{"id":375669,"date":"2025-05-12T08:30:03","date_gmt":"2025-05-12T07:30:03","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=375669"},"modified":"2025-05-12T08:30:03","modified_gmt":"2025-05-12T07:30:03","slug":"a-humanidade-da-humanidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-humanidade-da-humanidade\/","title":{"rendered":"A humanidade da Humanidade"},"content":{"rendered":"<p><em>Ant\u00f3nio Salvado Morgado, diocese da Guarda<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Antonio-Morgado-guarda.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-271042 size-medium\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Antonio-Morgado-guarda-390x260.jpg\" alt=\"\" width=\"390\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Antonio-Morgado-guarda-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Antonio-Morgado-guarda-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Antonio-Morgado-guarda-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Antonio-Morgado-guarda-391x260.jpg 391w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Antonio-Morgado-guarda-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Antonio-Morgado-guarda-1280x853.jpg 1280w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Antonio-Morgado-guarda-980x653.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Antonio-Morgado-guarda-480x320.jpg 480w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Antonio-Morgado-guarda.jpg 1500w\" sizes=\"(max-width: 390px) 100vw, 390px\" \/><\/a>N\u00e3o, o t\u00edtulo n\u00e3o \u00e9 um jogo de palavras. \u00c9 a pr\u00f3pria palavra \u201chumanidade\u201d que expressa realidades m\u00faltiplas, embora pr\u00f3ximas. Nestes dias de Maio em que vamos ouvindo as palavras de Le\u00e3o XIV, \u00e9 por a\u00ed que me passeio, meditando.<\/p>\n<p>A tem\u00e1tica foi-me sugerida por muitos dizeres que fui encontrando nos meios de comunica\u00e7\u00e3o social logo ap\u00f3s o falecimento do Papa Francisco. Ouviu-se e escreveu-se, e com raz\u00e3o, que a sua partida foi sentida como \u00ab<em>uma grande perda para a Humanidade<\/em>\u00bb. J\u00e1 num comunicado enviado pela Santa S\u00e9 aos jornalistas no dia 5 de Maio podia ler-se: \u00ab<em>Falou-se tamb\u00e9m do perfil do futuro Papa: uma figura que deve estar presente, pr\u00f3xima, capaz de servir de ponte e de guia, de promover o acesso \u00e0 comunh\u00e3o numa Humanidade desorientada e marcada pela crise da ordem mundial. Um pastor pr\u00f3ximo da vida concreta das pessoas<\/em>\u00bb.<\/p>\n<p>Conduzido por estes dizeres, na manh\u00e3 do dia 8 de Maio, enquanto ia olhando para a pequena chamin\u00e9 da Capela Sistina a aguardar a sa\u00edda do fumo sinalizador, vou ouvindo que se espera que o novo Papa esteja \u00e0 altura das circunst\u00e2ncias em que se encontra a Humanidade, e penso no que o Cardeal Giovani Battista Re, decano do Col\u00e9gio Cardinal\u00edcio que n\u00e3o estava presente no Conclave em raz\u00e3o da idade, lembrou aos cardeais eleitores, na missa \u201c<em>Pro elegendo Pontifex<\/em>\u201d da abertura do Conclave, ao reafirmar a necessidade de ser eleito \u00ab<em>o Papa que a Igreja e a Humanidade precisam neste momento t\u00e3o dif\u00edcil e complexo da Hist\u00f3ria<\/em>.\u00bb Enfim, importava que os cardeais, \u00e0 luz do Esp\u00edrito Santo, reconhecessem a pertin\u00eancia de um \u00ab<em>Papa Pastor, mestre de humanidade, capaz de encontrar o rosto de uma Igreja samaritana, pr\u00f3xima das necessidades e das feridas da Humanidade<\/em>.\u00bb Assim li e assim ter\u00e3o lido muitos outros comigo. E, como o pensamento voa, sendo ele a realidade humana mais livre, dei comigo a pensar em problem\u00e1ticas cruzadas: Humanidade da Humanidade, Igreja da Igreja, Igreja da Humanidade e Humanidade da Igreja.<\/p>\n<p>O Papa Paulo VI em F\u00e1tima, naquele S\u00e1bado de 13 de Maio de 1967, no Cinquenten\u00e1rio das Apari\u00e7\u00f5es, quando, na homilia da Santa Missa se referia \u00e0 paz como \u00ab<em>dom de Deus<\/em>\u00bb que, n\u00e3o sendo um dom miraculoso, opera no segredo dos cora\u00e7\u00f5es humanos e \u00ab<em>tem necessidade da livre aceita\u00e7\u00e3o<\/em>\u00bb dos homens, lan\u00e7a ao mundo o grito de despertar: \u00ab<em>Homens, sede homens<\/em>\u00bb.<\/p>\n<p>O apelo papal refere claramente dois significados da palavra \u201chomem\u201d, tal como os textos pr\u00e9-conclave cont\u00eam dois significados da palavra \u201chumanidade\u201d, mas de que nem sempre nos apercebemos. Por um lado, \u201chumanidade\u201d significa aquilo que faz que o Homem seja humano, ou seja, a ess\u00eancia humana, o que nos conduz a problem\u00e1ticas complexas como o direito natural, os direitos humanos e tudo o que se relaciona com a igualdade, a dignidade, a fraternidade ou a liberdade. Por outro lado, \u201chumanidade\u201d significa o conjunto dos seres humanos, considerados numa \u00e9poca determinada ou olhados em toda a sua hist\u00f3ria, ou seja, a Humanidade enquanto \u201cg\u00e9nero humano\u201d, o que nos conduz a problem\u00e1ticas complexas como a universalidade do direito natural e direito internacional e, no campo teol\u00f3gico crist\u00e3o, a universalidade da reden\u00e7\u00e3o e a catolicidade da Igreja a que \u00abtodos, todos, todos\u00bb s\u00e3o chamados.<\/p>\n<p>Mas uma coisa \u00e9 o dom\u00ednio do ser \u2013 realidade ontol\u00f3gica &#8211; outra a realidade do viver \u2013 realidade moral, social e pol\u00edtica. Se a humanidade do homem, na sua realidade ontol\u00f3gica, \u00e9 universal e intr\u00ednseca ao seu ser, a humanidade do homem, na sua dimens\u00e3o moral, pessoal ou social, \u00e9 uma realidade em constru\u00e7\u00e3o. Nunca realizamos plenamente e na perfei\u00e7\u00e3o a ess\u00eancia ideal da realidade humana, pessoal e comunitariamente falando. Cada um de n\u00f3s, com os outros homens e com Deus, \u00e9 construtor de humanidade, como bem o afirma o Vaticano II [GS, 30).<\/p>\n<p>Vivemos, nas palavras por que inici\u00e1mos estas considera\u00e7\u00f5es, <em>\u00abnuma Humanidade desorientada e marcada pela crise da ordem mundial\u00bb, <\/em>que tem necessidade de um<em> \u00abPapa Pastor, mestre de humanidade, capaz de encontrar o rosto de uma Igreja samaritana, pr\u00f3xima das necessidades e das feridas da Humanidade.\u00bb<\/em><\/p>\n<p>Chegamos assim a outros significados da palavra \u201chumanidade\u201d: a virtude de quem realiza em si a ess\u00eancia humana com plenitude poss\u00edvel e o sentimento de benevol\u00eancia em rela\u00e7\u00e3o aos seus semelhantes e de compaix\u00e3o com os mais desfavorecidos e fr\u00e1geis, feridos na sua dignidade.<\/p>\n<p>A Humanidade, particularmente a Igreja, ouviu com a maior aten\u00e7\u00e3o as primeiras palavras dirigidas \u00ab\u00e0 cidade e ao mundo\u00bb pelo Papa Le\u00e3o XIV ap\u00f3s a sua elei\u00e7\u00e3o. Se encontramos a\u00ed s\u00f3 uma vez a palavra \u201chumanidade\u201d para dizer que \u00ab<em>A Humanidade precisa dele como ponte para ser alcan\u00e7ada por Deus e seu amor<\/em>\u00bb, o seu significado est\u00e1 repetidamente presente, nas dez vezes que aparece a palavra \u201cpaz\u201d, nas treze vezes que aparece o pronome \u201ctodo\u201d, no singular ou no plural, no masculino ou no feminino, quando se fala de \u00abtodos os povos\u00bb, de \u00abtoda a terra\u00bb, do \u00abmundo inteiro\u00bb ou, simplesmente, do \u00abmundo\u00bb.<\/p>\n<p>Deixemos aos fil\u00f3sofos a problem\u00e1tica m\u00faltipla e complexa sobre a natureza da realidade que corresponde \u00e0 Humanidade enquanto conjunto de homens, Humanidade onde se cruzam factores m\u00faltiplos &#8211; materiais e espirituais, temporais e escatol\u00f3gicos, naturais e sobrenaturais \u2013 e fixemo-nos na sociabilidade essencial do ser humano que \u00e9 a raiz da unidade da Humanidade para lembrarmos que n\u00f3s, seres humanos, entr\u00e1mos numa etapa relativamente nova, e talvez decisiva, da Humanidade em raz\u00e3o da mundializa\u00e7\u00e3o e planetariza\u00e7\u00e3o da vida humana, agora acelerada pelas novas tecnologias de comunica\u00e7\u00e3o. Assim sendo, se se imp\u00f5e a organiza\u00e7\u00e3o moral de quantos vivem sobre a Terra, e se, perante os nossos olhos, se negam os direitos humanos e se desrespeita o direito internacional, cimento do entendimento e da paz entre povos e na\u00e7\u00f5es, mais se imp\u00f5e tamb\u00e9m maior consci\u00eancia da unidade da Humanidade e a necessidade de mestres de humanidade para os tempos de hoje.<\/p>\n<p>Sabendo que, segundo o pensamento crist\u00e3o, a fam\u00edlia humana, a Humanidade que compreende todos os seres humanos no tempo e no espa\u00e7o, possui unidade de origem, unidade de natureza, e unidade de voca\u00e7\u00e3o, mais se compreende ainda que o Papa Le\u00e3o XIV tenha iniciado a primeira mensagem dirigida ao mundo, \u00ab<em>a todas as pessoas, onde quer que estejam, a todos os povos, a toda a terra<\/em>\u00bb com a sauda\u00e7\u00e3o da paz com que Jesus Cristo Ressuscitado se dirigiu aos disc\u00edpulos.<\/p>\n<p>\u00ab<em>Homens, sede homens<\/em>\u00bb foi o grito de Paulo VI em F\u00e1tima A frase ficou e \u00e9 citada com bastante frequ\u00eancia, mas esquece-se a sequ\u00eancia da homilia: \u00ab<em>Homens, sede bons, sede cordatos, abri-vos \u00e0 considera\u00e7\u00e3o do bem total do mundo. Homens, sede magn\u00e2nimos. Homens, procurai ver o vosso prest\u00edgio e o vosso interesse n\u00e3o como contr\u00e1rios ao prest\u00edgio e ao interesse dos outros, mas como solid\u00e1rios com eles. Homens, n\u00e3o penseis em projectos de destrui\u00e7\u00e3o e de morte, de revolu\u00e7\u00e3o e de viol\u00eancia; pensai em projectos de conforto comum e de colabora\u00e7\u00e3o solid\u00e1ria<\/em>.\u00bb E continua apelando \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de \u00ab<em>um mundo de homens verdadeiros<\/em>,<em> o qual \u00e9 imposs\u00edvel de conseguir se n\u00e3o tem o sol de Deus no seu horizonte<\/em>.\u00bb<\/p>\n<p>Hoje \u00e9 Le\u00e3o XIV que, perante uma<em> \u00abHumanidade desorientada e marcada pela crise da ordem mundial\u00bb, <\/em>solicita a todos que o ajudem a \u00ab<em>construir pontes<\/em>\u00bb de humanidade e de paz para a Humanidade. Se a palavra \u201cpont\u00edfice\u201d significa etimologicamente \u00abfazer pontes\u00bb, o que o Pont\u00edfice de Roma pede \u00e0 Igreja e \u00e0 Humanidade \u00e9 que todos sejamos pont\u00edfices com Ele. \u00c9 a Igreja sinodal a caminho em encontro e di\u00e1logo com todos.<\/p>\n<p><em>(Os artigos de opini\u00e3o publicados na sec\u00e7\u00e3o \u2018Opini\u00e3o\u2019 e \u2018Rubricas\u2019 do portal da Ag\u00eancia Ecclesia s\u00e3o da responsabilidade de quem os assina e vinculam apenas os seus autores.)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ant\u00f3nio Salvado Morgado, diocese da Guarda<\/p>\n","protected":false},"author":17,"featured_media":271042,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"default","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"set","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[],"class_list":["post-375669","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/375669","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/17"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=375669"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/375669\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/271042"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=375669"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=375669"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=375669"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}