{"id":38144,"date":"2009-04-09T15:04:56","date_gmt":"2009-04-09T15:04:56","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/04\/09\/homilia-do-bispo-do-porto-na-missa-crismal-2\/"},"modified":"2009-04-09T15:04:56","modified_gmt":"2009-04-09T15:04:56","slug":"homilia-do-bispo-do-porto-na-missa-crismal-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/homilia-do-bispo-do-porto-na-missa-crismal-2\/","title":{"rendered":"Homilia do Bispo do Porto na Missa Crismal"},"content":{"rendered":"<p>\u00c9 da miss\u00e3o que falaremos\u2026 <!--more--> Pela terceira vez celebramos a P\u00e1scoa juntos e sempre mais profundamente no mist\u00e9rio pascal de Cristo, pois s\u00f3 assim t\u00eam fruto e consequ\u00eancia os anos que somamos, os sacramentos e a vida. Concretamente, o minist\u00e9rio ordenado, que nesta Missa tanto agradecemos. Retomando o Evangelho e o cumprimento em Cristo das antigas profecias messi\u00e2nicas, oi\u00e7amos a conclus\u00e3o, para partirmos precisamente dela: \u201cEstavam fixos em Jesus os olhos de toda a sinagoga. Come\u00e7ou ent\u00e3o a dizer-lhes: \u2018Cumpriu-se hoje mesmo esta passagem da Escritura que acabais de ouvir\u2019\u201d. Amados irm\u00e3os e irm\u00e3s e em particular car\u00edssimos irm\u00e3os sacerdotes, prestes a renovar as vossas promessas no \u00fanico fundamento delas, que \u00e9 o sacerd\u00f3cio ministerial de Jesus Cristo, para que todo o Povo de Deus possa oferecer-se ao Pai em sacerd\u00f3cio universal; aqui, na nossa catedral portucalense, nesta reuni\u00e3o maior do presbit\u00e9rio, com t\u00e3o expressiva participa\u00e7\u00e3o de consagrados e f\u00e9is leigos, que a todos sa\u00fado com muita fraternidade e apre\u00e7o; agora, quando todos nos preparamos, rezando mais e precisando-a melhor, para a miss\u00e3o diocesana de 2010:  &#8211; \u00c9 da miss\u00e3o que falaremos, no continuado realismo de dois mil\u00e9nios que ainda come\u00e7am, de novo repetindo: \u201cCumpriu-se hoje mesmo esta passagem da Escritura que acabais de ouvir\u201d. \u00c9 da miss\u00e3o que falaremos, por tr\u00eas al\u00edneas: 1\u00aa) Pela urg\u00eancia pastoral. 2\u00aa) Pela necessidade teol\u00f3gica. 3\u00aa) Pela conveni\u00eancia eclesial.  Devemos, antes de mais, agradecer a Deus tudo quanto a sua gra\u00e7a realiza nesta magn\u00edfica por\u00e7\u00e3o do seu povo, em tanta dedica\u00e7\u00e3o que o Esp\u00edrito gera para a vida da Igreja e a presen\u00e7a crist\u00e3 no mundo: \u2013 Tantos pais e m\u00e3es, tantos av\u00f3s e outros parentes, que preenchem o respectivo ambiente familiar com valores evang\u00e9licos, de m\u00fatua aceita\u00e7\u00e3o e apoio! \u2013 Tantos profissionais que promovem nos v\u00e1rios meios de trabalho a dignidade de quantos os integram! \u2013 Tantas associa\u00e7\u00f5es de fi\u00e9is que persistem, abnegada e criativamente, no servi\u00e7o a Deus e ao pr\u00f3ximo! \u2013 Tantos milhares de fi\u00e9is que colaboram habitualmente na catequese, na liturgia e na ac\u00e7\u00e3o caritativa das suas comunidades, t\u00e3o exigida esta pela crise s\u00f3cio-laboral que nos toca! Tantos consagrados\/as que continuam a ser espl\u00eandidos sinais e convites para a radicalidade dos conselhos evang\u00e9licos! E tantos os ministros ordenados, seculares e religiosos, que servem o Povo de Deus na Diocese do Porto, com uma dedica\u00e7\u00e3o que chega a ultrapassar o expect\u00e1vel e exig\u00edvel, mas assim mesmo revela o seu car\u00e1cter sobrenatural e gratuito! \u00c9 esta mesma dedica\u00e7\u00e3o que nos aumenta a urg\u00eancia pastoral. No \u00faltimo recenseamento t\u00ednhamos uma pr\u00e1tica dominical rondando os 20%, n\u00e3o garantida agora. Mas em muitas par\u00f3quias denota-se a diminui\u00e7\u00e3o da vida sacramental, particularmente nos Baptismos e Matrim\u00f3nios, quer por decr\u00e9scimo da natalidade quer por debilidade das convic\u00e7\u00f5es. Nestes dois casos se divisa a problem\u00e1tica espec\u00edfica da nossa tradi\u00e7\u00e3o crist\u00e3, que ou nem sempre passa para as novas gera\u00e7\u00f5es, ou n\u00e3o se concretiza em v\u00ednculos comunit\u00e1rios propriamente eclesiais. Durante muito tempo, em ambiente s\u00f3cio-cultural que o proporcionava, a religiosidade popular ancestral coincidia com a proposta oficial, sendo esta oficialidade t\u00e3o confessional como c\u00edvica: o reconhecimento social fazia-se pelo Baptismo, a fam\u00edlia constitu\u00eda-se pelo Matrim\u00f3nio, as ex\u00e9quias mantinham o defunto no \u00e2mbito eclesial. Para mais, escola, profiss\u00e3o ou sa\u00fade, tudo conservava, em muitos lugares, o mesmo esp\u00edrito e simb\u00f3lica. Assim se formalizava catolicamente todo o curso da exist\u00eancia pessoal, familiar e social, mesmo quando as convic\u00e7\u00f5es e as pr\u00e1ticas nem sempre fossem realmente preenchidas pelo credo e as virtudes evang\u00e9licas. Por\u00e9m, de h\u00e1 dois s\u00e9culos para c\u00e1, em termos de movimento geral dos esp\u00edritos e das pr\u00e1ticas, as coisas foram mudando, vivendo n\u00f3s hoje num ambiente em que prevalece a prefer\u00eancia individual e at\u00e9 a desconfian\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o ao que seja heran\u00e7a cultural, institucionalmente sustentada. Desta breve constata\u00e7\u00e3o passamos \u00e0 grande dificuldade em compatibilizar a religiosidade espont\u00e2nea, por vezes reduzida \u00e0 subjectividade e pouco ou nada catequizada, com a proposta cat\u00f3lica propriamente dita e as exig\u00eancias que coloca em termos de f\u00e9 e inclus\u00e3o comunit\u00e1ria. N\u00e3o admira, especificando mais, que algumas das situa\u00e7\u00f5es pastorais mais complexas apare\u00e7am nesta fronteira dif\u00edcil, envolvendo, por exemplo, pedidos de sacramentos sem inicia\u00e7\u00e3o crist\u00e3 nem comunh\u00e3o eclesial, exig\u00eancias de apadrinhamentos que n\u00e3o podem apoiar objectivamente a f\u00e9 dos afilhados, algumas festas ditas populares em que a refer\u00eancia aos Padroeiros \u00e9 pretextual e amb\u00edgua, etc.  Em todos estes campos, t\u00e3o irrecus\u00e1veis como a pr\u00f3pria realidade, a verdade crist\u00e3 original \u2013 essa mesma que ouvimos enunciada na sinagoga de Nazar\u00e9 \u2013 tem de ser retomada, \u201ccom novo ardor, novos m\u00e9todos e novas express\u00f5es\u201d, para que o Evangelho se continue a cumprir \u201choje mesmo\u201d. Tomemos as actuais dificuldades e urg\u00eancias como outras tantas oportunidades de evolu\u00e7\u00e3o pastoral positiva, com paciente pedagogia e lucidez criativa. Seja como for, n\u00e3o avan\u00e7aremos sem o povo, que ali\u00e1s integramos; mas com ele, em convers\u00e3o colectiva, a partir certamente de alguns, que sejam como \u201cfermento na massa\u201d. Nunca foi nem ser\u00e1 doutro modo.   Isto mesmo nos leva \u00e0 teologia, na sua acep\u00e7\u00e3o te\u00f3rico-pr\u00e1tica. Sem desenvolvimentos que n\u00e3o caberiam aqui, fixemo-nos muito brevemente em dois pontos essenciais da revela\u00e7\u00e3o crist\u00e3, que requerem aplica\u00e7\u00e3o constante no que fizermos. S\u00e3o eles a Trindade Divina e a Incarna\u00e7\u00e3o do Verbo. Na sinagoga de Nazar\u00e9, como ouvimos, era o Filho humanado que inaugurava o Reino de Deus, com a un\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito. Isto \u00e9 tamb\u00e9m a Igreja \u2013 a nossa Igreja diocesana \u2013 em constante \u201ccumprimento\u201d.  Cremos que Deus \u00e9 uno e trino, uma s\u00f3 vida compartilhada pelo Pai e o Filho no amor do Esp\u00edrito. Daqui retiramos que toda a aprendizagem crist\u00e3, para assim se chamar, tem de ter um intr\u00ednseco cariz comunit\u00e1rio. Deus salva-nos em Cristo, apreendido na Igreja, que o Esp\u00edrito preenche e anima.  O problema e o desafio est\u00e3o precisamente aqui, na pr\u00e1tica actual desta teologia. Algo de estranho acontece, a saber, que seja hoje mesmo, quando a doutrina mais acentua o lugar fundamental da Trindade Divina em tudo o que se queira crist\u00e3o, que a sociologia mais precipitada e desconexa, movimentando continuamente pessoas e grupos, t\u00e3o geogr\u00e1fica como mediaticamente, torne assim complexa e desapoiada a (re)constru\u00e7\u00e3o da comunidade crist\u00e3, base indispens\u00e1vel de acesso \u00e0 comunidade divina. Tarefa realmente desapoiada e complexa, tanto como  priorit\u00e1ria e urgente. Entretanto, estejamos abertos e atentos a tudo quanto vai surgindo e crescendo, em termos de movimentos e grupos, em termos de trabalho interparoquial e vicarial, em termos de liga\u00e7\u00e3o pr\u00f3xima ou long\u00ednqua pela comunica\u00e7\u00e3o social e os seus novos instrumentos medi\u00e1ticos, em termos de entreajuda de seculares e religiosos, de mission\u00e1rios ad gentes ou de nova evangeliza\u00e7\u00e3o local\u2026 Pressinto que passar\u00e1 por aqui a reconfigura\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria do s\u00e9culo XXI. Como creio que a Miss\u00e3o diocesana de 2010 ser\u00e1 excelente ocasi\u00e3o para avan\u00e7armos nesse sentido. Em registo teol\u00f3gico ainda, sabemos como a revela\u00e7\u00e3o divina acontece em Cristo, Filho de Deus incarnado, que assim manifesta tamb\u00e9m toda a disponibilidade humana para a obra do Esp\u00edrito, proclamada esta na sinagoga de Nazar\u00e9. Daqui que devamos olhar a cria\u00e7\u00e3o e os seus dinamismos como proped\u00eautica da nova cria\u00e7\u00e3o que acontece em Cristo e a partir de Cristo.  Quero com isto dizer que, nos seus contactos \u201cpastorais\u201d &#8211; que definem agora a pastoral da Igreja \u2013 Cristo nunca negou tais dinamismos criaturais, mas tudo converteu e elevou, contrariando os ego\u00edsmos impeditivos da realiza\u00e7\u00e3o das pessoas e do mundo. N\u00e3o negou a fam\u00edlia, antes a assumiu, na Sagrada Fam\u00edlia de Nazar\u00e9, onde n\u00e3o lhe faltaram M\u00e3e, Pai adoptivo e parentes; mas alargou-a \u00e0 grande fam\u00edlia dos filhos de Deus, que cumprem a vontade do Pai. Ouvimo-lo hoje em Nazar\u00e9 onde se criara, como o veremos depois a chorar sobre Jerusal\u00e9m, porque a amava tanto; mas estendeu ao mundo inteiro as promessas do antigo Israel\u2026 Em Cristo, a cria\u00e7\u00e3o reencontra o princ\u00edpio, como iniciativa divina retomada; e descobre o seu fim, que \u00e9 Deus ser tudo em todos, como j\u00e1 o \u00e9 o Pai no Filho, e pelo Filho em n\u00f3s, tomados pelo Esp\u00edrito, t\u00e3o inclusivo como expansivo. Geralmente, procuravam Cristo por necessidades imediatas, de vida ou sa\u00fade, pr\u00f3prias ou dos seus. Por vezes, com interroga\u00e7\u00f5es religiosas e quest\u00f5es de sentido. Mas o que os Evangelhos transmitem das respostas de Cristo ensina-nos duas coisas \u2013 entre muitas mais &#8211; que devemos ter  presentes numa Igreja de \u201cincarna\u00e7\u00e3o\u201d e miss\u00e3o, isto \u00e9, que prolongue o que ouvimos na sinagoga de Nazar\u00e9: o acolhimento de todos, particularmente dos pobres e simples, com a f\u00e9 e a expectativa que tragam; e a abertura dessa expectativa e das motiva\u00e7\u00f5es imediatas \u2013 por vezes inaceit\u00e1veis \u2013 com que se abeirem de n\u00f3s ao horizonte largo do Reino e do significado real das vidas. Clareza, paci\u00eancia e persist\u00eancia catequ\u00e9tica, como Cristo as teve, mesmo com os seus ap\u00f3stolos e disc\u00edpulos, que ali\u00e1s tinham toda a obriga\u00e7\u00e3o de aprender mais depressa do que geralmente o fizeram\u2026  Nas circunst\u00e2ncias actuais, em que somos poucos padres e di\u00e1conos, temos de refor\u00e7ar a corresponsabilidade geral dos fi\u00e9is, para todos juntos garantirmos tal atitude acolhedora e conversora, local a local. N\u00e3o nos faltam sinais de esperan\u00e7a quanto ao minist\u00e9rio ordenado: temos mais alguns candidatos ao sacerd\u00f3cio, em tr\u00eas semin\u00e1rios diocesanos e no pr\u00e9-semin\u00e1rio, e a ora\u00e7\u00e3o pelas voca\u00e7\u00f5es sacerdotais eleva-se mais cont\u00ednua por toda a Diocese; temos dezenas de candidatos ao diaconado permanente, com provas j\u00e1 dadas nas par\u00f3quias a que pertencem; temos a generosa colabora\u00e7\u00e3o dos religiosos e religiosas presentes na Diocese\u2026  A falta de clero, que se dever\u00e1 agravar nos anos mais pr\u00f3ximos, ser\u00e1 ultrapassada a m\u00e9dio prazo, se continuarmos a rezar e a trabalhar nesse sentido. Trabalho que deve passar muito principalmente pela aten\u00e7\u00e3o dos p\u00e1rocos e catequistas aos sinais de voca\u00e7\u00e3o sacerdotal e religiosa que o Esp\u00edrito despertar nas comunidades e fam\u00edlias. Mas, com tudo isto, a oferta pastoral passar\u00e1 cada vez mais pela comunidade crist\u00e3 no seu conjunto \u2013 clero, consagrados e leigos \u2013 quer quanto \u00e0 inicia\u00e7\u00e3o crist\u00e3, quer quanto \u00e0 pastoral familiar, quer no \u00e2mbito s\u00f3cio-caritativo. At\u00e9 para que, no futuro, os padres possam definir-se mais no seu perfil essencial, em torno da prega\u00e7\u00e3o, da Eucaristia, da Reconcilia\u00e7\u00e3o e do acompanhamento espiritual: tudo o mais dever\u00e3o fazer com os outros crist\u00e3os e crist\u00e3s, na comunidade e especialmente na sociedade e na cultura.   A conveni\u00eancia eclesial, por fim, \u00e9 o que nos lan\u00e7a directamente na Miss\u00e3o diocesana de 2010. Dentro de dois meses ser\u00e1 apresentado o plano geral do que nos propomos, para todo o curso dela. Basicamente, tentaremos que todas as comunidades da Diocese do Porto (par\u00f3quias, institutos religiosos e seculares, movimentos e associa\u00e7\u00f5es) se projectem quanto possam no an\u00fancio evang\u00e9lico aos diferentes meios, territoriais e outros, com criatividade e entusiasmo acrescidos. Os Secretariados Diocesanos t\u00eam trabalhado nos t\u00f3picos sucessivos que a Miss\u00e3o h\u00e1-de ter, de acordo com as aberturas s\u00f3cio-culturais da popula\u00e7\u00e3o residente, bem como na prepara\u00e7\u00e3o de algumas ac\u00e7\u00f5es de maior f\u00f4lego. De tudo se dar\u00e1 conta brevemente, sobretudo para que as comunidades crist\u00e3s criem e organizem a partir da\u00ed as suas pr\u00f3prias iniciativas evangelizadoras, concretizando localmente os mesmos t\u00f3picos gerais.  A Igreja existe para evangelizar, traduzindo em cada tempo e circunst\u00e2ncia o discurso de Cristo na sinagoga de Nazar\u00e9. E conv\u00e9m-lhe muito que evangelize, n\u00e3o s\u00f3 para servir o mundo, mas at\u00e9 para de algum modo se legitimar e garantir. Como acima disse, as actuais dificuldades s\u00e3o outras tantas oportunidades, a fim de nos renovarmos na corresponsabilidade para a miss\u00e3o. A\u00ed e mais \u00e0 frente nos reencontraremos.  Logo \u00e0 tarde, nas comunidades que servis, car\u00edssimos padres, iniciareis o sagrado Tr\u00edduo que, com todos os fi\u00e9is, vos confirmar\u00e1 na P\u00e1scoa de Cristo. Pe\u00e7o a Deus a gra\u00e7a, por intercess\u00e3o maior de Nossa Senhora da Assun\u00e7\u00e3o, Padroeira da Diocese, do progresso grande nos sentimentos de Cristo: assim seremos Igreja em miss\u00e3o, crescendo como as sementes, quando se deixam lan\u00e7ar \u00e0 terra.                   S\u00e9 do Porto, 9 de Abril de 2009 <i>+ Manuel Clemente<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 da miss\u00e3o que falaremos\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[127,187,206,246,267,268,275,292,294],"class_list":["post-38144","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-catequese","tag-diocese-do-porto","tag-familia","tag-liturgia","tag-natal","tag-nova-evangelizacao","tag-pascoa","tag-religiosidade-popular","tag-sacramentos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38144","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=38144"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38144\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=38144"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=38144"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=38144"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}