{"id":378854,"date":"2025-06-04T11:43:27","date_gmt":"2025-06-04T10:43:27","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=378854"},"modified":"2025-06-09T14:43:59","modified_gmt":"2025-06-09T13:43:59","slug":"os-martires-de-hoje","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/os-martires-de-hoje\/","title":{"rendered":"Os m\u00e1rtires de hoje"},"content":{"rendered":"<p><em>Funda\u00e7\u00e3o AIS promove exposi\u00e7\u00e3o \u201cLiberdade Garantida\u201d em Viseu<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/liberdade-garantida-viseu.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-378858 size-large\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/liberdade-garantida-viseu-1024x683.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"683\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/liberdade-garantida-viseu-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/liberdade-garantida-viseu-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/liberdade-garantida-viseu-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/liberdade-garantida-viseu-391x260.jpg 391w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/liberdade-garantida-viseu.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><\/p>\n<p><em>Depois de Santar\u00e9m, chegou a vez de Viseu acolher a exposi\u00e7\u00e3o \u201cLiberdade Garantida\u201d, do artista pl\u00e1stico Miguel Cardoso, sobre o sofrimento de milh\u00f5es de pessoas que s\u00e3o v\u00edtimas de persegui\u00e7\u00e3o religiosa. O Bispo de Viseu, D. Ant\u00f3nio Luciano, sublinhou, na cerim\u00f3nia de inaugura\u00e7\u00e3o, s\u00e1bado, dia 17, que \u201cos m\u00e1rtires de hoje s\u00e3o her\u00f3is, s\u00e3o exemplo\u201d para todos. A exposi\u00e7\u00e3o, apoiada pela Funda\u00e7\u00e3o AIS, vai estar patente ao p\u00fablico at\u00e9 Fevereiro do pr\u00f3ximo ano.<\/em><\/p>\n<p>A exposi\u00e7\u00e3o \u201cLiberdade Garantida\u201d, do artista pl\u00e1stico Miguel Cardoso, que retrata hist\u00f3rias concretas de homens, mulheres e crian\u00e7as v\u00edtimas de persegui\u00e7\u00e3o religiosa nos dias de hoje, foi inaugurada no s\u00e1bado, dia 17 de Maio, no Museu de Arte Sacra, na Catedral de Viseu, depois de um ano de exibi\u00e7\u00e3o no Museu Diocesano de Santar\u00e9m. A cerim\u00f3nia de inaugura\u00e7\u00e3o, no \u00e2mbito do Dia Internacional dos Museus, contou com a presen\u00e7a do Bispo, da coordenadora do Departamento dos Bens Culturais da Diocese de Viseu, da vereadora da cultura e da directora do secretariado nacional da Funda\u00e7\u00e3o AIS. O Bispo de Viseu, D. Ant\u00f3nio Luciano, que saudou o trabalho realizado pela Ajuda \u00e0 Igreja que Sofre a n\u00edvel mundial, sublinhou a import\u00e2ncia de a exposi\u00e7\u00e3o obrigar o visitante a reflectir sobre \u201co valor da liberdade\u201d e a necessidade de a divulgar, de a promover, de a ensinar e de a testemunhar. A exposi\u00e7\u00e3o apresenta 10 instala\u00e7\u00f5es que transportam o visitante para a realidade cruel de milh\u00f5es de pessoas v\u00edtimas de viol\u00eancia, pessoas que s\u00e3o perseguidas por causa da sua f\u00e9, homens, mulheres e crian\u00e7as em sofrimento e tantas e tantas vezes sem que o mundo sequer d\u00ea conta disso, sem que o mundo se comova com isso. A primeira das instala\u00e7\u00f5es, logo no in\u00edcio da exposi\u00e7\u00e3o, \u00e9 uma r\u00e9plica do Sud\u00e1rio de Turim com a imagem do menino s\u00edrio Alan Kurdi, de dois anos de idade, que morreu afogado numa praia da Turquia em Setembro de 2015. Esta trag\u00e9dia aconteceu h\u00e1 quase dez anos.<\/p>\n<h4>M\u00e1rtires, semente de crist\u00e3os<\/h4>\n<p>A exposi\u00e7\u00e3o est\u00e1 cheia de hist\u00f3rias assim, remete-nos para um quotidiano que tamb\u00e9m \u00e9 o nosso, enquanto cidad\u00e3os do mundo, e nos inquieta. Afinal, s\u00e3o hist\u00f3rias que est\u00e3o a acontecer quase todos os dias. Um bote de borracha, id\u00eantico aos barcos prec\u00e1rios que sulcam o Mediterr\u00e2neo e que o transformaram num cemit\u00e9rio, est\u00e1 l\u00e1, ao lado das pe\u00e7as do Tesouro da Catedral, para nos abalar a consci\u00eancia. Uma pequena cruz, em azulejo, com rostos de alguns dos m\u00e1rtires da Igreja, pessoas que foram mortas, que foram assassinadas nos \u00faltimos anos, \u00e9 outra das pe\u00e7as que esteve patente ao p\u00fablico em Santar\u00e9m e que agora faz parte tamb\u00e9m da exposi\u00e7\u00e3o em Viseu. S\u00e3o, neste caso, 25 rostos de m\u00e1rtires da Igreja, m\u00e1rtires que D. Ant\u00f3nio Luciano referiu como her\u00f3is. \u201cEsta gente, em nome da liberdade religiosa, tem de fugir do seu pa\u00eds, e \u00e9 morta, \u00e9 perseguida. S\u00e3o realmente os m\u00e1rtires de hoje e s\u00e3o para n\u00f3s her\u00f3is, s\u00e3o exemplo. E n\u00f3s sabemos que na Igreja primitiva houve muitos m\u00e1rtires que deram semente de crist\u00e3os, mas hoje tamb\u00e9m h\u00e1 muitos m\u00e1rtires em nome da f\u00e9\u201d, afirmou. A exposi\u00e7\u00e3o \u201cLiberdade Garantida\u201d nasceu em Abril de 2025, em Santar\u00e9m, no contexto das comemora\u00e7\u00f5es dos 50 anos da revolu\u00e7\u00e3o. E, tal como aconteceu em Santar\u00e9m, tamb\u00e9m agora, em Viseu, as pe\u00e7as s\u00e3o apresentadas ao p\u00fablico como se estivessem em di\u00e1logo com as que j\u00e1 faziam parte do esp\u00f3lio permanente do museu de arte sacra da diocese. Esse di\u00e1logo \u201c\u00e9 mesmo a chave de leitura\u201d, diz o autor, para a compreens\u00e3o das hist\u00f3rias, dos dramas humanos que se escondem em cada instala\u00e7\u00e3o. \u201cN\u00e3o quis que esta fosse uma exposi\u00e7\u00e3o bonita, e o facto de estar integrada num museu de arte sacra, com a sua iconografia pr\u00f3pria, \u00e9 um desafio. O objectivo \u2013 explicou o artista pl\u00e1stico Miguel Cardoso \u2013, \u00e9 que isto nos desperte para uma realidade que, infelizmente, n\u00e3o se vai resolver t\u00e3o depressa.\u201d<\/p>\n<h4>Hist\u00f3rias de falta de amor<\/h4>\n<p>De facto, o drama da persegui\u00e7\u00e3o religiosa, associado a guerras, a surtos de viol\u00eancia regional, a organiza\u00e7\u00f5es terroristas, n\u00e3o tem dado sinais de abrandar. Pelo contr\u00e1rio. Os relat\u00f3rios produzidos pela Funda\u00e7\u00e3o AIS atestam-no. Por isso, os visitantes s\u00e3o interpelados desde o primeiro instante da exposi\u00e7\u00e3o. Tudo por ali fala em pessoas concretas, em homens, mulheres e crian\u00e7as reais, com nome, identidade. E mesmo que n\u00e3o saibamos como se chamam, sabemos de alguma forma a trag\u00e9dia que lhes aconteceu. E dificilmente se fica indiferente a isso. Esta \u00e9 uma exposi\u00e7\u00e3o para se ver, mas tamb\u00e9m para meditar, para rezar. Na breve cerim\u00f3nia de inaugura\u00e7\u00e3o, a coordenadora do Departamento dos Bens Culturais da Diocese de Viseu lembrou que o Museu acolhe pe\u00e7as not\u00e1veis de\u00a0Arte Sacra\u00a0e alfaias religiosas, algumas que remontam ao s\u00e9culo XII, e algumas dessas pe\u00e7as \u201cfalam daquilo que foi a falta de amor no tempo em que Jesus viveu, mas esta exposi\u00e7\u00e3o fala-nos da falta amor sobre aqueles que s\u00e3o perseguidos a n\u00edvel mundial nos dias de hoje\u201d. \u201cA verdade \u00e9 que os m\u00e1rtires continuam e muitos s\u00e3o rostos an\u00f3nimos\u201d, disse ainda F\u00e1tima Eus\u00e9bio, concluindo que \u201cesta exposi\u00e7\u00e3o deve abalar consci\u00eancias, deve questionar-nos\u201d. A respons\u00e1vel deixou ainda a ideia de que outras dioceses portuguesas devem tamb\u00e9m acolher este trabalho de Miguel Cardoso. \u201cEsta exposi\u00e7\u00e3o deve ser itinerante e gostava muito que depois de Viseu fosse para outras zonas do pa\u00eds, e disponibilizo o Secretariado Nacional dos Meios Culturais da Igreja para ajudar a passar essa mensagem \u00e0s v\u00e1rias dioceses. Deixo aqui este desafio \u00e0 Funda\u00e7\u00e3o AIS\u201d, disse, a terminar a sua interven\u00e7\u00e3o, repto que foi prontamente acolhido pela directora do secretariado nacional da Funda\u00e7\u00e3o AIS, ali presente.<\/p>\n<h4>Crist\u00e3 presa dois anos num contentor<\/h4>\n<p>Catarina Martins de Bettencourt sublinhou, de facto, que ser\u00e1 importante levar a exposi\u00e7\u00e3o \u201cLiberdade Garantida\u201d a outras dioceses, pois \u00e9 necess\u00e1rio \u201calertar as pessoas, inform\u00e1-las, para que todos possam saber o que se passa em tantos e tantos lugares do mundo\u201d. A respons\u00e1vel pela Funda\u00e7\u00e3o AIS em Portugal deixou ainda o convite, \u00e0s cerca de quatro dezenas de pessoas que assistiram \u00e0 inaugura\u00e7\u00e3o da exposi\u00e7\u00e3o, para visitarem diariamente a p\u00e1gina da institui\u00e7\u00e3o na Internet, \u201cpois l\u00e1 temos todos os dias informa\u00e7\u00f5es, not\u00edcias sobre a Igreja que sofre no mundo, mas tamb\u00e9m os relat\u00f3rios que vamos produzindo sobre os 196 pa\u00edses do mundo, e o que analisamos sobre esta tem\u00e1tica da liberdade religiosa\u201d. \u201c\u00c9 muito importante sabermos o que se passa\u201d, acrescentou Catarina Bettencourt. O nome da exposi\u00e7\u00e3o, \u201cLiberdade Garantida\u201d, foi inspirado na hist\u00f3ria concreta de uma mulher crist\u00e3 da Eritreia que esteve presa durante dois anos. Pior do que ter estado presa, esteve fechada durante esses 24 meses num contentor met\u00e1lico. \u201cQuando foi libertada, explicou Miguel Carloso, ela escreveu um livro para contar o que lhe aconteceu e para alertar as novas gera\u00e7\u00f5es. E termina o livro dizendo: nunca tomem a vossa liberdade por garantida. Ela esteve presa dois anos num contentor por uma coisa \u2018terr\u00edvel\u2019, que foi andar a cantar c\u00e2nticos religiosos e a distribuir B\u00edblias. Por muito que nos espante, uma das raz\u00f5es por que mais pessoas s\u00e3o presas e perseguidas, \u00e9 por andarem a cantar c\u00e2nticos e a distribuir B\u00edblias, ou a rezar o Ter\u00e7o\u201d, disse Miguel Cardoso. \u201cN\u00e3o \u00e9 por andarem a fazer atentados ou manifesta\u00e7\u00f5es\u201d, concluiu. A exposi\u00e7\u00e3o \u201cLiberdade Garantida\u201d, apoiada pela Funda\u00e7\u00e3o AIS, vai estar patente ao p\u00fablico em Viseu at\u00e9 dia 18 de Fevereiro do pr\u00f3ximo ano.<\/p>\n<p><em>Paulo Aido<\/em><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10pt;\"><em>(Os artigos de opini\u00e3o publicados na sec\u00e7\u00e3o \u2018Opini\u00e3o\u2019 e \u2018Rubricas\u2019 do portal da Ag\u00eancia Ecclesia s\u00e3o da responsabilidade de quem os assina e vinculam apenas os seus autores.)<\/em><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Funda\u00e7\u00e3o AIS promove exposi\u00e7\u00e3o \u201cLiberdade Garantida\u201d em Viseu<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":187728,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"default","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"set","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[75],"tags":[],"class_list":["post-378854","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao-rubricas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/378854","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=378854"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/378854\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/187728"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=378854"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=378854"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=378854"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}