{"id":38156,"date":"2009-04-09T23:26:46","date_gmt":"2009-04-09T23:26:46","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/04\/09\/homilia-de-d-antonio-francisco-dos-santos-na-missa-crismal\/"},"modified":"2009-04-09T23:26:46","modified_gmt":"2009-04-09T23:26:46","slug":"homilia-de-d-antonio-francisco-dos-santos-na-missa-crismal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/homilia-de-d-antonio-francisco-dos-santos-na-missa-crismal\/","title":{"rendered":"Homilia de D. Ant\u00f3nio Francisco dos Santos na Missa Crismal"},"content":{"rendered":"<p>\u201cO Esp\u00edrito do Senhor est\u00e1 sobre mim, porque o Senhor me ungiu e me enviou a anunciar a boa nova\u201d ( Is 61,1 ) <!--more--> 1. Da miss\u00e3o de Jesus \u00e0 miss\u00e3o do sacerdote A promessa anunciada e enunciada em Isa\u00edas cumpre-se na miss\u00e3o de Jesus. \u201c \u00c9 hoje que esta palavra da Escritura se cumpre\u201d, diz-nos Jesus na Sinagoga da sua terra. Este \u201choje\u201d \u00e9 o hoje da Sinagoga de Nazar\u00e9 no in\u00edcio da vida p\u00fablica de Jesus. \u00c9 o \u201choje\u201d da paix\u00e3o e da ressurrei\u00e7\u00e3o em Jerusal\u00e9m. \u00c9 o \u201choje\u201d do Pentecostes, quando o Esp\u00edrito Santo desceu sobre os disc\u00edpulos de Jesus e desde essa hora se tornou a alma da Igreja. \u00c9 igualmente o \u201choje\u201d da Igreja em Aveiro para que saibamos e acreditemos que \u201co Esp\u00edrito do Senhor est\u00e1 sobre n\u00f3s, porque tamb\u00e9m a n\u00f3s o Senhor nos ungiu e nos envia a anunciar a Boa Nova\u201d.  Vivemos envolvidos social e culturalmente por situa\u00e7\u00f5es de grande progresso e de afirmado desenvolvimento t\u00e9cnico e cient\u00edfico e simultaneamente sentimo-nos imersos nas incertezas do futuro que uma avassaladora crise econ\u00f3mica arrasta consigo. A f\u00e9, a esperan\u00e7a e a caridade crist\u00e3s n\u00e3o podem ficar silenciadas e emudecidas diante da realidade. Este tempo da Semana Maior e os mist\u00e9rios que nela celebramos devem ajudar-nos a estar atentos, presentes e activos no mundo. \u00c9 uma nova concep\u00e7\u00e3o da pessoa humana e da sua dignidade que est\u00e1 em causa. O sentido e o valor de uma humanidade vivida e respeitada s\u00e3o indissoci\u00e1veis da nossa f\u00e9 em Deus e da nossa responsabilidade na constru\u00e7\u00e3o de uma sociedade mais justa, mais livre e mais fraterna onde as desigualdades e a corrup\u00e7\u00e3o n\u00e3o magoem o bem comum nem ofendam os direitos humanos. Necessitamos de aprender caminhos solid\u00e1rios e s\u00f3brios onde os pobres e os humildes nos ensinem o segredo das bem-aventuran\u00e7as.  2.Uma luz de esperan\u00e7a A cultura contempor\u00e2nea est\u00e1 trespassada por uma corrente de medo. Vivemos apreensivos diante dos riscos que pesam sobre o homem, sobre o ambiente, sobre a seguran\u00e7a dos cidad\u00e3os ou mesmo sobre a natureza.  Ser\u00e1 que a f\u00e9 nos adianta respostas para estas quest\u00f5es?  O cristianismo deve oferecer-nos uma luz de esperan\u00e7a. O crist\u00e3o n\u00e3o \u00e9 uma pessoa estranha nem extraordin\u00e1ria mas simplesmente algu\u00e9m que acolhe e respeita a vida como um dom, que acredita em Jesus de Nazar\u00e9 e que interpreta os acontecimentos \u00e0 luz da f\u00e9, com renovada esperan\u00e7a.   \u00c9 este mesmo caminho que a Diocese de Aveiro se prop\u00f5e percorrer com redobrado entusiasmo ao longo destes cinco anos, de acordo com o Plano Diocesano de Pastoral, sabendo e sentindo que a \u201c Igreja renovada na caridade \u00e9 esperan\u00e7a no mundo\u201d. Convido-vos, irm\u00e3os e irm\u00e3s, a alimentar, a renovar e a fortalecer esta esperan\u00e7a de fazermos nascer em n\u00f3s o homem novo. \u00c9 tempo de n\u00e3o nos perdermos em grandes e muitas vezes in\u00fateis e est\u00e9reis an\u00e1lises do que se vive e se passa no mundo. Todos conhecemos os malef\u00edcios da crise e os contextos das situa\u00e7\u00f5es dif\u00edceis que o mundo vive, em fam\u00edlias desempregadas, em pobres \u00e0s nossas portas, em ambientes de ansiedade e inseguran\u00e7a, em situa\u00e7\u00f5es de medo diante do amanh\u00e3. Tudo isso nos \u00e9 presente e consciente.  A nossa miss\u00e3o consiste em partilhar a nossa esperan\u00e7a. Temos um olhar novo sobre a vida e sobre a hist\u00f3ria. Fomos criados por Deus para a vida e para a felicidade. Convido-vos a distribuirmos as riquezas da gra\u00e7a impressas e expressas no acolhimento fraterno, na escuta orante da palavra de Deus, na celebra\u00e7\u00e3o dos sacramentos, na aproxima\u00e7\u00e3o de Deus e nos comportamentos \u00e9ticos de uma vida coerente com a sua f\u00e9.  Somos chamados a ser sentinelas vigilantes colocadas na aurora de um mundo novo, mais atentos aos valores novos que come\u00e7am a germinar do que preocupados com os tempos de outrora que est\u00e3o a ruir. N\u00e3o tenhamos medo das bem-aventuran\u00e7as do Reino, por mais f\u00e1ceis que sejam a dizer e por mais dif\u00edceis que sejam a realizar. Tenhamos a ousadia de acreditar que as bem-aventuran\u00e7as s\u00e3o poss\u00edveis. Animam-nos sempre a preocupa\u00e7\u00e3o pelo bem comum e a coragem da verdade mesmo quando um e outra se tornam sofridos e dolorosos.  3. Da gra\u00e7a \u00e0 miss\u00e3o Situa-se tamb\u00e9m aqui a miss\u00e3o confiada por Cristo aos Ap\u00f3stolos: \u201ccomo o Pai me enviou assim tamb\u00e9m eu vos envio\u201d (Jo 20, 19).  Irm\u00e3os sacerdotes: somos chamados a ser sinal sacramental do dom que Deus faz da sua vida no seu Filho Jesus para a vida da humanidade. E este sinal sacramental que n\u00f3s somos n\u00e3o \u00e9 apenas uma carta de miss\u00e3o, um caderno de encargos ou um programa de quanto temos a fazer. \u00c9 bem mais do que isso. Transportamos este sinal sacramental que n\u00f3s somos na oferta di\u00e1ria da nossa vida. Ele est\u00e1 inscrito no nosso cora\u00e7\u00e3o, no nosso esp\u00edrito, na nossa afectividade, na nossa liberdade.  O minist\u00e9rio sacerdotal tal como o recebemos, acolhemos e vivemos implica este dom total de n\u00f3s mesmos, com alegria e com generosidade.  Quando pensarmos que as exig\u00eancias desta doa\u00e7\u00e3o s\u00e3o desmedidas e excedem as nossas for\u00e7as humanas saibamos que o nosso minist\u00e9rio \u00e9 sinal da fidelidade de Deus ao seu povo, que nunca nos falta com a sua b\u00ean\u00e7\u00e3o.  Convido-vos, irm\u00e3os sacerdotes, a aprofundar o mist\u00e9rio que habita em vossos cora\u00e7\u00f5es, que \u00e9 sempre mist\u00e9rio de amor e de gra\u00e7a.  Dou gra\u00e7as a Deus sem cessar pelos sacerdotes que v\u00f3s sois: pela vossa voca\u00e7\u00e3o e fidelidade, pelo trabalho apost\u00f3lico, pelo compromisso de vidas dadas a Deus e ao seu povo, pelo dom de v\u00f3s mesmos \u00e0 miss\u00e3o. Conhe\u00e7o a vossa delicadeza, simplicidade, dedica\u00e7\u00e3o e generosidade assim como a disponibilidade sempre manifestada para o servi\u00e7o do Reino.  Agrade\u00e7o quantos regressaram ou v\u00eam ao encontro deste presbit\u00e9rio para em fraterna colabora\u00e7\u00e3o aqui viverem o minist\u00e9rio sacerdotal e aqui realizarem a miss\u00e3o que lhes \u00e9 confiada. Convido-os a sentirem-se bem entre n\u00f3s e membros deste presbit\u00e9rio vivo que os acolhe com alegria e gratid\u00e3o.   Sei das dificuldades v\u00e1rias em que a nossa miss\u00e3o se cumpre. N\u00e3o podemos ser v\u00edtimas da inclem\u00eancia das mudan\u00e7as ou constrangidos a aceitar passivamente as transforma\u00e7\u00f5es do tempo e da cultura. Somos chamados por for\u00e7a do minist\u00e9rio e por mandato da miss\u00e3o, a ser pastores, profetas e guias das pessoas e das pr\u00f3prias transforma\u00e7\u00f5es e mudan\u00e7as. N\u00e3o nos falte nunca nem o dinamismo dos pastores, nem a confian\u00e7a dos crentes, nem a lucidez dos conselheiros espirituais nem a coragem dos profetas.  A hora que vivemos n\u00e3o pode ser de lamento mas sim de projectos apost\u00f3licos e de perseveran\u00e7a confiante e paciente. Mesmo no \u00e2mbito das voca\u00e7\u00f5es. As voca\u00e7\u00f5es que esperamos pedem-nos tempo, exigem-nos trabalho e perseveran\u00e7a e t\u00eam direito a encontrar em n\u00f3s o exemplo da alegria e o testemunho da fidelidade.  No campo dos projectos apost\u00f3licos que ao longo destes cinco anos nos v\u00e3o sendo propostos exigem-se acolhimento, presen\u00e7a e forma\u00e7\u00e3o.  Nada se conseguir\u00e1 sem uma ora\u00e7\u00e3o mais intensa e sem uma convers\u00e3o espiritual permanente. A santidade de vida sacerdotal \u00e9 o nosso primeiro e imprescind\u00edvel testemunho evangelizador. O importante da nossa vida sacerdotal n\u00e3o \u00e9 contabilizar \u00eaxitos apost\u00f3licos ou sucessos humanos mas sim encontrar a alegria da voca\u00e7\u00e3o e a santidade do minist\u00e9rio que santifique igualmente aqueles a quem somos enviados e d\u00ea sentido e beleza \u00e0s nossas comunidades.  Permito-me pedir-vos, irm\u00e3os sacerdotes, que se d\u00ea cada vez mais abertura, participa\u00e7\u00e3o e forma\u00e7\u00e3o aos leigos n\u00e3o tanto porque eles est\u00e3o mais livres, dispon\u00edveis ou preparados em certas \u00e1reas de interven\u00e7\u00e3o mas essencialmente porque eles s\u00e3o crist\u00e3os connosco e n\u00f3s somos sacerdotes para eles e com eles, recordando e adaptando o belo pensamento de santo Agostinho. Aqui se enxerta igualmente a dimens\u00e3o mission\u00e1ria da vida do sacerdote e das pr\u00f3prias comunidades. Sem isso torna-se imposs\u00edvel evangelizar aqueles que est\u00e3o fora ou vivem longe da Igreja. Evangelizemos ao jeito de Paulo e com o seu ardor e entusiasmo.  4. Ano sacerdotal Esta celebra\u00e7\u00e3o tem um aumentado sentido de ac\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as pela beleza e vitalidade da Igreja e pela generosidade e consagra\u00e7\u00e3o dos seus membros, concretamente pela doa\u00e7\u00e3o dos seus presb\u00edteros, di\u00e1conos, seminaristas, religiosos e religiosas, consagrados e consagradas, leigos e leigas da Diocese de Aveiro.  O acolhimento dado ao Plano Diocesano de Pastoral para o pr\u00f3ximo quinqu\u00e9nio, o sentido criativo e din\u00e2mico das caminhadas pastorais e itiner\u00e1rios espirituais, as respostas atentas aos problemas sociais, o vigor dos movimentos apost\u00f3licos, a vitalidade das comunidades paroquiais, a presen\u00e7a aben\u00e7oada das comunidades religiosas e de tantos consagrados (as) e o encanto vivido nas visitas pastorais em Albergaria e Sever do Vouga dizem-me que esta \u00e9 hora de ac\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as. A gra\u00e7a de Deus tornou frut\u00edfero o trabalho de fundo de setenta anos de hist\u00f3ria da Diocese, que vive agora a expectativa do Jubileu que se faz pr\u00f3ximo e da Miss\u00e3o Jubilar Diocesana que se anuncia. Queria que esta minha alegria pela Igreja que somos e pela unidade e comunh\u00e3o que testemunhamos seja igualmente fonte da vossa alegria e da vossa fidelidade.   Sa\u00fado com particular afecto os nossos irm\u00e3os em jubileu sacerdotal: Padres  Tom\u00e1s Marques Afonso, Jos\u00e9 Manuel Ribeiro Fernandes, em Bodas de ouro, e Fernando Manuel Teixeira Pinto e Francisco J\u00falio Grangeia Pinto, em Bodas de prata, e recordamos na saudade e na esperan\u00e7a da bem-aventuran\u00e7a o senhor D. Manuel de Almeida Trindade e os padres Manuel Ant\u00f3nio Fernandes, Miguel Jos\u00e9 Cruz, Ant\u00f3nio Nunes da Fonseca, Leonardo Pereira e Ivo Fernandes da Silva. N\u00e3o esque\u00e7o os irm\u00e3os sacerdotes doentes. Por eles e para eles continuamos a trabalhar nos passos dados para construir a Casa Sacerdotal. Eles s\u00e3o \u00e2ncora do nosso minist\u00e9rio e semente de novas voca\u00e7\u00f5es.  A gra\u00e7a de Deus \u00e9 para n\u00f3s uma miss\u00e3o. Somos convidados a viver esta miss\u00e3o em Ano sacerdotal que o Santo Padre nos prop\u00f5e para celebrar 150 da morte do santo Cura d\u2019Ars, padroeiro dos p\u00e1rocos. Vamos viver este Ano sacerdotal com alegria. Estejamos atentos aos apelos de Deus e dispon\u00edveis para os desafios da miss\u00e3o.   5. Obrigado M\u00e3es! Compreendeis, irm\u00e3os sacerdotes, que vos agrade\u00e7a a vossa presen\u00e7a constante e solicitude fraterna neste momento doloroso de doen\u00e7a agravada da minha M\u00e3e e que a confie \u00e0s vossas ora\u00e7\u00f5es assim como de todos os queridos diocesanos. As m\u00e3es s\u00e3o para n\u00f3s o ber\u00e7o da vida, a escola da voca\u00e7\u00e3o e a b\u00ean\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria de todas as horas.  A M\u00e3e de um nosso irm\u00e3o sacerdote dizia-me, em Janeiro passado, quando lhe perguntei em dia de festa jubilar do seu filho: \u201cquando manifestou o seu filho o desejo de ser padre?\u201d \u201cFoi na Escola, senhor bispo, mas antes de ele sentir esse desejo j\u00e1 a voca\u00e7\u00e3o tinha nascido em mim\u201d. Assim \u00e9 certamente com a Minha M\u00e3e, que tudo deu \u00e0 Igreja porque se deu a si mesma e ao \u00fanico filho que tem. Assim \u00e9 igualmente com as vossas M\u00e3es, irm\u00e3os sacerdotes, algumas a viverem tamb\u00e9m elas momentos de prolongadas e dolorosas doen\u00e7as e preocupa\u00e7\u00f5es. Obrigado M\u00e3es!  Que Nossa Senhora, M\u00e3e de Jesus e nossa M\u00e3e, presen\u00e7a na vida e na cruz de Jesus e presen\u00e7a na vida e na hist\u00f3ria da Igreja seja hoje e sempre a nossa M\u00e3e e M\u00e3e das nossas M\u00e3es. S\u00e9 de Aveiro, 9 de Mar\u00e7o de 2009 <i>+Ant\u00f3nio Francisco dos Santos, Bispo de Aveiro<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cO Esp\u00edrito do Senhor est\u00e1 sobre mim, porque o Senhor me ungiu e me enviou a anunciar a boa nova\u201d ( Is 61,1 )<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[114,159,170,189,206,221,294],"class_list":["post-38156","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-ano-sacerdotal","tag-d-antonio-francisco-dos-santos","tag-diocese-de-aveiro","tag-direitos-humanos","tag-familia","tag-historia-da-igreja","tag-sacramentos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38156","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=38156"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38156\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=38156"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=38156"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=38156"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}