{"id":37900,"date":"2009-03-29T23:47:23","date_gmt":"2009-03-29T23:47:23","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/03\/29\/catequese-do-cardeal-patriarca-no-5-o-domingo-da-quaresma-2\/"},"modified":"2009-03-29T23:47:23","modified_gmt":"2009-03-29T23:47:23","slug":"catequese-do-cardeal-patriarca-no-5-o-domingo-da-quaresma-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/catequese-do-cardeal-patriarca-no-5-o-domingo-da-quaresma-2\/","title":{"rendered":"Catequese do Cardeal-Patriarca no 5.\u00ba Domingo da Quaresma"},"content":{"rendered":"<p>\u00abUma Palavra de Amor\u00bb         <!--more--> Introdu\u00e7\u00e3o \t1. S\u00f3 sentimos verdadeiramente a import\u00e2ncia da Palavra de Deus na nossa vida, quando nos acontece acolh\u00ea-la como Palavra de Amor. E o que \u00e9 verdade para cada um de n\u00f3s, \u00e9-o para a Igreja, para o seu ser e para a sua miss\u00e3o: ser continuamente surpreendida por essa Palavra amorosa que a desafia a ser comunh\u00e3o, a anunciar, com amor, o amor de Deus, a responder-lhe com a vida que se torna louvor. \tS\u00f3 o amor transforma o cora\u00e7\u00e3o do homem. Jo\u00e3o Paulo II, na sua primeira Enc\u00edclica, escreveu: \u201cO homem n\u00e3o pode viver sem amor. Ele permanece para si pr\u00f3prio um ser incompreens\u00edvel e a sua vida \u00e9 destitu\u00edda de sentido, se n\u00e3o lhe for revelado o amor, se ele n\u00e3o se encontra com o amor, se n\u00e3o o experimenta e se o n\u00e3o torna algo de seu, se nele n\u00e3o participa vivamente\u201d (1). \tFomos criados assim: seres que podem amar e precisam de ser amados e que encontram a\u00ed o segredo da sua vida. Criados \u00e0 imagem de Deus, homem e mulher para serem um s\u00f3, em comunh\u00e3o. A aus\u00eancia do amor leva \u00e0 altera\u00e7\u00e3o grave da identidade humana. A reden\u00e7\u00e3o s\u00f3 pode consistir nisso: restituir ao homem a capacidade de amar e de ser amado, de viver com os outros em comunh\u00e3o. E da\u00ed a for\u00e7a transformadora de uma palavra de amor, que nos faz sentir que somos amados e \u00e9 um convite a responder-lhe generosamente. Uma palavra de amor \u00e9 mais transformadora que a palavra dirigida \u00e0 intelig\u00eancia. Esta alimenta o pensamento, conduz na busca da verdade e na interpreta\u00e7\u00e3o da realidade, mas n\u00e3o tem o impacto de uma palavra de amor. Isto constitui a diferen\u00e7a, na compara\u00e7\u00e3o entre a sabedoria b\u00edblica e a sabedoria grega, entre a Palavra (dabar), que sem deixar de iluminar a intelig\u00eancia, transmite a for\u00e7a criadora do amor de Deus, e \u201cvous\u201d, a palavra que conduz a intelig\u00eancia na busca da sabedoria. A \u201cdabar\u201d, o \u201cVerbo\u201d, dirige-se ao cora\u00e7\u00e3o onde se encerra o sentido do homem como ser espiritual. \tQue a Sagrada Escritura \u00e9 a Palavra de Deus e que Deus nos ama s\u00e3o lugares comuns na linguagem crente. Mas ser\u00e1 poss\u00edvel quando escutamos essa Palavra, no momento presente e na circunst\u00e2ncia concreta da nossa vida, escut\u00e1-la como Palavra amorosa, com a for\u00e7a surpreendente e perturbadora de uma Palavra de amor?  \tO Deus amor s\u00f3 pode pronunciar Palavras de amor \t2. A revela\u00e7\u00e3o ensina-nos que Deus \u00e9 mais do que algu\u00e9m que ama: \u201cEle \u00e9 amor\u201d (1Jo. 4,8). A plenitude de Deus \u00e9-nos, assim, revelada como uma infinita voragem de amor. Se Deus fala, a Sua Palavra comunica essa intensidade. Desde toda a eternidade, Deus pronunciou uma \u00fanica Palavra, o Seu Verbo, t\u00e3o eterno como Deus, que nos ser\u00e1 revelado como Seu Filho, no qual Deus se diz totalmente, como amor infinito, desde a eternidade e para a eternidade. Este amor infinito de Deus Pai pelo Seu Filho, ser-nos-\u00e1 revelado como uma terceira pessoa divina, o Esp\u00edrito Santo. Deus \u00e9, pois, um infinito de amor, a perfei\u00e7\u00e3o da comunh\u00e3o entre Pessoas, iguais e distintas. O Seu Verbo eterno, a Sua Palavra \u00e9, antes de mais, uma Palavra de Deus Pai para o Seu Filho, que provoca como resposta uma Palavra do Filho, de ternura filial, para com Deus Pai. Esta Palavra do Pai e do Filho encontram a sua express\u00e3o no Esp\u00edrito Santo. \tO Verbo eterno \u00e9 a \u00fanica Palavra de Deus. S\u00f3 nela Deus se exprime, na intimidade do seu mist\u00e9rio e no seu poder criador. Por essa Palavra, Ele criou todas as coisas, criou o homem para alargar a sua comunh\u00e3o. S\u00f3 por essa Palavra o podia redimir, salvando-o, no gesto m\u00e1ximo de amor desse Filho, em obedi\u00eancia \u00e0 vontade do Pai, que renunciou \u00e0 sua condi\u00e7\u00e3o divina e se fez homem (cf. Fil. 2,6). \tA primeira condi\u00e7\u00e3o para escutar a Sagrada Escritura como uma Palavra de amor de Deus, \u00e9 acreditar e perceber que Jesus Cristo \u00e9 a \u00fanica Palavra que Deus pronunciou, cuja mensagem de amor divino se foi explicitando progressivamente atrav\u00e9s dos Profetas nas pr\u00f3prias palavras humanas de Jesus e tamb\u00e9m nos acontecimentos que manifestaram a solicitude de Deus pelo Seu Povo. Depois de Jesus Cristo, Palavra eterna de Deus, a Igreja percebeu que escutar o Antigo Testamento era escutar as palavras de amor que Deus foi dirigindo \u00e0 humanidade desde o in\u00edcio, express\u00f5es da sua \u00fanica Palavra eterna, Jesus Cristo. Como diz S\u00e3o Jo\u00e3o, desde o princ\u00edpio \u00e9 verdade que aquele que escuta essa Palavra eterna, entra na voragem do amor divino: \u201cNaquele que guarda a Sua palavra, o amor de Deus atingiu verdadeiramente a sua perfei\u00e7\u00e3o\u201d (1Jo. 2,5). \u00c9 por isso que a Eucaristia \u00e9 o momento em que se escuta mais profundamente esse Verbo eterno de Deus, porque a\u00ed nos sentimos verdadeiramente amados, por Deus e pelos irm\u00e3os, e respondemos ao amor, fazendo da nossa vida dom a Deus, aos irm\u00e3os, a todos os homens, a todas as causas do Reino de Deus.  \tA Palavra de Deus escutada como an\u00fancio da salva\u00e7\u00e3o \t3. A solicitude pela salva\u00e7\u00e3o do homem \u00e9 a principal manifesta\u00e7\u00e3o do amor de Deus pela humanidade, que atravessa toda a Sagrada Escritura. A Palavra que anuncia a salva\u00e7\u00e3o \u00e9, necessariamente, uma Palavra de amor. E salvar \u00e9 reconduzir \u00e0 intimidade da comunh\u00e3o. O caminho escolhido \u00e9 a alian\u00e7a, contexto da solicitude e da proximidade de Deus com toda a humanidade, nos dias de No\u00e9, com um Povo escolhido na revela\u00e7\u00e3o a Abra\u00e3o, alian\u00e7a tantas vezes quebrada e sempre renovada por Deus, at\u00e9 \u00e0 sua ratifica\u00e7\u00e3o definitiva, a nova e \u00faltima alian\u00e7a selada no sangue de Jesus Cristo, que volta a exprimir-se como alian\u00e7a com toda a humanidade, de que a Igreja, Corpo de Cristo, ser\u00e1 o sacramento. Salvar \u00e9 libertar de um perigo. E o mais grave perigo que pesava sobre a humanidade, desde a infidelidade de Ad\u00e3o, era o de falhar o amor, falhando, assim, a pr\u00f3pria vida. Ao Povo que quer salvar, Deus envolve-o de solicitude, liberta-o de outros perigos, o que exprime a sua vontade de salvar. As palavras com que anuncia a salva\u00e7\u00e3o s\u00e3o sempre express\u00e3o da Sua Palavra de amor. \tEscutemos algumas dessas palavras de an\u00fancio da salva\u00e7\u00e3o: \u201cOs filhos de Israel gemiam na servid\u00e3o e ergueram at\u00e9 Deus o seu grito de socorro na sua servid\u00e3o. Deus ouviu os seus gemidos, e recordou-se da sua Alian\u00e7a com Abra\u00e3o, Isaac e Jacob. Deus viu os filhos de Israel e conheceu-os\u201d (Ex. 2,23-25). O cora\u00e7\u00e3o de Deus foi tocado pela afli\u00e7\u00e3o do Seu Povo, e diz-lhe atrav\u00e9s de Mois\u00e9s: \u201cN\u00e3o tenhais medo. Permanecei firmes e vede a salva\u00e7\u00e3o que o Senhor far\u00e1 para v\u00f3s hoje (\u2026) O Senhor combater\u00e1 por v\u00f3s e v\u00f3s ficareis tranquilos\u201d (Ex. 14,13-14). \tEsta promessa de salva\u00e7\u00e3o h\u00e1-de repetir-se, atrav\u00e9s de toda a hist\u00f3ria de Israel, Palavra de amor sempre repetida, no realismo e na actualidade das circunst\u00e2ncias, em todos os Profetas, at\u00e9 Jesus Cristo. Isa\u00edas fala em nome de Deus: \u201cSou eu, o que professa a justi\u00e7a, e me revelo grande para salvar\u201d (Is. 63,1). E Deus disse: \u201cverdadeiramente este \u00e9 o Meu Povo, filhos que n\u00e3o me renegar\u00e3o. E foi para eles um salvador. Em todas as suas afli\u00e7\u00f5es, n\u00e3o foi um mensageiro, nem um enviado que os salvou, mas foi Ele em pessoa. Com a sua ternura, livrou-os do perigo\u201d (Is. 63,8-9). \tMas \u00e9 em Jesus Cristo, a encarna\u00e7\u00e3o da \u00fanica Palavra de Deus, que esta urg\u00eancia amorosa da salva\u00e7\u00e3o se manifesta. \u00c9 assim que o Anjo anuncia o Seu nascimento: \u201cAnuncio-vos uma grande alegria, que ser\u00e1 a alegria de todo o Povo: hoje, na cidade de David nasceu para v\u00f3s um Salvador, que \u00e9 o Cristo Senhor\u201d (Lc. 2,11). Jesus sabe que essa \u00e9 a raz\u00e3o de ser da Sua vida, Ele veio procurar e salvar os que estavam perdidos (cf. Lc. 19,10). Ele \u00e9 a manifesta\u00e7\u00e3o do desejo de Deus em salvar: \u201cDeus amou tanto o mundo que entregou o Seu Filho \u00fanico para que todo o homem que acredita n\u2019Ele n\u00e3o pere\u00e7a, mas tenha a vida eterna. Porque Deus n\u00e3o enviou o Seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele. Quem acredita n\u2019Ele n\u00e3o ser\u00e1 condenado\u201d (Jo. 3,15-18). \tA P\u00e1scoa de Jesus \u00e9 a Palavra de Deus decisiva para a salva\u00e7\u00e3o do mundo. Jesus sente a urg\u00eancia, pr\u00f3pria de um grande amor, de ver consumado o Seu dom: \u201cDesejei ardentemente comer esta P\u00e1scoa convosco antes de sofrer\u201d. Ele sabe que a Sua entrega \u00e9 a Palavra decisiva da alian\u00e7a definitiva, \u201cc\u00e1lice da nova Alian\u00e7a no Meu sangue\u201d (Lc. 22,15.20). A salva\u00e7\u00e3o acontece em quem escutar essa Palavra decisiva. Escut\u00e1-la sup\u00f5e a f\u00e9 em Jesus Cristo; \u00e9 pela f\u00e9 que chegamos \u00e0 salva\u00e7\u00e3o.  \tA uma Palavra de amor responde-se com amor \t4. A Palavra de amor, quando \u00e9 escutada, suscita a resposta adequada. Ao amor responde-se com amor. No plano pessoal a resposta de amor exprime-se na f\u00e9 que \u00e9, em si mesma, a primeira experi\u00eancia da caridade. Escutar Jesus Cristo \u00e9 mergulhar n\u2019Ele sem limites, aceitar a mudan\u00e7a que Ele introduz na nossa vida, porque a salva\u00e7\u00e3o come\u00e7a por ser uma experi\u00eancia de vida nova, conduzida pelo Esp\u00edrito. A primeira resposta \u00e0 escuta da Palavra \u00e9 o desejo de convers\u00e3o, predispondo-se o crente a colaborar com a sua vontade, com a gra\u00e7a de Deus de quem se espera a renova\u00e7\u00e3o interior. A convers\u00e3o sup\u00f5e o desejo e vontade pessoais, mas exprime-se na esperan\u00e7a da convers\u00e3o. \tSimult\u00e2neo a este desejo de convers\u00e3o, a escuta da Palavra onde reconhecemos o amor de Deus por n\u00f3s, \u00e9 o louvor de Deus expresso em tudo o que fazemos, e assumido intensamente na ora\u00e7\u00e3o como express\u00e3o de comunh\u00e3o com Ele. Ela \u00e9 o primeiro sinal da convers\u00e3o a acontecer.   \tA palavra da Igreja deve ser uma palavra de amor \t5. J\u00e1 desde o Antigo Testamento se tornou claro que a Palavra de Deus \u00e9 dirigida, antes de mais, ao Seu Povo. Para n\u00f3s crist\u00e3os, ela \u00e9 a Palavra dirigida \u00e0 Igreja, o novo Povo de Deus, a quem Deus revela continuamente o Seu amor na Pessoa de Jesus Cristo, a \u00fanica Palavra de Deus. Cristo ama a Igreja como um esposo ama a esposa. A Igreja \u00e9, na profundidade do seu mist\u00e9rio, fruto do amor de Deus, actual, activo, transformador e criador, expresso continuamente no dom do Esp\u00edrito Santo. \tCristo deu \u00e0 Sua Igreja o privil\u00e9gio inaudito de falar em seu nome, quer quando proclama o Seu Evangelho, quer quando fala para orienta\u00e7\u00e3o dos fi\u00e9is em cada tempo e em todas as circunst\u00e2ncias. E isso exige que tamb\u00e9m a palavra da Igreja seja uma palavra de amor. \u00c9 esta exig\u00eancia que garante a autenticidade da palavra da Igreja e, em \u00faltima an\u00e1lise, a julga. A palavra da Igreja deve levar aqueles que a escutam a sentirem-se amados por Deus. \tEsta exig\u00eancia exprime-se, antes de mais, na evangeliza\u00e7\u00e3o. Anunciar Jesus Cristo e o Seu Evangelho \u00e9 manifesta\u00e7\u00e3o de amor a Ele e aos homens, porque acreditamos que o an\u00fancio do Evangelho \u00e9 bom para eles, lhes abre um horizonte de vida novo. Evangelizar \u00e9 uma urg\u00eancia de amor. \t\u00c9 tamb\u00e9m por isso que o dinamismo que une os crist\u00e3os \u00e9 a caridade, \u00e9 o mandamento novo: amai-vos uns aos outros como Eu vos amei. A verdade da Igreja passa por a\u00ed; \u00e9 assim que ela \u00e9 fiel ao Esp\u00edrito Santo. Esta caridade fraterna exprime-se na imensa variedade de situa\u00e7\u00f5es da vida das pessoas e das comunidades: o acolhimento, o aconselhamento, a partilha de bens, a aten\u00e7\u00e3o ao sofrimento e \u00e0 solid\u00e3o. \u00c9 o vasto mundo da caridade, em que a caridade da Igreja se exprime tamb\u00e9m em atitudes e que faz com que todos se sintam amados por Deus.  \t6. Uma concretiza\u00e7\u00e3o desta exig\u00eancia da palavra da Igreja ser sempre palavra de amor \u00e9 a proclama\u00e7\u00e3o e a defesa da verdade, porque em Deus a verdade e o amor coincidem. Se n\u00f3s fossemos capazes de comunicar esta certeza de que a nossa defesa intransigente da verdade, que recebemos da Palavra de Deus \u00e9 uma exig\u00eancia de amor, n\u00e3o entrar\u00edamos na pol\u00e9mica do simples confronto de ideias ou das diversas compreens\u00f5es poss\u00edveis da vida. A Igreja n\u00e3o comunica uma teoria, mas a verdade em que acredita e que recebeu de Jesus Cristo. Fiel \u00e0 Palavra de Deus e \u00e0 Tradi\u00e7\u00e3o que recebeu dos Ap\u00f3stolos, a Igreja n\u00e3o tem autoridade para adaptar a verdade ao sabor das mudan\u00e7as do tempo e das circunst\u00e2ncias. Pensar que \u00e9 amor por pessoas concretas em circunst\u00e2ncias precisas, alterar ou relativizar a Verdade, \u00e9 ser infiel \u00e0 sua miss\u00e3o. A Igreja sabe que \u00e9 chamada a sofrer pela verdade. \tVerdade e amor exprimiu-os Deus numa s\u00f3 Palavra de amor, o Verbo eterno de Deus que n\u00f3s reconhecemos em Jesus Cristo. S\u00f3 n\u2019Ele podemos reconhecer o rosto da Palavra.   S\u00e9 Patriarcal, 29 de Mar\u00e7o de 2009   <i>\u2020JOS\u00c9, Cardeal-Patriarca<\/i> NOTA: 1 &#8211; Redemptor Hominis, n\u00ba 10 <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00abUma Palavra de Amor\u00bb<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[295,127,168,237,275,91],"class_list":["post-37900","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-biblia","tag-catequese","tag-diocese-da-guarda","tag-joao-paulo-ii","tag-pascoa","tag-quaresma"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37900","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=37900"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37900\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=37900"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=37900"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=37900"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}