{"id":37465,"date":"2009-03-10T13:19:33","date_gmt":"2009-03-10T13:19:33","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/03\/10\/mensagem-do-reitor-do-santuario-de-cristo-rei\/"},"modified":"2009-03-10T13:19:33","modified_gmt":"2009-03-10T13:19:33","slug":"mensagem-do-reitor-do-santuario-de-cristo-rei","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/mensagem-do-reitor-do-santuario-de-cristo-rei\/","title":{"rendered":"Mensagem do Reitor do Santu\u00e1rio de Cristo Rei"},"content":{"rendered":"<p>\u00abConstruir o Santu\u00e1rio espiritual \u00e9 a tarefa que temos pela frente, com as celebra\u00e7\u00f5es dos 50 anos queremos relan\u00e7ar os grandes princ\u00edpios que estiveram na sua origem, adaptados ao mundo actual.\u00bb   A 17 de Maio de 1959 inaugurou-se o Monumento a Cristo Rei. Foi o termo de um projecto que durou 21 anos, mobilizando os cat\u00f3licos de aqu\u00e9m e al\u00e9m mar.  Devido \u00e0 grandeza das Celebra\u00e7\u00f5es, a imprensa da \u00e9poca afirmava que era uma das maiores festas portuguesas \u00e0 glorifica\u00e7\u00e3o de Nosso Senhor Jesus Cristo.  Portugal cumpria assim o voto que fizera na pessoa dos seus pastores, em Junho de 1940.  Agradecer o dom da paz e demonstrar ao mundo a f\u00e9 da na\u00e7\u00e3o portuguesa foram os objectivos principais da obra.  Abria-se assim uma nova etapa, ser Santu\u00e1rio Nacional do Sagrado Cora\u00e7\u00e3o de Jesus, centro de peregrina\u00e7\u00f5es, lugar de ora\u00e7\u00e3o, onde todos atrav\u00e9s da linda imagem contemplassem o rosto do amor de Deus.  Ser Santu\u00e1rio reparador foi o grande desafio colocado.    Devido a v\u00e1rios factores de ordem eclesial e social, novas sensibilidades surgiram e a imagem de Cristo Rei, aos poucos passou a ser vista como uma mem\u00f3ria hist\u00f3rica pertencente ao passado, vista por muitos como um excelente miradouro sobre a cidade de Lisboa.    Este facto tra\u00eda assim a mem\u00f3ria de quem se esfor\u00e7ou para dar corpo ao projecto, bem como os princ\u00edpios espirituais nos quais este assentava.  Apesar disto, a imagem imponente e silenciosa nunca deixou de tocar no cora\u00e7\u00e3o de muitos crist\u00e3os portugueses.  Na d\u00e9cada de oitenta, deu-se um novo impulso, sendo aprovado o Plano Geral de Ordenamento do Santu\u00e1rio de Cristo Rei, nascendo deste projecto o Edif\u00edcio de Acolhimento.  Passados 50 anos, a Igreja e o pa\u00eds est\u00e3o diferentes, mudaram-se as sensibilidades e as mentalidades. Ent\u00e3o como transmitir a mensagem deste Santu\u00e1rio a uma sociedade cada vez mais laica?   Ser\u00e1 pela via do Cora\u00e7\u00e3o, isto \u00e9, \u00e9 pelo lado humano de Deus que podemos transmitir a grandeza da Sua obra, que \u00e9 sobretudo divina.  Cristo continua a abra\u00e7ar o nosso pa\u00eds, a t\u00ea-lo no Seu Cora\u00e7\u00e3o, numa atitude de acolhimento infinito, de perd\u00e3o incondicional.  A imagem de Cristo Rei, para al\u00e9m de recordar este lado humano e divino de Deus, chama todos os homens a um compromisso de paz e de amor.  Tal como Deus usou de miseric\u00f3rdia para connosco, assim devemos n\u00f3s fazer para com os demais.  Construir o Santu\u00e1rio espiritual \u00e9 a tarefa que temos pela frente, com as celebra\u00e7\u00f5es dos 50 anos queremos relan\u00e7ar os grandes princ\u00edpios que estiveram na sua origem, adaptados ao mundo actual.   Nos \u00faltimos anos temos dado alguns passos neste sentido, pequenos, mas suficientes para afirmarmos aos nossos visitantes que Cristo Rei n\u00e3o \u00e9 um miradouro mas um Santu\u00e1rio, que para al\u00e9m de ser uma resposta da fidelidade de Portugal ao C\u00e9u, \u00e9 sinal de que Deus a todos quer chegar com o Seu abra\u00e7o e a todos quer amar com o Seu Cora\u00e7\u00e3o.  O trabalho a realizar \u00e9 longo, as dificuldades est\u00e3o \u00e0 vista, mas desistir deste grande objectivo nunca.  \u00c9 comovente ver os milhares de pessoas que nos visitam e que n\u00e3o saem deste local sem deixar a sua prece na caixa das inten\u00e7\u00f5es, um gesto simples, \u00e0s vezes at\u00e9 pouco esclarecido, mas demonstra bem que Cristo Rei \u00e9 lugar de devo\u00e7\u00e3o.  2009, o ano em que a todos queremos chegar, n\u00e3o s\u00f3 aos cat\u00f3licos, embora estes tenham um lugar muito especial no Santu\u00e1rio.  Queremos chegar \u00e0s nossas crian\u00e7as, jovens, idosos, a todas as fam\u00edlias, para que todos num mundo marcado pela crise sintam o abra\u00e7o terno de Deus, o \u00fanico que nos dar\u00e1 aquela paz necess\u00e1ria ao nosso equil\u00edbrio interior, para podermos ultrapassar as dificuldades da vida.  Est\u00e3o previstas v\u00e1rias iniciativas, que ser\u00e3o um contributo para o reavivar da nossa f\u00e9, do nosso compromisso de fidelidade a Jesus Cristo, que nos amou primeiro e continua a amar mesmo naqueles que s\u00e3o indiferentes \u00e0 Sua predilec\u00e7\u00e3o.  Fa\u00e7amos festa, celebremos festa, transmitamos festa, de modo a dignificarmos a mem\u00f3ria de todos aqueles que se empenharam na constru\u00e7\u00e3o deste Santu\u00e1rio.  Com a celebra\u00e7\u00e3o do Cinquenten\u00e1rio voltemos o nosso olhar para o olhar de Cristo, coloquemos o nosso cora\u00e7\u00e3o no Seu cora\u00e7\u00e3o, deixemo-nos abra\u00e7ar por Ele.  N\u00e3o tenhamos medo que o Senhor reine na nossa vida.  Mais que as celebra\u00e7\u00f5es exteriores, preparemo-nos interiormente de modo a nascer em n\u00f3s a vontade de virmos at\u00e9 Cristo Rei.  Fa\u00e7amos Peregrina\u00e7\u00e3o.   Que todos sintam Cristo Rei como o seu Santu\u00e1rio, local de encontro, recolhimento e partilha.   <i>Pe. Sezinando Luis Felicidade Alberto <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00abConstruir o Santu\u00e1rio espiritual \u00e9 a tarefa que temos pela frente, com as celebra\u00e7\u00f5es dos 50 anos queremos relan\u00e7ar os grandes princ\u00edpios que estiveram na sua origem, adaptados ao mundo actual.\u00bb A 17 de Maio de 1959 inaugurou-se o Monumento a Cristo Rei. 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