{"id":379846,"date":"2026-06-12T05:00:59","date_gmt":"2026-06-12T04:00:59","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=379846"},"modified":"2026-06-13T17:57:01","modified_gmt":"2026-06-13T16:57:01","slug":"igreja-festa-de-santo-antonio-de-lisboa-e-do-mundo-evoca-figura-de-referencia-para-o-pensamento-cristao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/igreja-festa-de-santo-antonio-de-lisboa-e-do-mundo-evoca-figura-de-referencia-para-o-pensamento-cristao\/","title":{"rendered":"Igreja: Festa de Santo Ant\u00f3nio, de Lisboa e do mundo, evoca figura de refer\u00eancia para o pensamento crist\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><em>Franciscano destacou-se como pregador, no s\u00e9culo XIII, e tornou-se fen\u00f3meno de popularidade<\/em><!--more--><\/p>\n<figure id=\"attachment_243993\" aria-describedby=\"caption-attachment-243993\" style=\"width: 1920px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/DSCF4508.jpeg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-243993 size-full\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/DSCF4508.jpeg\" alt=\"\" width=\"1920\" height=\"1277\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/DSCF4508.jpeg 1920w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/DSCF4508-391x260.jpeg 391w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/DSCF4508-1024x681.jpeg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/DSCF4508-768x511.jpeg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/DSCF4508-1536x1022.jpeg 1536w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/DSCF4508-1080x718.jpeg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/DSCF4508-1280x851.jpeg 1280w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/DSCF4508-980x652.jpeg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/DSCF4508-480x319.jpeg 480w\" sizes=\"(max-width: 1920px) 100vw, 1920px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-243993\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Ag\u00eancia ECCLESIA\/HM<\/figcaption><\/figure>\n<p>Cidade do Vaticano, 12 jun 2026 (Ecclesia) \u2013 A Igreja Cat\u00f3lica celebra anualmente, a 13 de junho, a festa lit\u00fargica de Santo Ant\u00f3nio, padroeiro da cidade de Lisboa, onde nasceu em 1195, numa casa situada a poucos metros da Catedral.<\/p>\n<p>Na It\u00e1lia, destacou-se como pregador e primeiro professor de Teologia da rec\u00e9m-criada Ordem Franciscana; faleceu em 1231 e foi sepultado em P\u00e1dua, It\u00e1lia, tendo a sua fama de santidade levado o Papa Greg\u00f3rio IX a canoniz\u00e1-lo, a 30 de maio de 1232.<\/p>\n<p>Pio XII proclamou-o como \u201cdoutor da igreja universal\u201d, com o t\u00edtulo de \u2018Doctor Evangelicus\u2019 (Doutor Evang\u00e9lico); \u00e9, assim, um dos 37 doutores da Igrejas, figuras reconhecidas como exemplo de \u201csantidade de vida, ortodoxia doutrinal e ci\u00eancia sagrada\u201d.<\/p>\n<p>A proclama\u00e7\u00e3o aconteceu atrav\u00e9s da carta apost\u00f3lica \u2018Exulta, Lusitania Felix\u2019 (Alegra-te, \u00f3 feliz Lusit\u00e2nia), com data de 16 de janeiro de 1946, na qual o Papa evoca um religioso \u201cbrilhante pela santidade da vida e pela insigne fama dos milagres\u201d, bem como \u201cpelo esplendor da doutrina\u201d.<\/p>\n<p>O documento apresenta uma <a href=\"https:\/\/www.vatican.va\/content\/pius-xii\/la\/apost_letters\/documents\/hf_p-xii_apl_19460116_antonio-di-padova.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">s\u00edntese<\/a> do seu percurso de vida, iniciado em Portugal, onde integrou os C\u00f3negos Regulares de Santo Agostinho; em setembro de 1220, Fernando deixou os agostinianos para integrar a ordem dos franciscanos, onde assumiu o nome de Ant\u00f3nio, pelo qual \u00e9 hoje conhecido, a n\u00edvel global.<\/p>\n<p>O jovem religioso vestiu o h\u00e1bito franciscano, com o desejo de ser mission\u00e1rio em Marrocos, onde viria a adoecer, tendo de deixar o pa\u00eds; depois de uma tempestade, desembarcou na It\u00e1lia e a conheceu o pr\u00f3prio S\u00e3o Francisco, que lhe confiou a miss\u00e3o de ensinar Teologia aos seus frades.<\/p>\n<p>\u201cAnt\u00f3nio cumpriu fielmente o of\u00edcio do magist\u00e9rio, e deve considerar-se o primeiro professor da Ordem Franciscana. Ensinou primeiro em Bolonha, ent\u00e3o primeira sede dos estudos; depois em Toulouse e, finalmente, em Montpellier, onde igualmente floresciam os estudos\u201d, recordava Pio XII.<\/p>\n<p>A carta apost\u00f3lica destaca a qualidade do pensamento teol\u00f3gica de Santo Ant\u00f3nio, \u201cexegeta perit\u00edssimo na interpreta\u00e7\u00e3o das Sagradas Escrituras e te\u00f3logo ex\u00edmio na defini\u00e7\u00e3o das verdades dogm\u00e1ticas, bem como o insigne doutor e mestre em tratar as quest\u00f5es de asc\u00e9tica e de m\u00edstica\u201d.<\/p>\n<p>O texto cita a Carta \u2018Apost\u00f3lica Immensa\u2019, do Papa Sisto IV (12 de mar\u00e7o de 1472), no qual se referia que Santo Ant\u00f3nio, com a sua \u201cprofunda sabedoria e doutrina das coisas santas e com a sua fervoros\u00edssima prega\u00e7\u00e3o, ilustrou, adornou e consolidou\u201d a Igreja Cat\u00f3lica.<\/p>\n<p>A admira\u00e7\u00e3o de v\u00e1rios pont\u00edfices pelo santo portugu\u00eas prolongou-se ao longo dos s\u00e9culos.<\/p>\n<p>\u201cAnt\u00f3nio, sem distin\u00e7\u00e3o de ra\u00e7as ou de na\u00e7\u00f5es, a todos aben\u00e7oava no \u00e2mbito da sua atividade apost\u00f3lica: portugueses, africanos, italianos e franceses, a todos, enfim, a quem reconhecesse necessitados do ensinamento cat\u00f3lico\u201d, indica a carta apost\u00f3lica.<\/p>\n<p>Em 2020, por ocasi\u00e3o dos 800 anos da voca\u00e7\u00e3o franciscana do santo portugu\u00eas, o Papa Francisco convidou os cat\u00f3licos a imitar a vida de Santo Ant\u00f3nio, destacando a \u201cinquieta\u00e7\u00e3o que o levou pelas estradas do mundo a testemunhar, com palavras e obras, o amor de Deus\u201d.<\/p>\n<p>A carta, enviada ao ministro-geral da Ordem dos Frades Menores Conventuais, destacava o exemplo do religioso portugu\u00eas perante \u201cas dificuldades das fam\u00edlias, os pobres e desfavorecidos\u201d, bem como a \u201cpaix\u00e3o pela verdade e justi\u00e7a\u201d.<\/p>\n<p>Conhecido como o santo casamenteiro e das coisas perdidas, h\u00e1 ainda outra tradi\u00e7\u00e3o ligada a este santo popular, o \u201cp\u00e3o de Santo Ant\u00f3nio\u201d, como s\u00edmbolo de prote\u00e7\u00e3o e b\u00ean\u00e7\u00e3o, que se guarda de um ano para o outro, para que n\u00e3o falte o p\u00e3o na mesa.<\/p>\n<p><em>OC<\/em><\/p>\n<table style=\"width: 100%; border-collapse: collapse; background-color: #ededed;\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"width: 100%;\"><strong>Dos Serm\u00f5es de Santo Ant\u00f3nio de Lisboa, presb\u00edtero<\/strong><\/p>\n<p><em>(I, 226) (Sec. XIII)<\/em><\/p>\n<p><em>A linguagem \u00e9 viva, quando falam as obras<\/em><\/p>\n<p>Quem est\u00e1 cheio do Esp\u00edrito Santo fala v\u00e1rias l\u00ednguas. As v\u00e1rias l\u00ednguas s\u00e3o os v\u00e1rios testemunhos sobre Cristo, como a humildade, a pobreza, a paci\u00eancia e a obedi\u00eancia; falamo-las, quando mostramos aos outros estas virtudes na nossa vida. A linguagem \u00e9 viva, quando falam as obras. Cessem, portanto, as palavras e falem as obras. De palavras estamos cheios, mas de obras vazios; por este motivo nos amaldi\u00e7oa o Senhor, como amaldi\u00e7oou a figueira em que n\u00e3o encontrou fruto, mas somente folhas. Diz S\u00e3o Greg\u00f3rio: \u00abH\u00e1 uma norma para o pregador: que fa\u00e7a aquilo que prega\u00bb. Em v\u00e3o pregar\u00e1 os ensinamentos da lei, se destr\u00f3i a doutrina com as obras.<\/p>\n<p>Mas os Ap\u00f3stolos falavam conforme a linguagem que o Esp\u00edrito Santo lhes concedia. Feliz de quem fala conforme o Esp\u00edrito Santo lhe inspira e n\u00e3o conforme o que lhe parece!<br \/>\nH\u00e1 alguns que falam movidos pelo pr\u00f3prio esp\u00edrito e, usando as palavras dos outros, apresentam-nas como pr\u00f3prias, atribuindo-as a si mesmos. Desses e de outros como eles, fala o Senhor pelo profeta Jeremias: Eis-Me contra os profetas que roubam uns aos outros as minhas palavras. Eis-Me contra os profetas, or\u00e1culo do Senhor, que forjam a sua linguagem para proferir or\u00e1culos. Eis-Me contra os profetas que profetizam sonhos mentirosos \u2013 or\u00e1culo do Senhor \u2013 e, contando-os, seduzem o povo com mentiras e jact\u00e2ncia, n\u00e3o os tendo Eu enviado nem dado ordem alguma a esses que n\u00e3o s\u00e3o de nenhuma utilidade para este povo \u2013 or\u00e1culo do Senhor.<\/p>\n<p>Falemos, por conseguinte, conforme a linguagem que o Esp\u00edrito Santo nos conceder; e pe\u00e7amos-lhe, humilde e devotamente, que derrame sobre n\u00f3s a sua gra\u00e7a, para que possamos celebrar o dia de Pentecostes com a perfei\u00e7\u00e3o dos cinco sentidos e a observ\u00e2ncia do dec\u00e1logo, nos reanimemos com o forte vento da contri\u00e7\u00e3o e nos inflamemos com essas l\u00ednguas de fogo que s\u00e3o os louvores de Deus, a fim de que, inflamados e iluminados nos esplendores da santidade, mere\u00e7amos ver a Deus trino e uno.<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Franciscano destacou-se como pregador, no 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