{"id":38141,"date":"2009-04-09T12:43:10","date_gmt":"2009-04-09T12:43:10","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/04\/09\/bispos-reuniram-com-o-seu-clero-na-quinta-feira-santa\/"},"modified":"2009-04-09T12:43:10","modified_gmt":"2009-04-09T12:43:10","slug":"bispos-reuniram-com-o-seu-clero-na-quinta-feira-santa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/bispos-reuniram-com-o-seu-clero-na-quinta-feira-santa\/","title":{"rendered":"Bispos reuniram com o seu clero na Quinta-feira Santa"},"content":{"rendered":"<p>Celebra\u00e7\u00e3o da Missa Crismal nas v\u00e1rias dioceses do pa\u00eds foi oportunidade para avaliar desafios mais prementes <!--more--> A Celebra\u00e7\u00e3o da Missa Crismal, na manh\u00e3 desta Quinta-feira Santa, nas v\u00e1rias dioceses do pa\u00eds, foi oportunidade para avaliar desafios prementes na Igreja e na sociedade.  D. Jos\u00e9 Policarpo deixou esta Quinta-feira Santa v\u00e1rios alertas, numa celebra\u00e7\u00e3o com o clero de Lisboa, admitindo que \u201ctemos de purificar tanta coisa na Igreja real que somos, para que no rosto da Igreja os homens possam contemplar o rosto de Cristo sacerdote\u201d.   Na homilia da Missa Crismal a que presidiu na S\u00e9 Patriarcal, o Cardeal de Lisboa indicou que &#8220;quando a Igreja, na sua realidade humana, n\u00e3o anuncia o rosto de Cristo, \u00e9 porque h\u00e1 nela as marcas da infidelidade \u00e0 Palavra&#8221;.   &#8220;\u00c9 Cristo que garante \u00e0 Palavra da Igreja o rosto que a humaniza e a torna aud\u00edvel como Palavra de Deus\u201d, alertou.  Aos padres presentes, o Cardeal-Patriarca referiu que \u201co vosso sacerd\u00f3cio ministerial encontra a sua verdade no servi\u00e7o do Povo sacerdotal. Se a Igreja n\u00e3o se assumir como rosto de Cristo sacerdote, o sacerd\u00f3cio ministerial perde o seu sentido, transforma-se em poder, torna-se incompreens\u00edvel aos olhos do mundo\u201d.  D. Jos\u00e9 Policarpo precisou \u201co contexto da exig\u00eancia da fidelidade da Igreja\u201d: \u201cseguir de tal modo o seu Senhor de modo a que os homens, ao contemplarem a realidade humana da Igreja, possam contemplar nela o rosto de Cristo\u201d.  Reflectindo sobre a \u201cidentifica\u00e7\u00e3o entre Cristo e a Igreja\u201d, frisou que a mesma \u201cfaz com que no rosto humano da Igreja resplande\u00e7a o mist\u00e9rio de Cristo e a sua Palavra amorosa\u201d.  Noutro ponto da homilia, D. Jos\u00e9 Policarpo aludiu ao sacerd\u00f3cio ministerial e da Igreja como \u201cPovo sacerdotal\u201d.   \u201cA velha quest\u00e3o do lugar dos leigos na Igreja \u00e9 muito mais que uma quest\u00e3o organizativa ou de efic\u00e1cia da miss\u00e3o. O verdadeiro sujeito do ser e da miss\u00e3o da Igreja \u00e9 o Povo sacerdotal: todo o Povo louva o Senhor, todo ele celebra os sacramentos, ele \u00e9 o sujeito do an\u00fancio da Palavra\u201d, explicou.  Neste contexto, indicou que \u201c\u00e9 um erro pensar que a valoriza\u00e7\u00e3o da Igreja como Povo sacerdotal possa relativizar a import\u00e2ncia dos sacerdotes ordenados. Antes pelo contr\u00e1rio: a especificidade do seu minist\u00e9rio sacerdotal ganha todo o relevo no tornar poss\u00edvel que o sacerd\u00f3cio da Igreja se identifique com o sacerd\u00f3cio de Cristo\u201d.   No Porto, D. Manuel Clemente pediu aos padres que estejam \u201cabertos e atentos a tudo quanto vai surgindo e crescendo, em termos de movimentos e grupos, em termos de trabalho interparoquial e vicarial, em termos de liga\u00e7\u00e3o pr\u00f3xima ou long\u00ednqua pela comunica\u00e7\u00e3o social e os seus novos instrumentos medi\u00e1ticos, em termos de entreajuda de seculares e religiosos, de mission\u00e1rios \u00abad gentes\u00bb ou de nova evangeliza\u00e7\u00e3o local\u201d, no contexto da Miss\u00e3o diocesana de 2010.  Para este respons\u00e1vel, \u201cdurante muito tempo, em ambiente s\u00f3cio-cultural que o proporcionava, a religiosidade popular ancestral coincidia com a proposta oficial, sendo esta oficialidade t\u00e3o confessional como c\u00edvica: o reconhecimento social fazia-se pelo Baptismo, a fam\u00edlia constitu\u00eda-se pelo Matrim\u00f3nio, as ex\u00e9quias mantinham o defunto no \u00e2mbito eclesial\u201d.   Hoje, contudo, assiste-se \u201c\u00e0 grande dificuldade em compatibilizar a religiosidade espont\u00e2nea, por vezes reduzida \u00e0 subjectividade e pouco ou nada catequizada, com a proposta cat\u00f3lica propriamente dita e as exig\u00eancias que coloca em termos de f\u00e9 e inclus\u00e3o comunit\u00e1ria\u201d.   \u201cTomemos as actuais dificuldades e urg\u00eancias como outras tantas oportunidades de evolu\u00e7\u00e3o pastoral positiva, com paciente pedagogia e lucidez criativa\u201d, apontou.  Quanto ao Arcebispo de Braga, defendeu que &#8220;\u00e9 espont\u00e2neo questionar-se e reconhecer que a chamada crise actual &#8211; que sabemos que n\u00e3o \u00e9 meramente econ\u00f3mica ou financeira mas sobretudo de car\u00eancia de valores espirituais, ou seja, confirma\u00e7\u00e3o de que pretender construir uma sociedade humana sem refer\u00eancias ao sobrenatural conduz a esta perplexidade e dramatismo que vivemos &#8211; espera que a Igreja, particularmente, nos seus sacerdotes, se coloque no essencial da sua miss\u00e3o: encontrar-se com Cristo&#8221;.  &#8220;Nesta tarefa, com S. Paulo, gostaria de vos deixar um duplo apelo: crescer na paix\u00e3o pelas comunidades e suscitar, contar e confiar nos cooperadores&#8221;, acrescentou.    Noutra celebra\u00e7\u00e3o, D. Il\u00eddio Leandro, Bispo de Viseu, defendeu \u201cn\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil ser Pastor e ser Profeta no mundo de hoje\u201d.   \u201cN\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil, hoje, propor uma verdade da Igreja, por ser da Igreja ou porque a Igreja seja uma institui\u00e7\u00e3o que se imponha pela autoridade, pela proximidade ou pela afectividade. Temos que a propor porque, sendo apresentada pela Igreja, ela \u00e9 evang\u00e9lica, porque \u00e9 carregada de amor e porque d\u00e1 esperan\u00e7a e confian\u00e7a \u00e0s pessoas\u201d, indicou.  Nesse contexto, o Bispo de Viseu pede \u201cum esp\u00edrito de acolhimento e de acompanhamento \u2013 pessoal e de grupo \u2013 a exigir-nos disponibilidade, aten\u00e7\u00e3o, contempla\u00e7\u00e3o, amor pastoral\u201d.  \u201cPrecisamos de entender a \u00e9tica do Bom Pastor e da \u00abOvelha Ferida\u00bb \u2013 toda a pessoa que est\u00e1 \u00e0 margem ou com dificuldades de ver e de palpar o Deus que liberta, o Deus que ama, o Deus Amigo, o Deus de Jesus Cristo, Vivo e Ressuscitado, a viver connosco\u201d, disse.  A esta, porque ferida, porque desiludida, porque cansada, porque enganada, porque pecadora\u2026 importa procur\u00e1-la, encontr\u00e1-la e reconduzi-la ao rebanho, tantas vezes carregando-a ao colo ou aos ombros e tratar as suas feridas, sendo bons samaritanos e bons acolhedores de todos os pr\u00f3digos da vida\u201d, prosseguiu.  J\u00e1 D. Manuel Pelino, Bispo de Santar\u00e9m, disse que \u201cna vida e na consci\u00eancia de muitos contempor\u00e2neos nossos perde-se o sentido de Deus. Sem Deus faltam refer\u00eancias, falta um rumo que d\u00ea sentido e luz \u00e0 exist\u00eancia humana, falta um alicerce s\u00f3lido para a rela\u00e7\u00e3o humana e para a \u00e9tica. Sem f\u00e9, so\u00e7obra a esperan\u00e7a e definha a caridade. O mundo precisa da luz, da alegria e da santidade do evangelho\u201d.  \u201cNuma sociedade satisfeita com os bens imediatos, indiferente \u00e0 proposta da f\u00e9, marcada por preconceitos e suspeitas em rela\u00e7\u00e3o ao cristianismo, por vezes mesmo hostil \u00e0 Igreja, n\u00e3o podemos considerar como adquirida uma disposi\u00e7\u00e3o favor\u00e1vel ao an\u00fancio do evangelho\u201d, alertou.  D. Jos\u00e9 Alves, Arcebispo de \u00c9vora, falou por seu turno das \u201ctenta\u00e7\u00f5es que podem insinuar-se na vida dos presb\u00edteros\u201d: a tenta\u00e7\u00e3o do individualismo, da ostenta\u00e7\u00e3o e do isolamento auto-suficiente que podem levar \u00e0 incapacita\u00e7\u00e3o para a comunh\u00e3o presbiteral; a tenta\u00e7\u00e3o do autoritarismo; a tenta\u00e7\u00e3o da demiss\u00e3o que leva \u00e0 neglig\u00eancia, por pregui\u00e7a ou por medo de desagradar.  \u201cO nosso ideal n\u00e3o pode ser agradar aos homens mas estar ao servi\u00e7o dos homens nossos irm\u00e3os e, de modo especial, estar ao servi\u00e7o daqueles que s\u00e3o membros do mesmo presbit\u00e9rio\u201d, apontou.  Em Aveiro, D. Ant\u00f3nio Francisco dos Santos afirmou que &#8220;vivemos envolvidos social e culturalmente por situa\u00e7\u00f5es de grande progresso e de afirmado desenvolvimento t\u00e9cnico e cient\u00edfico e simultaneamente sentimo-nos imersos nas incertezas do futuro que uma avassaladora crise econ\u00f3mica arrasta consigo&#8221;.  &#8220;A f\u00e9, a esperan\u00e7a e a caridade crist\u00e3s n\u00e3o podem ficar silenciadas e emudecidas diante da realidade. Este tempo da Semana Maior e os mist\u00e9rios que nela celebramos devem ajudar-nos a estar atentos, presentes e activos no mundo&#8221;, vincou.  Para este respons\u00e1vel, &#8220;o sentido e o valor de uma humanidade vivida e respeitada s\u00e3o indissoci\u00e1veis da nossa f\u00e9 em Deus e da nossa responsabilidade na constru\u00e7\u00e3o de uma sociedade mais justa, mais livre e mais fraterna onde as desigualdades e a corrup\u00e7\u00e3o n\u00e3o magoem o bem comum nem ofendam os direitos humanos. Necessitamos de aprender caminhos solid\u00e1rios e s\u00f3brios onde os pobres e os humildes nos ensinem o segredo das bem-aventuran\u00e7as&#8221;.  Da Madeira, D. Ant\u00f3nio Carrilho deixou uma palavra especial aos sacerdotes, declarando que &#8220;os trabalhos do Evangelho e a vossa caridade pastoral s\u00e3o motivo de grande alegria, mas, por vezes, tamb\u00e9m causa de sofrimentos, porque as iniciativas, os esfor\u00e7os e a doa\u00e7\u00e3o \u00e0 comunidade nem sempre encontram resson\u00e2ncia e at\u00e9 pode parecer infrut\u00edfera a vossa ac\u00e7\u00e3o pastoral&#8221;.   &#8220;Sentindo convosco, a minha palavra s\u00f3 pode ser esta: Coragem&#8221;, assinalou.  <B>Missa Crismal<\/B> <a href=\"noticia.asp?noticiaid=71838\">\u2022 Homilia do Bispo de Viseu<\/a> <a href=\"noticia.asp?noticiaid=71843\">\u2022 Homilia do Bispo de Santar\u00e9m<\/a> <a href=\"noticia.asp?noticiaid=71845\">\u2022 Homilia do Bispo do Porto<\/a> <a href=\"noticia.asp?noticiaid=71847\">\u2022 Homilia do Arcebispo \u00c9vora <\/a> <a href=\"noticia.asp?noticiaid=71835\">\u2022 Homilia do Cardeal-Patriarca de Lisboa<\/a> <a href=\"noticia.asp?noticiaid=71859\">\u2022 Homilia do Bispo de Aveiro<\/a> <a href=\"noticia.asp?noticiaid=71862\">\u2022 Homilia do Arcebispo de Braga<\/a> <a href=\"noticia.asp?noticiaid=71856\">\u2022 Homilia do Bispo do Funchal<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Celebra\u00e7\u00e3o da Missa Crismal nas v\u00e1rias dioceses do pa\u00eds foi oportunidade para avaliar desafios mais 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