{"id":37742,"date":"2009-03-21T14:33:32","date_gmt":"2009-03-21T14:33:32","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/03\/21\/estado-e-igreja-juntos-em-favor-das-criancas\/"},"modified":"2009-03-21T14:33:32","modified_gmt":"2009-03-21T14:33:32","slug":"estado-e-igreja-juntos-em-favor-das-criancas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/estado-e-igreja-juntos-em-favor-das-criancas\/","title":{"rendered":"Estado e Igreja juntos em favor das crian\u00e7as"},"content":{"rendered":"<p>O princ\u00edpio da subsidariedade esteve hoje em an\u00e1lise como caminho e resposta a dar \u00e0s crian\u00e7as em riscos. Armando Leandro, Presidente da Comiss\u00e3o Nacional de Protec\u00e7\u00e3o de Crian\u00e7as e Jovens em risco e Juiz Conselheiro, focou que a subsidariedade implica que \u201ca fam\u00edlia venha em primeiro lugar e s\u00f3 depois as institui\u00e7\u00f5es, desde que actuem em consenso\u201d. S\u00f3 posteriormente, surgem as Comiss\u00f5es nacionais de protec\u00e7\u00e3o.   A miss\u00e3o da Igreja \u00e9 \u201cdiferente da miss\u00e3o do Estado mas \u00e9 complementar\u201d, focou Armando Leandro na sess\u00e3o p\u00fablica sob o tema \u00abPrioridade \u00e0s crian\u00e7as\u00bb que integra o Conselho Geral da C\u00e1ritas que este Domingo, termina em Vila Vi\u00e7osa.   Igreja e Estado \u201cconvergem na perspectiva de cidadania, na procura do bem comum. Ambos devem constituir espa\u00e7os abertos de di\u00e1logo, excluindo ideias de superioridade, mas de colabora\u00e7\u00e3o aut\u00eantica, no respeito pela pessoas, e na perspectiva do principio da subsidariedade\u201d, indicou Armando Leandro.   O Presidente da Comiss\u00e3o Nacional de Protec\u00e7\u00e3o de Crian\u00e7as e Jovens em Risco sublinhou que a base est\u00e1 a fam\u00edlia e apontou a mudan\u00e7a de um paradigma.   Se se observava o interesse da crian\u00e7as na esfera privada, tendo em conta o respeito pela intimidade da fam\u00edlia \u201cque tem liberdade de op\u00e7\u00f5es pedag\u00f3gicas, educativas e religiosas\u201d, entende-se agora que \u201ca crian\u00e7a \u00e9 um ser de direitos p\u00fablicos. Quando a fam\u00edlia n\u00e3o a souber ajudar, o Estado e a sociedade civil devem intervir, no respeito pela fam\u00edlia e na protec\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a\u201d.   Segundo Armando Leandro, a qualidade humana est\u00e1 dependente da qualidade da inf\u00e2ncia. \u201cA crian\u00e7a n\u00e3o \u00e9 um ser passivo, objecto de reflex\u00e3o, mas \u00e9 um ser activo. Da\u00ed a necessidade do acompanhamento amoroso, competente, desde a sua gesta\u00e7\u00e3o, para que o desenvolvimento se fa\u00e7a sem sobressaltos e respeitando os seus direitos\u201d.   O Juiz Conselheiro professou os direitos humanos como a \u00e9tica comum.    Armando Leandro quis prestar homenagem \u00e0 C\u00e1ritas pelo trabalho de dignifica\u00e7\u00e3o humana das camadas mais desfavorecidas da sociedade. \u201cNa pastoral social, a Igreja forma para os valores\u201d.   Ainda num quadro de subsidariedade, Armando Leandro afirmou ser indispens\u00e1vel existir em cada par\u00f3quia um grupo de ac\u00e7\u00e3o social. \u201cA compet\u00eancia \u00e9 uma quest\u00e3o de \u00e9tica\u201d, sublinhou. \u201cA Caritas \u00e9 a institui\u00e7\u00e3o adequada para a promo\u00e7\u00e3o desta conduta\u201d.   \u201cNum mundo globalizado \u00e9 indispens\u00e1vel que os locais tenham uma identidade forte. As C\u00e1ritas locais s\u00e3o indispens\u00e1veis\u201d.  \t O Juiz Conselheiro focou que a participa\u00e7\u00e3o dos casos negligenciados n\u00e3o se enquadra mais no dever \u00e9tico, mas no dever jur\u00eddico. \u201cEst\u00e1 em causa a integridade da crian\u00e7as. \u00c9 uma nova express\u00e3o do car\u00e1cter p\u00fablico, sendo indispens\u00e1vel o diagn\u00f3stico\u201d.     Armando Leandro pediu uma cidadania activa iluminada pela \u00e9tica e ci\u00eancia, onde os conte\u00fados do amor, do sentido pelo outro, da fraternidade e da esperan\u00e7a que a Igreja veicula, s\u00e3o essenciais.  \u201cA op\u00e7\u00e3o crist\u00e3 pressup\u00f5e o refor\u00e7o de uma nova cidadania activa, dentro dos novos paradigmas que a crise exige. Devemos estar \u00e0 altura das responsabilidades do nosso tempo\u201d.   A Sess\u00e3o p\u00fablica quis retomar a reflex\u00e3o feita pela Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa atrav\u00e9s da Nota Pastoral \u00abToda a prioridade \u00e0s crian\u00e7as\u00bb, publicada em 2008.   Ac\u00e1cio Catarino, Membro da Comiss\u00e3o Nacional Justi\u00e7a e Paz e do N\u00facleo de Observa\u00e7\u00e3o Social da C\u00e1ritas Portuguesa, sintetizou que o princ\u00edpio da subsidariedade congrega a universalidade, a igualdade e da coopera\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica entre todas as entidades.   \u201cN\u00e3o basta a simples coopera\u00e7\u00e3o pontual, \u00e9 preciso uma coopera\u00e7\u00e3o organizada\u201d. Ac\u00e1cio Catarino lamentou o \u201colhar lan\u00e7ado aos agentes mais modestos com uma sobranceria dando a entender que o que fazem constituiu um favor. Importa que este olhar seja ultrapassado\u201d.   O membro da CNJP destacou os dinamismo da ac\u00e7\u00e3o social. A entre-ajuda, \u201cseja a n\u00edvel familiar, de vizinhan\u00e7a, de amizade ou grupos de voluntariado social\u201d, sublinhando o dinamismo das IPSS \u201cseja qual for a sua natureza\u201d.   Ac\u00e1cio Catarino sublinhou que todos os agentes s\u00e3o indispens\u00e1veis. \u201cNenhum deles pode tem a totalidade das respostas. Elas s\u00f3 existem com a coopera\u00e7\u00e3o\u201d.   Os grupos de ac\u00e7\u00e3o social s\u00e3o essenciais, pois \u201cs\u00e3o a primeira antena para dar indica\u00e7\u00f5es a noutras entidades\u201d. O primeiro contacto com os problemas e com as pessoas que sofrem, a posterior presta\u00e7\u00e3o de ajudas, a media\u00e7\u00e3o com outras entidades e o acompanhamento constituiu um processo \u201cimportant\u00edssimo\u201d.   O membro da CNJP destacou a vital import\u00e2ncia de em cada par\u00f3quia e freguesia ser constitu\u00eddo um grupo de ac\u00e7\u00e3o social. \u201cNa sua aus\u00eancia, corre-se o risco de por em causa o principio da universalidade\u201d.   Ac\u00e1cio Catarino focou ser essencial fazer o tratamento estat\u00edstico dos dados de atendimento social. \u201c\u00c9 pena que se diga com raz\u00e3o que aumentam os casos de car\u00eancia, mas n\u00e3o se saibam quantos eram no passado e s\u00e3o agora. Temos de avan\u00e7ar no controle dos dados estat\u00edsticos\u201d.   Eug\u00e9nio Fonseca, Presidente da C\u00e1ritas portuguesa, assumiu a necessidade de se definirem \u201ccaminhos concretos para, de acordo com a Comiss\u00e3o Nacional, ajudar as crian\u00e7as. No contexto de crise s\u00e3o uma faixa fr\u00e1gil e sem capacidade de se defender\u201d. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O princ\u00edpio da subsidariedade esteve hoje em an\u00e1lise como caminho e resposta a dar \u00e0s crian\u00e7as em riscos. 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