{"id":37582,"date":"2009-03-16T09:32:59","date_gmt":"2009-03-16T09:32:59","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/03\/16\/catequese-do-3-o-domingo-da-quaresma-do-cardeal-patriarca-de-lisboa\/"},"modified":"2009-03-16T09:32:59","modified_gmt":"2009-03-16T09:32:59","slug":"catequese-do-3-o-domingo-da-quaresma-do-cardeal-patriarca-de-lisboa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/catequese-do-3-o-domingo-da-quaresma-do-cardeal-patriarca-de-lisboa\/","title":{"rendered":"Catequese do 3.\u00ba Domingo da Quaresma do Cardeal-Patriarca de Lisboa"},"content":{"rendered":"<p>\u00abA encarna\u00e7\u00e3o da Palavra humaniza o homem\u00bb <!--more--> <b>Introdu\u00e7\u00e3o<\/b> 1. Nesta Catequese, continuamos a tentar ouvir o Senhor atrav\u00e9s do principal acontecimento da nossa hist\u00f3ria, fruto da pot\u00eancia da Palavra de Deus, Jesus Cristo, Verbo de Deus feito Homem. O que nos diz a humanidade de Jesus, que interpela\u00e7\u00f5es encerra para a nossa humanidade, para tudo o que \u00e9 humano em n\u00f3s? Jesus Cristo tem de ser, para n\u00f3s, mais do que o primeiro santo da nossa devo\u00e7\u00e3o; Ele encerra o nosso segredo, Ele \u00e9 a nossa solu\u00e7\u00e3o. Retomaremos a este respeito os riqu\u00edssimos ensinamentos, quer do Conc\u00edlio Vaticano II, quer do Papa Jo\u00e3o Paulo II na sua primeira Enc\u00edclica \u201cRedemptor Hominis\u201d. \u00c9 a\u00ed que o Santo Padre afirma: \u201cCristo, o Filho de Deus vivo, fala aos homens tamb\u00e9m como homem: \u00e9 a Sua pr\u00f3pria vida que fala, a Sua humanidade, a Sua fidelidade \u00e0 verdade e o Seu amor que a todos abra\u00e7a. Fala ainda a Sua morte na Cruz, isto \u00e9, a imperscrut\u00e1vel profundidade do Seu sofrimento e do Seu abandono\u201d . Cristo fala-nos na Sua humanidade, ela \u00e9 Palavra de Deus para n\u00f3s. Procuremos escut\u00e1-la.  <b>Ao fazer-se Homem, Cristo uniu-se a cada homem<\/b> 2. O Verbo eterno de Deus feito homem, revestiu-se de uma humanidade concreta, a nossa humanidade, que guarda todas as potencialidades de grandeza e de dignidade, mas que est\u00e1 enfraquecida, ferida pelo pecado, tornada incapaz de fazer frutificar plenamente todas as capacidades com que foi criada. E segundo o Ap\u00f3stolo Paulo, o homem marcado pelo pecado arrastou a pr\u00f3pria cria\u00e7\u00e3o para essa caducidade: ela foi sujeita \u00e0 vaidade, porque o homem, no seu pecado a arrastou para isso, e espera ser liberta da escravatura da corrup\u00e7\u00e3o para entrar na liberdade da gl\u00f3ria dos filhos de Deus (cf. Rom. 8,20-22). O homem, a quem Deus entregou o mandato de gerir a cria\u00e7\u00e3o, arrastou-a para a sua pr\u00f3pria caducidade. E disso temos sinais cont\u00ednuos e permanentes no mundo em que vivemos. Foi esta humanidade que Cristo assumiu, humanidade a precisar de reden\u00e7\u00e3o e de liberta\u00e7\u00e3o. Ele n\u00e3o \u00e9 pecador, mas assumiu uma humanidade pecadora. E f\u00ea-lo porque quis que a Sua humanidade unida \u00e0 humanidade de cada homem, se tornasse for\u00e7a de supera\u00e7\u00e3o, isto \u00e9, de reden\u00e7\u00e3o. Cristo n\u00e3o \u00e9 apenas mais um homem, une-se a cada homem e a todos os homens, para ser, na nossa dimens\u00e3o humana, esse desafio de supera\u00e7\u00e3o e de reden\u00e7\u00e3o. Na Sua encarna\u00e7\u00e3o, o Verbo de Deus uniu-se a cada homem, para revelar e recuperar a grandeza e a dignidade do homem. Recordemos este texto do Conc\u00edlio: \u201cImagem de Deus invis\u00edvel, Ele \u00e9 o homem perfeito que restaurou na descend\u00eancia de Ad\u00e3o a semelhan\u00e7a divina, alterada desde o primeiro pecado. Porque n\u2019Ele a natureza humana foi assumida, n\u00e3o absorvida, por esse facto essa natureza foi elevada tamb\u00e9m em n\u00f3s a uma dignidade sem igual. Porque, pela Sua encarna\u00e7\u00e3o o Filho de Deus se uniu, de certo modo, a cada homem, trabalhou com m\u00e3os de homem, pensou com uma intelig\u00eancia de homem, agiu com vontade de homem, amou com cora\u00e7\u00e3o de homem\u201d . Esta uni\u00e3o da humanidade de Jesus \u00e0 humanidade de cada homem, faz com que, em Cristo, Filho de Deus feito homem, se encerre o segredo do homem, o seu mist\u00e9rio, a sua garantia \u00faltima de realiza\u00e7\u00e3o plena. Diz o Conc\u00edlio: \u201cna realidade o mist\u00e9rio do homem s\u00f3 se esclarece verdadeiramente no mist\u00e9rio do Verbo encarnado\u201d . Esta uni\u00e3o da humanidade de cada homem \u00e0 humanidade de Cristo radicaliza-se no crist\u00e3o, que toma consci\u00eancia dela, que a assume no baptismo e sabe que tudo o que em si \u00e9 humano s\u00f3 encontrar\u00e1 a sua verdade plena, por estar enxertada na humanidade de Cristo que \u00e9 for\u00e7a de reden\u00e7\u00e3o e de uma plenitude ainda maior do que aquela que estava anunciada na cria\u00e7\u00e3o. A reden\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 correc\u00e7\u00e3o do pecado, restituindo o homem \u00e0 sua capacidade inicial. Esta \u00e9 potenciada no inaudito da generosidade divina, que Deus n\u00e3o regateia ao Seu pr\u00f3prio Filho. A radicaliza\u00e7\u00e3o da uni\u00e3o da nossa humanidade \u00e0 humanidade de Cristo, realizada no baptismo, adquire conscientemente o ritmo da reden\u00e7\u00e3o. Essa \u00e9 a primeira coisa que aprendemos ao contemplar a humanidade de Jesus: unida \u00e0 d\u2019Ele a nossa humanidade caminha para a plenitude ao ritmo da reden\u00e7\u00e3o. Recordemos como o Ap\u00f3stolo Paulo fala do baptismo: \u201cAcaso ignorais que, baptizados em Cristo Jesus, foi na Sua morte que fomos baptizados? Assim fomos sepultados com Ele, pelo baptismo, na morte, para que, assim como Cristo ressuscitou dos mortos para a gl\u00f3ria do Pai, vivamos tamb\u00e9m n\u00f3s uma vida nova\u201d (Rom. 6,3-4). Que realismo e que profundidade! No baptismo a nossa humanidade foi enxertada na de Cristo, na dimens\u00e3o que O define como redentor: a oferta sacrificial e a vit\u00f3ria sobre a morte, anunciada na maneira como Ele viveu a Sua morte.  <b>A humanidade de Cristo e a dimens\u00e3o sacrificial da reden\u00e7\u00e3o<\/b> 3. A humanidade de Cristo introduz na nossa humanidade o dinamismo da reden\u00e7\u00e3o. Esta \u00e9 mais do que um gesto misericordioso de Deus, de que n\u00f3s beneficiamos. \u00c9 um dinamismo transformador e recriador, introduzido na nossa humanidade, unida \u00e0 humanidade de Cristo. Tudo o que \u00e9 humano em n\u00f3s pode ser recriado, a partir de Cristo. Como diz Jo\u00e3o Paulo II, \u201cno mist\u00e9rio da reden\u00e7\u00e3o o homem \u00e9 novamente \u00abreproduzido\u00bb e, de certo modo, \u00e9 novamente criado. Sim, ele \u00e9 novamente criado\u201d . A for\u00e7a recriadora da humanidade de Cristo, introduzida em n\u00f3s quando Ele se une \u00e0 nossa humanidade, \u00e9, antes de mais, a sua dimens\u00e3o de v\u00edtima, a sua imola\u00e7\u00e3o volunt\u00e1ria, exprimindo na carne o amor primordial com que Deus criou o homem. Toda a vida humana de Jesus, desde o nascimento at\u00e9 \u00e0 morte, \u00e9 marcada por esta dimens\u00e3o de imola\u00e7\u00e3o volunt\u00e1ria. A condena\u00e7\u00e3o \u00e0 morte n\u00e3o \u00e9 um percal\u00e7o inesperado; \u00e9 o ponto de chegada, a \u201csua hora\u201d, de plena realiza\u00e7\u00e3o duma dimens\u00e3o permanente. S\u00e3o Paulo, na Carta aos Filipenses, tem essa vis\u00e3o englobante de toda a exist\u00eancia terrena de Jesus: \u201cEle, de condi\u00e7\u00e3o divina, n\u00e3o defendeu ciosamente essa situa\u00e7\u00e3o que O igualava a Deus, mas aniquilou-Se a Si Mesmo tomando a condi\u00e7\u00e3o de servo e tornando-Se semelhante aos homens\u201d (Fil. 2,6-7). O Ap\u00f3stolo come\u00e7a, pois, por atribuir este apagamento da divindade, esta imola\u00e7\u00e3o, \u00e0 pr\u00f3pria encarna\u00e7\u00e3o do Verbo, que se refere a toda a vida de Jesus at\u00e9 \u00e0 Cruz. Esta, continua o Ap\u00f3stolo, \u00e9 a express\u00e3o m\u00e1xima de uma atitude permanente. \u201cTendo-Se comportado como um homem, humilhou-Se ainda mais, obedecendo at\u00e9 \u00e0 morte na Cruz\u201d (Fil. 2,8). N\u00e3o foi s\u00f3 no sofrimento e na morte que Jesus Se ofereceu como v\u00edtima de reden\u00e7\u00e3o, mas em todas as express\u00f5es da Sua vida. A reden\u00e7\u00e3o acontece em n\u00f3s, na nossa humanidade, adquirindo este ritmo de Jesus Cristo, fazendo de tudo uma oferta, uma imola\u00e7\u00e3o, para a nossa reden\u00e7\u00e3o e para a reden\u00e7\u00e3o do mundo. Sendo o mais radical e decisivo, \u00e9 o dinamismo mais exigente e mais dif\u00edcil que a humanidade de Cristo introduz na nossa realidade humana. Exige que tudo o que \u00e9 humano em n\u00f3s seja vivido com essa exig\u00eancia de supera\u00e7\u00e3o redentora. A nossa humanidade, o amor, a alegria ou a dor, s\u00f3 encontrar\u00e1 a sua plenitude na humanidade de Jesus Cristo, como diz Jo\u00e3o Paulo II: \u201cO homem que quiser compreender-se a si mesmo profundamente (\u2026), deve, com a sua inquietude, incerteza e tamb\u00e9m fraqueza e pecaminosidade, com a sua vida e com a sua morte, aproximar-se de Cristo. Deve, por assim dizer, entrar n\u2019Ele com tudo o que \u00e9 em si mesmo, deve apropriar-se e assimilar toda a realidade da encarna\u00e7\u00e3o e da reden\u00e7\u00e3o para se encontrar a si mesmo. Se no homem se der este processo profundo, ent\u00e3o ele produz frutos, n\u00e3o s\u00f3 de adora\u00e7\u00e3o de Deus, mas tamb\u00e9m de profunda maravilha perante si pr\u00f3prio\u201d . A uni\u00e3o \u00e0 humanidade de Cristo introduz em toda a nossa vida humana uma dimens\u00e3o pascal. A principal afirma\u00e7\u00e3o do desejo de Jesus Cristo de unir a Sua humanidade \u00e0 nossa \u00e9 quando disse aos disc\u00edpulos: \u201ctomai e comei, isto \u00e9 o Meu Corpo entregue por v\u00f3s\u201d. Podemos celebrar com Ele a Eucaristia, porque aceit\u00e1mos viver a nossa vida com a exig\u00eancia e o sentido da Sua humanidade.  <b>A humanidade gloriosa de Cristo e o desafio da vida eterna<\/b> 4. Escutar a Palavra do Senhor, contemplando a humanidade de Cristo, \u00e9 tamb\u00e9m aceitar o desafio da vida definitiva, anunciada na humanidade gloriosa do Senhor. A humanidade de Cristo a que nos unimos inclui todo o seu itiner\u00e1rio, desde a concep\u00e7\u00e3o no seio de Maria at\u00e9 \u00e0 ressurrei\u00e7\u00e3o. O Seu corpo ressuscitado, o Seu corpo de gl\u00f3ria, faz tanto parte da Sua humanidade como a Sua morte e o Seu amor com cora\u00e7\u00e3o humano. Ao unir-Se ao nosso corpo, introduz nele a esperan\u00e7a da ressurrei\u00e7\u00e3o e o dinamismo da vida em plenitude. E esta n\u00e3o \u00e9 uma nova dimens\u00e3o a acrescentar \u00e0 maneira como vivemos a vida neste mundo. A tens\u00e3o da plenitude da vida est\u00e1 tanto neste mundo como na eternidade. Em cada dinamismo humano, de amor e comunh\u00e3o, de sofrimento e de dor, vivido unido ao Corpo de Cristo, est\u00e1 presente essa dimens\u00e3o de plenitude e de eternidade. Viver o momento presente com a tens\u00e3o da eternidade exprime toda a densidade e exig\u00eancia da vida crist\u00e3: \u00e9 isso que celebramos em cada Eucaristia. \u00c9 mais f\u00e1cil para n\u00f3s separar, com uma fronteira clara, a vida neste mundo e a vida eterna. Neste mundo, vivemos os nossos dinamismos humanos o melhor que pudermos, tamb\u00e9m com a ajuda do Senhor. A vida eterna n\u00e3o sabemos como \u00e9, esperamos que seja melhor. Mas n\u00e3o foi a isso que fomos chamados, no nosso baptismo. Unida a nossa humanidade ao corpo morto e ressuscitado de Cristo, somos chamados a viver toda a nossa vida humana ao ritmo da verdade e da fidelidade de Jesus Cristo. Em cada viv\u00eancia humana experimenta-se e est\u00e1 j\u00e1 presente a plenitude da vida. Para n\u00f3s, a vida eterna n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 a vida depois da morte; \u00e9 a vida tamb\u00e9m na morte. A uni\u00e3o da nossa humanidade \u00e0 de Cristo, leva-nos a vencer a morte como ruptura, afirma a continuidade da vida, em todas as suas express\u00f5es, para todo o sempre. \u00c9 por isso que o nosso amor ganha a pureza da caridade, a nossa intelig\u00eancia, que busca a verdade, encontra no Verbo de Deus a serenidade da contempla\u00e7\u00e3o, o nosso sofrimento \u00e9 oferecido pela reden\u00e7\u00e3o, contemplando a generosidade da Cruz de Cristo. Esta dimens\u00e3o pascal da vida humana tende a exprimir-se em toda a nossa exist\u00eancia. \u00c9 mais f\u00e1cil compreender, embora seja exigente, que o sofrimento e a morte podem ser oferecidos, com Cristo, para a reden\u00e7\u00e3o da humanidade. Mas s\u00e3o tamb\u00e9m as realidades positivas da vida humana que podem ser vividas, no Corpo de Cristo, com esta tens\u00e3o de eternidade. A radicalidade da Cruz de Cristo e o surpreendente horizonte de eternidade que nos abre na Sua ressurrei\u00e7\u00e3o, podem introduzir o dinamismo da imola\u00e7\u00e3o, da busca da plenitude na ren\u00fancia em dimens\u00f5es da vida humana a que n\u00e3o teria sentido renunciar na l\u00f3gica do mundo. Os m\u00e1rtires entregaram a vida, as virgens entregaram a Cristo toda a sua capacidade humana de amor, tantos renunciaram \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o humana e aos triunfos do tempo presente para partirem pelo mundo, peregrinos do Reino de Deus. Estar unido ao Corpo de Cristo, morto e ressuscitado, introduz no nosso ritmo humano um grande desassossego. Nunca mais poderemos conceber a realiza\u00e7\u00e3o humana apenas como o mundo a concebe. Cristo tornou-nos, j\u00e1 na nossa vida presente, peregrinos do absoluto e da eternidade. \u201cA Igreja, que n\u00e3o cessa de contemplar todo o mist\u00e9rio de Cristo, sabe com a certeza da f\u00e9 que a reden\u00e7\u00e3o que se realizou na Cruz, restituiu definitivamente ao homem a dignidade e o sentido da sua exist\u00eancia no mundo\u201d . Cristo \u00e9, verdadeiramente, o caminho da plenitude do homem. Termino com um texto da Redemptor Hominis: \u201cA \u00fanica orienta\u00e7\u00e3o do esp\u00edrito, a \u00fanica direc\u00e7\u00e3o da intelig\u00eancia, da vontade e do cora\u00e7\u00e3o para n\u00f3s \u00e9 esta: na direc\u00e7\u00e3o de Cristo, redentor do homem, na direc\u00e7\u00e3o de Cristo, redentor do mundo. Para Ele queremos olhar, porque s\u00f3 n\u2019Ele, Filho de Deus, est\u00e1 a salva\u00e7\u00e3o\u201d .  \u2020 JOS\u00c9, Cardeal-Patriarca <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00abA encarna\u00e7\u00e3o da Palavra humaniza o homem\u00bb<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[127,144,168,237,91],"class_list":["post-37582","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-catequese","tag-concilio-vaticano-ii","tag-diocese-da-guarda","tag-joao-paulo-ii","tag-quaresma"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37582","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=37582"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37582\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=37582"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=37582"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=37582"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}