.  Congregados nesta Catedral como presbit\u00e9rio Arquidiocesano, sentindo-nos fam\u00edlia sacerdotal alargada a todos quantos a ele pertencem \u2013 particularmente aos ordenados no \u00faltimo ano: Rui Manuel Saraiva Pereira, da par\u00f3quia de Cani\u00e7ada, do Arciprestado de Vieira do Minho e a paroquiar Borba da Montanha, Carvalho e Basto (Santa Tecla) do Arciprestado de Celorico de Basto; aos que celebram as Bodas de Prata sacerdotais: Adelino Marques Domingues, P\u00e1roco de Silvares S. Martinho e Seid\u00f5es, Arciprestado de Fafe. Alfredo Saleiro Cardoso, P\u00e1roco de Antime, Armil e Silvares S. Clemente, Arciprestado de Fafe. Ant\u00f3nio Joaquim Gon\u00e7alves da Cunha, Vig\u00e1rio Paroquial da par\u00f3quia de Fafe. Jos\u00e9 Agostinho da Costa Ribeiro, P\u00e1roco de Caldelas e Barco, Arciprestado de Guimar\u00e3es e Vizela. Jos\u00e9 Manuel de Oliveira Ribeiro, Capel\u00e3o da Casa General\u00edcia da Congrega\u00e7\u00e3o da Divina Provid\u00eancia e Sagrada Fam\u00edlia. Jos\u00e9 Marques Machado, P\u00e1roco de Vizela S. Jo\u00e3o, Arciprestado de Guimar\u00e3es e Vizela. Aos que celebram as Bodas de Ouro sacerdotais: Francisco de Carvalho Correia, a residir em Areias, Vila Nova de Famalic\u00e3o. Francisco Lopes da Cruz, a residir em Ad\u00e3es, Barcelos. Joaquim Gomes da Costa, P\u00e1roco de Bico e Fiscal, Arciprestado de Amares. Jos\u00e9 Arnaldo da Silva Monteiro Fernandes, a prestar servi\u00e7o na Diocese do Porto. Jos\u00e9 das Neves Machado, Director Espiritual do Movimento Cursilhos de Cristandade. Manuel Ferreira Martins, P\u00e1roco de Bastu\u00e7o Santo Est\u00eav\u00e3o e Bastu\u00e7o S. Jo\u00e3o, Arciprestado de Barcelos. Severino Pereira Fernandes, P\u00e1roco de Prado Santa Maria, Arciprestado de Vila Verde. B\u00e1rtolo de Paiva Gon\u00e7alves Pereira, a prestar assist\u00eancia aos emigrantes na Sui\u00e7a. Domingos da Silva Ara\u00fajo, Reitor da Bas\u00edlica dos Congregados, Arciprestado de Braga. Jo\u00e3o da Rocha Eir\u00f3, P\u00e1roco de Agu\u00e7adoura, Arciprestado de V.Conde\/P\u00f3voa de Varzim. Joaquim Pereira Guimar\u00e3es, P\u00e1roco de Sande S. Clemente, Arciprestado de Guimar\u00e3es e Vizela. Jos\u00e9 Ferreira da Silva Campos, P\u00e1roco de Negreiros, Arciprestado de Barcelos. Jos\u00e9 Maria Lima de Carvalho, P\u00e1roco de Nossa Senhora da Oliveira, Arciprestado de Guimar\u00e3es e Vizela. Agostinho Gomes Ribeiro, P\u00e1roco de V\u00e1rzea, Arciprestado de Barcelos. Fernando Alves de Carvalho, P\u00e1roco de Estor\u00e3os, Arciprestado de Fafe. Joaquim Pimenta Rodrigues, P\u00e1roco de Urgeses, Arciprestado de Guimar\u00e3es e Vizela. Manuel Ant\u00f3nio Ferreira Afonso, P\u00e1roco de Palme, Arciprestado de Barcelos. Aos idosos, aos doentes, \u00e0queles que poder\u00e3o estar a passar momentos dif\u00edceis e aos partidos para a casa do Pai durante este \u00faltimo ano: Jos\u00e9 Martins Mendes, falecido a 12.04.2008, em Alvar\u00e3es, Viana do Castelo. Jos\u00e9 Herm\u00ednio Moreira Marinho Pinto, P\u00e1roco de Oliveira, Arciprestado de Braga e Sezures, Arciprestado de Vila Nova de Famalic\u00e3o, falecido a 16.04.2008. Eduardo de Melo Peixoto, Presidente da Confraria de S. Bento da Porta Aberta, Confraria do Sameiro, Director Espiritual do Movimento dos Cursilhos de Cristandade, falecido a 19.04.2008. Carlos Pinheiro Alves, falecido a 27.04.2008 em Seide (S. Miguel). David Jos\u00e9 Antunes, falecido a 14.05.2008 em Mire de Tib\u00e3es, Braga. Manuel Freire Ramos, falecido a 23.05.2008 na Diocese de Lamego. Francisco Lopes Gomes, falecido a 26.05.2008 em Joane, Vila Nova de Famalic\u00e3o. Joaquim Gon\u00e7alves dos Santos, falecido a 24.06.2008 no lugar de Moimenta, par\u00f3quia de Cavez, Arciprestado de Cabeceiras de Basto. Ant\u00f3nio Lu\u00eds Vaz, falecido a 02.08.2008 no Largo da Senhora-a-Branca, Braga. \u00c2ngelo Faria da Venda, falecido a 15.08.2008 na P\u00f3voa de Varzim. Lu\u00eds Soares Ribeiro, falecido a 27.08.2008 na Casa Sacerdotal. Ant\u00f3nio da Costa Lopes, falecido a 28.09.2008 no Lar de Conde Agrolongo. Jos\u00e9 Barroso Pereira, falecido a 30.12.2008 em Cabeceiras de Basto. Albertino Martins, falecido a 13.012009 no Mosteiro das Clarissas, Vila das Aves. J\u00falio Hilari\u00e3o Nepomuceno Vaz, falecido a 17.01.2009 Largo da Senhora-a-Branca, Braga. Joaquim da Cunha Peixoto, falecido a 20.03.2009 na par\u00f3quia de S. Gens, Arciprestado de Fafe. Ant\u00f3nio Tanque Campos, Director do Externato de Refojos, arciprestado de Cabeceiras de Basto, falecido a 04.04.2009.Colocamo-nos perante a responsabilidade de, mais do que os outros fi\u00e9is, acolher as interpela\u00e7\u00f5es e desafios do nosso Programa Pastoral: sentir-se \u2013 e viver como tal \u2013 encontrados pela Palavra. Ela veio ao nosso encontro como dom maravilhoso e nunca suficientemente agradecido como foi o chamamento vocacional; Ela vem e deve encontrar um cora\u00e7\u00e3o dispon\u00edvel e aberto a um estilo de vida marcado pelos seus crit\u00e9rios e n\u00e3o por outros motivos, por muito interessantes ou modernos que possam parecer.  Como \u201cencontrados pela Palavra\u201d, teremos de ser sacerdotes do reconhecimento interior, dum programa de vida pessoal delineado a partir de par\u00e2metros B\u00edblicos, dum minist\u00e9rio que manifesta coer\u00eancia com os tesouros escutados e alegria de os comunicar atrav\u00e9s duma vida que fala e duma palavra que n\u00e3o se desvia destes itiner\u00e1rios.   Caros sacerdotes, seremos padres, aqui e agora, encontrados pela Palavra? Que nos falta fazer? A resposta cada um saber\u00e1 d\u00e1-la.   Deixar-se encontrar pela Palavra, este ano, tem uma refer\u00eancia. S. Paulo \u00e9 o padre (que me perdoe o oportunismo) refer\u00eancia. A sua pessoa tem servido \u2013 e ter\u00e1 de continuar a servir \u2013 para encontros, confer\u00eancias, homilias, exposi\u00e7\u00f5es. Tudo \u00e9 importante. Interessa-nos a sua vida que deve provocar uma reviravolta no nosso ser e agir, suscitando padres ap\u00f3stolos por convic\u00e7\u00e3o e voca\u00e7\u00e3o que se orgulham, sem superioridades eclesiais, de viver como servos de Cristo em benef\u00edcio das comunidades do povo que servimos.  Isa\u00edas recordava-nos que ter\u00edamos o nome de \u201cMinistros do nosso Deus\u201d e \u201cquantos os virem ter\u00e3o de os reconhecer como linhagem que o Senhor aben\u00e7oou\u201d (Is 61).  Tudo acontecer\u00e1, se, no quotidiano da vida, se \u201ccumprir o que acabais de ouvir\u201d (Lc 4, 21) e, lendo os sinais do mundo actual e do contexto social que vivemos, \u201clevarmos o \u00f3leo da alegria em vez do trajo de luto, c\u00e2nticos de louvor em vez dum esp\u00edrito abatido\u201d (Is 61).  Para mim \u00e9 espont\u00e2neo questionar-se e reconhecer que a chamada crise actual &#8211; que sabemos que n\u00e3o \u00e9 meramente econ\u00f3mica ou financeira mas sobretudo de car\u00eancia de valores espirituais, ou seja, confirma\u00e7\u00e3o de que pretender construir uma sociedade humana sem refer\u00eancias ao sobrenatural conduz a esta perplexidade e dramatismo que vivemos &#8211; espera que a Igreja, particularmente, nos seus sacerdotes, se coloque no essencial da sua miss\u00e3o: encontrar-se com Cristo \u2013 Palavra para abandonar outros princ\u00edpios motivadores.  Nesta tarefa, com S. Paulo, gostaria de vos deixar um duplo apelo: crescer na paix\u00e3o pelas comunidades e suscitar, contar e confiar nos cooperadores.    1 \u2013 Paix\u00e3o pela Igreja e comunidades  Escrevendo \u00e0 comunidade ingrata, pouco gratificante, que o acusava de incoer\u00eancia, entristecendo-o e fazendo-o sofrer, como era a comunidade de Corinto, S. Paulo indica o processo pastoral que ele usou. A comunidade era \u201cuma carta de Cristo da qual n\u00f3s fomos o instrumento e escrita n\u00e3o com tinta, mas nas t\u00e1buas de carne do vosso cora\u00e7\u00e3o\u201d (2 Cor 3, 3) onde poderiam ter tido muitos \u201cpedagogos\u201d mas \u201cfui eu quem vos gerou em Jesus Cristo, atrav\u00e9s do Evangelho\u201d (1 Cor 4, 15).  Nestas palavras verificamos que o seu labor apost\u00f3lico n\u00e3o era um mero trabalho rotineiro. Havia paix\u00e3o capaz de ultrapassar as desilus\u00f5es e des\u00e2nimos e apostava numa verdadeira paternidade sofrida (como tamb\u00e9m recorda noutro lugar \u201c Meus filhos, sofro novamente como que dores de parto, at\u00e9 que Cristo esteja formado em v\u00f3s\u201d (G\u00e1l 4, 19). Teremos de adoptar esta paternidade sofrida. S. Paulo alegrava-se da comunidade de Corinto n\u00e3o pelas consola\u00e7\u00f5es que ela lhe ofereceu. Sentia-se feliz por ter sofrido por ela. Nunca nos poderemos contentar com os m\u00ednimos, nem habituar-se a programas. Temos a responsabilidade de escrever \u201cnas t\u00e1buas da carne do cora\u00e7\u00e3o\u201d dos fi\u00e9is que nos foram confiados, atrav\u00e9s duma entrega incondicional capaz de gerar ou regerar Cristo, o que s\u00f3 se consegue com um amor rejuvenescido e dominado pelo entusiasmo. S\u00f3 um cora\u00e7\u00e3o apaixonado por Cristo e pela Sua Palavra apaixonar\u00e1 e far\u00e1 com que seja a Palavra a edificar a comunidade.  A comunidade n\u00e3o \u00e9 um conjunto de edif\u00edcios e bens materiais a gerir corresponsavelmente; n\u00e3o \u00e9 um exerc\u00edcio de burocracias a proporcionar solicitamente; nem sequer \u00e9 uma estrutura pastoral com servi\u00e7os qualitativamente mais dotadas e oferecidas. \u00c9 tudo isto mas muito mais. S\u00e3o pessoas concretas, diferentes socialmente e religiosamente de ritmos diversos, com alegrias e esperan\u00e7as, problemas e dramas a quem devemos acolher com a ternura e o carinho de Cristo.  O mundo moderno \u00e9 demasiadamente an\u00f3nimo. S\u00f3 o amor constr\u00f3i e permanece. E os nossos fi\u00e9is t\u00eam o direito de o receber daqueles que n\u00e3o s\u00e3o profissionais da pastoral mas enviados de Cristo para edificar um corpo de irm\u00e3os.  A pastoral sempre foi isto. Hoje deve-o ser muito mais. As pessoas, no meio da crise, necessitam deste \u00e2nimo e suporte. Ao construir comunidades, o padre est\u00e1 a edificar lugares onde se encontra a coragem de viver. Somos de e para todos mas, actualmente, importa privilegiar os necessitados, descobrir car\u00eancias, organizar respostas naquele sil\u00eancio activo que s\u00f3 o amor crist\u00e3o oferece. Nunca \u201catiremos\u201d a responsabilidade de resolver os problemas para os outros. Pode ser verdade. Mas h\u00e1 situa\u00e7\u00f5es que n\u00e3o devem esperar.  Saibamos acolher, dediquemos tempo \u00e0s pessoas, ou\u00e7amos os seus problemas, mostremos amor e carinho, deixemo-nos inquietar pelos lamentos, alguns silenciosos que s\u00f3 se entendem no sacramento da reconcilia\u00e7\u00e3o a que teremos de dar mais tempo e cuidado na viv\u00eancia deste minist\u00e9rio da miseric\u00f3rdia.  Com muita confian\u00e7a acrescento outra convic\u00e7\u00e3o. Necessitamos de trabalhar muito e as comunidades edificam-se atrav\u00e9s de iniciativas bem preparadas e actualizadas, mas, n\u00e3o esque\u00e7amos, edificamos mais Igreja permanecendo mais em Jesus do que correndo sem motiva\u00e7\u00e3o. A Igreja \u00e9 sempre mist\u00e9rio e nunca empresa. N\u00e3o pequemos por rezar demasiado pouco.  O futuro da Igreja est\u00e1 na qualidade das comunidades, como comunidades e n\u00e3o mero territ\u00f3rio. Poder\u00e3o ser constitu\u00eddas por menos pessoas. Mas, se o amor aut\u00eantico circular sobreviver\u00e3o a todas as intemp\u00e9ries. Se forem am\u00e1lgama de pessoas, ir\u00e3o definhar como tantas outras ao longo da hist\u00f3ria. E a responsabilidade ser\u00e1 minha e de cada um de v\u00f3s.  Permiti que me sirva de palavras de algu\u00e9m verdadeiramente conhecedor (o Card. Martini) \u201cQuanto amo, quanto me apaixono pela(s) minha(s) comunidade(s) e pelas pessoas que a comp\u00f5em?\u201d    2 \u2013 Cultivar os cooperadores  Este amor \u00e0 Igreja conduz-nos a outra refer\u00eancia caracter\u00edstica do viver de S. Paulo. Trata-se de verificar como ele cultivava os seus cooperadores, como os acompanhava e estimulava. N\u00e3o se tratava duma mera necessidade ocasional e passageira. Acreditava que a Igreja era \u201cReino de Sacerdotes\u201d e tornou-o vis\u00edvel.  Verificamos que a transmiss\u00e3o da f\u00e9 em S. Paulo n\u00e3o se efectua em cadeia mas numa afectuosa rela\u00e7\u00e3o de quem se coloca \u201cdiante de\u201d homens e mulheres concretos, de modo que tamb\u00e9m t\u00eam o dever de a passar com id\u00eantico afecto a outros homens para que permane\u00e7am, por seu lado, firmes na f\u00e9 e, como consequ\u00eancia, aptos para ensinar (Conf. 2 Tim 2, 2).  Trata-se dum empenho de inquestion\u00e1vel actualidade para a nossa Arquidiocese como prioridade no presente a garantir um futuro de f\u00e9. Esta transmite-se n\u00e3o por mera heran\u00e7a do passado mas como aposta num an\u00fancio persistente e gerador de consist\u00eancia perante as investidas de propostas diferentes. A firmeza na f\u00e9 \u00e9 muito diminuta nos nossos crist\u00e3os e \u00e9 urgente tomar consci\u00eancia do n\u00famero daqueles que a renegam ou abandonam. N\u00e3o vivamos de ilus\u00f5es nem pensemos que todos os baptizados a assumem. As comunidades paroquiais devem assumir esta consci\u00eancia e investir tudo para que sejamos capazes de alterar o ciclo. Por outro lado, como aconteceu com S. Paulo, deveremos ser capazes de, com solicitude maternal, gerar homens e mulheres aptos para ensinar. Somos cada vez menos sacerdotes e os leigos devem ocupar o lugar que lhes compete n\u00e3o por favor ou mera necessidade. Urge acolher, acompanhar, preparar, delegar com confian\u00e7a e desenvolver certos talentos adormecidos. O futuro passa por aqui. S\u00f3 uma cadeia de verdadeiros cooperadores, ou seja, homens e mulheres a operar conjuntamente connosco, no exerc\u00edcio do mesmo baptismo e na diversidade de carismas, com a prepara\u00e7\u00e3o adequada, desempenhar\u00e3o minist\u00e9rios que ainda reservamos para n\u00f3s. N\u00e3o somos a s\u00edntese dos minist\u00e9rios como quem det\u00e9m todo o poder e exclusividade na Igreja; exercemos o minist\u00e9rio da s\u00edntese, estimulando, convidando, confiando, delegando tarefas e miss\u00f5es na responsabilidade de testemunhar unidade na diversidade.  Vamos renovar as promessas sacerdotais. S\u00e3o testemunho de quem, como S. Paulo, se deixa tocar por Cristo para se apaixonar pela Igreja e, concretamente, suscitar responsabilidades repartidas. Fa\u00e7amo-lo com alegria tornando a nossa pastoral B\u00edblica e, como tal, carregada dum dinamismo vocacional.   Car\u00edssimo Sacerdote, procura ser, aqui e agora, testemunho eloquente e irradiante da luz da f\u00e9, do entusiasmo da esperan\u00e7a e do calor da caridade. Para isso permite-me um pensamento da Imita\u00e7\u00e3o de Cristo (Livro III, cap. 23): \u201cFilho, trata de fazer antes a vontade alheia que a tua. Prefere sempre ter menos que mais. Busca sempre o \u00faltimo lugar e sujeita-te a todos. Deseja sempre e reza para que se cumpra plenamente em ti a vontade de Deus.\u201d  Que St.\u00aa Maria de Braga e S. Martinho de Dume nos ajudem a ser padres para o mundo de hoje onde harmonizamos a felicidade de ser servos por amor e ap\u00f3stolos por voca\u00e7\u00e3o para bem do povo que amamos com cora\u00e7\u00e3o indiviso.  <i>\u2020 Jorge Ortiga, A.P.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sacerdotes, servos e ap\u00f3stolos da Palavra<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[172,176,182,187,206,261],"class_list":["post-38159","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-diocese-de-braga","tag-diocese-de-lamego","tag-diocese-de-viana-do-castelo","tag-diocese-do-porto","tag-familia","tag-missoes"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38159","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=38159"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38159\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=38159"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=38159"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=38159"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}