{"id":38062,"date":"2009-04-06T09:57:33","date_gmt":"2009-04-06T09:57:33","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/04\/06\/catequese-do-domingo-de-ramos-do-cardeal-patriarca-de-lisboa\/"},"modified":"2009-04-06T09:57:33","modified_gmt":"2009-04-06T09:57:33","slug":"catequese-do-domingo-de-ramos-do-cardeal-patriarca-de-lisboa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/catequese-do-domingo-de-ramos-do-cardeal-patriarca-de-lisboa\/","title":{"rendered":"Catequese do Domingo de Ramos do Cardeal-Patriarca de Lisboa"},"content":{"rendered":"<p>\u201cA Palavra \u00e9 pessoa: Jesus Cristo o rosto da Palavra\u201d <!--more--> <b>Introdu\u00e7\u00e3o<\/b> 1. Na nossa experi\u00eancia de conv\u00edvio humano, n\u00e3o \u00e9 habitual nem espont\u00e2neo, identificar a palavra e a pessoa. Estamos habituados a ouvir as palavras, que as pessoas proferem, escutamos o que t\u00eam para nos dizer, mas a pessoa n\u00e3o se confunde com a sua palavra. No entanto a nossa experi\u00eancia humana tamb\u00e9m nos ensina que quando as palavras exprimem o mais \u00edntimo de cada um, a sua verdade interior, elas s\u00e3o mais interpelativas, constroem comunh\u00e3o, fazem desabrochar o amor e este \u00e9 sempre entre pessoas. Quando a pessoa se nos comunica pelas suas palavras, sentimos o desejo de lhe dar um rosto: os que se amam trazem consigo a fotografia da pessoa amada; fixam em imagem, conseguida pelas novas tecnologias, os momentos mais significativos duma rela\u00e7\u00e3o e rev\u00ea-las \u00e9 ocasi\u00e3o de trazer \u00e0 mem\u00f3ria, n\u00e3o apenas o que nos disseram, mas o rosto de quem o disse, porque o rosto comunica, na sua express\u00e3o, a mensagem que se comunica. Quem escuta uma palavra que saiu do cora\u00e7\u00e3o de quem a disse e tocou o cora\u00e7\u00e3o de quem a escutou, grita por um rosto. Os Padres Sinodais lembraram-no \u00e0 Igreja na sua Mensagem: \u201cAs palavras sem um rosto n\u00e3o s\u00e3o perfeitas, porque n\u00e3o permitem que o encontro seja completo, como recordava Job, chegado ao fim do seu dram\u00e1tico itiner\u00e1rio de busca: \u00abconhecia-te por ouvir dizer; agora os meus olhos v\u00eaem-te\u00bb (Job. 42,5)\u201d .  <b>Escutar a Palavra de Deus suscita o desejo de ver o Seu rosto<\/b> 2. Tamb\u00e9m a Palavra de Deus, quando \u00e9 escutada como Palavra de amor, grita por um rosto. O Deus, t\u00e3o vivo e amoroso na Sua Palavra, tem de ter um rosto. Querer contempl\u00e1-l\u2019O \u00e9 consequ\u00eancia do acolhimento dessa Palavra. J\u00e1 no Antigo Testamento os crentes exprimem esse desejo. Mois\u00e9s, o amigo de Deus, a quem a Palavra de Deus mudou a vida e iluminou todos os caminhos que percorreu, num momento de grande intensidade no Sinai, em que Deus lhe fala e, atrav\u00e9s dele, a todo o povo, ousa manifestar esse desejo: \u201cpe\u00e7o-te a gra\u00e7a de me deixares ver o Teu rosto\u201d. Deus responde-lhe com ternura, como que tendo pena de n\u00e3o poder satisfazer o seu desejo: \u201cTu n\u00e3o podes ver o meu rosto, porque nenhum homem me pode ver e continuar vivo\u201d (Ex. 34,18.20). Este desejo surge com veem\u00eancia nos grandes orantes de Israel, os salmistas. A ora\u00e7\u00e3o \u00e9 o encontro pessoal e \u00edntimo com Deus, onde se escuta a Sua Palavra de amor, como Palavra de vida. Esse encontro suscita o desejo veemente de contemplar o rosto de Deus. \u201cO meu cora\u00e7\u00e3o diz-me: procura o Seu rosto. \u00c9 o Teu rosto, Yahw\u00e9, que eu procuro, n\u00e3o me escondas o Teu rosto\u201d (Sl. 27,8). Ver o rosto de Deus \u00e9, para o salmista, uma b\u00ean\u00e7\u00e3o e manifesta\u00e7\u00e3o m\u00e1xima da benevol\u00eancia divina: \u201cDeus se compade\u00e7a de n\u00f3s e nos aben\u00e7oe, fa\u00e7a brilhar sobre n\u00f3s a luz do Seu rosto\u201d (Sl. 67,2). Mas a resposta que Deus deu a Mois\u00e9s, \u201ctu n\u00e3o podes ver o Meu rosto\u201d, \u00e9 confirmada pelo Ap\u00f3stolo S\u00e3o Jo\u00e3o: \u201cDeus nunca ningu\u00e9m O viu\u201d (Jo. 1,18). Estas preces dos crentes que escutaram a Palavra do Senhor s\u00e3o, no fundo, o pedido que Deus se torne vis\u00edvel, de modo a poder contemplar o Seu rosto, pelo que Ele se faz homem e todos poder\u00e3o contemplar o rosto do Deus que fala com tanto amor, no rosto de Jesus Cristo, a Sua \u00fanica Palavra eterna feita homem. E por isso S\u00e3o Jo\u00e3o continua no pr\u00f3logo do seu Evangelho: \u201cDeus nunca ningu\u00e9m O viu; o Filho \u00fanico, que est\u00e1 no seio do Pai, no-l\u2019O deu a conhecer\u201d (Jo. 1,18). Jesus Cristo \u00e9 a encarna\u00e7\u00e3o do Filho, do Verbo eterno do Pai. No Seu rosto humano, podemos, finalmente, contemplar o rosto de Deus que nos fala com Palavras de amor.  <b>O grande mist\u00e9rio da nossa f\u00e9<\/b> 3. \u201cO Verbo fez-Se carne e habitou entre n\u00f3s e n\u00f3s vimos a Sua gl\u00f3ria\u201d (Jo. 1,14). Este \u00e9 o grande mist\u00e9rio, o cora\u00e7\u00e3o da f\u00e9 crist\u00e3 . J\u00e1 no texto do \u00caxodo que cit\u00e1mos, ver o rosto de Deus era sin\u00f3nimo de ver a Sua gl\u00f3ria. Agora podemos contempl\u00e1-la na humanidade de Jesus Cristo. e contemplar o rosto de Deus em Jesus Cristo continua a ser acolher a Palavra de Deus, porque Ele, o Filho, \u00e9 a Palavra eterna. N\u00e3o se trata, apenas, de ver o rosto de Deus num rosto humano. \u00c9 todo o di\u00e1logo, o encontro entre o homem e Deus que se humanizou. A Palavra fez-se carne, isto \u00e9, humanizou-se. Tudo o que \u00e9 humano em Jesus, o Seu rosto, as Suas Palavras, os Seus gestos, a Sua alegria e a Sua dor, a Sua consci\u00eancia e a Sua vontade, s\u00e3o decisivos para esta nova escuta da Palavra, para estabelecer definitivamente a comunh\u00e3o dos homens com Deus, isto \u00e9, s\u00e3o decisivos para a salva\u00e7\u00e3o. Durante s\u00e9culos, Deus falou por interm\u00e9dio dos profetas, porque eles ofereciam a linguagem humana \u00e0 Palavra transcendente. Agora, que o Verbo se fez homem, fala directamente aos homens, sem a media\u00e7\u00e3o dos profetas, porque a humanidade de Jesus pronuncia a Palavra eterna (cf. He. 1,1ss). Deus tornou-se mais pr\u00f3ximo do homem. A encarna\u00e7\u00e3o do Verbo deu um novo rosto e um novo dinamismo \u00e0 nossa f\u00e9. Trata-se agora de acreditar em Jesus, de reconhecer n\u2019Ele a eterna Palavra de amor que Deus tem para nos dizer, de descobrir no realismo da Sua humanidade a palavra e o rosto de Deus. Mas porque Ele \u00e9 homem, real e verdadeiro, trata-se de reconhecer n\u2019Ele o verdadeiro rosto do homem como Deus o criou, \u00e0 Sua imagem e o destina \u00e0 gl\u00f3ria da vis\u00e3o face a face. Jo\u00e3o Paulo II, referindo-se \u00e0s dificuldades que os disc\u00edpulos tiveram de reconhecer o Senhor ressuscitado, escreve: \u201cna realidade, por mais que se olhasse e tocasse o Seu corpo s\u00f3 a f\u00e9 podia penetrar plenamente no mist\u00e9rio daquele rosto (\u2026). A Jesus s\u00f3 se chega verdadeiramente pelo caminho da f\u00e9\u201d . A humaniza\u00e7\u00e3o de Deus em Jesus Cristo n\u00e3o dispensa a f\u00e9 para chegar a contemplar o rosto de Deus. Ele \u00e9 a Palavra encarnada e \u00e0 Palavra de Deus s\u00f3 se pode responder com a f\u00e9, que ganhou, ela pr\u00f3pria, a densidade da encarna\u00e7\u00e3o. No di\u00e1logo com os Ap\u00f3stolos, em Cesareia de Filipe, Jesus ao elogiar a f\u00e9 de Pedro que reconheceu na Sua humanidade o Messias, o Filho de Deus vivo, Jesus reconhece que isso lhe foi poss\u00edvel pela gra\u00e7a da f\u00e9: \u201cN\u00e3o foram nem a carne nem o sangue (isto \u00e9, as tuas for\u00e7as humanas) quem to revelou, mas o Meu Pai que est\u00e1 nos C\u00e9us\u201d (Mt. 16,17). E o Papa Jo\u00e3o Paulo II comenta: \u201c\u00c0 plena contempla\u00e7\u00e3o do rosto do Senhor, n\u00e3o chegamos pelas nossas simples for\u00e7as, mas deixando a gra\u00e7a conduzir-nos pela sua m\u00e3o. S\u00f3 a experi\u00eancia do sil\u00eancio e da ora\u00e7\u00e3o oferece o ambiente adequado para maturar e desenvolver um conhecimento mais verdadeiro, aderente e coerente daquele mist\u00e9rio\u201d .  <b>Os caminhos que nos levam a contemplar o rosto de Deus em Jesus Cristo<\/b> 4. O caminho \u00e9 Jesus Cristo. O processo da f\u00e9 consiste em reconhecer o Filho do Pai, o Verbo eterno, na humanidade de Jesus. N\u00e3o se trata de abstrair do humano, mas de reconhecer nesse homem, que \u00e9 Jesus de Nazar\u00e9, o Filho eterno do Pai. Esta humanidade de Jesus, o Cristo hist\u00f3rico e real, em que a f\u00e9 nos leva a reconhecer o rosto de Deus, encontramo-la, antes de mais, atrav\u00e9s da Sagrada Escritura, de modo especial os Evangelhos. Bento XVI no seu livro \u201cJesus de Nazar\u00e9\u201d afirma, comentando as modernas correntes exeg\u00e9ticas, que os Evangelhos nos comunicam o Jesus hist\u00f3rico. Jo\u00e3o Paulo II, por sua vez, j\u00e1 afirmara: \u201cA contempla\u00e7\u00e3o do rosto de Cristo n\u00e3o pode inspirar-se sen\u00e3o naquilo que se diz d&#8217;Ele na Sagrada Escritura, que est\u00e1, do princ\u00edpio ao fim, penetrada pelo seu mist\u00e9rio; este aparece obscuramente esbo\u00e7ado no Antigo Testamento e revelado plenamente no Novo, de tal maneira que S\u00e3o Jer\u00f3nimo afirma sem hesitar: a ignor\u00e2ncia das Escrituras \u00e9 ignor\u00e2ncia do pr\u00f3prio Cristo\u201d. E conclui: \u201cOs Evangelhos n\u00e3o pretendem ser uma biografia completa de Jesus, segundo os c\u00e2nones da ci\u00eancia hist\u00f3rica moderna. No entanto, neles aparece, com fundamento hist\u00f3rico seguro, o rosto do Nazareno\u201d . \u00c9 na intimidade com Jesus Cristo que se aprende a escutar a palavra da Escritura, de toda a Escritura, como Palavra de Deus. Porque Cristo \u00e9 a humaniza\u00e7\u00e3o da Palavra eterna de Deus, Ele est\u00e1 presente em toda a Escritura, toda ela conduz \u00e0 descoberta do rosto de Deus no rosto humano de Seu Filho. Isto mesmo est\u00e1 claro na narra\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Lucas sobre a caminhada dos disc\u00edpulos para Ema\u00fas depois da crucifix\u00e3o de Cristo. O ressuscitado acompanha-os, mas eles n\u00e3o O reconhecem. E para os levar a reconhec\u00ea-l\u2019O, Ele explica-lhes o que, em todas as Escrituras, se referia a Ele (cf. Lc. 24,27). O ritmo da f\u00e9 crist\u00e3 n\u00e3o consiste apenas em ler a Escritura para chegar a Cristo. Trata-se de escutar, sempre de novo, a Palavra revelada, no contexto de uma rela\u00e7\u00e3o de f\u00e9 com Jesus Cristo. A Escritura conduz-nos a Cristo, mas Ele conduz-nos ao verdadeiro sentido da Escritura como Palavra de Deus. \u00c9 por isso que na Igreja o lugar privilegiado da escuta da Palavra sempre foi a ora\u00e7\u00e3o, sobretudo a Eucaristia. Mais do que em qualquer outro momento, na Eucaristia as palavras da Escritura conduzem-nos a mergulhar no insond\u00e1vel mist\u00e9rio do Deus Palavra, onde a Palavra \u00e9 uma Pessoa, Aquele que me ama e eu quero amar.  <b>O que nos revela o rosto de Cristo<\/b> 5. O rosto de Cristo \u00e9 um mist\u00e9rio, como o \u00e9 o pr\u00f3prio Cristo. N\u00e3o se trata aqui da sua apar\u00eancia f\u00edsica, cujos contornos se perderam na bruma do tempo. Trata-se de captar, na f\u00e9, sobretudo atrav\u00e9s da Palavra de Deus, o que a humanidade de Jesus nos revela de Deus, sobretudo o que Deus \u00e9 para n\u00f3s, pois esse \u00e9 o sentido profundo da encarna\u00e7\u00e3o: em Cristo Deus revela-se a Si mesmo, enquanto manifesta o Seu des\u00edgnio de amor acerca do homem que criou. Ao revelar-se a Si mesmo, no rosto de Cristo, descobrimos o Filho, e no Filho eterno do Pai, penetramos no mist\u00e9rio de Deus comunh\u00e3o de Pessoas, o mist\u00e9rio da Sant\u00edssima Trindade. S\u00f3 na humanidade de Jesus percebemos que Ele \u00e9, desde toda a eternidade, o Filho predilecto do Pai. No rosto filial de Jesus reflecte-se, para n\u00f3s, o mist\u00e9rio insond\u00e1vel de Deus. Os Evangelhos mostram-nos que em todas as express\u00f5es da vida humana de Jesus, mesmo na Paix\u00e3o, resplandece, para n\u00f3s, esta consci\u00eancia de ser Filho do Deus Alt\u00edssimo, transmitindo-nos a prioridade absoluta de Deus em todas as express\u00f5es da nossa vida humana. J\u00e1 no Templo, aos 12 anos, essa consci\u00eancia clara se manifesta: \u201cPorque Me procur\u00e1veis? N\u00e3o sab\u00edeis que devia esta em Casa de Meu Pai?\u201d (Lc. 2,49). E esta consci\u00eancia manifesta-se em todas as etapas do normal crescimento humano de Jesus. Demos a Palavra a Jo\u00e3o Paulo II: \u201cEmbora seja l\u00edcito pensar que, no respeito da condi\u00e7\u00e3o humana que O fazia crescer \u00abem sabedoria, em estatura e em gra\u00e7a\u00bb (Lc 2,52), tamb\u00e9m a consci\u00eancia humana do seu mist\u00e9rio tenha crescido at\u00e9 \u00e0 express\u00e3o plena da sua humanidade glorificada, n\u00e3o h\u00e1 d\u00favida de que Jesus, j\u00e1 nos dias da sua exist\u00eancia hist\u00f3rica, tinha consci\u00eancia da sua identidade de Filho de Deus. Jo\u00e3o sublinha-o tanto que chega a afirmar que, em \u00faltima an\u00e1lise, foi esse o motivo por que O rejeitaram e condenaram: na realidade procuravam mat\u00e1-l\u2019O \u00abn\u00e3o s\u00f3 por violar o s\u00e1bado, mas tamb\u00e9m porque dizia que Deus era seu Pai, fazendo-Se igual a Deus\u00bb (Jo 5,18). No cen\u00e1rio do Gets\u00e9mani e do G\u00f3lgota, a consci\u00eancia humana de Jesus ser\u00e1 submetida a dura prova, mas nem sequer o drama da sua paix\u00e3o e morte conseguir\u00e1 turbar a sua serena certeza de ser o Filho do Pai celeste\u201d . Porque no rosto de Cristo brilha para n\u00f3s essa qualidade e intimidade de Filho, ele anuncia-nos, tamb\u00e9m, a nossa qualidade filial de filhos de Deus, \u201cfilhos no Filho\u201d. \u00c9 contemplando esse rosto filial que nos descobrimos na dignidade de filhos de Deus.  6. N\u00e3o temos agora tempo de desenvolver outras dimens\u00f5es do rosto de Cristo, o Seu rosto de bondade e de ternura, o Seu rosto sofredor, a plenitude da vida no Seu rosto glorioso. As celebra\u00e7\u00f5es que se aproximam ser\u00e3o a ocasi\u00e3o de contemplar essas m\u00faltiplas express\u00f5es do rosto de Jesus Cristo e de perceber mais profundamente que, em tudo, Ele \u00e9 uma Palavra de amor que Deus pronuncia para n\u00f3s, em cada momento da nossa vida.  <i>\u2020 JOS\u00c9, Cardeal-Patriarca<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cA Palavra \u00e9 pessoa: Jesus Cristo o rosto da Palavra\u201d<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[120,295,127,237],"class_list":["post-38062","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-bento-xvi","tag-biblia","tag-catequese","tag-joao-paulo-ii"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38062","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=38062"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38062\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=38062"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=38062"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=38062"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}