{"id":37710,"date":"2009-03-20T12:58:23","date_gmt":"2009-03-20T12:58:23","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/03\/20\/conferencia-quaresmal-de-d-manuel-clemente-2\/"},"modified":"2009-03-20T12:58:23","modified_gmt":"2009-03-20T12:58:23","slug":"conferencia-quaresmal-de-d-manuel-clemente-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/conferencia-quaresmal-de-d-manuel-clemente-2\/","title":{"rendered":"Confer\u00eancia Quaresmal de D. Manuel Clemente"},"content":{"rendered":"<p>Etapas mission\u00e1rias da Diocese do Porto: da evangeliza\u00e7\u00e3o feita \u00e0 evangeliza\u00e7\u00e3o a fazer  <!--more--> S\u00e3o da segunda metade do s\u00e9culo VI as primeiras not\u00edcias episcopais do Porto. Est\u00e1vamos em plena reorganiza\u00e7\u00e3o da Igreja no Noroeste Peninsular, a partir da ac\u00e7\u00e3o determinante de S. Martinho de Dume, metropolita bracarense desde 569. Em termos gerais, tinham-se sucedido, desde a chegada do cristianismo, de Sul para Norte do actual territ\u00f3rio portugu\u00eas: a primeira evangeliza\u00e7\u00e3o, em contraste com o Imp\u00e9rio Romano pag\u00e3o e perseguidor, at\u00e9 313; o estabelecimento geral e reconhecido da organiza\u00e7\u00e3o eclesi\u00e1stica, sob os imperadores crist\u00e3os dos s\u00e9culos IV e V; as invas\u00f5es b\u00e1rbaras, desde o princ\u00edpio do s\u00e9culo V, que abalaram o Imp\u00e9rio e a vida eclesial. Em meados do s\u00e9culo VI est\u00e1vamos no reino suevo, anexado pelos visigodos em 585. Religiosamente falando, subsistia de tudo um pouco: religiosidade espont\u00e2nea ou \u201cnatural\u201d, ligando homem, terra e c\u00e9u, fogo e \u00e1gua, em conjuga\u00e7\u00e3o m\u00e1gica e desejavelmente propiciat\u00f3ria, em torno de divindades que condensavam e activavam tais motivos; sobreposi\u00e7\u00e3o de divindades e ritos de origem local, com outros trazidos por Roma, de proveni\u00eancia v\u00e1ria; a fermenta\u00e7\u00e3o progressiva do Evangelho, como doutrina, piedade e pr\u00e1tica, a par da incipiente reparti\u00e7\u00e3o paroquial. Podemos concluir que, nos in\u00edcios diocesanos portucalenses, a evangeliza\u00e7\u00e3o significava aqui quer o impacto da novidade crist\u00e3, com a liberta\u00e7\u00e3o que realmente trazia face \u00e0 subordina\u00e7\u00e3o social, c\u00f3smica e temporal das vidas, t\u00edpica dos paganismos em geral, quer o confronto com as anteriores religiosidades e pr\u00e1ticas, muito persistentes ali\u00e1s. Cabe citar um not\u00e1vel estudioso das origens crist\u00e3s e da originalidade que traziam:   \u201cO mundo antigo vive de algum modo na obsess\u00e3o da escravid\u00e3o. Multid\u00f5es inumer\u00e1veis servem um n\u00famero muito restrito de homens livres e privilegiados, sem qualquer esperan\u00e7a terrena de se poderem subtrair \u00e0 sua condi\u00e7\u00e3o. [\u2026] Havia, por outro lado, uma escravid\u00e3o mais pesada do que a j\u00e1 mencionada, por tocar a todos os homens sem excep\u00e7\u00e3o, sem liberta\u00e7\u00e3o poss\u00edvel: a do destino. O homem da antiguidade n\u00e3o encontra nem na filosofia, nem na religi\u00e3o, o poderoso apoio que a f\u00e9 na provid\u00eancia oferece a judeus e a crist\u00e3os\u201d. (cf. BARDY, Gustave &#8211; La conversione al Cristianesimo nei primi secoli. Milano: Jaca Book, 2002, p. 138-139). Para concluir: \u201cAssim se compreende facilmente a alegria que toma os ouvintes da boa nova [crist\u00e3]. Para todos os pobres que gemem na escravid\u00e3o, para todos os desiludidos que sentem pesar sobre si o peso do destino, a palavra liberdade exerce uma esp\u00e9cie de prest\u00edgio m\u00e1gico\u201d (Ibidem, p. 144).    Para a evangeliza\u00e7\u00e3o desses tempos seriam absolutamente necess\u00e1rias quer a exist\u00eancia de mestres capazes de transmitir a aut\u00eantica proposta evang\u00e9lica, quer a cria\u00e7\u00e3o de comunidades que os respaldassem, com a sociabilidade nova que o Cristianismo trazia. Dito doutro modo, eram necess\u00e1rios mestres e comunidades crist\u00e3s (mosteiros e par\u00f3quias).  No Noroeste Peninsular em que nos integr\u00e1vamos, tivemos aqui bem perto um desses mestres, que foi precisamente S. Martinho de Dume, depois nosso metropolita. E dele guardamos, al\u00e9m de consider\u00e1vel obra teol\u00f3gica e pastoral, um important\u00edssimo texto, que real\u00e7a a originalidade crist\u00e3 em confronto com as resist\u00eancias da religiosidade popular remanescente. O documento intitula-se De Correctione Rusticorum, sendo uma carta dirigida por S. Martinho ao bispo Pol\u00e9mio de Astorga, por altura do II Conc\u00edlio de Braga (572). Propunha-se ultrapassar as persist\u00eancias pag\u00e3s, quanto \u00e0 considera\u00e7\u00e3o de tempos e lugares, quanto \u00e0s pr\u00e1ticas e aos la\u00e7os inter-pessoais, etc. Pretendia, sobretudo, salvaguardar a liberdade de Deus e dos seus verdadeiros adoradores:   \u201cPouco interessava a Martinho discutir a gravidade de pr\u00e1ticas individualizadas e espec\u00edficas [\u2026]. H\u00e1 sobretudo algo de fundamental que est\u00e1 em risco: nada menos que o culto do verdadeiro Deus. S\u00f3 a ignor\u00e2ncia pode explicar que certas pr\u00e1ticas ainda subsistam. De forma muito simples, mas pondo a nu a inconsist\u00eancia delas, lembra a palavra da Escritura, recorda os compromissos tomados anteriormente no baptismo e prop\u00f5e actua\u00e7\u00f5es fundadas na observ\u00e2ncia dos mandamentos da lei de Deus\u201d (NASCIMENTO, Aires A. &#8211; Introdu\u00e7\u00e3o. In MARTINHO DE BRAGA &#8211; Instru\u00e7\u00e3o pastoral sobre supersti\u00e7\u00f5es populares. De Correctione Rusticorum. Lisboa: Edi\u00e7\u00f5es Cosmos, 1997, p. 59).   Efectivamente, n\u00e3o h\u00e1 evangeliza\u00e7\u00e3o sem convers\u00e3o dos tempos e lugares \u00e0 P\u00e1scoa de Cristo, que os qualifica e centraliza de modo totalmente novo. Pelo baptismo vive-se j\u00e1 o \u00faltimo ou oitavo dia, percorrendo na luz pascal os dias, as semanas, os meses e os anos.  N\u00e3o \u00e9 acidental ou acess\u00f3rio que o Domingo seja uma das primeir\u00edssimas institui\u00e7\u00f5es crist\u00e3s e das mais retomadas propostas da Igreja. A partir do Domingo se projecta cada semana, \u201cat\u00e9 ao Domingo que n\u00e3o tem ocaso\u201d. Interessa muito, a este respeito, a insist\u00eancia de S. Martinho de Dume na convers\u00e3o crist\u00e3 do tempo. Tanto por organizar pascalmente a sucess\u00e3o dos dias, como por insistir na supera\u00e7\u00e3o de ritmos meramente naturalistas, ali\u00e1s marcados pelo paganismo e as suas divindades. S. Martinho anula as divindades pag\u00e3s e os tempos a elas dedicados, inculcando um calend\u00e1rio absolutamente pascal, que acabou por se tornar pr\u00f3prio do territ\u00f3rio hoje portugu\u00eas. De igual modo, tentou libertar os la\u00e7os inter-pessoais, come\u00e7ando pelo casamento, de qualquer refer\u00eancia pag\u00e3, bem como abrir os esp\u00edritos a uma verdade mais alta sobre Deus e a rela\u00e7\u00e3o com Ele. Oi\u00e7amos algumas frases suas, que nos evidenciar\u00e3o o que se tentava j\u00e1 no seu tempo e ainda hoje n\u00e3o se conseguiu completar:   \u201cQue loucura \u00e9, pois, essa que um homem baptizado na f\u00e9 de Cristo n\u00e3o cultua o dia de domingo, em que Cristo ressuscitou, e afirma cultuar o dia de J\u00fapiter, de Merc\u00fario, de V\u00e9nus e de Saturno, que n\u00e3o s\u00e3o senhores de qualquer dia. [\u2026] N\u00e3o mandou Deus que o homem conhecesse o futuro, mas que, vivendo sempre no seu temor, esperasse d\u2019Ele orienta\u00e7\u00e3o e aux\u00edlio para a sua vida\u201d (De Correctione, p. 113 e 115). E, mais adiante: \u201cComo \u00e9 que alguns de v\u00f3s, que renunciaram ao dem\u00f3nio e aos seus anjos, e aos seus cultos e \u00e0s suas obras m\u00e1s, agora voltam ao culto do diabo? Pois acender velinhas a pedras, a \u00e1rvores e a fontes e pelas encruzilhadas, o que \u00e9 isso sen\u00e3o culto ao diabo? [\u2026] As mulheres invocarem Minerva no tear, e observarem o dia de V\u00e9nus para o casamento, e atenderem ao dia em que se sai para viajar, que outra coisa \u00e9 sen\u00e3o culto ao diabo? [\u2026] Deixastes de lado o sinal da cruz que recebestes no baptismo e apegais-vos a outros sinais do diabo, por aves e espirros e muitas outras coisas. [\u2026] Porque, onde tiver primazia o sinal da cruz, o sinal do diabo n\u00e3o \u00e9 nada. Porque vos faz mal a v\u00f3s? Porque desprezais o sinal da cruz e receais aquilo que v\u00f3s pr\u00f3prios preparastes como sinal\u201d (De Correctione, p. 121). E, sobre o Domingo: \u201cSede ass\u00edduos a orar a Deus, na igreja ou em locais dedicados aos santos. O dia do Senhor, que, por isso mesmo se chama domingo, dado que o Filho de Deus, Nosso Senhor Jesus Cristo, nele ressuscitou dos mortos, n\u00e3o o desrespeiteis mas cuidai-o com rever\u00eancia. Trabalho servil [\u2026] n\u00e3o o fa\u00e7ais em dia de domingo [\u2026]. No dia do Senhor \u00e9 permitido ir a s\u00edtios pr\u00f3ximos, mas n\u00e3o para ocasi\u00f5es de pecado, antes de boas ac\u00e7\u00f5es, como seja, ir a locais santos, visitar um irm\u00e3o ou amigo, assistir um doente ou levar um bom conselho a um atribulado ou ajuda para boa causa\u201d (De Correctione, p. 123).    N\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil constatar a persist\u00eancia dalgumas daquelas cren\u00e7as e pr\u00e1ticas entre n\u00f3s, mil\u00e9nio e meio depois\u2026 Mas tenhamos em conta alguns pontos: 1\u00ba) Foram em geral reavaliadas a partir da grande liberdade que o Cristianismo trouxe em rela\u00e7\u00e3o ao determinismo naturalista e pag\u00e3o antecedente; 2\u00ba) Foram, em muitos casos, coloridas com motivos crist\u00e3os, com maior ou menor penetra\u00e7\u00e3o da \u201ccor\u201d, assim continuando ainda, numa fronteira dif\u00edcil entre a incultura\u00e7\u00e3o e o disfarce; 3\u00ba) Podem ser hoje reduzidas a motivos regionalistas, de conv\u00edvio ou de mera curiosidade \u201ccultural\u201d.  S\u00e3o quest\u00f5es com que temos de lidar, t\u00e3o cr\u00edtica como positivamente, numa religi\u00e3o de incarna\u00e7\u00e3o. A realidade divina \u00e9-nos oferecida na humanidade, com tudo o que esta transporta, mesmo em termos de espontaneidade ou cultura.  Acrescento, neste sentido, tr\u00eas apontamentos breves. O primeiro \u00e9 esclarecedor e oportuno, por se referir a Nun\u2019\u00c1lvares, numa passagem sua pelo Porto, aquando das guerras com Castela. Evidencia tanto a persist\u00eancia daqueles medos e cren\u00e7as ancestrais, como a sua supera\u00e7\u00e3o por um jovem medieval crist\u00e3mente livre:   \u201cE indo j\u00e1 fora da cidade [do Porto] seu caminho a sua az\u00e9mola da cama saiu de tr\u00e1s de toda a gente. E saindo por uma porta da cidade que chamam do Olival: por onde o Condest\u00e1vel sa\u00edra a az\u00e9mola com a cama caiu morta em terra o que todas as gentes houveram por maravilha e grande sinal: e disseram isto ao Condest\u00e1vel: dizendo-lhe \u2018que por tal sinal n\u00e3o era bem ir adiante: e que se tornasse\u2019: e ele n\u00e3o curou daquilo nada. E mandou que pusessem a cama em outra besta e se fossem ap\u00f3s ele\u201d (Cf. Chronica do Condestabre de Portugal Dom Nuno Alvarez Pereira. Revis\u00e3o, pref\u00e1cio e notas por Mendes dos Rem\u00e9dios. Coimbra: F. Fran\u00e7a Amado, 1991, cap. XLIII, p. 106).    O segundo \u00e9 retirado dum significativo texto de Jos\u00e9 Mattoso, indiscut\u00edvel mestre das ra\u00edzes da nossa nacionalidade e cultura, com especial refer\u00eancia \u00e0 implanta\u00e7\u00e3o medieval do Cristianismo no territ\u00f3rio nortenho:  \u201cTrata-se [\u2026] de lembrar que o sucesso do cristianismo na Europa n\u00e3o foi apenas obra do zelo mission\u00e1rio dos pregadores do Evangelho, mas tamb\u00e9m da sua capacidade para conciliarem a mentalidade pag\u00e3 com a crist\u00e3 naquilo que ela tinha de aceit\u00e1vel ou de positivo e de um extraordin\u00e1rio realismo na aceita\u00e7\u00e3o de uma forma de ver o mundo que n\u00e3o podiam alterar de um dia para o outro. Ou seja, o m\u00e9todo mission\u00e1rio usado pelos que converteram a Europa ao cristianismo n\u00e3o foi apenas o da assimila\u00e7\u00e3o dos pag\u00e3os, mas tamb\u00e9m o da descoberta do que havia de v\u00e1lido na cultura e na civiliza\u00e7\u00e3o pag\u00e3s\u201d (MATTOSO, Jos\u00e9 &#8211; Ra\u00edzes da missiona\u00e7\u00e3o portuguesa. In CONGRESSO INTERNACIONAL DE HIST\u00d3RIA DA MISSIONA\u00c7\u00c3O PORTUGUESA E ENCONTRO DE CULURAS \u2013 Actas. Braga: Universidade Cat\u00f3lica Portuguesa, 1993, vol. 1, p. 67-68).   O terceiro \u00e9 um apontamento que fiz h\u00e1 anos, ali\u00e1s resumindo uma partilha pastoral com v\u00e1rios padres, sobre crit\u00e9rios e modos de agir a este prop\u00f3sito:     \u201cN\u00e3o se trata de negar, mas de salvar estas realidades [a nossa terra, o nosso sangue e os nossos mortos], que definindo-nos como criaturas, ainda n\u00e3o s\u00e3o a verdadeira filia\u00e7\u00e3o divina. [\u2026] No concreto da ac\u00e7\u00e3o pastoral da Igreja isto significa uma considera\u00e7\u00e3o positiva da religiosidade espont\u00e2nea, ou seja do apelo que \u2018terra, sangue e mortos\u2019 fazem sempre pela boca de quem nos procura. Mas significa tamb\u00e9m a abertura desta realidade \u00e0s dimens\u00f5es novas que Cristo lhe d\u00e1. Ele, que partiu de Nazar\u00e9 [\u2026] e disse \u00e0 Samaritana que o verdadeiro culto tanto se faria no Monte Garizim como em Jerusal\u00e9m, ou onde houvesse \u2018adoradores em esp\u00edrito e verdade\u2019; que disse que a sua verdadeira fam\u00edlia \u00e9 a \u2018dos que escutam a palavra de Deus e a p\u00f5es em pr\u00e1tica\u2019; que deixou \u2018os mortos enterrarem os mortos\u2019 para nos libertar a mem\u00f3ria, mesmo quando acompanhamos os defuntos, em funeral ou sufr\u00e1gio. Nada disto se recusa; mas tudo se converter\u00e1, na liberdade dos filhos de Deus\u201d (CLEMENTE, Manuel -, A f\u00e9 do povo. Compreender a religiosidade popular. Apela\u00e7\u00e3o: Paulus Editora, 2002, p. 100). S\u00e9 do Porto, 19 de Mar\u00e7o de 2009 <i>Manuel Clemente <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Etapas mission\u00e1rias da Diocese do Porto: da evangeliza\u00e7\u00e3o feita \u00e0 evangeliza\u00e7\u00e3o a fazer<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[168,172,174,187,203,206,275,91,292],"class_list":["post-37710","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-diocese-da-guarda","tag-diocese-de-braga","tag-diocese-de-coimbra","tag-diocese-do-porto","tag-europa","tag-familia","tag-pascoa","tag-quaresma","tag-religiosidade-popular"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37710","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=37710"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37710\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=37710"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=37710"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=37710"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}