{"id":37749,"date":"2009-03-22T20:56:19","date_gmt":"2009-03-22T20:56:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/03\/22\/catequese-do-cardeal-patriarca-no-4-o-domingo-da-quaresma-2\/"},"modified":"2009-03-22T20:56:19","modified_gmt":"2009-03-22T20:56:19","slug":"catequese-do-cardeal-patriarca-no-4-o-domingo-da-quaresma-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/catequese-do-cardeal-patriarca-no-4-o-domingo-da-quaresma-2\/","title":{"rendered":"Catequese do Cardeal-Patriarca no 4.\u00ba Domingo da Quaresma"},"content":{"rendered":"<p>\u00abA Palavra e a Vida\u00bb <!--more--> Introdu\u00e7\u00e3o \t1. Neste conjunto de catequeses sobre a Palavra de Deus, \u00e9 inevit\u00e1vel aprofundar a rela\u00e7\u00e3o da Palavra de Deus com a vida. \tEste \u00e9 um tema importante na nossa sociedade contempor\u00e2nea. Passa por a\u00ed a orienta\u00e7\u00e3o \u00e9tica do nosso viver em conjunto e os valores que inspiram a nossa sociedade. A sua grandeza ou fragilidade giram \u00e0 volta de uma cultura da vida, que \u00e9 o pano de fundo e a compreens\u00e3o envolvente de decis\u00f5es sectoriais, ao n\u00edvel pol\u00edtico e legislativo, no campo do Direito, e das op\u00e7\u00f5es da liberdade individual, dom\u00ednio da \u00e9tica e da moral. \tA compreens\u00e3o da vida que domina o nosso ambiente cultural est\u00e1 cheia de contradi\u00e7\u00f5es: se por um lado a ci\u00eancia lhe desdobra continuamente o horizonte maravilhoso, tanto na descoberta e compreens\u00e3o da biodiversidade, como no conhecimento da complexa maravilha do ser humano, por outro permite agress\u00f5es destruidoras nessa biodiversidade, e legaliza destrui\u00e7\u00f5es da vida humana, tanto no seu in\u00edcio no seio materno, como na fase terminal da exist\u00eancia terrena. Proclamam-se, solenemente, os direitos do homem e a sua dignidade, mas pactua-se, tolera-se ou promove-se mesmo a viola\u00e7\u00e3o cont\u00ednua desses direitos. N\u00e3o se \u00e9 capaz de integrar harmonicamente na compreens\u00e3o da vida, a sua grandeza e a sua precariedade e o sofrimento aparece incompat\u00edvel com uma certa compreens\u00e3o da felicidade. Embora sabendo que o homem \u00e9 mat\u00e9ria e esp\u00edrito, n\u00e3o se introduz na compreens\u00e3o da vida as suas insond\u00e1veis potencialidades, contidas como semente, como pot\u00eancia, no mais \u00edntimo do mist\u00e9rio do homem, que nos abrem para os horizontes do esp\u00edrito, para a beleza, para a generosidade do amor, para a f\u00e9 em Deus vivo e fonte da vida, para a plenitude da vida. \tPara n\u00f3s crist\u00e3os esta vis\u00e3o cultural \u00e9 indeslig\u00e1vel da Palavra de Deus, que nos revela e nos comunica a vida, que nos convida a enquadrar a nossa exist\u00eancia presente no horizonte alargado da sua plenitude e da sua verdade definitiva. S\u00f3 assim poderemos influenciar uma cultura da vida comum a toda a sociedade.  \tO Deus vivo \u00e9 a fonte da vida \t2. O primeiro dado que a experi\u00eancia nos comunica \u00e9 que a vida tem uma fonte. S\u00f3 um ser vivo comunica a vida. Esta recebe-se sempre de algu\u00e9m que a comunica, que a partilha. Ningu\u00e9m vive a partir de si mesmo e s\u00f3 para si mesmo. E a natureza tamb\u00e9m nos ensina que o processo dessa comunica\u00e7\u00e3o \u00e9 a mais bela e intensa express\u00e3o da pr\u00f3pria vida. \tA primeira verdade que a Palavra nos transmite \u00e9 que Deus \u00e9 a origem da vida: Ele \u00e9 vivo e \u00e9 a fonte da vida. Isto diz-nos que acreditar em Deus e viver rela\u00e7\u00e3o confiante com Ele \u00e9 elemento decisivo para a sua compreens\u00e3o. Se s\u00f3 um ser vivo transmite a vida, s\u00f3 Deus resolve o enigma fundamental da origem primeira da vida. Se esta procede d\u2019Ele, Deus \u00e9 a fonte da sua grandeza e da sua dignidade. \tSer vivo \u00e9, na Sagrada Escritura, o principal atributo de Deus. Josu\u00e9 disse aos Israelitas: \u201cAproximais-vos e escutai a Palavra do Senhor vosso Deus. Assim reconhecereis que um Deus vivo est\u00e1 no meio de v\u00f3s\u201d (Jos. 3,9-10). O homem, ser vivo, sabe que recebeu a vida de Deus e viver \u00e9 sentir-se atra\u00eddo por essa fonte da vida: \u201cA minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando irei contemplar a face de Deus?\u201d (Sl. 42,3). O crente \u00e9 um servo do Deus vivo (cf. Dan. 6,21), s\u00f3 pode jurar pelo Deus vivo (cf. Juiz. 8,19). O israelita sabe que ser vivo \u00e9 o atributo de que Deus gosta mais: \u201cEu sou vivo e a gl\u00f3ria de Yahw\u00e9 enche toda a terra\u201d (Nm. 14,21).Os seres vivos s\u00e3o, pois, em toda a terra, a proclama\u00e7\u00e3o da gl\u00f3ria de Deus. \tNo Novo Testamento a f\u00e9 na divindade de Jesus exprime-se na convic\u00e7\u00e3o de que Ele, o Filho de Deus, \u00e9 O vivo, \u00e9 a fonte da vida, com a particularidade de que n\u2019Ele, Filho de Deus feito Homem, essa plenitude \u00e9 a plenitude da vida humana, porque Ele, homem, recebe tudo o que Deus, O vivo, lhe pode e quer comunicar. Cristo torna-Se, assim, a fonte e o caminho da vida: \u201cEu sou o caminho, a verdade e a vida\u201d (Jo. 14,6). \tEm Nosso Senhor Jesus Cristo est\u00e1 encerrado todo o mist\u00e9rio e todo o itiner\u00e1rio da vida. Como Verbo eterno de Deus, Ele era vivo desde toda a eternidade (cf. Jo. 1,14). Ele \u00e9 o Verbo da vida (cf. 1Jo. 1,1). Ele \u00e9, verdadeiramente, a fonte da vida: \u201cCom efeito, como o Pai disp\u00f5e da vida, assim concedeu ao Filho poder dispor da vida\u201d (Jo. 5,26); \u201cEle era a vida de todos os seres e a vida era a luz dos homens\u201d (Jo. 1,4). Por isso, Ele a pode comunicar em abund\u00e2ncia: \u201cEu vim para que as minhas ovelhas tenham a vida e a tenham em abund\u00e2ncia\u201d (Jo. 10,10). Porque esta plenitude de vida se torna, em Cristo, plenitude de vida humana, para quem se une a Cristo pela f\u00e9 e pelo baptismo, Cristo \u00e9 a fonte da vida, a garantia do seu aprofundamento cont\u00ednuo, at\u00e9 atingirmos, no C\u00e9u, a plenitude que est\u00e1 n\u2019Ele. S\u00e3o Paulo exclamar\u00e1: \u201cPara mim viver \u00e9 Cristo\u201d (Fil. 1,21). Em Cristo, a vida manifesta-se na sua qualidade de dom recebido e dom partilhado. Ele p\u00f5e a claro o seu dinamismo fundamental.  \tViver \u00e9 ser fiel \t3. Tendo consci\u00eancia de que recebeu de Deus a vida, o homem s\u00f3 a pode viver num contacto cont\u00ednuo com a sua fonte, percorrendo os caminhos que Deus lhe comunica pela Sua Palavra, e prop\u00f5e continuamente ao Seu Povo: \u201cEu coloco diante de v\u00f3s os caminhos da vida e os caminhos da morte\u201d (Jer. 20,8); \u201cTu me ensinar\u00e1s os caminhos da vida, diante da tua face, plenitude de alegria; \u00e0 tua direita del\u00edcias eternas\u201d (Ps. 16,11). No caso de Cristo, j\u00e1 vimos que se afirma como caminho e vida. Isto mostra-nos que ser fiel \u00e9 viver. \u201cO justo viver\u00e1 pela sua fidelidade\u201d (H\u00e1. 2,4), diz o Profeta Habacuq. A mesma convic\u00e7\u00e3o proclamar\u00e1 S\u00e3o Paulo: \u201cO justo viver\u00e1 pela sua f\u00e9\u201d (Rom. 1,17). \tViver a vida como fidelidade \u00e9 o fundamento das exig\u00eancias morais na nossa caminhada. Antes de mais reconhecermos que n\u00e3o somos senhores da vida, mas seus servidores. Reconhecer a sua fonte \u00e9 procurar que a vida em n\u00f3s tenha a mesma pureza e autenticidade que tem em Deus, embora n\u00e3o a partilhemos ainda em plenitude. Depois devemos seguir, com docilidade e obedi\u00eancia, os caminhos  que Deus nos indica pela Sua Palavra; devemos partilhar a vida, porque na sua fonte divina ela \u00e9 dom e partilha. Para n\u00f3s crist\u00e3os, viver na fidelidade \u00e9 sermos fi\u00e9is a Jesus Cristo.  \tO pecado e a morte \t4. A morte aparece como a destrui\u00e7\u00e3o da vida. Para quem gosta de viver ela aparece como uma desgra\u00e7a. Os justos do Antigo Testamento, para quem a morada dos mortos n\u00e3o era vida verdadeira, sofrem com o fim da exist\u00eancia terrena e pedem a Deus que os fa\u00e7a viver, porque na morada dos mortos Ele n\u00e3o ser\u00e1 louvado e, por isso, a vida n\u00e3o ser\u00e1 participa\u00e7\u00e3o na vida divina. A pouco e pouco vai fazendo caminho a convic\u00e7\u00e3o de que a morte pode ser vida, se for oferecida. Encontramos essa convic\u00e7\u00e3o no Livro dos Macabeus (cf. 2Mc. 7,23.36), mas sobretudo em Isa\u00edas, no poema do Servo sofredor, an\u00fancio do Messias. Em Cristo essa convic\u00e7\u00e3o torna-se verdade definitiva, porque a morte de Cristo, vida oferecida por amor, n\u00e3o s\u00f3 \u00e9 vida, mas revela-se como a sua fonte definitiva. \tMas na Sagrada Escritura a primeira nega\u00e7\u00e3o da vida \u00e9 o pecado. Este aparece como a pretens\u00e3o de a autonomizar da sua fonte, viv\u00ea-la como se o homem dela fosse senhor, n\u00e3o apenas da sua, mas da dos outros e de todas as outras express\u00f5es da vida. Foi esse o pecado de Ad\u00e3o: querer viver a sua vida como se fosse senhor absoluto dela, desconhecendo Deus como sua fonte e os caminhos de vida que o Senhor lhe tinha revelado (cf. Gen. 3). \u00c9 por isso que na Sagrada Escritura o pecado \u00e9 chamado morte, conceito que n\u00e3o significa tanto o fim da vida, mas a sua adultera\u00e7\u00e3o, uma trai\u00e7\u00e3o \u00e0 vida. \t\u00c9 sobretudo o Ap\u00f3stolo Paulo que estabelece a rela\u00e7\u00e3o entre o pecado e a morte; o pecado \u00e9 uma forma de morte, mais grave que a morte f\u00edsica, porque em Cristo esta afirma-se como express\u00e3o de vida. Pelo pecado de Ad\u00e3o, a morte estendeu-se a toda a humanidade; pela morte de Cristo, express\u00e3o m\u00e1xima da vida como dom, a verdadeira vida \u00e9 restitu\u00edda a todos. \u00c9 o mist\u00e9rio da reden\u00e7\u00e3o que consiste na restitui\u00e7\u00e3o ao homem da possibilidade de viver verdadeiramente. Porque apesar do pecado e da morte que este significa, Deus n\u00e3o desiste da vida, quer que o pecador volte a viver. Deus chama agora os homens \u00e0 vida, n\u00e3o a partir do nada, mas a partir da sua experi\u00eancia de morte e de pecado que os tinha afastado da verdadeira vida. Encontramos essa mensagem j\u00e1 nos Profetas: o an\u00fancio da reden\u00e7\u00e3o \u00e9 a firme decis\u00e3o de Deus de recuperar para a vida o pecador: \u201cPor minha vida, or\u00e1culo do Senhor, n\u00e3o tenho prazer na morte do pecador, mas no seu regresso, que o fa\u00e7a mudar de caminho para ter a vida. Voltai do vosso mau caminho. Porque haver\u00edeis de morrer, casa de Israel?\u201d (Ez. 33,11). \tEste regresso aos caminhos da vida tornou-se poss\u00edvel pela morte de Cristo. Ao viver a morte como plenitude da vida, totalmente oferecida, Cristo venceu a morte que o pecado tinha provocado. Segundo Paulo, Cristo venceu todos os inimigos, e o \u00faltimo inimigo a ser vencido foi a morte (cf. 1Cor. 15,26). A reden\u00e7\u00e3o consiste no retomar os caminhos da vida e isso s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel em Cristo, que ao fazer-nos participar na Sua ressurrei\u00e7\u00e3o, nos promete a plenitude da vida, corpo e esp\u00edrito, t\u00e3o esfacelada pelo pecado e pela morte. O drama da vida est\u00e1 intimamente ligado ao drama da P\u00e1scoa, que estamos a celebrar.  \t5. Podemos perguntar-nos em que medida esta morte provocada pelo pecado, que se apresenta como afastamento dos caminhos da vida, se confunde com a nossa morte, a morte f\u00edsica, que marca o fim da nossa exist\u00eancia terrena, como a conhecemos. Dada a universalidade do pecado, este atingiu a morte f\u00edsica de todos os homens, e torna dif\u00edcil imaginar como seria a morte f\u00edsica sem o pecado. Mas o que \u00e9 certo na f\u00e9 crist\u00e3 \u00e9 que Cristo venceu a morte, morrendo por amor e restituiu \u00e0 humanidade pecadora a possibilidade de retomar os verdadeiros caminhos da vida. Todo o crist\u00e3o pode vencer, vivendo em Cristo, o pecado e a morte. Isso n\u00e3o significa que deixe de morrer, mas a sua morte pode tornar-se express\u00e3o e passagem decisiva para outros horizontes de vida. E esta \u00e9 a nova situa\u00e7\u00e3o do homem perante a vida e perante a morte. Quem n\u00e3o venceu o pecado, n\u00e3o vence a morte. E continua a haver muitos que morrem sob o signo do pecado. Para eles a morte \u00e9 fim, \u00e9 drama ou fatalidade. Viver a morte sob o signo da vida, torna poss\u00edvel viver a morte como oferta de amor, fazer dela um momento de entrega da vida a Deus; a morte \u00e9, ent\u00e3o, momento alto da confian\u00e7a e do abandono, express\u00f5es nobres da obedi\u00eancia da f\u00e9. \u00c9 express\u00e3o decisiva da nossa uni\u00e3o a Cristo e de morrer na morte de Cristo, esperando que ela seja, como a d\u2019Ele, passagem para a plenitude da vida. S\u00e3o Paulo resume toda essa densidade na express\u00e3o \u201cmorrer para o Senhor\u201d. Viver a nossa morte unidos \u00e0 morte de Cristo, permite-nos dar-lhe sentido, o mesmo da Sua morte: reden\u00e7\u00e3o do homem, a nossa reden\u00e7\u00e3o, esperan\u00e7a da ressurrei\u00e7\u00e3o. Morrer assim \u00e9 experimentar a s\u00edntese entre o baptismo, a Eucaristia e a morte. A nossa reden\u00e7\u00e3o consiste nisso: abrir-se definitivamente \u00e0 vida em Deus.  \tEm Deus est\u00e1 a vida eterna \t6. Se Deus \u00e9 a fonte da vida, n\u00f3s aspiramos \u00e0 plenitude e \u00e0 eternidade. Participamos na vida divina, que se tornou pr\u00f3xima da nossa realidade em Jesus Cristo e vivemos ao ritmo da vida em Deus. A vida humana deixa de ser um fen\u00f3meno, analisado pela ci\u00eancia, circunscrito no tempo, reduzido \u00e0s nossas capacidades de viver. A nossa vida \u00e9 a mesma de Deus, dom cont\u00ednuo do Esp\u00edrito de Cristo ressuscitado. \u00c9 em Deus que a nossa vida adquire a dimens\u00e3o da eternidade. S\u00f3 vivendo com Deus e como Deus, abriremos o nosso horizonte de vida \u00e0 plenitude da eternidade. S\u00f3 Deus \u00e9 a nossa terra prometida. O nosso percurso \u00e9 participa\u00e7\u00e3o naquele que Jesus Cristo percorreu. Na Sua morte e ressurrei\u00e7\u00e3o, a vida humana atingiu a plenitude em Deus. \u201cDeus ser\u00e1 tudo em todos\u201d (1Co. 15,28). \tS\u00f3 a Palavra de Deus nos liberta duma perspectiva de eternidade como prolongamento da exist\u00eancia que conhecemos neste mundo, quando muito sem dor nem sofrimento. A vida eterna que desejamos sempre existiu em Deus e existiu plenamente num homem, Jesus Cristo, no qual come\u00e7amos a viver a vida de Deus, experimentando que Ele \u00e9 a vida, a fonte da vida, a promessa da vida. E nessa descoberta, somos conduzidos pela Palavra de Deus. S\u00e9 Patriarcal, 22 de Mar\u00e7o de 2009   <i>\u2020 JOS\u00c9, Cardeal-Patriarca<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00abA Palavra e a Vida\u00bb<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[295,127,275,91],"class_list":["post-37749","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-biblia","tag-catequese","tag-pascoa","tag-quaresma"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37749","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=37749"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37749\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=37749"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=37749"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=37749"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}