{"id":381205,"date":"2025-06-24T10:57:48","date_gmt":"2025-06-24T09:57:48","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=381205"},"modified":"2025-08-28T17:00:40","modified_gmt":"2025-08-28T16:00:40","slug":"do-passado-um-presente-sao-vicente-de-paulo-e-a-restauracao-do-pulpito","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/do-passado-um-presente-sao-vicente-de-paulo-e-a-restauracao-do-pulpito\/","title":{"rendered":"DO PASSADO, UM PRESENTE &#8211; S\u00e3o Vicente de Paulo e a restaura\u00e7\u00e3o do P\u00falpito"},"content":{"rendered":"<p><em>Padre Jos\u00e9 Alves, CM<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/09-Jubileu-CM-Junho-2025.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-381206 \" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/09-Jubileu-CM-Junho-2025-728x1024.jpg\" alt=\"\" width=\"449\" height=\"632\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/09-Jubileu-CM-Junho-2025-728x1024.jpg 728w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/09-Jubileu-CM-Junho-2025-185x260.jpg 185w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/09-Jubileu-CM-Junho-2025.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 449px) 100vw, 449px\" \/><\/a>N\u00e3o! Este t\u00edtulo n\u00e3o trata do restauro de nenhuma pe\u00e7a de arte! A palavra p\u00falpito, no sentido figurado, significa prega\u00e7\u00e3o sagrada destinada a mover os cora\u00e7\u00f5es, a mudar as atitudes, a transformar projetos de vida e, atrav\u00e9s da mudan\u00e7a pessoal, chegar \u00e0 transforma\u00e7\u00e3o social; na perspetiva crist\u00e3, destina-se a conduzir as pessoas a Jesus Cristo. \u00c9 o serm\u00e3o!<\/p>\n<p>Na Fran\u00e7a do s\u00e9culo XVII, o serm\u00e3o era um acontecimento social e um espet\u00e1culo em que se exibiam as vaidades, o burlesco, o c\u00f3mico, o chiste e as \u201calfinetadas\u201d do clericalismo. Outros serm\u00f5es havia em que o pregador burilava a frase carregando-a de enfeites de estilo para agradar ao purismo e preciosismo da \u00e9poca, fazendo com que o povo simples nada entendesse do que, com tanto brilho, era pregado no p\u00falpito, causando apenas estupefa\u00e7\u00e3o e admira\u00e7\u00e3o, sem mover o cora\u00e7\u00e3o (1).<\/p>\n<p>Vejamos como o Padre Vicente descrevia a situa\u00e7\u00e3o, ele que n\u00e3o era dado a exageros de linguagem: \u201c<em>este grande aparato, esta pompa da v\u00e3 eloqu\u00eancia n\u00e3o leva a nenhuma restitui\u00e7\u00e3o nem a qualquer mudan\u00e7a de vida. E os culpados s\u00e3o os pregadores que cuidam das frases e descuidam as almas (\u2026). Fazem-se tantas prega\u00e7\u00f5es diariamente nesta cidade, tantos Adventos e tantas Quaresmas: mostrai-me um homem, entre os que ouvem esses serm\u00f5es, h\u00e1 trinta ou quarenta anos, que se tenha tornado melhor. \u00d3 Salvador! Seria dif\u00edcil encontrar um s\u00f3 que fosse, um s\u00f3 convertido, depois de ter ouvido todos estes serm\u00f5es\u201d <\/em>(2).<\/p>\n<p><em>\u201cA soberba da vida: querer sobressair em tudo, inventar palavras novas, brilhar nos p\u00falpitos, nas confer\u00eancias aos ordenandos, nos catecismos! E para qu\u00ea? Que se pretende com isso? Quereis saber, irm\u00e3os? A lisonja da vaidade! Queremos que falem de n\u00f3s; procuramos o louvor, que se diga que nos sa\u00edmos bem, que fazemos milagres\u2026 que nos exaltem. Enfim, isto \u00e9 pregar-se a si mesmo, e n\u00e3o Jesus Cristo, \u00e0s almas\u201d<\/em> (3).<\/p>\n<p>V\u00e1rios homens da Igreja tentaram mudar esta maneira de pregar, dando-lhe um pouco mais de dignidade, entre os quais, S\u00e3o Filipe de Neri, com os oratorianos, S\u00e3o Francisco de Sales, o Padre B\u00e9rulle e outros, mas com resultado reduzido porque o serm\u00e3o continuava a ser considerado um \u201cacontecimento\u201d como g\u00e9nero liter\u00e1rio, e, enquanto tal, precisava de ser cultivado.<\/p>\n<p>O m\u00e9rito do Padre Vicente de Paulo consiste em aprender com todos estes, lembrar os seus exemplos, mas, sobretudo, em mudar a perspetiva, a \u00f3tica ou os \u201ccarris\u201d em que se desenvolvia o serm\u00e3o; o Padre Vicente colocou o serm\u00e3o onde ele devia estar e de onde nunca devia ter sa\u00eddo. O serm\u00e3o n\u00e3o \u00e9 um acontecimento social; ele \u00e9 uma a\u00e7\u00e3o pastoral, \u00e9 catequese, \u00e9 instru\u00e7\u00e3o crist\u00e3 destinada a mover o cora\u00e7\u00e3o e levar \u00e0 mudan\u00e7a de vida. Para que retomasse a sua fun\u00e7\u00e3o era preciso \u201cre-situ\u00e1-lo\u201d na forma, no conte\u00fado e na cabe\u00e7a do pregador.<\/p>\n<p>Isto foi trabalho de Vicente de Paulo nas reuni\u00f5es semanais, \u00e0s ter\u00e7as-feiras, na casa de S\u00e3o L\u00e1zaro, em Paris. A\u00ed se estudava e refletia tudo o que \u00e0 vida pastoral dizia respeito, e o tema da prega\u00e7\u00e3o vinha muitas vezes a debate, atrav\u00e9s do chamado \u201cPequeno M\u00e9todo\u201d ou \u201cM\u00e9todo simples de pregar\u201d (4). N\u00e3o poucas vezes, aqueles eclesi\u00e1sticos influenciados pelo ambiente acad\u00e9mico de onde vinham, ou imbu\u00eddos pelo pensamento dominante, cediam \u00e0 tenta\u00e7\u00e3o de sacrificar a mensagem \u00e0 erudi\u00e7\u00e3o e \u00e0 eloqu\u00eancia. O Padre Vicente n\u00e3o deixava passar estes deslizes; depois de pedir perd\u00e3o pela ousadia, de joelhos, pedia ao visado que fosse um pouco mais simples e que usasse mais a eloqu\u00eancia do cora\u00e7\u00e3o e n\u00e3o tanto a da academia. Depois, solicitava aos presentes que dessem o seu testemunho acerca dos bons resultados sobre este m\u00e9todo de pregar, j\u00e1 utilizado noutros lugares, interpelando alguns dos sacerdotes mais experimentados: <em>\u201cconte-nos l\u00e1, Padre Martin, o que esta maneira de pregar tem feito na It\u00e1lia, e mesmo em Roma\u201d<\/em>. \u201c<em>E era ouvi-los a contar epis\u00f3dios de reconcilia\u00e7\u00e3o social e familiar, de restitui\u00e7\u00f5es por preju\u00edzos causados, de duelos que n\u00e3o se realizaram, de verdades que foram repostas, de mentiras que foram desmascaradas, de roubos com restitui\u00e7\u00f5es (\u2026)\u201d <\/em>(5).<\/p>\n<p>O Padre Vicente n\u00e3o gosta de vozes retumbantes, de vozes cantantes, de vozes teatrais. Quer que se use uma linguagem coloquial, simples de modo a ser entendido por toda a gente, numa linguagem educada, sem trivialidades, e aceite por todos. A um membro da congrega\u00e7\u00e3o que tinha alguma dificuldade em assumir esta maneira de pregar escreve: <em>\u201cAlgu\u00e9m me informou de que o padre se esfor\u00e7a muito quando fala ao povo e que por causa disso est\u00e1 muito enfraquecido. Em nome de Deus, lhe pe\u00e7o, padre, cuide da sua sa\u00fade, modere as palavras e os sentimentos. J\u00e1 uma vez lhe disse que Nosso Senhor aben\u00e7oa os serm\u00f5es feitos num tom comum, num tom familiar, porque Ele pr\u00f3prio pregou desse modo. Esta maneira de falar, porque \u00e9 natural, torna-se mais f\u00e1cil do que a outra que \u00e9 sempre for\u00e7ada. O povo gosta e aproveita mais. At\u00e9 os comediantes j\u00e1 se deram conta. Por isso, j\u00e1 mudaram o seu modo de falar e de recitar os versos. Fazem-no com uma voz mediana, como quem fala familiarmente numa roda de amigos. Foi o que me contou um amigo meu que pertence ao ramo\u201d. <\/em>E, no fim da carta, subliminarmente vem a chamada de aten\u00e7\u00e3o cortante, \u00e0 qual o visado n\u00e3o tinha como ripostar: <em>\u201cOra, se o desejo de agradar ao mundo p\u00f4de conquistar o esp\u00edrito dos atores, que motivo de confus\u00e3o n\u00e3o ter\u00e3o os pregadores de Jesus Cristo, se o afeto e o zelo pela salva\u00e7\u00e3o das almas n\u00e3o tiverem sobre eles, pelo menos, igual poder?!\u201d <\/em>(6).<\/p>\n<p>E, para convencer os seus interlocutores, o Padre Vicente traz para a conversa o exemplo de Calvino, que, para fazer passar a sua mensagem, organizou, de tr\u00eas em tr\u00eas meses, um conjunto de col\u00f3quios em que os v\u00e1rios ministros tratam desta mat\u00e9ria e aprendem a pregar de maneira convincente: enquanto um prega, os outros v\u00e3o-no corrigindo sobre a for\u00e7a (ou debilidade) da sua comunica\u00e7\u00e3o. Este exerc\u00edcio \u00e9 t\u00e3o importante que quem n\u00e3o o seguir n\u00e3o pode ocupar nenhum cargo. E se a heresia faz todos estes esfor\u00e7os para se manter e expandir, como n\u00e3o havemos n\u00f3s tamb\u00e9m de nos esfor\u00e7armos por manter este santo m\u00e9todo (7).<\/p>\n<p>Para o Padre Vicente o serm\u00e3o s\u00f3 ser\u00e1 produtivo se o pregador o centrar na pessoa de nosso Senhor Jesus Cristo; se se submeter a um processo de convers\u00e3o cont\u00ednua; se viver num desapego total de tudo o que seja aplauso; se desenvolver grande capacidade de empatia, pondo de parte o tom crispado e os \u201cralhetes\u201d diretos aos seus ouvintes.<\/p>\n<p>A frase evang\u00e9lica<em>: \u201cm\u00e9dico, cura-te a ti mesmo\u201d <\/em>(8) e a express\u00e3o de Paulo <em>\u201ctem cuidado contigo\u201d <\/em>(9), que Vicente de Paulo usava muitas vezes a este prop\u00f3sito para colocar o pregador sob uma vigil\u00e2ncia constante sobre si pr\u00f3prio, a sua linguagem, e os seus objetivos, continua a ser uma \u201cboa dica\u201d para manter atento aquele que \u00e9 chamado a anunciar Jesus Cristo, quanto ao que anuncia e como anuncia.<\/p>\n<p><strong><em>\u00a0P. <\/em><\/strong><strong style=\"font-size: 16px;\"><em>Jos\u00e9 Alves, CM<\/em><\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&#8212;&#8211;<\/p>\n<p><em>(1) Cfr. J. Calvet, \u201cCara Caridade: Vicente de Paulo\u201d, p. 195.<br \/>\n<\/em><em>(2) J. Calvet, \u201cCara Caridade: Vicente de Paulo\u201d, p. 196.<br \/>\n<\/em><em>(3) Vincent de Paul, \u201cOeuvres\u201d, XI, p. 280; XII, p. 22.<br \/>\n<\/em><em>(4)<\/em> <em>O Pequeno M\u00e9todo ou M\u00e9todo Simples de pregar consiste em usar, na prega\u00e7\u00e3o, uma linguagem capaz de ser compreendida pelo mais humilde dos ouvintes, linguagem adaptada ao seu modo de viver, com exemplos tirados da sua profiss\u00e3o, dos seus trabalhos di\u00e1rios como fazia Jesus Cristo; em dividir o serm\u00e3o em tr\u00eas pontos bem definidos: no primeiro, mostram-se os motivos para praticar tal virtude ou para evitar tal mal; no segundo, explica-se em que consiste esta virtude ou este mal; e, no terceiro, indicam-se os meios para adquirir a virtude ou evitar o mal.<br \/>\n<\/em><em>(5) S. Vincent de Paul, \u201cObras Completas\u201d, XI, p. 173.<br \/>\n<\/em><em>(6) Vincent de Paul, \u201cOeuvres\u201d, VI, p. 378.<br \/>\n<\/em><em>(7) Cfr. S. Vicente de Paul, \u201cObras Completas\u201d, XI, Confer\u00eancia de 22 de agosto de 1655.<br \/>\n<\/em><em>(8) Lc IV, 23.<br \/>\n<\/em><em>(9) 1 Tim VI, 16.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10pt;\"><em>(Os artigos de opini\u00e3o publicados na sec\u00e7\u00e3o \u2018Opini\u00e3o\u2019 e \u2018Rubricas\u2019 do portal da Ag\u00eancia Ecclesia s\u00e3o da responsabilidade de quem os assina e vinculam apenas os seus autores.)<\/em><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Padre Jos\u00e9 Alves, CM<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":345947,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"default","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"set","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[984],"class_list":["post-381205","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao","tag-400-anos-vicentinos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/381205","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=381205"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/381205\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/345947"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=381205"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=381205"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=381205"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}