{"id":378582,"date":"2025-06-01T18:01:41","date_gmt":"2025-06-01T17:01:41","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=378582"},"modified":"2025-06-09T14:46:01","modified_gmt":"2025-06-09T13:46:01","slug":"turismo-sustentavel-e-integracao-humana-compromisso-urgente-para-a-paz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/turismo-sustentavel-e-integracao-humana-compromisso-urgente-para-a-paz\/","title":{"rendered":"Turismo Sustent\u00e1vel e Integra\u00e7\u00e3o Humana: Compromisso Urgente para a Paz!"},"content":{"rendered":"<p><em>Padre Miguel Lopes Neto, Diocese do Algarve, membro RedAlfamed e Universidade de Huelva<\/em><!--more--><\/p>\n<figure id=\"attachment_329388\" aria-describedby=\"caption-attachment-329388\" style=\"width: 382px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/miguel-neto-mc-2024.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-329388\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/miguel-neto-mc-2024-382x260.jpg\" alt=\"\" width=\"382\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/miguel-neto-mc-2024-382x260.jpg 382w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/miguel-neto-mc-2024-1024x698.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/miguel-neto-mc-2024-768x523.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/miguel-neto-mc-2024-474x324.jpg 474w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/miguel-neto-mc-2024.jpg 1500w\" sizes=\"(max-width: 382px) 100vw, 382px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-329388\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Ag\u00eancia ECCLESIA\/MC<\/figcaption><\/figure>\n<p>O turismo \u00e9 uma atividade profundamente humana, capaz de transformar olhares, ampliar horizontes e promover encontros enriquecedores entre diferentes culturas. Contudo, esta pr\u00e1tica t\u00e3o vital para a economia global e para a intera\u00e7\u00e3o humana enfrenta hoje desafios que exigem uma resposta urgente e consciente: a sustentabilidade e o respeito pela dignidade de todos os que nela trabalham, especialmente os estrangeiros que fazem do turismo o seu meio de subsist\u00eancia.<\/p>\n<p>No contexto da celebra\u00e7\u00e3o do 46.\u00ba Dia Mundial do Turismo, sob o tema &#8220;Turismo e Transforma\u00e7\u00e3o Sustent\u00e1vel&#8221;, \u00e9 oportuno sublinhar a mensagem recente, que destaca a responsabilidade pessoal e coletiva em rela\u00e7\u00e3o ao ambiente e \u00e0 justi\u00e7a social. Como bem expresso na referida mensagem, o turismo n\u00e3o pode mais ser encarado apenas como uma fonte inesgot\u00e1vel de lucros r\u00e1pidos. \u00c9 imperativo compreender que o nosso planeta \u00e9 uma &#8220;casa comum&#8221;, cuja prote\u00e7\u00e3o e cuidado n\u00e3o podem ser delegados a poucos. Esta responsabilidade pertence a todos: turistas, operadores tur\u00edsticos e comunidades locais.<\/p>\n<p>O turismo sustent\u00e1vel n\u00e3o \u00e9 mais uma op\u00e7\u00e3o, como, ali\u00e1s, a Pastoral do Turismo Nacional tem vindo a sublinhar, nomeadamente no livro <em>Caminhos e Destinos da Pastoral do Turismo &#8211; LAUDATO SI\u2019<\/em> (Costa et al, 2024)<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><strong>[1]<\/strong><\/a>, mas uma condi\u00e7\u00e3o essencial para o futuro do setor. Cada viagem envolve recursos naturais, que s\u00e3o preciosos e limitados. A \u00e1gua, o ar limpo, a biodiversidade e a integridade cultural dos destinos visitados s\u00e3o bens que merecem respeito e prote\u00e7\u00e3o constantes. \u00c9 necess\u00e1rio, portanto, despertar nos turistas e operadores tur\u00edsticos uma consci\u00eancia profunda sobre o impacto das suas a\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>A reflex\u00e3o proposta na mensagem destaca o exemplo concreto da \u00e1gua, um recurso essencial que exige pr\u00e1ticas respons\u00e1veis no seu uso di\u00e1rio, especialmente em locais tur\u00edsticos, onde o consumo \u00e9 intenso. A sustentabilidade no turismo deve envolver, al\u00e9m disso, pr\u00e1ticas que reduzam a polui\u00e7\u00e3o, promovam transportes menos nocivos e garantam o uso racional dos recursos locais. N\u00e3o se trata apenas de proteger o ambiente, mas sim, de assegurar que as gera\u00e7\u00f5es atuais e futuras possam continuar a desfrutar da beleza natural e cultural do nosso mundo.<\/p>\n<p>A sustentabilidade n\u00e3o se limita ao ambiente; inclui, tamb\u00e9m, a dimens\u00e3o humana (Lopes-Neto at al.,2023, pp. 7-24)<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\"><strong>[2]<\/strong><\/a> , identificada, tamb\u00e9m, por institui\u00e7\u00f5es de n\u00edvel mundial, como a Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas, \u201cnomeadamente quando, na sua proposta da Agenda 2030, aponta os v\u00e1rios Objetivos de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel (ODS), objetivos esses, que, centrados na quest\u00e3o da sustentabilidade\u201d, nos remetem para \u201ca promo\u00e7\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o\/forma\u00e7\u00e3o, para o respeito pelo outro, pela justi\u00e7a e igualdade , por exemplo, na defini\u00e7\u00e3o de sal\u00e1rios e, ainda, para o respeito pela diversidade cultural, religiosa, patrimonial, como forma de garantir atratividade, melhoria de condi\u00e7\u00f5es de vida e, sobretudo, o tal equil\u00edbrio e respeito que tornar\u00e1 qualquer atividade mais integralmente ecol\u00f3gica\u201d. Do mesmo modo, a Comiss\u00e3o Europeia e o Green Deal, t\u00eam tra\u00e7ado um caminho que procurar atingir a neutralidade clim\u00e1tica da Uni\u00e3o Europeia at\u00e9 2050 (C\u00f4rtes-Moreira, 2023, p. 196)<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\"><strong>[3]<\/strong><\/a>.<\/p>\n<p>O crescimento do turismo frequentemente gera uma procura elevada por m\u00e3o de obra, muitas vezes preenchida por estrangeiros que buscam melhores condi\u00e7\u00f5es de vida longe das suas terras de origem. Estas pessoas, essenciais \u00e0 din\u00e2mica tur\u00edstica, t\u00eam frequentemente sido v\u00edtimas de precariedade laboral, baixos sal\u00e1rios e condi\u00e7\u00f5es indignas de trabalho.<\/p>\n<p>A mensagem do Dia Mundial do Turismo lembra-nos que &#8220;o justo sal\u00e1rio \u00e9 o fruto leg\u00edtimo do trabalho&#8221;. A dignidade humana deve prevalecer sobre a procura desenfreada pelo lucro. \u00c9 fundamental que as empresas e operadores tur\u00edsticos assegurem condi\u00e7\u00f5es laborais justas e dignas, promovendo a integra\u00e7\u00e3o real e a valoriza\u00e7\u00e3o humana de todos os trabalhadores, especialmente daqueles que vivem longe da sua terra natal. A justi\u00e7a social \u00e9 um pilar essencial do desenvolvimento sustent\u00e1vel.<\/p>\n<p>Al\u00e9m das dimens\u00f5es ambiental e social, o turismo sustent\u00e1vel implica, ainda, uma dimens\u00e3o espiritual e cultural. As viagens permitem encontros profundos, intera\u00e7\u00f5es culturais e interpessoais que promovem o respeito m\u00fatuo, a solidariedade e o crescimento espiritual. Neste contexto, lugares sagrados, como Santu\u00e1rios, desempenham um papel crucial. Acolher turistas e peregrinos com respeito pela sua integridade espiritual e humana \u00e9 t\u00e3o importante quanto preservar os recursos naturais.<\/p>\n<p>A Igreja, enquanto agente ativo neste campo, tem uma responsabilidade especial. As comunidades eclesiais e os respons\u00e1veis pelos Santu\u00e1rios t\u00eam o dever de contribuir para que estes locais permane\u00e7am espa\u00e7os aut\u00eanticos de espiritualidade, paz e reflex\u00e3o.<\/p>\n<p>O IX Congresso Mundial da Pastoral do Turismo, previsto para outubro deste ano em Roma, ser\u00e1 certamente uma ocasi\u00e3o valiosa para aprofundar estas quest\u00f5es e refor\u00e7ar os compromissos da Igreja nesta \u00e1rea.<\/p>\n<p>O turismo sustent\u00e1vel e justo n\u00e3o \u00e9 apenas um ideal; \u00e9 uma necessidade urgente, que pede o empenho sincero e cont\u00ednuo de todos n\u00f3s. Precisamos de turistas conscientes, operadores tur\u00edsticos respons\u00e1veis, trabalhadores valorizados e comunidades acolhedoras. S\u00f3 assim ser\u00e1 poss\u00edvel um futuro em que o turismo continue a ser fonte de crescimento pessoal, social e espiritual, respeitando sempre a dignidade humana e o ambiente que nos acolhe.<\/p>\n<p>Neste in\u00edcio da \u00e9poca balnear, que possamos assumir este compromisso com coragem e responsabilidade, reconhecendo que o turismo, quando praticado de forma sustent\u00e1vel e justa, \u00e9 um instrumento poderoso de transforma\u00e7\u00e3o positiva, integra\u00e7\u00e3o humana e promo\u00e7\u00e3o da paz global.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\"><strong>[1]<\/strong><\/a> Costa, C., Franca, M., Lopes-Neto, M. &amp; C\u00f4rtes-Moreira, S. (coord.); Fernandes, A., Santos, J., Pimenta, J. e Theot\u00f3nio, J. (colab.) (2024). <em>Caminhos e Destinos da Pastoral do Turismo &#8211; LAUDATO SI\u2019<\/em>. PTP\/CEP. <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.13140\/RG.2.2.20993.63842\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/doi.org\/10.13140\/RG.2.2.20993.63842<\/a><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\"><strong>[2]<\/strong><\/a> Lopes Neto, M., Franca, M. &amp; Cortes Moreira, S. (2023). Una Pastoral del Turismo Laudato Si: renovar el valor de las personas y de la casa com\u00fan. <em>Revista Aragonesa de Teologia<\/em>, A\u00f1o XXIX &#8211; N\u00ba 58 &#8211; 2023 \/ julio &#8211; diciembre, p\u00e1gs. 7-24. Centro Regional de Estudios Teol\u00f3gicos de Arag\u00f3n. <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.59853\/RAT\u00a058-2023-0106\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/doi.org\/10.59853\/RAT\u00a058-2023-0106<\/a><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\"><strong>[3]<\/strong><\/a> C\u00f4rtes-Moreira, S.; Franca, M.; Lopes-Neto, M; Costa, C.; Fandos-Igado, M. (2023) O turismo religioso e a promo\u00e7\u00e3o\u00a0\u00a0 do patrim\u00f3nio cultural &#8211; a pastoral do turismo \u2013 Portugal como estudo\u00a0\u00a0\u00a0 de caso. Magalh\u00e3es, F., Franca, M., Po\u00e7as Santos, M.G., Vieira, R. &amp; Ferreira, B. (coord.). Religiosidade e Patrim\u00f3nio Cultural. Escola Superior de Educa\u00e7\u00e3o e Ci\u00eancias Sociais \u2013 Instituto Polit\u00e9cnico de Leiria. ISBN: 978-989-35257-0-8.\u00a0 <a href=\"https:\/\/www.ipleiria.pt\/esecs\/investigacao\/edicoes\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.ipleiria.pt\/esecs\/investigacao\/edicoes\/<\/a> <\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10pt;\"><em>(Os artigos de opini\u00e3o publicados na sec\u00e7\u00e3o \u2018Opini\u00e3o\u2019 e \u2018Rubricas\u2019 do portal da Ag\u00eancia Ecclesia s\u00e3o da responsabilidade de quem os assina e vinculam apenas os seus autores.)<\/em><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Padre Miguel Lopes Neto, Diocese do Algarve, membro RedAlfamed e Universidade de Huelva<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":329388,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"default","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"set","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[],"class_list":["post-378582","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/378582","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=378582"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/378582\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/329388"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=378582"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=378582"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=378582"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}