{"id":37409,"date":"2009-03-09T09:35:01","date_gmt":"2009-03-09T09:35:01","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/03\/09\/catequese-do-2-o-domingo-da-quaresma-de-d-jose-policarpo\/"},"modified":"2009-03-09T09:35:01","modified_gmt":"2009-03-09T09:35:01","slug":"catequese-do-2-o-domingo-da-quaresma-de-d-jose-policarpo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/catequese-do-2-o-domingo-da-quaresma-de-d-jose-policarpo\/","title":{"rendered":"Catequese do 2.\u00ba Domingo da Quaresma de D. Jos\u00e9 Policarpo"},"content":{"rendered":"<p>Cardeal Patriarca de Lisboa: \u00ab\u00c9 poss\u00edvel escutar a Palavra contemplando as suas obras\u00bb <!--more--> <b>Introdu\u00e7\u00e3o<\/b> 1. Jesus ensina os seus disc\u00edpulos a reconhecer aqueles que entraram na din\u00e2mica do Reino dos C\u00e9us, os verdadeiros ouvintes da Palavra, pelos seus frutos, isto \u00e9, pela mudan\u00e7a que a Palavra realizou nas suas vidas. \u201cPelos frutos se conhece a \u00e1rvore\u201d (Mt. 12,33). N\u00e3o \u00e9 um convite a julgar as pessoas, mas a identificar os frutos da Palavra de Deus e assim chegar, pelo louvor, ao Deus da Palavra. Esse foi, em toda a hist\u00f3ria do Povo de Deus, um caminho seguro para reconhecer o Senhor nas maravilhas que realizava em favor do Seu Povo. A hist\u00f3ria da humanidade passa, assim, a estar semeada pela Palavra de Deus, n\u00e3o apenas porque ela foi pronunciada e poucos a escutaram, mas sobretudo pelas maravilhas que ela realizou e que falam, mesmo \u00e0queles que nunca escutaram a Palavra pronunciada pelos Profetas. E porque as obras de Deus s\u00e3o fruto da Sua Palavra, chegar a louvar o Senhor atrav\u00e9s dessas obras \u00e9 outro caminho para escutar a Palavra. As obras s\u00e3o outra linguagem em que se comunica aos homens a Palavra eterna de Deus. Nesta Catequese, vamos percorrer as v\u00e1rias maravilhas de Deus, que, segundo a Sagrada Escritura, s\u00e3o fruto da Palavra, e aprender a reconhecer nelas o Senhor e a Sua Palavra.  <b>A cria\u00e7\u00e3o<\/b> 2. Segundo a Escritura, toda a cria\u00e7\u00e3o \u00e9 fruto da Palavra de Deus. Deus disse e fez-se. Foi respondendo a essa Palavra eterna que passaram a existir o c\u00e9u e a terra, a luz, o sol e a lua, a infinita variedade de seres vivos, o homem, plenitude da cria\u00e7\u00e3o. Os esp\u00edritos simples e abertos podem, ao contemplar a beleza e a harmonia da cria\u00e7\u00e3o, chegar ao seu Criador e reconhecer em cada criatura a marca da Palavra que a criou. Este perscrutar da cria\u00e7\u00e3o para adorar o Criador, atravessa toda a hist\u00f3ria da salva\u00e7\u00e3o. Esse perscrutar da cria\u00e7\u00e3o d\u00e1 origem aos mais belos textos da Escritura, como s\u00e3o os Salmos que descobrem a\u00ed o poder criador da Palavra \u201cque vence o nada e cria o ser\u201d. O salmista canta: \u201cPela Palavra do Senhor foram criados os c\u00e9us, pelo sopro da Sua boca todo o seu ex\u00e9rcito (\u2026) porque Ele falou e tudo foi feito, Ele mandou e tudo existe\u201d (Ps. 33,6-9). Tenho perante mim a Mensagem dos Padres Sinodais que refere: \u201cTemos, assim, uma primeira revela\u00e7\u00e3o \u00abc\u00f3smica\u00bb, que faz com que a cria\u00e7\u00e3o se assemelhe a uma imensa p\u00e1gina aberta diante de toda a humanidade, que nela pode ler uma mensagem do Criador: \u00abOs c\u00e9us narram a gl\u00f3ria de Deus; a obra das Suas m\u00e3os o firmamento a anuncia. O dia ao dia comunica a mensagem e a noite \u00e0 noite transmite a not\u00edcia. Sem linguagem, sem palavras, sem que se ou\u00e7a a sua voz, toda a terra difunde o seu an\u00fancio e at\u00e9 aos confins do mundo a sua mensagem\u00bb (Sl. 19,2-5)\u201d . Jesus, ao ensinar os disc\u00edpulos, ensina-os a ler, nesta p\u00e1gina aberta que \u00e9 a cria\u00e7\u00e3o, a bondade providente de Deus. Convida-nos a contemplar as aves do C\u00e9u e os l\u00edrios do campo, cuja abund\u00e2ncia e beleza s\u00e3o fruto da provid\u00eancia de Deus (cf. Mt. 6,25ss).  S\u00e3o Paulo n\u00e3o desculpa os pag\u00e3os de n\u00e3o conhecerem o Deus verdadeiro, pois Ele revela-se-lhes na cria\u00e7\u00e3o: \u201cO que se pode conhecer de Deus \u00e9-lhes manifesto, porque Deus lho manifestou. O que \u00e9 invis\u00edvel desde a cria\u00e7\u00e3o do mundo, manifesta-se \u00e0 intelig\u00eancia atrav\u00e9s das suas obras, o seu poder eterno e a sua divindade\u201d (Rom. 1,19-20). Portanto, a cria\u00e7\u00e3o \u00e9 para os pag\u00e3os caminho de revela\u00e7\u00e3o. E, na mesma Carta junta, num hino \u00e0 sabedoria de Deus, a Cria\u00e7\u00e3o e a Reden\u00e7\u00e3o: \u201cO abismo da riqueza, da sabedoria e da ci\u00eancia de Deus! Como s\u00e3o insond\u00e1veis os Seus decretos e incompreens\u00edveis os seus caminhos! Quem, com efeito, alguma vez conheceu o pensamento do Senhor? Quem alguma vez foi o seu conselheiro? (\u2026) Porque tudo \u00e9 d\u2019Ele, por Ele e para Ele. A Ele seja dada gl\u00f3ria eternamente\u201d (Rom. 11,33-36).  3. Esta p\u00e1gina, que tem as dimens\u00f5es do Universo, da revela\u00e7\u00e3o c\u00f3smica, fala-nos, antes de mais, da grandeza infinita de Deus. O homem levou mil\u00e9nios a ter consci\u00eancia da grandeza do seu pr\u00f3prio planeta. A ci\u00eancia moderna come\u00e7ou a levantar o v\u00e9u sobre a grandiosidade do Universo em cuja infinitude gira, como ponto perdido, o planeta que habitamos. Esta grandeza da cria\u00e7\u00e3o \u00e9 cantada no Livro de Job (cf. Job. 38-41) e leva Job, diante dessa grandeza, a reconhecer a sua pequenez de criatura. A grandiosidade da cria\u00e7\u00e3o abre-nos para o mist\u00e9rio do Deus infinito, criador e Senhor de toda a cria\u00e7\u00e3o. A grandeza da cria\u00e7\u00e3o est\u00e1 ligada \u00e0 sua beleza. Diz o Livro da Sabedoria \u201cque a grandeza e a beleza das criaturas fazem contemplar o Seu autor\u201d (Sap. 13,5). A beleza \u00e9, certamente, a dimens\u00e3o mais eloquente da cria\u00e7\u00e3o e abre-nos para a beleza de Deus, leva-nos mesmo a perceber que Deus \u00e9 beleza. Diz o mesmo Livro da Sabedoria que o Autor da beleza \u00e9 que criou as coisas belas (cf. Sap. 13,3). Conto-vos um facto da minha experi\u00eancia pessoal que nunca mais esqueci. Um dia em que regressava a Lisboa, o avi\u00e3o preparava-se para aterrar sobrevoando o rio e a cidade. Estava um p\u00f4r-do-sol radioso de luz e de cor. O piloto do avi\u00e3o convidou-me para contemplar esse espect\u00e1culo no \u201ccockpit\u201d do avi\u00e3o. Homem sens\u00edvel, mistura de cientista e de artista, de p\u00e9, fez um aut\u00eantico hino \u00e0 maravilha da luz que, segundo ele, encerrava o segredo de todos os seres. E rematou dizendo: perante esta beleza \u00e9 dif\u00edcil dizer que Deus n\u00e3o existe. A luz que encerra o segredo de todos os seres. Pensei que a luz \u00e9, na natureza e na arte, uma express\u00e3o principal da beleza; o meu pensamento voou at\u00e9 \u00e0 liturgia pascal, \u00e0quele an\u00fancio da luz, que inunda a nova cria\u00e7\u00e3o da luz definitiva, Cristo nosso Redentor. Deus \u00e9 beleza! \u00c9 na beleza das criaturas que tocamos que elas s\u00e3o obra do criador, a beleza eterna e a luz sem ocaso. Quem for sens\u00edvel \u00e0 beleza, descobrir\u00e1 a beleza de Deus criador, na luz, na grandeza de paisagens com horizonte infinito, na majestade das montanhas e na infinitude do oceano, num sorriso de crian\u00e7a, na ternura de um gesto, na simplicidade de estender a m\u00e3o ao seu irm\u00e3o. A grandeza e a beleza exprimem-se na harmonia da cria\u00e7\u00e3o. A harmonia do Universo e essa maravilha que \u00e9 o homem, e que os cientistas v\u00e3o conhecendo, extasiados, cada vez mais, face \u00e0 harmonia de um corpo dinamizado pelo esp\u00edrito, verdadeira imagem da harmonia de Deus, que pudemos ver e tocar em Jesus Cristo, homem divino (cf. 1Jo. 1,1-3).  <b>A Hist\u00f3ria da Salva\u00e7\u00e3o<\/b> 4. Na B\u00edblia a narra\u00e7\u00e3o da cria\u00e7\u00e3o aparece-nos como a primeira p\u00e1gina de uma longa hist\u00f3ria, \u201co primeiro acto do drama que, atrav\u00e9s de manifesta\u00e7\u00f5es v\u00e1rias da bondade de Deus e da infidelidade dos homens constitui a Hist\u00f3ria da Salva\u00e7\u00e3o\u201d . A cria\u00e7\u00e3o, mensagem universal de revela\u00e7\u00e3o para todos os homens, alarga o horizonte da revela\u00e7\u00e3o e da hist\u00f3ria da salva\u00e7\u00e3o que abra\u00e7a toda a hist\u00f3ria humana. Esta universalidade, j\u00e1 presente na teologia de Israel, torna-se clara na \u201cnova cria\u00e7\u00e3o\u201d fruto da reden\u00e7\u00e3o de Jesus Cristo, Ele que \u00e9 a plenitude da cria\u00e7\u00e3o. A hist\u00f3ria \u00e9 o cen\u00e1rio da criatividade da Palavra e por isso esta encerra o segredo do sentido da hist\u00f3ria e da sua interpreta\u00e7\u00e3o. A mesma Palavra que criou o mundo origina acontecimentos em favor do Povo de Deus. Ela \u00e9 uma Palavra continuamente em ac\u00e7\u00e3o, ela \u00e9 acontecimento. \u00c9 atrav\u00e9s dos acontecimentos que Israel toma consci\u00eancia do amor salv\u00edfico de Deus: a passagem do Mar vermelho, o man\u00e1 e as codornizes como alimento no deserto, a queda das muralhas de Jeric\u00f3, as diversas vit\u00f3rias sobre o inimigo. O presente e o futuro de Israel dependem desta Palavra criadora, os Profetas convidam o povo a ver Deus presente e em ac\u00e7\u00e3o ao contemplarem as obras que realiza atrav\u00e9s da Sua Palavra. E quando a hist\u00f3ria acontece s\u00f3 a partir da palavra humana de homens que se recusam a escutar a Palavra de Deus, o povo entra no caminho da desgra\u00e7a e da derrota. A palavra dos profetas, se proclama a fidelidade de Deus, sempre presente na promessa de novas interven\u00e7\u00f5es no futuro para quem acredita no poder criador da Palavra, tamb\u00e9m denuncia a infidelidade. A Palavra torna-se ju\u00edzo e condena\u00e7\u00e3o; a Palavra de Deus \u00e9 a consci\u00eancia de Israel, \u00e9 a luz que indica o caminho da f\u00e9, da justi\u00e7a e da paz, a for\u00e7a que suscita a esperan\u00e7a. A profiss\u00e3o de f\u00e9 do judeu crente e piedoso \u00e9 a mem\u00f3ria dos feitos que Deus, atrav\u00e9s da Sua Palavra realizou em favor do Seu Povo. N\u00e3o \u00e9 um enunciar de verdades, mas o recordar das ac\u00e7\u00f5es salv\u00edficas de Deus (cf. Deut. 4,9ss; 32ss; 26,5ss). \u00c9 esta mem\u00f3ria dos feitos salv\u00edficos da Palavra que deve levar os crentes de Israel \u00e0 circuncis\u00e3o do cora\u00e7\u00e3o e a adorar a Deus Seu salvador (cf. Deut. 10,12ss). Mas a express\u00e3o m\u00e1xima da criatividade salv\u00edfica da Palavra acontecer\u00e1 na plenitude dos tempos, quando a pr\u00f3pria Palavra eterna se torna carne e acontecimento decisivo da Hist\u00f3ria da humanidade. O que se passa em Maria, naquele dia em que o Anjo a visitou \u00e9 a mais sublime ac\u00e7\u00e3o da Palavra de Deus em favor do Seu Povo, cujo horizonte \u00e9 agora toda a humanidade. A encarna\u00e7\u00e3o do Verbo no seio de Maria \u00e9 o acontecimento revelador de Deus e do Seu amor. \u00c9 um acontecimento da hist\u00f3ria, carregado de sentido e gritante de revela\u00e7\u00e3o. Nunca mais se poder\u00e1 escutar Deus e conhec\u00ea-l\u2019O sem ser a partir daquele Menino que foi gerado no seio de Maria pela Palavra eterna de Deus. Maria \u00e9 M\u00e3e com toda a potencialidade feminina de maternidade, mas ela concebeu por for\u00e7a da Palavra. O Anjo, que \u00e9 o mensageiro de Deus, disse-lhe: \u201ctu conceber\u00e1s e dar\u00e1s \u00e0 luz um Filho\u201d (Lc. 1,31). E Maria aceita, por obedi\u00eancia total \u00e0 Palavra de Deus: \u201cEu sou a Serva do Senhor; aconte\u00e7a em mim o que a Tua Palavra anuncia\u201d (Lc. 1,38). \u00c9 imposs\u00edvel penetrar neste mist\u00e9rio da concep\u00e7\u00e3o virginal de Jesus, se n\u00e3o a situarmos na hist\u00f3ria de um Povo habituado a acreditar na Palavra de Deus e a v\u00ea-la fazer maravilhas. Nesta maternidade, fruto da Palavra, realiza-se o encontro entre a ac\u00e7\u00e3o da Palavra na cria\u00e7\u00e3o e na hist\u00f3ria da salva\u00e7\u00e3o. O que se passa em Maria tem a for\u00e7a do acto criador: Deus disse e aconteceu. Deus inaugura a nova cria\u00e7\u00e3o. Mas a Palavra age em Maria ao ritmo da hist\u00f3ria da salva\u00e7\u00e3o. A Palavra ser\u00e1 criadora se for acolhida na obedi\u00eancia da f\u00e9. Aquele acontecimento ser\u00e1, para todo o sempre, fonte de sentido para a Igreja, onde a Palavra exercer\u00e1 o seu poder criador sempre que for acolhida na obedi\u00eancia da f\u00e9. \u00c9 por isso que, para a Igreja, \u00e9 poss\u00edvel chegar ao conhecimento de Deus e do Seu amor salv\u00edfico, contemplando as obras de salva\u00e7\u00e3o que vai realizando em n\u00f3s, na Igreja, na humanidade. Esta ac\u00e7\u00e3o da Palavra, no an\u00fancio da Igreja, na ac\u00e7\u00e3o sacramental, \u00e9 obra de Jesus Cristo, a Palavra encarnada, e realiza-se pela for\u00e7a do Seu Esp\u00edrito que Ele comunica \u00e0 Igreja.  <b>Contemplar as obras da Palavra, numa economia da gra\u00e7a<\/b> 5. J\u00e1 referimos como a Igreja primitiva teve a alegria de ver a Igreja crescer, fruto da efic\u00e1cia da Palavra: a fecundidade da prega\u00e7\u00e3o apost\u00f3lica, o nascer de comunidades, a paix\u00e3o evangelizadora dessas comunidades, a for\u00e7a da comunh\u00e3o (koinonia), a esperan\u00e7a escatol\u00f3gica dos \u201cnovos c\u00e9us e nova terra\u201d, chave da compreens\u00e3o definitiva da hist\u00f3ria. Reconhecer essa ac\u00e7\u00e3o da Palavra e do Esp\u00edrito \u00e9 abrir-se ao conhecimento de Deus em Jesus Cristo, e \u00e0 compreens\u00e3o definitiva do des\u00edgnio de salva\u00e7\u00e3o, mist\u00e9rio escondido desde s\u00e9culos em Deus, e agora revelado aos crentes, protagonistas dessa nova gesta maravilhosa da Palavra (cf. Rom. 12,25-26; Col. 1,26-27; Efs. 3,3-12). Este mergulhar em Deus, contemplando a ac\u00e7\u00e3o da Sua Palavra e do Seu Esp\u00edrito na Igreja e em cada um de n\u00f3s, \u00e9 um caminho perene de louvor e de adora\u00e7\u00e3o. Sup\u00f5e a purifica\u00e7\u00e3o de um cora\u00e7\u00e3o crente, para n\u00e3o atribuir ao engenho humano aquilo que \u00e9 iniciativa maravilhosa da gra\u00e7a. Convida-nos continuamente a uma medita\u00e7\u00e3o sobre a Igreja, mas tamb\u00e9m sobre a vida de cada um de n\u00f3s. Pode ser mais importante que uma compreens\u00e3o doutrinal o reconhecermos a ac\u00e7\u00e3o de Deus em momentos concretos da nossa vida, momentos em que Deus ouviu a nossa ora\u00e7\u00e3o e realizou o que lhe pedimos, circunst\u00e2ncias em que Deus mudou o ritmo da nossa vida, nos chamou, nos fortaleceu e conduziu, nos enviou como cooperadores na obra da salva\u00e7\u00e3o. Por outro lado esta perspectiva faz-nos tomar consci\u00eancia do drama do nosso pecado, ao n\u00e3o acolhermos a Palavra na obedi\u00eancia da f\u00e9, n\u00e3o permitindo que ela realize em n\u00f3s a obra da salva\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m na Igreja e em n\u00f3s, a Palavra \u00e9 ju\u00edzo, p\u00f5e a claro a diferen\u00e7a entre fidelidade e infidelidade, \u00e9 a fonte v\u00e1lida da dimens\u00e3o \u00e9tica da vida. <i>\u2020 Jos\u00e9, Cardeal-Patriarca<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cardeal Patriarca de Lisboa: \u00ab\u00c9 poss\u00edvel escutar a Palavra contemplando as suas obras\u00bb<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[295,127,154,161,191,246,91],"class_list":["post-37409","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-biblia","tag-catequese","tag-crianca","tag-d-jose-policarpo","tag-economia","tag-liturgia","tag-quaresma"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37409","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=37409"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37409\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=37409"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=37409"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=37409"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}