{"id":377049,"date":"2025-05-21T15:31:10","date_gmt":"2025-05-21T14:31:10","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=377049"},"modified":"2025-05-24T18:15:49","modified_gmt":"2025-05-24T17:15:49","slug":"lisboa-religiosa-ha-50-anos-percorre-hoje-as-ruas-do-bairro-do-zambujal-para-reconhecer-valores-que-permanecem-escondidos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/lisboa-religiosa-ha-50-anos-percorre-hoje-as-ruas-do-bairro-do-zambujal-para-reconhecer-valores-que-permanecem-escondidos\/","title":{"rendered":"Lisboa: Religiosa h\u00e1 50 anos, percorre hoje as ruas do bairro do Zambujal para reconhecer \u00abvalores\u00bb que permanecem escondidos"},"content":{"rendered":"<p><em>Irm\u00e3 Ivani Morais, mission\u00e1ria da Consolata, recorda juventude no Brasil, onde j\u00e1 sentia um \u00abamor imenso pela Igreja\u00bb e identificava uma necessidade de a \u00abhumanidade ser consolada\u00bb<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<figure id=\"attachment_377069\" aria-describedby=\"caption-attachment-377069\" style=\"width: 1500px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/ivani-morais3.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-377069 size-full\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/ivani-morais3.jpg\" alt=\"\" width=\"1500\" height=\"1000\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/ivani-morais3.jpg 1500w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/ivani-morais3-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/ivani-morais3-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/ivani-morais3-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/ivani-morais3-391x260.jpg 391w\" sizes=\"(max-width: 1500px) 100vw, 1500px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-377069\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Ag\u00eancia ECCLESIA\/MC<\/figcaption><\/figure>\n<p>Lisboa, 21 mai 2025 (Ecclesia) \u2013 A irm\u00e3 Ivani Morais, Mission\u00e1ria da Consolata h\u00e1 50 anos, acompanha a comunidade no bairro do Zambujal, na periferia de Lisboa, lamentou a falta de espa\u00e7o dos jovens para \u201csonhar\u201d mas reconheceu \u201cvalores escondidos\u201d entre uma popula\u00e7\u00e3o invis\u00edvel.<\/p>\n<p>\u201cOs jovens est\u00e3o todos fora e t\u00eam direito de procurar o seu p\u00e9-de-meia, n\u00e3o? Os poucos que est\u00e3o ali s\u00e3o aqueles que trabalham nos centros comerciais, a turnos. \u00c9 dif\u00edcil ter condi\u00e7\u00f5es para estudar, ter um n\u00edvel superior. H\u00e1 pouco tempo um jovem contava-me que estava a fazer o seu curr\u00edculo mas ia omitir a resid\u00eancia porque se a indicava, sabia que n\u00e3o ia ter trabalho. \u00c9 um bairro onde falta trabalho e falta habita\u00e7\u00e3o\u201d, conta \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA a religiosa.<\/p>\n<p>Natural de Vila Nova Cachoeirinha, na zona norte de S\u00e3o Paulo, no Brasil, a irm\u00e3 Ivani Morais est\u00e1 em Portugal desde 2007, e desde ent\u00e3o conhece o bairro do Zambujal, tendo vivido ali durante cerca de sete anos.<\/p>\n<blockquote><p>Eu comparo o bairro do Zambujal com aquela cena do Evangelho: um homem encontra o campo com uma p\u00e9rola preciosa, vende tudo o que tem para adquirir aquele campo. O Zambujal, para n\u00f3s, foi esse campo com p\u00e9rolas preciosas escondidas l\u00e1 dentro. O que precisava era mesmo esse contato para ir criar rela\u00e7\u00e3o. H\u00e1 valores humanos, valores crist\u00e3os, valores humanit\u00e1rios, valores de comunica\u00e7\u00e3o, valores de fam\u00edlia\u201d.<\/p><\/blockquote>\n<p>H\u00e1 quase 20 anos quando ali chegou, a religiosa encontrou um local \u201cperigoso, com droga, onde era dif\u00edcil circular \u00e0 noite\u201d mas a experi\u00eancia de viver o dia-a-dia com os habitantes foram, reconhece, \u201cos mais bonitos\u201d.<\/p>\n<p>\u201cEles contavam-nos tudo. Morre uma pessoa, a outra adoece, chamam sempre a irm\u00e3. Na cultura cabo-verdiana, quando morre algu\u00e9m, todos os dias, \u00e0 noite, junta-se a fam\u00edlias para rezar o ter\u00e7o &#8211; isso \u00e9 tradi\u00e7\u00e3o. N\u00f3s passamos pelo bairro e paramos junto de um, e junto de outros, e eles dizem \u00abEsta \u00e9 a nossa irm\u00e3\u00bb. \u00c9 bonito\u201d, recorda.<\/p>\n<p>Com o aumento do valor das rendas, as mission\u00e1rias da Consolata deixaram o bairro e vivem atualmente em Alvalade, mas diariamente a irm\u00e3 Ivani desloca-se para estar com as pessoas no Zambujal.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 importante n\u00e3o esperar que as pessoas venham \u00e0 igreja, ouvir homilias compridas, que entendem pouco ou nada. O importante \u00e9 o contato de pessoa a pessoa. Passa um na rua, voc\u00ea n\u00e3o conhece? Cumprimenta, para um pouco. Conhece ou n\u00e3o conhece? Cumprimenta. Pergunta como est\u00e1. V\u00ea que n\u00e3o est\u00e1 bem. Essa rela\u00e7\u00e3o de pessoa a pessoa \u00e9 importante, estar dispon\u00edvel para ouvir, para questionar, para interagir com as pessoas. \u00c0s vezes, quando eu chego em casa, eu digo \u00e0s irm\u00e3s, olha gente, n\u00e3o perguntem o que eu fiz hoje, mas eu perdi tempo com as pessoas\u201d, conta.<\/p>\n<p>Em 50 anos de vida consagrada, a irm\u00e3 Ivani recorda, em conversa com o programa ECCLESIA, a convic\u00e7\u00e3o de uma voca\u00e7\u00e3o que queria estar dispon\u00edvel para o mundo e para as pessoas.<\/p>\n<p>\u201cAcho que a nossa humanidade, sobretudo, n\u00e3o s\u00f3 hoje, mas sempre, tem a necessidade de ser consolada, de experimentar dentro de si aquela alegria da consola\u00e7\u00e3o\u201d, sublinha.<\/p>\n<p>A namorar, a ent\u00e3o jovem Ivani decidiu terminar uma rela\u00e7\u00e3o porque \u201cn\u00e3o tinha inten\u00e7\u00e3o e a prosseguir e n\u00e3o era justo para a pessoa\u201d; a jovem estava determinada em \u201cimitar Jesus, estar completamente dispon\u00edvel\u201d para uma \u201cvida consagrada entregue \u00e0s pessoas sem intermedi\u00e1rios pelo meio\u201d.<\/p>\n<blockquote><p>Eu sinto a Igreja como a minha fam\u00edlia. Eu sinto um amor t\u00e3o grande por este mundo, por esta Igreja. Parece que eu amo todos os homens. Tenho uma carga de amor bastante grande, que me entusiasma\u201d.<\/p><\/blockquote>\n<p>A vida paroquial, em Vila Nova Cachoeirinha, conheceu a congrega\u00e7\u00e3o das Mission\u00e1rias da Consolata, e preenchia os seus dias no servi\u00e7o administrativo e na catequese.<\/p>\n<p>A irm\u00e3 Ivani recorda que nos anos 70 chegou a ser detida pela Pol\u00edcia de Investiga\u00e7\u00e3o da Ordem Social para interroga\u00e7\u00f5es, uma vez que trabalhava no Gr\u00eamio Polit\u00e9cnico, uma institui\u00e7\u00e3o ligada aos universit\u00e1rios, num contexto de manifesta\u00e7\u00f5es: \u201cEra um ambiente delicado\u201d, recorda.<\/p>\n<p>No seu percurso encontramos ainda os anos de miss\u00e3o em Mo\u00e7ambique, durante o per\u00edodo da guerra, onde permaneceu junto da popula\u00e7\u00e3o e desenvolveu uma rela\u00e7\u00e3o privilegiada e de respeito com os militares que a ajudavam a encontrar comida e a fazer chegar alimentos a uma popula\u00e7\u00e3o muito pobre mas aberta \u00e0 evangeliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A conversa com a irm\u00e3 Ivani Morais pode ser acompanhada esta noite no programa ECCLESIA, na Antena 1, pouco depois da meia-noite, e no podcast \u00abAlarga a Tua Tenda\u00bb.<\/p>\n<p><em>LS<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Irm\u00e3 Ivani Morais, mission\u00e1ria da Consolata, recorda juventude no Brasil, onde j\u00e1 sentia um \u00abamor imenso pela Igreja\u00bb e identificava uma necessidade de a \u00abhumanidade ser 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