{"id":373625,"date":"2025-05-03T09:30:39","date_gmt":"2025-05-03T08:30:39","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=373625"},"modified":"2025-05-09T14:47:29","modified_gmt":"2025-05-09T13:47:29","slug":"o-perdao-diviniza-e-humaniza-um-mundo-geometrico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/o-perdao-diviniza-e-humaniza-um-mundo-geometrico\/","title":{"rendered":"O perd\u00e3o diviniza (e humaniza) um mundo geom\u00e9trico"},"content":{"rendered":"<p><em>Lu\u00eds Silva, Diocese de Aveiro<\/em><\/p>\n<p><!--more--><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/LuisSilva-Aveiro.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-266200 alignright\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/LuisSilva-Aveiro-390x260.jpg\" alt=\"\" width=\"390\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/LuisSilva-Aveiro-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/LuisSilva-Aveiro-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/LuisSilva-Aveiro-391x260.jpg 391w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/LuisSilva-Aveiro-480x320.jpg 480w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/LuisSilva-Aveiro.jpg 900w\" sizes=\"(max-width: 390px) 100vw, 390px\" \/><\/a>A ideia de um universo (e, com ele, de toda a realidade) geom\u00e9trico, totalmente previs\u00edvel, \u00e9 muito sedutora. Demonstra-o a (quase) omnipresen\u00e7a da vis\u00e3o fatalista da exist\u00eancia nas diversas religi\u00f5es, mitologias e inclusive nas leituras filos\u00f3ficas (Nietzsche recupera a ideia da circularidade do tempo como evoca\u00e7\u00e3o da ideia do eterno retorno\u2026 Tudo regressa, vez ap\u00f3s vez, sem que o humano nada consiga fazer para o evitar!).<\/p>\n<p>E, curiosamente, num tempo em que o \u2018mar\u2019 crist\u00e3o reflui, as areias sobre as quais este se espraiava deixam ver a emerg\u00eancia regressiva das vis\u00f5es geom\u00e9tricas.<\/p>\n<p>Veja-se, como ilustra\u00e7\u00e3o disto, a ced\u00eancia \u00e0 ideia de \u2018Karma\u2019 ou de \u2018destino\u2019 que, paulatinamente, vai tomando conta dos esp\u00edritos, sem que, criticamente, se constatem os custos da sua aceita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c9 que, de facto, a ideia \u00e9 sedutora. Torna tudo previs\u00edvel e diminui o assombro do inesperado\u2026 O inesperado causa ansiedade, com a qual temos dificuldade em conviver. Queremos ter na m\u00e3o as certezas e n\u00e3o ter de nos inquietar em procurar ajustar o rumo\u2026<\/p>\n<p>Mas poderia o ser humano sobreviver \u00e0 geometricidade do mundo?<\/p>\n<p>O salmista do bel\u00edssimo salmo 130 enuncia a resposta: \u2018Se tiveres em conta os nossos pecados, Senhor, quem poder\u00e1 resistir?\u2019 (cito a partir da tradu\u00e7\u00e3o da Difusora B\u00edblica, edi\u00e7\u00e3o online: <a href=\"https:\/\/www.paroquias.org\/biblia\/index.php?c=Sl+130\">https:\/\/www.paroquias.org\/biblia\/index.php?c=Sl+130<\/a>)<\/p>\n<p>A ideia fatalista, geom\u00e9trica, presente nas religi\u00f5es orientais e na mentalidade grega, contrasta com o que emerge na vis\u00e3o judaico-crist\u00e3.<\/p>\n<p>Em tempos em que se discutem os custos da diminui\u00e7\u00e3o da marca crist\u00e3 na sociedade, os sinais \u2018geometristas\u2019 (crio o neologismo para evocar esta ideia da geometricidade da exist\u00eancia) est\u00e3o diante de n\u00f3s e evidenciam o real impacto para al\u00e9m dos custos tantas vezes j\u00e1 denunciados: na perda da sensibilidade \u00e9tica para com os mais fr\u00e1geis, na perda da \u2018sem\u00e2ntica\u2019 crist\u00e3 na iconografia e nas m\u00faltiplas express\u00f5es art\u00edsticas, na fragiliza\u00e7\u00e3o dos liames sociais, etc. Uma tal geometricidade faz do erro condi\u00e7\u00e3o para a err\u00e2ncia. Aquele que erra, sem a possibilidade do perd\u00e3o, torna-se um errante<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>.<\/p>\n<p>Ao judeo-cristianismo se deve, com efeito, a emerg\u00eancia, na humanidade, da ideia de perd\u00e3o, ideia que quebra a linearidade das consequ\u00eancias em rela\u00e7\u00e3o aos atos realizados, essa inevitabilidade de se tornar errante porque se errou.<\/p>\n<p>A ideia \u2018jubilar\u2019 de perdoar os erros passados, reinaugurando um novo tempo, densifica-se com a afirma\u00e7\u00e3o da condi\u00e7\u00e3o paterna de Deus eterno. A ideia, que, no Antigo testamento, aparecia 11 vezes, \u00e9 afirmada, no mais curto Novo Testamento, 107 vezes<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>. <em>Abba<\/em> (\u2018paizinho\u2019, como se se tratasse do balbuciar do nome por uma crian\u00e7a: \u2018Ba-Ba\u2019!) \u00e9 o nome predileto de refer\u00eancia de Jesus Cristo a Deus.<\/p>\n<p>Ilustram, de forma particularmente pl\u00e1stica, duas imagens que recolho da arquitetura medieval.<\/p>\n<p>No t\u00edmpano da Catedral de Autun, h\u00e1 um detalhe particularmente belo. Retrata-se, ali, o ju\u00edzo final, com toda a carga dram\u00e1tica que o medievo lhe associou. Mas um detalhe desconcerta. O Arcanjo Miguel aparece a \u2018falsificar\u2019 a balan\u00e7a, em favor do homem pecador<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a>. A falsifica\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9, aqui, evoca\u00e7\u00e3o da ideia de uma \u2018jogada\u2019 pouco honesta, mas express\u00e3o da miseric\u00f3rdia de Deus que, por interm\u00e9dio dos seus \u2018mensageiros\u2019 (aqueles que levam a Sua \u2018mensagem\u2019), p\u00f5e em a\u00e7\u00e3o a sua \u2018temperan\u00e7a\u2019 e compassiva atitude de acolhimento da obra da Sua cria\u00e7\u00e3o, marcada pela debilidade e fragilidade.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m da idade m\u00e9dia recolho a segunda imagem. Encontrei-a, pela primeira vez, na capa de um luminoso livro de Karl-Josef Kuschel, <em>Talvez escute Deus alguns poetas<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\"><strong>[4]<\/strong><\/a><\/em>. Retrata-se, nesta imagem, o que \u00e9 \u2018descrito\u2019 no capitel de uma coluna da Bas\u00edlica de Santa Maria Madalena, em Vezelay, igreja edificada entre meados do s\u00e9culo XI e in\u00edcios do s\u00e9culo XII (foi dedicada em 1104). No lado esquerdo do capitel, h\u00e1 um homem enforcado que vemos ser transportado, aos ombros, no lado direito. Percebemos a densidade deste momento quando reconhecemos, no enforcado, o traidor Judas Iscariotes e, no que o leva aos ombros, o pr\u00f3prio Jesus. A v\u00edtima volunt\u00e1ria transporta, voluntariamente, o seu verdugo\u2026 C\u00famulo do perd\u00e3o. C\u00famulo da quebra da geometricidade. Numa l\u00f3gica fatalista, nada mais sobraria a Judas do que a perda eterna\u2026 (\u00c9 essa a tenta\u00e7\u00e3o e sedu\u00e7\u00e3o maior\u2026 Queremos que a justi\u00e7a prevale\u00e7a, sem complac\u00eancia\u2026)<\/p>\n<p>Mas Judas pod\u00edamos ser n\u00f3s.<\/p>\n<p>Oh, quantas hist\u00f3rias o evidenciam, ao longo dos tempos!<\/p>\n<p>Inquieta dar conta de como os nazis cavalgaram o monte de escombros de v\u00edtimas com a complac\u00eancia de \u2018iguais a n\u00f3s\u2019\u2026<\/p>\n<p>Conta Radcliffe, num dos seus sempre muito narrativos livros\u2026 \u2018O norte-americano Jim Campbell foi copiloto num avi\u00e3o que bombardeou o Jap\u00e3o, durante a II Guerra Mundial. Depois da Guerra, tornou-se dominicano, mas era sempre atormentado pela sua participa\u00e7\u00e3o na destrui\u00e7\u00e3o de pessoas inocentes. E decidiu, por isso, ir ao Jap\u00e3o pedir perd\u00e3o. Encontrou-se com Oshida, um dominicano japon\u00eas, numa confer\u00eancia nos Estados Unidos e, por isso, foi v\u00ea-lo no Ashram de Oshida, nas encostas do Monte Fuji. Disse-lhe: \u2018Padre Oshida, bombardeei o vosso povo durante a guerra. Vim pedir o vosso perd\u00e3o.\u2019 E Oshida replicou: \u2018E eu, nessa altura fazia parte da for\u00e7a antia\u00e9rea japonesa. Tentei deitar-te abaixo e foi pena ter falhado!\u2019 Comenta Brian Pierce OP: \u2018Ambos se riram e se abra\u00e7aram!\u2019 O modo como o padre Oshida, um santo homem, mostrara a Jim que ambos tinham participado no mesmo mal, foi muito libertador para Jim.\u2019<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a><\/p>\n<p>Desta condi\u00e7\u00e3o nos fala, densamente, o evangelho de Lucas, ajustadamente designado como o \u2018evangelho da miseric\u00f3rdia\u2019. Outro mundo emergiu das p\u00e1ginas do evangelista m\u00e9dico e outro mais cinzento haveria se dele n\u00e3o tiv\u00e9ssemos recebido par\u00e1bolas como a do filho pr\u00f3digo (do Pai de Miseric\u00f3rdia) ou do bom samaritano, ou a do amigo inoportuno ou, ainda, a do juiz e da vi\u00fava, ou do homem rico e do pobre L\u00e1zaro (cujo nome \u00e9 um ep\u00f3nimo de todos os desamparados: \u2018Deus ajuda\u2019)\u2026<\/p>\n<p>O perd\u00e3o abre um novo mundo onde a circularidade do tempo ou a inevitabilidade do destino afundaria no abismo\u2026<\/p>\n<p>Deus, ao mostrar-se, pelo Cristianismo (filho do Juda\u00edsmo), como Amor e que a Cria\u00e7\u00e3o reflete, ainda que como centelhas na noite, a marca do Criador, assegura-nos que o perd\u00e3o n\u00e3o \u00e9 um ap\u00eandice, mas a condi\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria do mundo, de toda a realidade: a surpresa habita-a como possibilidade omnipresente do novo quando o envelhecido parece decr\u00e9pito e sem esperan\u00e7a.<\/p>\n<p>Perdoar faz-nos novos, faz-nos habitar, de um modo assombroso e assombrado, o tempo para nos assomarmos ao umbral do que ser\u00e1 sempre novo.<\/p>\n<p>Um Deus trinit\u00e1rio, que \u00e9 dinamismo permanente de encontro e partida, de recome\u00e7ar sempre novo, \u00e9 disto que fala e \u00e9 a grande novidade crist\u00e3.<\/p>\n<p>Se o mundo se esquecesse, quem o continuaria a dizer, contrariando os ecos no vazio do universo geom\u00e9trico? Quem diria, em sussurro, ao ouvido dos isolados humanos que, um dia, erraram, que errar (ser errante) n\u00e3o tem de ser o seu destino?&#8230;<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Ideia que apresentamos aqui (https:\/\/teologicus.blogspot.com\/2023\/12\/o-tempo-e-advento_4.html) e encontramos belamente desenvolvida na Nota Pastoral da Comiss\u00e3o Episcopal da Educa\u00e7\u00e3o Crist\u00e3 e Doutrina da F\u00e9 para a Semana Nacional da Educa\u00e7\u00e3o Crist\u00e3 2024: <strong>\u00abConstrutores do Futuro como Peregrinos de Esperan\u00e7a<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> Cfr. Timothy Radcliffe<em>, Ir \u00e0 Igreja porqu\u00ea? O drama da Eucaristia<\/em>, Prior Velho, Paulinas, 2010, p. 223.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> Cfr. Timothy Radcliffe<em>, Imersos na vida de Deus. Viver o batismo e a confirma\u00e7\u00e3o<\/em>, Prior Velho, Paulinas, 2013, p. 86.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> Karl-Josef Kuschel, <em>Talvez escute Deus alguns poetas, A literatura enquanto desafio \u00e0 f\u00e9 crist\u00e3<\/em>, Lisboa, Universidade Cat\u00f3lica Editora, 2018.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a> Timothy Radcliffe<em>, Imersos na vida de Deus. Viver o batismo e a confirma\u00e7\u00e3o<\/em>, Prior Velho, Paulinas, 2013, p. 150.<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10pt;\"><em>(Os artigos de opini\u00e3o publicados na sec\u00e7\u00e3o \u2018Opini\u00e3o\u2019 e \u2018Rubricas\u2019 do portal da Ag\u00eancia Ecclesia s\u00e3o da responsabilidade de quem os assina e vinculam apenas os seus autores.)<\/em><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Lu\u00eds Silva, Diocese de Aveiro<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":266200,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"default","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"set","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[],"class_list":["post-373625","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/373625","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=373625"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/373625\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/266200"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=373625"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=373625"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=373625"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}