{"id":380517,"date":"2025-06-17T14:19:43","date_gmt":"2025-06-17T13:19:43","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=380517"},"modified":"2025-06-17T14:19:43","modified_gmt":"2025-06-17T13:19:43","slug":"nigeria-esta-e-de-longe-a-pior-atrocidade-a-que-assistimos-relata-paroco-de-cidade-alvo-de-massacre-por-militantes-jihadistas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/nigeria-esta-e-de-longe-a-pior-atrocidade-a-que-assistimos-relata-paroco-de-cidade-alvo-de-massacre-por-militantes-jihadistas\/","title":{"rendered":"Nig\u00e9ria: \u00abEsta \u00e9, de longe, a pior atrocidade a que assistimos\u00bb, relata p\u00e1roco de cidade alvo de massacre por militantes jihadistas"},"content":{"rendered":"<p><em>Padre Ukuma Jonathan Angbianbee descreve momentos do ataque que vitimou mortalmente mais de 200 crist\u00e3os no pa\u00eds africano<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<figure id=\"attachment_380514\" aria-describedby=\"caption-attachment-380514\" style=\"width: 1200px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/nigeria-fais.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-380514 size-full\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/nigeria-fais.jpg\" alt=\"\" width=\"1200\" height=\"800\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/nigeria-fais.jpg 1200w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/nigeria-fais-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/nigeria-fais-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/nigeria-fais-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/nigeria-fais-391x260.jpg 391w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-380514\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Diocese de Makurdi<\/figcaption><\/figure>\n<p>Lisboa, 17 jun 2025 (Ecclesia) &#8211; O padre Ukuma Jonathan Angbianbee, p\u00e1roco de Yelewata, na Nig\u00e9ria, relatou \u00e0 Funda\u00e7\u00e3o Ajuda \u00e0 Igreja que Sofre (AIS) os contornos do ataque \u201cterr\u00edvel\u201d que aquela regi\u00e3o sofreu na passada sexta-feira, resultando na morte de mais de 200 crist\u00e3os.<\/p>\n<p>\u201cEsta \u00e9, de longe, a pior atrocidade a que assistimos.\u00a0Nunca houve nada de semelhante\u201d, contou o sacerdote \u00e0 funda\u00e7\u00e3o pontif\u00edcia.<\/p>\n<p>Segundo informa a AIS, na noite de 13 de junho, militantes jihadistas levaram a cabo um massacre, que teve como principal alvo as fam\u00edlias deslocadas, incendiando os edif\u00edcios onde dormiam e esfaqueando todos os que tentavam fugir, em Yelewata, na \u00e1rea governamental de Guma, perto de Makurdi.<\/p>\n<p>\u201cQuando ouvimos os tiros e vimos os militantes, entreg\u00e1mos as nossas vidas a Deus. Esta manh\u00e3, dou gra\u00e7as a Deus por estar vivo\u201d, afirmou o padre Ukuma Jonathan horas depois do ataque.<\/p>\n<p>O sacerdote fala que foi \u201cverdadeiramente terr\u00edvel\u201d aquilo a que assistiu\u201d, descrevendo que \u201cas pessoas foram chacinadas\u201d e \u201cos cad\u00e1veres estavam espalhados por todo o lado\u201d.<\/p>\n<p>\u201cAlguns [corpos estavam] queimados e irreconhec\u00edveis \u2013 beb\u00e9s, crian\u00e7as, m\u00e3es e pais simplesmente dizimados\u201d, d\u00e1 <a href=\"https:\/\/fundacao-ais.pt\/nigeria-mais-de-200-cristaos-assassinados-por-militantes-jihadistas-num-dos-piores-massacres-na-historia-do-pais\/\">conta<\/a> o relat\u00f3rio inicial da Funda\u00e7\u00e3o para a Justi\u00e7a, Desenvolvimento e Paz da Diocese de Makurdi.<\/p>\n<p>De acordo com a<a href=\"https:\/\/fundacao-ais.pt\/nigeria-mais-de-200-cristaos-assassinados-por-militantes-jihadistas-num-dos-piores-massacres-na-historia-do-pais\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> AIS<\/a>, a cidade de Yelewata, situada na estrada principal para Abuja, tinha acolhido milhares de deslocados internos oriundos das aldeias vizinhas, e era considerada como relativamente segura, mas agora ficou quase deserta, com muitos a refugiarem-se nas povoa\u00e7\u00f5es vizinhas de Daudu e Abagena.<\/p>\n<p>O padre Jonathan refere que os atacantes eram militantes Fulanis e que o ataque foi cuidadosamente coordenado, tendo os atacantes acedido \u00e0 cidade atrav\u00e9s de v\u00e1rios \u00e2ngulos e aproveitado as chuvas fortes que se faziam sentir para prepararem o assalto.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o h\u00e1 d\u00favidas quanto \u00e0 autoria do ataque. Foram sem d\u00favida Fulanis. Estavam a gritar \u2018Alahu Akhbar\u2019\u201d, salienta.<\/p>\n<p>O sacerdote e outros membros do clero da Diocese de Makurdi criticaram tamb\u00e9m a resposta das autoridades, uma vez que os agentes da pol\u00edcia que conseguiram impedir os militantes de acederem \u00e0 igreja estavam mal equipados e n\u00e3o foram capazes de impedir o ataque ao mercado vizinho.<\/p>\n<p>\u201cNa manh\u00e3 seguinte ao ataque, havia muita pol\u00edcia e outros elementos de seguran\u00e7a [nas ruas], mas onde estiveram eles na noite anterior, quando precis\u00e1mos?\u201d, questiona.<\/p>\n<p>As autoridades avan\u00e7am, nomeadamente a Ag\u00eancia Nacional de Socorro da Nig\u00e9ria, que em consequ\u00eancia do ataque de sexta-feira, \u201co n\u00famero de pessoas deslocadas ascendia a 1.069 fam\u00edlias, ou seja, 6.527 pessoas\u201d.<\/p>\n<p>Entre esses deslocados, \u201cmais de 3 mil, incluindo muitas mulheres e crian\u00e7as, precisam urgentemente de alimentos, \u00e1gua pot\u00e1vel e suprimentos m\u00e9dicos essenciais\u201d.<\/p>\n<p>O Papa Le\u00e3o XIV <a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/vaticano-papa-condena-massacre-em-aldeia-nigeriana\/\">condenou<\/a>, no \u00faltimo domingo, o \u201cterr\u00edvel massacre\u201d, assegurando que reza para que \u201ca seguran\u00e7a, a justi\u00e7a e a paz prevale\u00e7am na Nig\u00e9ria\u201d.<\/p>\n<p>A AIS contextualiza que o Estado de Benue, especialmente a regi\u00e3o de Makurdi, tem assistido ao\u00a0agravamento de atos de viol\u00eancia desde h\u00e1 v\u00e1rios meses, essencialmente entre criadores de gado mu\u00e7ulmanos, os fulani, e agricultores sedent\u00e1rios, principalmente crist\u00e3os.<\/p>\n<p>Em causa est\u00e1 o controlo das terras e de outros recursos.<\/p>\n<p>Face \u00e0 situa\u00e7\u00e3o, os l\u00edderes da Igreja t\u00eam apelado repetidamente \u00e0 ajuda internacional, afirmando que est\u00e1 em curso um plano de militantes jihadistas para se apoderarem de terras e limparem etnicamente a regi\u00e3o da presen\u00e7a crist\u00e3.<\/p>\n<p><em>LJ\/OC<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Padre Ukuma Jonathan Angbianbee descreve momentos do ataque que vitimou mortalmente mais de 200 crist\u00e3os no pa\u00eds 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