{"id":3782,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/o-amor-nao-se-aprende-de-uma-vez-so\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"o-amor-nao-se-aprende-de-uma-vez-so","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/o-amor-nao-se-aprende-de-uma-vez-so\/","title":{"rendered":"O amor n\u00e3o se aprende de uma vez s\u00f3"},"content":{"rendered":"<p>Mensagem de Natal de D. Ant\u00f3nio Marcelino, Bispo de Aveiro <!--more--> Louvado sejas, Senhor, pelo Teu presente neste Natal! O verdadeiro presente \u00e9s sempre e s\u00f3 Tu, bem sei.  \u00c0s vezes parece que preferimos brinquedos. E Tu aceitas essa nossa troca infantil e vais pondo o Teu rosto nos presentes dos amigos, dos familiares e at\u00e9 nas coisas que lhes juntas para nos ires moldando o cora\u00e7\u00e3o ao Teu jeito. Por isso, tudo quanto vem de Ti \u00e9 gra\u00e7a. Desta vez, o presente que me tocou foi poder partilhar mais sensivelmente conTigo do Teu amor para com todos os que sofrem. N\u00e3o me queixo de ningu\u00e9m. Estou feliz por n\u00e3o ter tornado mais doloroso o Natal de algu\u00e9m.  No momento pr\u00f3prio, sabe-se l\u00e1 porqu\u00ea, a Tua m\u00e3o me sustentou, o Teu bra\u00e7o me protegeu, o Teu cora\u00e7\u00e3o se voltou ainda mais para o meu lado.  E assim, tomei  consci\u00eancia de um presente carregado de gra\u00e7a. Nova e de sempre. Gra\u00e7a para retomar consci\u00eancia da minha radical depend\u00eancia e da necessidade que todos temos uns dos outros. \u00c9 como que um retornar aos bra\u00e7os quentes e fortes da m\u00e3e&#8230; Gra\u00e7a para aprofundar o sentido e a riqueza misteriosa da dor, quando a ilumina o dom da f\u00e9 e ela se junta \u00e0 Tua dor redentora&#8230; Gra\u00e7a para experimentar de novo que o mais \u00fatil e determinante na vida \u00e9 sempre e s\u00f3 o amor&#8230; O que cada dia \u00e9 \u00fatil e indispens\u00e1vel, vai ficando arrumado no parque das inutilidades e das esperan\u00e7as a prazo. \u00c9 bom sentir que n\u00e3o h\u00e1 parque definitivo para o cora\u00e7\u00e3o que decide fazer do amor a lei da sua vida e permanece vivo e capaz de ultrapassar os limites do tempo, da sa\u00fade,  do fracasso, da incompreens\u00e3o dos outros e at\u00e9 da culpa pr\u00f3pria. O amor n\u00e3o se aprende de uma vez por todas. Ele enriquece-se ao longo da vida. E quem o esquece perde a alegria de viver e de ajudar outros a que sejam felizes na vida. Neste Natal de 2003, Senhor, \u00e9s mais uma vez a for\u00e7a renovadora do amor que n\u00e3o morre nem est\u00e1 dependente daqueles que a acolhem e nos foi transmitida por tantos que nos ajudaram e cuidaram de n\u00f3s. Um Natal especialmente vivido com os doentes, com  os mais pobres e seus familiares. Com aqueles que os tratam sem regatear generosidade e esfor\u00e7o. E tamb\u00e9m com os menos amados de qualquer amor, com  as fam\u00edlias que n\u00e3o t\u00eam quem cuide delas e com aqueles que n\u00e3o t\u00eam fam\u00edlia, nem de sangue nem de f\u00e9. Um Santo Natal de amor e de gra\u00e7a para todos.  A grandeza do Natal de Cristo est\u00e1 na certeza da gra\u00e7a que ele comporta para todos, crentes e n\u00e3o crentes.  No Filho de Deus, todos somos amados de Deus!   Ant\u00f3nio Marcelino, Bispo de Aveiro <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mensagem de Natal de D. 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