{"id":37926,"date":"2009-03-30T15:51:38","date_gmt":"2009-03-30T15:51:38","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/03\/30\/espanha-milhares-nas-ruas-pelo-direito-a-viver\/"},"modified":"2009-03-30T15:51:38","modified_gmt":"2009-03-30T15:51:38","slug":"espanha-milhares-nas-ruas-pelo-direito-a-viver","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/espanha-milhares-nas-ruas-pelo-direito-a-viver\/","title":{"rendered":"Espanha: Milhares nas ruas pelo \u00abdireito a viver\u00bb"},"content":{"rendered":"<p>Dezenas de milhares de pessoas participam este Domingo, em Madrid, numa manifesta\u00e7\u00e3o p\u00fablica contra a proposta reforma da lei do aborto em Espanha.  Sob o lema \u201cVida sim, aborto n\u00e3o\u201d, decorreram v\u00e1rias outras manifesta\u00e7\u00f5es em cerca de 50 cidades e vilas espanholas.  No protesto de Madrid os manifestantes, entre eles muitas fam\u00edlias com filhos, apresentavam uma faixa com a frase \u201cN\u00e3o existe o direito a matar, existe o direito a viver\u201d e por respons\u00e1veis de v\u00e1rias organiza\u00e7\u00f5es participantes.  Al\u00e9m das manifesta\u00e7\u00f5es e de outras ac\u00e7\u00f5es de informa\u00e7\u00e3o, a Confer\u00eancia Episcopal Espanhola lan\u00e7ou uma campanha com cartazes em mais de 30 cidades, nos quais se apresentam um beb\u00e9 e um lince ib\u00e9rico, esp\u00e9cie protegida, com uma pergunta \u201cE eu?\u201d.  Para os Bispos, as altera\u00e7\u00f5es legislativas em estudo no pa\u00eds \u201cdar\u00e3o lugar, se aprovadas, a uma situa\u00e7\u00e3o em que aqueles que v\u00e3o nascer ficar\u00e3o ainda mais desprotegidos do que com a actual legisla\u00e7\u00e3o\u201d.  A pol\u00e9mica come\u00e7ou depois de o comit\u00e9 de especialistas nomeado pelo Governo espanhol para assessorar a modifica\u00e7\u00e3o da lei de interrup\u00e7\u00e3o volunt\u00e1ria da gravidez ter apresentado o seu relat\u00f3rio que prop\u00f5e, entre outros aspectos, que o aborto seja livre at\u00e9 \u00e0s 14 semanas.  Esse prazo deve ser ampliado at\u00e9 \u00e0s 22 se estiver em perigo a sa\u00fade da m\u00e3e ou o feto tiver graves anomalias.  Actualmente o C\u00f3digo Penal vigente admite aborto em tr\u00eas casos: se houver risco para a sa\u00fade da mulher, se houver uma presun\u00e7\u00e3o de malforma\u00e7\u00f5es f\u00edsicas do feto ou se a gravidez for consequ\u00eancia de uma viola\u00e7\u00e3o.  Fora destes casos, prev\u00ea penas de pris\u00e3o aos m\u00e9dicos que pratiquem abortos e \u00e0s mulheres que se submetam a este tipo de interven\u00e7\u00f5es.   No \u201cManifesto pela vida\u201d lido nas v\u00e1rias manifesta\u00e7\u00f5es de Domingo, referia-se que \u201co aborto implica a morte violenta de um ser humano e um drama terr\u00edvel para a mulher que o sofre\u201d.  O texto acusa o governo de \u201cpretender aprovar uma lei do aborto livre que deixa completamente desprotegido o n\u00e3o-nascido e abandona a mulher perante os seus problemas, empurrando-a para o aborto\u201d.  Falando num milh\u00e3o de abortos em Espanha, os manifestantes afirmaram que as mudan\u00e7as legislativas poderiam fazer duplicar esse n\u00famero, trazendo apenas \u201cmais mortes e sofrimento para milhares de mulheres\u201d.  <i>Redac\u00e7\u00e3o\/Lusa<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dezenas de milhares de pessoas participam este Domingo, em Madrid, numa manifesta\u00e7\u00e3o p\u00fablica contra a proposta reforma da lei do aborto em Espanha. 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