{"id":373529,"date":"2025-05-01T17:35:51","date_gmt":"2025-05-01T16:35:51","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=373529"},"modified":"2025-05-09T14:49:05","modified_gmt":"2025-05-09T13:49:05","slug":"a-joc-faz-100-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-joc-faz-100-anos\/","title":{"rendered":"A JOC faz 100 anos"},"content":{"rendered":"<p style=\"font-weight: 400;\"><em>Joaninha, presidente nacional da JOC de 1990 a 1992<\/em><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><!--more--><\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-373530 size-full\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Cardijn.jpg\" alt=\"\" width=\"1200\" height=\"800\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Cardijn.jpg 1200w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Cardijn-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Cardijn-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Cardijn-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Cardijn-391x260.jpg 391w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Em 1925 nasce a JOC na B\u00e9lgica, reconhecida oficialmente pela Igreja Cat\u00f3lica na pessoa do Papa PIO XI, respondendo ao apelo gritante e persistente do Pe. Cardijn. O pr\u00f3prio Cardijn, filho da classe oper\u00e1ria e Padre da Igreja Cat\u00f3lica, n\u00e3o ficava indiferente \u00e0 situa\u00e7\u00e3o dos jovens trabalhadores que via diariamente caminharem para as f\u00e1bricas, sujeitos a condi\u00e7\u00f5es de trabalho e de explora\u00e7\u00e3o e, rapidamente, compreendeu que era urgente reconhecer a sua dignidade e \u201c<em>salvar a juventude oper\u00e1ria<\/em>\u201d.\u00a0 Isso s\u00f3 poderia ser feito atrav\u00e9s da organiza\u00e7\u00e3o dos pr\u00f3prios jovens, rapazes e raparigas, num movimento que os acolhesse e representasse.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">O movimento desenvolveu-se em poucos anos na Europa e chegou a Portugal em 1935, tal como chegou a todos os continentes. Cardjin teve essa vis\u00e3o universalista, de que os jovens trabalhadores, independentemente da regi\u00e3o do mundo, eram v\u00edtimas de injusti\u00e7as e desigualdades, por isso era necess\u00e1rio um movimento que tamb\u00e9m respondesse com a\u00e7\u00f5es de dimens\u00e3o nacional e internacional, experienciando a for\u00e7a da solidariedade.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">A celebra\u00e7\u00e3o do centen\u00e1rio da JOC que ocorre agora na B\u00e9lgica, entre o dia 1 e o dia 12 de maio, (ver programa), ser\u00e1 uma oportunidade de interc\u00e2mbio entre jovens do mundo trabalhador e popular e tamb\u00e9m um encontro entre antigos e atuais militantes que querem refletir sobre o que se pode construir juntos. Uma celebra\u00e7\u00e3o que tamb\u00e9m tem permitido uma aproxima\u00e7\u00e3o entre as duas estruturas internacionais CIJOC e JOCI, organizando momentos de an\u00e1lise e de a\u00e7\u00e3o comuns, que anunciam alguma esperan\u00e7a na constru\u00e7\u00e3o de pontes para o di\u00e1logo, porque os desafios que est\u00e3o hoje colocados \u00e0 humanidade e particularmente \u00e0s juventudes do presente, independentemente da regi\u00e3o do mundo, s\u00f3 podem ser ultrapassados atrav\u00e9s da a\u00e7\u00e3o conjunta e da solidariedade.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><strong>Celebrar a nossa \u201cescola de vida\u201d, Porqu\u00ea?\u00a0 Para qu\u00ea? e com Quem?<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Quando estamos entre antigos militantes e lembramos o nosso tempo de andar na JOC, s\u00e3o habituais as express\u00f5es \u201cA JOC foi o que me formou para a vida\u201d, \u201cFoi na JOC que aprendi a ser capaz de expor as ideias, perder o receio de falar em p\u00fablico\u201d, \u201cO m\u00e9todo da Revis\u00e3o de Vida: VER, JULGAR e AGIR, \u00e9 o que ainda hoje aplico na minha forma de estar no trabalho, estruturar a a\u00e7\u00e3o: definir objetivos, estrat\u00e9gias, realizar atividades e avaliar o que se faz. N\u00e3o aprendi isso na faculdade, foi na JOC\u201d, \u201cFoi na JOC que construi as amizades que ainda hoje tenho e mesmo que estejamos muitos anos sem nos vermos, \u00e9 como se tiv\u00e9ssemos estado juntos ontem\u201d, \u201cFoi na JOC que conheci o meu companheiro(a) de vida\u201d, \u201cFoi a JOC que me levou a descobrir que agir como Jesus era assumir o meu compromisso militante no sindicato\u201d, \u201cSer Igreja \u00e9 dar testemunho duma f\u00e9 enraizada na vida concreta e defendendo valores\u201d.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">De facto, foi nos grupos de base (aprendizes, militantes ou inicia\u00e7\u00e3o), que atrav\u00e9s da Revis\u00e3o de Vida, come\u00e7\u00e1mos a tomar consci\u00eancia da realidade, demos passos para definir o campo de a\u00e7\u00e3o do militante e do grupo, forjando o sentido critico gerador da a\u00e7\u00e3o. A dimens\u00e3o nacional JOC, proporcionando a experi\u00eancia de interc\u00e2mbio com outras dioceses, os encontros de forma\u00e7\u00e3o e semanas de estudo, ricas em partilhas e descobertas, confrontando e debatendo a an\u00e1lise das realidades, desde o n\u00edvel local ao nacional e internacional, consolidavam o sentimento de perten\u00e7a a um movimento libertador pela emancipa\u00e7\u00e3o dos jovens trabalhadores e do meio popular <em>\u201c<\/em><em>Entre eles, por eles <\/em><em>e para eles\u201d.<\/em><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><strong>Queremos celebrar os 100 anos, porqu\u00ea?<\/strong> Porque a JOC n\u00e3o se explica, vive-se e como \u201c<em>escola da vida<\/em>\u201d teve um papel determinante na luta contra a ditadura antes do 25 de abril de 74, assim como na constru\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica do nosso pa\u00eds, ao longo destes 50 anos. Porque s\u00e3o muitas as gera\u00e7\u00f5es de militantes que foram e continuam a ser quadros com peso nas organiza\u00e7\u00f5es sociais, nos sindicatos, nos partidos, nas associa\u00e7\u00f5es locais e culturais, nas autarquias, nos movimentos crist\u00e3os. Porque somos feitos de hist\u00f3ria, de experi\u00eancias e de mem\u00f3rias, que d\u00e3o significado \u00e0 nossa identidade e s\u00e3o a raz\u00e3o para continuarmos a querer construir um mundo mais justo e fraterno.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\u00c9 por isso que promover o encontro entre antigos e atuais militantes, pode ser um momento rico de di\u00e1logo entre gera\u00e7\u00f5es, na partilha de algo que nos une e isso, por si s\u00f3, j\u00e1 justificaria a vontade de fazer a festa! E porque acreditamos que a partir do nosso olhar de adultos comprometidos, com a dist\u00e2ncia saud\u00e1vel em rela\u00e7\u00e3o ao que foi o movimento nas nossas diferentes \u00e9pocas, podemos trocar experi\u00eancias e transmitir um legado que pode ser \u00fatil se a JOC atual o desejar.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Para muitos de n\u00f3s, o papel da transmiss\u00e3o da mem\u00f3ria hist\u00f3rica do movimento, foi sendo garantida em cada \u00e9poca, pelos assistentes que acreditaram na JOC e no seu projeto libertador da classe oper\u00e1ria, fazendo a op\u00e7\u00e3o por uma pastoral assente nos apelos da realidade de vida de muitos jovens e num processo formativo, estruturado com e pelos militantes e dirigentes nacionais. Na JOC \u201c<em>\u00e9 preciso recome\u00e7ar e recome\u00e7ar sempre<\/em>\u201d e numa organiza\u00e7\u00e3o de jovens, onde os dirigentes que v\u00e3o saindo levam consigo a aprendizagem, a forma\u00e7\u00e3o, o saber fazer, ter um assistente que \u00e9 o <em>adulto<\/em> portador da heran\u00e7a que recebeu do movimento, permite dar sustentabilidade e assegurar que a JOC continue a ser a escola onde os jovens do mundo do trabalho e popular aprendem a transformar-se a eles pr\u00f3prios para serem \u201c<em>fermento na massa<\/em>\u201d<em>.<\/em> \u00a0A aus\u00eancia de um apoio claro e explicito \u00e0 assist\u00eancia ao movimento, ser\u00e1 uma das causas que contribuiu para a sua fragilidade.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><strong>O apelo da realidade \u00e9 assim t\u00e3o diferente?<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Os jovens do meio trabalhador e popular, continuam a viver uma vida marcada por problemas gritantes: trabalho prec\u00e1rio, sem contrato, \u00e0 tarefa, baixos sal\u00e1rios, dificuldades de acesso a alojamento estudantil para quem tem que se deslocar para as universidades, falta de habita\u00e7\u00e3o acess\u00edvel, ter que permanecer em casa dos pais at\u00e9 idades tardias, racismo, pobreza, exclus\u00e3o no acesso aos bens culturais, entre ouras. Acresce o peso de situa\u00e7\u00f5es dif\u00edceis de compreender e de mudar, como as altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas, as crises migrat\u00f3rias, o receio da proximidade da guerra, com impactos na sa\u00fade mental de muitos. O facto de se adaptarem ao que a sociedade lhes imp\u00f5e, n\u00e3o significa que n\u00e3o tenham aspira\u00e7\u00f5es e n\u00e3o queiram ser reconhecidos como cidad\u00e3os de pleno direito.\u00a0 Se n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel perspetivar um futuro e conquistar a t\u00e3o desejada autonomia aceitar viver cada dia j\u00e1 \u00e9 uma conquista, na procura de oportunidades para se fazerem ouvir.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><strong>Tamb\u00e9m por isso queremos celebrar 100 anos, Para qu\u00ea?<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Para lembrar \u00e0s institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas, pol\u00edticas, \u00e0 Institui\u00e7\u00e3o Igreja, desde o n\u00edvel local ao n\u00edvel internacional, a <strong>atualidade do m\u00e9todo VER, JULGAR, AGIR<\/strong> e afirmar que a JOC continua a ser necess\u00e1ria para formar militantes e dirigentes crist\u00e3os comprometidos nas estruturas das comunidades.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Para lembrar que a maior heran\u00e7a que Cardijn deixou a cada gera\u00e7\u00e3o de militantes \u00e9 o m\u00e9todo VER, JULGAR, AGIR e o processo educativo da JOC que utiliza os inqu\u00e9ritos, as campanhas nacionais, a forma\u00e7\u00e3o, o jornal, o boletim militante, o processo de inicia\u00e7\u00e3o \u00e0 JOC. Instrumentos que contribuem para garantir a continuidade do movimento, em cada \u00e9poca, porque s\u00e3o o patrim\u00f3nio que recebemos e se deseja que possa ser partilhado de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Para trazer \u00e0 luz a singularidade do m\u00e9todo, que <strong>parte sempre da realidade de vida dos jovens<\/strong>: numa vis\u00e3o hol\u00edstica, que tem em conta todas as dimens\u00f5es da vida, <strong>permite analisar as causas e as consequ\u00eancias<\/strong>: \u00e0 luz de Declara\u00e7\u00e3o Universal Direitos do Homem, da \u00a0DSI, do \u00a0Evangelho, da Hist\u00f3ria do Movimento Oper\u00e1rio e das conquistas dos\u00a0 trabalhadores; <strong>dando dar os meios e criando as oportunidades para agir<\/strong>: defender ideias, apresentar propostas aos decisores \u00a0pol\u00edticos, criar solu\u00e7\u00f5es \u00e0 medida das capacidades das juventudes, n\u00e3o apenas no trabalho, mas em todas as \u00e1reas da vida.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Para afirmar que \u201c<em>a dignidade de cada jovem trabalhador n\u00e3o \u00e9 negoci\u00e1vel: cada gera\u00e7\u00e3o de jocistas o lembra, citando Cardijn \u2018cada jovem trabalhador vale mais que todo ouro do mundo\u2019. \u00c9 um marco incontorn\u00e1vel. Esta <strong>dignidade <\/strong>\u00e9 por vezes adquirida ou a conquistar no mais concreto da vida de cada um, ela alimenta uma <strong>solidariedade<\/strong> que n\u00e3o se limita a a\u00e7\u00f5es \u2018ocasionais marcantes, mas reconhece-se num estilo de vida perante o outro que \u00e9 meu irm\u00e3o. Uma tal sociedade constr\u00f3i-se num combate incessante pela <strong>justi\u00e7a <\/strong>sob todas as formas, desde a vida quotidiana \u00e0s realidades internacionais. Todos estes aspetos marcam a an\u00e1lise da realidade, a sua avalia\u00e7\u00e3o e a organiza\u00e7\u00e3o da a\u00e7\u00e3o<\/em>\u201d.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Uma celebra\u00e7\u00e3o que \u00e9 vida e F\u00e9 partilhada, em contraponto com o isolamento, as desigualdades e a marginaliza\u00e7\u00e3o e que seja um grito de alerta para continuar a inspirar as juventudes de hoje.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><strong>O centen\u00e1rio, com quem? <\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Com a JOC atual! Porque acreditamos que o movimento \u00e9 dos jovens que agora s\u00e3o os portadores e continuadores deste percurso de descoberta, de forma\u00e7\u00e3o, de a\u00e7\u00e3o e duma presen\u00e7a da Igreja na vida daqueles que s\u00e3o mais fr\u00e1geis e se encontram exclu\u00eddos do acesso a uma vida com direitos.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Sabemos, por experi\u00eancia vivida, que cada gera\u00e7\u00e3o, no seu tempo hist\u00f3rico e de acordo com a situa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e social, foi capaz de enfrentar os desafios com que estava confrontada e encontrou as respostas adequadas para os ultrapassar. Assim ser\u00e1 hoje!<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">N\u00e3o pedimos nada, mas contam connosco. Queremos celebrar o centen\u00e1rio n\u00e3o por raz\u00f5es de nostalgia do passado, n\u00e3o porque no nosso tempo \u00e9 que era\u2026, mas porque um movimento como a JOC faz falta \u00e0s juventudes, \u00e0 nossa sociedade e \u00e0s suas organiza\u00e7\u00f5es e, faz falta \u00e0 Igreja, ter no seu seio militantes comprometidos, capazes de dar voz aos que hoje s\u00e3o os exclu\u00eddos do acesso aos direitos fundamentais.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Com a JOC, porque a JOC \u00e9 um espa\u00e7o de liberdade e de afirma\u00e7\u00e3o de que \u201c<em>cada jovem trabalhador vale mais que todo o ouro do mundo\u201d.<\/em><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><em>Joaninha<\/em><br \/>\n<em>Militante de base do grupo de militantes do Cac\u00e9m, Diocese de Lisboa, coordenadora diocesana Lisboa e dirigente livre de 1987 a 1990 e presidente nacional de 1990 a 1992.<\/em><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Refer\u00eancias:<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\u00ab\u00a0Cardijn\u00a0\u00bb Marguerite Fievez et Jacques Meert, EDOC, Porto 1982<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Texto de Jean-Claude Brau, col\u00f3quio antigos jocistas, junho 2016<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Documentos pessoais da JOC Portuguesa<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10pt;\"><em>(Os artigos de opini\u00e3o publicados na sec\u00e7\u00e3o \u2018Opini\u00e3o\u2019 e \u2018Rubricas\u2019 do portal da Ag\u00eancia Ecclesia s\u00e3o da responsabilidade de quem os assina e vinculam apenas os seus autores.)<\/em><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Joaninha, presidente nacional da JOC de 1990 a 1992<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":144305,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"default","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"set","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center 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