{"id":37642,"date":"2009-03-17T23:21:16","date_gmt":"2009-03-17T23:21:16","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/03\/17\/africa-igreja-acredita-que-pode-fazer-a-diferenca\/"},"modified":"2009-03-17T23:21:16","modified_gmt":"2009-03-17T23:21:16","slug":"africa-igreja-acredita-que-pode-fazer-a-diferenca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/africa-igreja-acredita-que-pode-fazer-a-diferenca\/","title":{"rendered":"\u00c1frica: Igreja acredita que pode fazer a diferen\u00e7a"},"content":{"rendered":"<p>Temas da reconcilia\u00e7\u00e3o, da justi\u00e7a e da paz no centro das preocupa\u00e7\u00f5es da segunda assembleia africana do s\u00ednodo <!--more--> A Igreja acredita que pode fazer a diferen\u00e7a em \u00c1frica, ao servi\u00e7o da \u201creconcilia\u00e7\u00e3o, da justi\u00e7a e da paz\u201d. Estes temas est\u00e3o no centro da II Assembleia especial para a \u00c1frica do S\u00ednodo dos Bispos, cujo documento de trabalho (\u00abInstrumentum laboris\u00bb) o Papa ir\u00e1 entregar solenemente aos representantes dos episcopados do Continente esta Quinta-feira, 19 de Mar\u00e7o, nos Camar\u00f5es.  15 anos depois do primeiro S\u00ednodo africano, que abordou quest\u00f5es relacionadas com a miss\u00e3o evangelizadora em vista do jubileu de 2000, esta segunda reuni\u00e3o dos episcopados cat\u00f3licos de \u00c1frica vai decorrer em Outubro pr\u00f3ximo, no Vaticano \u2013 uma op\u00e7\u00e3o que alguns contestam, mas que tem como inten\u00e7\u00e3o mostrar que os problemas dos cat\u00f3licos deste Continente n\u00e3o s\u00e3o perif\u00e9ricos, mas est\u00e3o no cora\u00e7\u00e3o de toda a Igreja.  Ponte entre estes dois grandes momentos \u00e9 a capital camaronesa, Yaound\u00e9, onde Jo\u00e3o Paulo II promulgou, em 1995, a Exorta\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica p\u00f3s-sinodal \u201cEcclesia in \u00c1frica\u201d e Bento XVI ir\u00e1 entregar o documento orientador do pr\u00f3ximo S\u00ednodo.  Do documento que leva o actual Papa aos Camar\u00f5es sabe-se que \u00e9 um texto de 94 par\u00e1grafos, distribu\u00eddos por cinco cap\u00edtulos, para al\u00e9m da introdu\u00e7\u00e3o e da conclus\u00e3o. Abordam-se diversos aspectos dos desafios centrais &#8211; reconcilia\u00e7\u00e3o, justi\u00e7a, paz -, n\u00e3o s\u00f3 \u00e0 luz das problem\u00e1ticas actuais em \u00c1frica, mas tamb\u00e9m com os seus aspectos positivos.    Entre as dificuldades evidenciadas destacam-se o etnocentrismo ou o tribalismo que muitas vezes est\u00e1 por detr\u00e1s de outros problemas \u2013 conflitos, nepotismo e corrup\u00e7\u00e3o, impunidade. O entusiasmo que se gerou com a obten\u00e7\u00e3o da independ\u00eancia por parte das na\u00e7\u00f5es africanos acabou por desaparecer, muitas vezes, por causa do falhan\u00e7o de governos, de iniciativa pol\u00edtica ou militar.  Em entrevista ao jornal do Vaticano, \u201cL\u2019Osservatore Romano\u201d, D. Nikola Eterovi&#263;, secret\u00e1rio-geral do S\u00ednodo dos Bispos, destaca a import\u00e2ncia de ir ao encontro das esperan\u00e7as dos africanos e dar voz \u00e0s experi\u00eancias de reconcilia\u00e7\u00e3o e de paz.  Quanto ao \u00abInstrumentum laboris\u00bb, recorda que o mesmo nasce de uma ampla consulta aos Bispos locais (ver question\u00e1rio, em baixo) e \u00e9 fruto de \u201cuma grande colabora\u00e7\u00e3o\u201d.  \u201cO di\u00e1logo \u00e9 apresentado como algo a que n\u00e3o se pode renunciar, com uma aten\u00e7\u00e3o particular \u00e0s rela\u00e7\u00f5es com o Isl\u00e3o, destacando algumas regi\u00f5es onde h\u00e1 aspectos positivos e outras onde n\u00e3o faltam problemas\u201d, adianta D. Eterovi&#263;.  Temas como as pandemias que atingem a \u00c1frica ou a escravid\u00e3o tamb\u00e9m estar\u00e3o presentes neste documento orientador, que prop\u00f5e uma revis\u00e3o do caminho feito desde o I S\u00ednodo, de 1994. \u201cA Igreja, no Continente, est\u00e1 sempre na primeira linha quando se trata de reconcilia\u00e7\u00e3o, justi\u00e7a, educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade\u201d, assinala o secret\u00e1rio-geral do S\u00ednodo.  Para este respons\u00e1vel, h\u00e1 em \u00c1frica \u201curg\u00eancia de reconcilia\u00e7\u00e3o, paz e justi\u00e7a\u201d.  \u201cH\u00e1 muitos conflitos diferentes, como recordou muitas vezes Bento XVI, n\u00e3o podemos ficar de bra\u00e7os cruzados. O crescimento quantitativo da Igreja deve ser tamb\u00e9m qualitativo\u201d, aponta.  Em conclus\u00e3o, diz D. Eterovi&#263;, \u201ca Igreja quer contribuir para um crescimento da sociedade, aplicando a sua doutrina social \u00e0s diversas situa\u00e7\u00f5es\u201d.  <b>As perguntas aos Bispos de \u00c1frica<\/b> Introdu\u00e7\u00e3o 1. O que \u00e9 que aproveit\u00e1mos da \u00abEcclesia in Africa\u00bb, da sua prepara\u00e7\u00e3o e aplica\u00e7\u00e3o, para a vida das nossas Igrejas particulares e dos nossos povos ? 2. O que falta ainda fazer em prol do novo contexto africano?  Cap\u00edtulo I 3. Quais s\u00e3o as evolu\u00e7\u00f5es positivas que se verificaram na Igreja e na sociedade depois da \u00abEcclesia in Africa\u00bb: a) em rela\u00e7\u00e3o ao tema da reconcilia\u00e7\u00e3o; b) em rela\u00e7\u00e3o ao tema da justi\u00e7a; c) em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 quest\u00e3o da paz? 4. Quais s\u00e3o as dificuldades com que a vossa Igreja particular e a vossa sociedade se defrontaram na vossa regi\u00e3o: a) no plano s\u00f3cio-pol\u00edtico; b) no plano s\u00f3cio-econ\u00f3mico; c) no plano s\u00f3cio-cultural; d) no plano eclesial; e) na colabora\u00e7\u00e3o com os mu\u00e7ulmanos em temas de justi\u00e7a, de paz e de reconcilia\u00e7\u00e3o; f) na colabora\u00e7\u00e3o com os adeptos da Relig\u00e3o Tradicional Africana no plano da justi\u00e7a, da paz e da reconcilia\u00e7\u00e3o; g) na colabora\u00e7\u00e3o com os outros crist\u00e3os? 5. Como enfrentastes essas dificuldades, tanto as provocadas pelos pr\u00f3prios Africanos como as resultantes das desordens internacionais?  Cap\u00edtulo II 6. Qual \u00e9 o impacto da vossa f\u00e9 em Cristo na vossa vida quotidiana? 7. A Palavra de Deus encontra-se verdadeiramente no centro da vida da vossa fam\u00edlia, da vossa comunidade eclesial viva, da vossa par\u00f3quia? 8. De que modo a nossa f\u00e9 em Cristo Salvador nos ajudou a promover as ac\u00e7\u00f5es \u00fateis para a Igreja e para a sociedade? Cap\u00edtulo III 9. A Igreja \u00e9 verdadeiramente uma fam\u00edlia no seio da vossa comunidade eclesial viva? 10. Que fazeis para realizar e viver, no seio da vossa comunidade, essa dimens\u00e3o familiar que transcende e une todas as tribos e ra\u00e7as? 11. Como nos ajuda a Eucaristia a viver os nossos empenhos em favor da paz, da reconcilia\u00e7\u00e3o e da justi\u00e7a, e aceitar os sacrif\u00edcios que isso comporta (\u00abMane nobiscum Domine\u00bb, 26 e 27)? 12. A imagem da Igreja-Fam\u00edlia de Deus, dada pela \u00abEcclesia in Africa\u00bb, ajudou-nos a ser testemunho da reconcilia\u00e7\u00e3o, da justi\u00e7a e da paz? De que modo a vossa Igreja particular pode, ao seu n\u00edvel, dar esse testemunho? O que faz ela pela reconcilia\u00e7\u00e3o, pela justi\u00e7a e pela paz? 13. A Doutrina social da Igreja \u00e9 suficientemente conhecida na vossa Igreja particular? Existem iniciativas para difundi-la e d\u00e1-la a conhecer? Quais iniciativas? Cap\u00edtulo IV 14. Que resposta damos todos n\u00f3s (bispos, sacerdotes, pessoas consagradas, leigos e institui\u00e7\u00f5es eclesiais de forma\u00e7\u00e3o) ao apelo \u00e0 santidade? 15. Existem na vossa Igreja particular Comiss\u00f5es \u00abjusti\u00e7a e paz\u00bb? S\u00e3o eficazes? 16. Existem na vossa Igreja particular programas de forma\u00e7\u00e3o? 17. Qual pode ser o contributo pr\u00f3prio dos bispos, das Confer\u00eancias episcopais, dos sacerdotes, das pessoas consagradas, dos institutos religiosos, das universidades cat\u00f3licas, dos semin\u00e1rios maiores e dos catequistas, nestes temas da reconcilia\u00e7\u00e3o, da justi\u00e7a e da paz? 18. Qual \u00e9 a responsabilidade espec\u00edfica dos leigos nos seguintes dom\u00ednios: pol\u00edtica, for\u00e7as armadas, mundo da economia, educa\u00e7\u00e3o da juventude, campo da sa\u00fade, fam\u00edlia, grandes meios da cultura, mass-media, organismos internacionais e a n\u00edvel de Igreja universal? 19. Na actual situa\u00e7\u00e3o da \u00c1frica, que sentido t\u00eam para v\u00f3s os apelos de Jesus: \u00abv\u00f3s sois o sal da terra\u2026v\u00f3s sois a luz do mundo\u00bb? 20. Qual \u00e9 a situa\u00e7\u00e3o actual na vossa Igreja particular (diocese e pa\u00eds) no que concerne: a) a sa\u00fade, a educa\u00e7\u00e3o e as estruturas sociais; b) os direitos do homem e a democracia; c) as rela\u00e7\u00f5es entre os diferentes grupos \u00e9tnicos e religiosos? 21. Que pode fazer a vossa Igreja para melhorar o sistema escolar e sanit\u00e1rio, de modo a torn\u00e1-los mais eficazes? Que pode ela fazer para melhorar a situa\u00e7\u00e3o dos direitos do homem e promover a democracia?  23. Para preparar os crist\u00e3os \u00e0 vida civil e pol\u00edtica? 24. Perante as viol\u00eancias e \u00f3dios provocados pelas guerras, que iniciativas foram tomadas na vossa regi\u00e3o? 25. Quais as causas profundas dessas viol\u00eancias e \u00f3dio e desses atentados aos direitos do homem? 26. Para fazer face a tais desafios, que colabora\u00e7\u00f5es s\u00e3o poss\u00edveis com as Igrejas dos outros Continentes, com os outros crentes do Continente Africano e com os adeptos dos novos grupos ou movimentos religiosos? 27. Que experi\u00eancias positivas da vossa regi\u00e3o nos dom\u00ednios da reconcilia\u00e7\u00e3o, da justi\u00e7a e da paz, conviria dar a conhecer aos outros Continentes? 28. Que recursos encontrais nas culturas africanas para fazer frente a estes desafios: tens\u00f5es \u00e9tnicas e religiosas, corrup\u00e7\u00e3o, desprezo da vida, atentados perpetrados contra a dignidade da mulher, recrutamento de crian\u00e7as para a luta armada, situa\u00e7\u00e3o dos refugiados e dos migrantes, etc.? 29. Como avaliais a evangeliza\u00e7\u00e3o do Continente em termos quer da sua difus\u00e3o quer da sua qualidade?  Cap\u00edtulo V 30. Como pensais promover, no vosso meio de vida, uma s\u00f3lida cultura do trabalho ass\u00edduo e bem executado? 31. Na vossa regi\u00e3o, existem outras quest\u00f5es ou experi\u00eancias relativas \u00e0 reconcilia\u00e7\u00e3o, \u00e0 justi\u00e7a e \u00e0 paz, que gostar\u00edeis de tratar no S\u00ednodo?  Em geral 32. Que outros pontos importantes, relativos ao tema escolhido, mereceriam ser postos \u00e0 aten\u00e7\u00e3o do S\u00ednodo? <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Temas da reconcilia\u00e7\u00e3o, da justi\u00e7a e da paz no centro das preocupa\u00e7\u00f5es da segunda assembleia africana do s\u00ednodo<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[101,120,154,191,193,206,237,261,291,311],"class_list":["post-37642","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-vaticano","tag-africa","tag-bento-xvi","tag-crianca","tag-economia","tag-educacao","tag-familia","tag-joao-paulo-ii","tag-missoes","tag-refugiados","tag-sinodo-dos-bispos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37642","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=37642"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37642\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=37642"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=37642"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=37642"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}