{"id":38045,"date":"2009-04-03T16:43:23","date_gmt":"2009-04-03T16:43:23","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/04\/03\/mensagem-do-papa-bento-xvi-para-a-xxiv-jornada-mundial-da-juventude\/"},"modified":"2009-04-03T16:43:23","modified_gmt":"2009-04-03T16:43:23","slug":"mensagem-do-papa-bento-xvi-para-a-xxiv-jornada-mundial-da-juventude","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/mensagem-do-papa-bento-xvi-para-a-xxiv-jornada-mundial-da-juventude\/","title":{"rendered":"Mensagem do Papa Bento XVI para a XXIV Jornada Mundial da Juventude"},"content":{"rendered":"<p>&#8220;Pusemos a nossa esperan\u00e7a em Deus vivo&#8221; (1 Tm 4, 10)  <!--more--> Queridos amigos!   Celebraremos no pr\u00f3ximo Domingo de Ramos, a n\u00edvel diocesano, a xxiv Jornada Mundial da Juventude. Enquanto nos preparamos para esta celebra\u00e7\u00e3o anual, penso de novo com profunda gratid\u00e3o ao Senhor no encontro que se realizou em Sidney, em Julho do ano passado: encontro inesquec\u00edvel, durante o qual o Esp\u00edrito Santo renovou a vida de numeros\u00edssimos jovens que se reuniram de todo o mundo. A alegria da festa e o entusiasmo espiritual, experimentados durante aqueles dias, foram um sinal eloquente da presen\u00e7a do Esp\u00edrito de Cristo. E agora estamos encaminhados para o encontro internacional em programa para Madrid em 2011, que ter\u00e1 como tema as palavras do Ap\u00f3stolo Paulo: &#8220;Enraizados e edificados em Cristo, firmes na f\u00e9&#8221; (cf. Cl 2, 7). Em vista deste encontro mundial dos jovens, queremos realizar juntos um percurso formativo, reflectindo em 2009 sobre a afirma\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Paulo: &#8220;Pusemos a nossa esperan\u00e7a em Deus vivo&#8221; (1 Tm 4, 10), e em 2010 sobre a pergunta do jovem rico a Jesus: &#8220;Bom Mestre, que devo fazer para alcan\u00e7ar a vida eterna?&#8221; (Mc 10, 17).   A juventude tempo da esperan\u00e7a   Em Sidney, a nossa aten\u00e7\u00e3o concentrou-se sobre o que o Esp\u00edrito Santo diz hoje aos crentes, e em particular a v\u00f3s, queridos jovens. Durante a Santa Missa conclusiva, exortei-vos a deixar-vos plasmar por Ele para serdes mensageiros do amor divino, capazes de construir um futuro de esperan\u00e7a para toda a humanidade. A quest\u00e3o da esperan\u00e7a est\u00e1, na realidade, no centro da nossa vida de seres humanos e da nossa miss\u00e3o de crist\u00e3os, sobretudo na \u00e9poca contempor\u00e2nea. Todos sentimos a necessidade da esperan\u00e7a, n\u00e3o de uma esperan\u00e7a qualquer, mas sim de uma ersperan\u00e7a firme e de confian\u00e7a, como eu quis ressaltar na Enc\u00edclica Spe salvi. Em particular, a juventude \u00e9 tempo de esperan\u00e7as, porque olha para o futuro com v\u00e1rias expectativas. Quando se \u00e9 jovem alimentam-se ideais, sonhos e projectos; a juventude \u00e9 o tempo no qual amadurecem op\u00e7\u00f5es decisivas para o resto da vida. E talvez tamb\u00e9m por isto \u00e9 a esta\u00e7\u00e3o da exist\u00eancia na qual emergem com vigor as perguntas fundamentais: por que estou na terra? Qual \u00e9 o sentido do viver? Que ser\u00e1 da minha vida? E ainda: como alcan\u00e7ar a felicidade? Por que o sofrimento, a doen\u00e7a e a morte? O que existe depois da morte? Perguntas que se tornam insuport\u00e1veis quando nos devemos confrontar com obst\u00e1culos que por vezes parecem insuper\u00e1veis: dificuldades nos estudos, falta de trabalho, incompreens\u00f5es na fam\u00edlia, crises nas rela\u00e7\u00f5es de amizade ou na constru\u00e7\u00e3o de um entendimento conjugal, doen\u00e7as ou defici\u00eancias, car\u00eancia de recursos adequados como consequ\u00eancia da actual difundida crise econ\u00f3mica e social. Ent\u00e3o perguntamos: de onde haurir e como manter viva no cora\u00e7\u00e3o a chama da esperan\u00e7a?   Na raiz da &#8220;grande esperan\u00e7a&#8221;   A experi\u00eancia demonstra que as qualidades pessoais e os bens materiais n\u00e3o s\u00e3o suficientes para garantir a esperan\u00e7a da qual o cora\u00e7\u00e3o humano est\u00e1 em busca constante. Como escrevi na citada Enc\u00edclica Spe salvi, a pol\u00edtica, a ci\u00eancia, a t\u00e9cnica, a economia e qualquer outro recurso material sozinhos n\u00e3o s\u00e3o suficientes para oferecer a grande esperan\u00e7a que todos desejamos. Esta esperan\u00e7a &#8220;s\u00f3 pode ser Deus, que abra\u00e7a o universo e nos pode propor e dar aquilo que, sozinhos, n\u00e3o podemos conseguir&#8221; (n. 31). Eis por que uma das consequ\u00eancias principais do esquecimento de Deus \u00e9 a evidente desorienta\u00e7\u00e3o que marca as nossas sociedades, com consequ\u00eancias de solid\u00e3o e viol\u00eancia, de insatisfa\u00e7\u00e3o e perda de confian\u00e7a que n\u00e3o raro terminam no desespero. \u00c9 clara e forte a chamada que nos vem da Palavra de Deus: &#8220;Maldito o homem que confia noutro, que da carne faz o seu apoio e cujo cora\u00e7\u00e3o vive distante do Senhor. Assemelha-se ao cardo do deserto, que, mesmo que lhe venha algum bem, n\u00e3o o sente&#8221; (Jr 17, 5-6).   A crise de esperan\u00e7a atinge mais facilmente as novas gera\u00e7\u00f5es que, em contextos socioculturais privados de certezas, de valores e de s\u00f3lidos pontos de refer\u00eancia, encontram-se a enfrentar dificuldades que s\u00e3o maiores do que as suas for\u00e7as. Penso, queridos amigos, em tantos coet\u00e2neos vossos, feridos pela vida, condicionados por uma imaturidade pessoal que muitas vezes \u00e9 consequ\u00eancia de um vazio familiar, de op\u00e7\u00f5es educativas permissivas e libert\u00e1rias e de experi\u00eancias negativas e traum\u00e1ticas. Para alguns e infelizmente n\u00e3o s\u00e3o poucos a sa\u00edda quase obrigat\u00f3ria \u00e9 uma fuga alienante com comportamentos de risco e violentos, na depend\u00eancia de drogas e \u00e1lcool, e em muitas outras formas de mal-estar juvenil. Contudo, tamb\u00e9m em quem se vem a encontrar em condi\u00e7\u00f5es dif\u00edceis por ter seguido conselhos de &#8220;maus mestres&#8221;, n\u00e3o se apaga o desejo de amor verdadeiro e de aut\u00eantica felicidade. Mas como anunciar a esperan\u00e7a a estes jovens? N\u00f3s sabemos que s\u00f3 em Deus o ser humano encontra a sua verdadeira realiza\u00e7\u00e3o. O compromisso prim\u00e1rio que interpela todos \u00e9 portanto o de uma nova evangeliza\u00e7\u00e3o, que ajude as novas gera\u00e7\u00f5es a redescobrir o rosto aut\u00eantico de Deus, que \u00e9 Amor. A v\u00f3s, queridos jovens, que estais em busca de uma esperan\u00e7a firme, dirijo as mesmas palavras que S\u00e3o Paulo dirigia aos crist\u00e3os perseguidos na Roma de ent\u00e3o: &#8220;Que o Deus da esperan\u00e7a vos encha plenamente de alegria e de paz na vossa cren\u00e7a, para que abundeis na esperan\u00e7a pela virtude do Esp\u00edrito Santo&#8221; (Rm 15, 13). Durante este ano jubilar dedicado ao Ap\u00f3stolo das Na\u00e7\u00f5es, por ocasi\u00e3o do bimil\u00e9nio do seu nascimento, aprendamos dele a tornar-nos testemunhas cred\u00edveis da esperan\u00e7a crist\u00e3.   S\u00e3o Paulo testemunha da esperan\u00e7a   Encontrando-se imerso em dificuldades e prova\u00e7\u00f5es de v\u00e1rios tipos, Paulo escrevia ao seu fiel disc\u00edpulo: &#8220;Pusemos a nossa esperan\u00e7a em Deus vivo&#8221; (1Tm 4, 10). Como tinha nascido nele esta esperan\u00e7a? Para responder a esta pergunta devemos partir do seu encontro com Jesus ressuscitado no caminho de Damasco. Nessa \u00e9poca Saulo era um jovem como v\u00f3s, com cerca de vinte ou vinte e cinco anos, seguidor da Lei de Mois\u00e9s e decidido a combater com todos os meios quantos ele considerava inimigos de Deus (cf. Act 9, 1). Quando estava a caminho de Damasco para prender os seguidores de Cristo, foi envolvido por uma luz misteriosa e ouviu chamar pelo nome: &#8220;Saulo, Saulo, por que me persegues?&#8221;. Caindo por terra, perguntou: &#8220;Quem \u00e9s Tu, Senhor?&#8221;. E aquela voz respondeu: &#8220;Eu sou Jesus, a quem tu persegues!&#8221; (cf. Act 9, 3-5). Depois daquele encontro, a vida de Paulo mudou radicalmente: recebeu o Baptismo e tornou-se ap\u00f3stolo do Evangelho. No caminho de Damasco, ele foi interiormente transformado pelo Amor divino que encontrou na pessoa de Jesus Cristo. Um dia escrever\u00e1: &#8220;A vida que agora vivo na carne, vivo-a na f\u00e9 do Filho de Deus, que me amou e Se entregou a Si mesmo por mim&#8221; (Gl 2, 20). De perseguidor, tornou-se portanto testemunha e mission\u00e1rio: fundou comunidades crist\u00e3s na \u00c1sia Menor e na Gr\u00e9cia, percorrendo milhares de quil\u00f3metros e enfrentando toda a esp\u00e9cie de perip\u00e9cias, at\u00e9 ao mart\u00edrio em Roma. Tudo por amor a Cristo.   A grande esperan\u00e7a est\u00e1 em Cristo   Para Paulo a esperan\u00e7a n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 um ideal ou um sentimento, mas uma pessoa viva: Jesus Cristo, Filho de Deus. Persuadido intimamente desta certeza, poder\u00e1 escrever a Tim\u00f3teo: &#8220;Pusemos a nossa esperan\u00e7a em Deus vivo&#8221; (1Tm 4, 10). O &#8220;Deus vivo&#8221; \u00e9 Cristo ressuscitado e presente no mundo. \u00c9 Ele a verdadeira esperan\u00e7a: Cristo que vive connosco e em n\u00f3s e que nos chama a participar na sua pr\u00f3pria vida eterna. Se n\u00e3o estamos sozinhos, se Ele est\u00e1 connosco, ali\u00e1s, se \u00e9 Ele o nosso presente e o nosso futuro, por que temer? A esperan\u00e7a do crist\u00e3o \u00e9 portanto desejar &#8220;o Reino dos c\u00e9us e a vida eterna como nossa felicidade, pondo toda a confian\u00e7a nas promessas de Cristo e apoiando-nos, n\u00e3o nas nossas for\u00e7as, mas no socorro da gra\u00e7a do Esp\u00edrito Santo&#8221; (Catecismo da Igreja Cat\u00f3lica, 1817).   O caminho rumo \u00e0 grande esperan\u00e7a   Assim como um dia encontrou o jovem Paulo, Jesus deseja encontrar tamb\u00e9m cada um de v\u00f3s, queridos jovens. Sim, antes de ser um nosso desejo, este encontro \u00e9 um desejo profundo de Cristo. Mas alguns de v\u00f3s poderiam perguntar: como posso eu, hoje, encontr\u00e1-l&#8217;O? Ou tamb\u00e9m, de que modo Ele se aproxima de mim? A Igreja ensina que o desejo de encontrar o Senhor j\u00e1 \u00e9 fruto da sua gra\u00e7a? Quando na ora\u00e7\u00e3o expressamos a nossa f\u00e9, tamb\u00e9m na obscuridade j\u00e1 O encontramos porque Ele se oferece a n\u00f3s. A ora\u00e7\u00e3o perseverante abre o cora\u00e7\u00e3o para O acolher, como explica Santo Agostinho: &#8220;O Senhor nosso Deus quer que nas ora\u00e7\u00f5es se exercite o nosso desejo, de modo que nos tornemos capazes de receber o que Ele pretende dar-nos&#8221; (Cartas 130, 8, 17). A ora\u00e7\u00e3o \u00e9 dom do Esp\u00edrito, que nos torna homens e mulheres de esperan\u00e7a, e rezar mant\u00e9m o mundo aberto a Deus (cf. Enc. Spe salvi, 34).   Dai espa\u00e7o \u00e0 ora\u00e7\u00e3o na vossa vida! Rezar sozinho \u00e9 bom, mas ainda melhor e mais proveitoso \u00e9 rezar juntos, porque o Senhor garantiu que est\u00e1 presente onde estiverem dois ou tr\u00eas reunidos no seu nome (cf. Mt 18, 20). Existem muitas formas de se familiarizar com Ele; existem experi\u00eancias, grupos e movimentos, encontros e itiner\u00e1rios para aprender assim a rezar e a crescer na experi\u00eancia da f\u00e9. Participai na liturgia nas vossas par\u00f3quias e alimentai-vos abundantemente da Palavra de Deus e da participa\u00e7\u00e3o activa nos Sacramentos. Como sabeis, \u00e1pice e centro da exist\u00eancia e da miss\u00e3o de cada crente e comunidade crist\u00e3 \u00e9 a Eucaristia, sacramento de salva\u00e7\u00e3o na qual Cristo se faz presente e doa como alimento espiritual o seu pr\u00f3prio Corpo e Sangue para a vida eterna. Mist\u00e9rio deveras inef\u00e1vel! Em volta da Eucaristia nasce e cresce a Igreja, a grande fam\u00edlia dos crist\u00e3os, na qual se entra com o Baptismo e nos renovamos constantemente gra\u00e7as ao sacramento da Reconcilia\u00e7\u00e3o. Depois, os baptizados, mediante a Crisma, s\u00e3o confirmados pelo Esp\u00edrito Santo para viver como aut\u00eanticos amigos e testemunhas de Cristo, enquanto os Sacramentos da Ordem e do Matrim\u00f3nio os tornam preparados para realizar as suas tarefas apost\u00f3licas na Igreja e no mundo. A Un\u00e7\u00e3o dos enfermos, por fim, faz-nos experimentar o conforto divino na doen\u00e7a e no sofrimento.   Agir em sintonia com a esperan\u00e7a crist\u00e3   Queridos jovens, se vos alimentardes de Cristo e viverdes imersos n&#8217;Ele como o ap\u00f3stolo Paulo, n\u00e3o podereis deixar de falar d&#8217;Ele, de O fazer conhecer e amar por tantos vossos amigos e coet\u00e2neos. Tendo-vos tornado seus fi\u00e9is disc\u00edpulos, sereis assim capazes de contribuir para formar comunidades crist\u00e3s impregnadas de amor como aquelas das quais fala o livro dos Actos dos Ap\u00f3stolos. A Igreja conta convosco para esta empenhativa miss\u00e3o: n\u00e3o vos desencoragem as dificuldades e as provas que encontrardes. Sede pacientes e perseverantes, vencendo a natural tend\u00eancia dos jovens para a pressa, para querer tudo e j\u00e1.   Queridos amigos, como Paulo, testemunhai o Ressuscitado! Fazei-O conhecer a quantos, vossos coet\u00e2neos ou adultos, est\u00e3o em busca da &#8220;grande esperan\u00e7a&#8221; que d\u00ea sentido \u00e0 sua exist\u00eancia. Se Jesus se tornou a vossa esperan\u00e7a, dizei-o tamb\u00e9m aos outros com a vossa alegria e com o vosso compromisso espiritual, apost\u00f3lico e social. Habitados por Cristo, depois de ter posto n&#8217;Ele a vossa f\u00e9 e de lhe ter dado toda a vossa confian\u00e7a, difundi esta esperan\u00e7a ao vosso redor. Fazei escolhas que manifestem a vossa f\u00e9; mostrai que compreendestes as ins\u00eddias da idolatria do dinheiro, dos bens materiais, da carreira e do sucesso, e n\u00e3o vos deixeis atrair por estas quimeras falsas. N\u00e3o cedais \u00e0 l\u00f3gica do interesse ego\u00edsta, mas cultivai o amor ao pr\u00f3ximo e esfor\u00e7ai-vos por colocar a v\u00f3s mesmos e as vossas capacidades humanas e profissionais ao servi\u00e7o do bem comum e da verdade, sempre prontos a responder &#8220;a quem vos perguntar a raz\u00e3o da vossa esperan\u00e7a!&#8221; (1 Pd 3, 15). O crist\u00e3o aut\u00eantico nunca est\u00e1 triste, mesmo quando tem que enfrentar provas de v\u00e1rios tipos, porque a presen\u00e7a de Jesus \u00e9 o segredo da sua alegria e da sua paz.   Maria M\u00e3e da Esperan\u00e7a   Modelo deste itiner\u00e1rio de vida apost\u00f3lica seja para v\u00f3s S\u00e3o Paulo, que alimentou a sua vida de f\u00e9 e esperan\u00e7a constantes seguindo o exemplo de Abra\u00e3o, do qual escreve na Carta aos Romanos: &#8220;Ele mesmo, contra o que podia esperar, acreditou que havia de ser pai de muitas na\u00e7\u00f5es&#8221; (Rm 4, 18). Por estas mesmas pegadas do povo da esperan\u00e7a formado pelos profetas e pelos santos de todos os tempos n\u00f3s prosseguimos rumo \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o do Reino, e no nosso caminho acompanhe-nos a Virgem Maria, M\u00e3e da Esperan\u00e7a. Aquela que encarnou a esperan\u00e7a de Israel, que doou ao mundo o Salvador e permaneceu, firme na esperan\u00e7a, aos p\u00e9s da Cruz, \u00e9 para n\u00f3s modelo e amparo. Sobretudo, Maria intercede por n\u00f3s e guia-nos na escurid\u00e3o das nossas dificuldades para o alvorecer radioso do encontro com o Ressuscitado. Gostaria de concluir esta mensagem, queridos jovens amigos, fazendo minha uma bela e conhecida exorta\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Bernardo inspirada no t\u00edtulo de Maria Stella maris, Estrela do mar: &#8220;Tu que na instabilidade cont\u00ednua da vida presente, te v\u00eas mais a flutuar entre as tempestades do que a caminhar na terra, mant\u00e9m fixo o olhar no esplendor desta estrela, se n\u00e3o quiseres ser aniquilado pelos furac\u00f5es. Se insurgem os ventos das tenta\u00e7\u00f5es e te encalhas entre as rochas das tribula\u00e7\u00f5es, olha para a estrela, invoca Maria&#8230; Nos perigos, nas ang\u00fastias, nas perplexidades, pensa em Maria, invoca Maria&#8230; Seguindo os seus exemplos n\u00e3o te perder\u00e1s; invocando-a n\u00e3o perder\u00e1s a esperan\u00e7a; pensando nela n\u00e3o cair\u00e1s no erro. Amparado nela n\u00e3o escorregar\u00e1s; sob a sua protec\u00e7\u00e3o nada recear\u00e1s; com a sua guia n\u00e3o te cansar\u00e1s; com a sua protec\u00e7\u00e3o alcan\u00e7ar\u00e1s a meta&#8221; (Homilias em louvor da Virgem M\u00e3e, 2, 17).   Maria, Estrela do mar, s\u00ea tu a guiar os jovens do mundo inteiro ao encontro com o teu Filho divino Jesus, e s\u00ea ainda tu a celeste guarda da sua fidelidade ao Evangelho e da sua esperan\u00e7a.   Ao garantir a minha recorda\u00e7\u00e3o quotidiana na ora\u00e7\u00e3o por todos v\u00f3s, queridos jovens, aben\u00e7oo de cora\u00e7\u00e3o a v\u00f3s e \u00e0s pessoas que vos s\u00e3o queridas.   Vaticano, 22 de Fevereiro de 2009.    BENEDICTUS PP. XVI<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;Pusemos a nossa esperan\u00e7a em Deus vivo&#8221; (1 Tm 4, 10)<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[120,168,191,206,246,268,294],"class_list":["post-38045","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-bento-xvi","tag-diocese-da-guarda","tag-economia","tag-familia","tag-liturgia","tag-nova-evangelizacao","tag-sacramentos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38045","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=38045"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38045\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=38045"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=38045"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=38045"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}