{"id":37343,"date":"2009-03-04T17:32:04","date_gmt":"2009-03-04T17:32:04","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/03\/04\/portugal-nao-pode-abandonar-angola\/"},"modified":"2009-03-04T17:32:04","modified_gmt":"2009-03-04T17:32:04","slug":"portugal-nao-pode-abandonar-angola","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/portugal-nao-pode-abandonar-angola\/","title":{"rendered":"Portugal n\u00e3o pode abandonar Angola"},"content":{"rendered":"<p>Entrevista a D. Ant\u00f3nio Couto, presidente da Comiss\u00e3o Episcopal das Miss\u00f5es <!--more--> A primeira viagem de Bento XVI a \u00c1frica quer celebrar os 500 anos de evangeliza\u00e7\u00e3o deste continente. Uma viagem marcadamente pastoral mas que n\u00e3o apaga o esquecimento a que o continente africano \u00e9 votado. D. Ant\u00f3nio Couto, Presidente da Comiss\u00e3o Episcopal das Miss\u00f5es, tra\u00e7a \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA a import\u00e2ncia de Bento XVI se deslocar a \u00c1frica.   <i>Ag\u00eancia ECCLESIA (AE) &#8211; Enquanto Presidente da Comiss\u00e3o Episcopal das Miss\u00f5es em Portugal que leitura faz da viagem e do sinal que Bento XVI quer dar ao povo africano? D. Ant\u00f3nio Couto (AC) &#8211;<\/i> Esta \u00e9 a primeira viagem de Bento XVI a \u00c1frica. O Papa esteve j\u00e1 noutros continentes, e quer agora dar um sinal a \u00c1frica. Uma das t\u00f3nicas a focar certamente \u00e9 que, apesar dos problemas, \u00c1frica existe, tem muitas potencialidades e energia. O mundo n\u00e3o pode esquecer \u00c1frica.  Enquanto mission\u00e1rios e gente ligada \u00e0s miss\u00f5es n\u00e3o podemos deixar \u00c1frica ao abandono. Temos grandes responsabilidades. Em especial, n\u00f3s portugueses que partimos h\u00e1 500 anos, temos ainda maior responsabilidade para continuar a apoiar e a animar para que o povo viva intensamente o Cristianismo.  E devemos tamb\u00e9m perceber que precisamos ser ajudados pelo povo africano. Devemos deixar-nos contagiar pela doen\u00e7a da criatividade, da energia e do dinamismo que falta neste nosso velho continente.  <i>AE &#8211; Bento XVI tem o prop\u00f3sito de celebrar os 500 anos de evangeliza\u00e7\u00e3o. Uma evangeliza\u00e7\u00e3o que envolve tamb\u00e9m os portugueses\u2026 AC &#8211;<\/i> Sim, claro. Foram os portugueses que estiveram envolvidos no trabalho de evangeliza\u00e7\u00e3o. Foi uma tarefa com percursos sinuosos, mas not\u00e1vel. Tamb\u00e9m por isso a Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa foi convidada para estar presente e vai ser representada pelo seu Presidente, D. Jorge Ortiga, que se vai associar a esta festividade em Angola.   <i>AE &#8211; Est\u00e1 algum momento reservado para o encontro entre Bento XVI e D. Jorge Ortiga? AC &#8211;<\/i> N\u00e3o. O que est\u00e1 previsto \u00e9 um encontro com os bispos de Angola e S\u00e3o Tom\u00e9 e Pr\u00edncipe (a CEAST), onde D. Jorge Ortiga poder\u00e1 participar. Est\u00e1 programada para dia 22, uma eucaristia com a presen\u00e7a dos bispos da \u00c1frica austral \u2013 International Meeting of Bishops of South and \u00c1frica (Angola, S\u00e3o Tom\u00e9 e Pr\u00edncipe, Mo\u00e7ambique, Lesoto, Nam\u00edbia, Botswana, Suazil\u00e2ndia, \u00c1frica do Sul e Zimbabu\u00e9).   <i>AE &#8211; A evangeliza\u00e7\u00e3o h\u00e1 500 anos tem uma configura\u00e7\u00e3o diferente da actual. O que importa sublinhar desta evangeliza\u00e7\u00e3o com 500 anos de hist\u00f3ria? AC &#8211;<\/i> Foi um trabalho de 500 anos com muitas curvas. Come\u00e7ou de forma dif\u00edcil, porque os primeiros mission\u00e1rios abriram caminhos nunca antes tentados. Na \u00e9poca moderna, a evangeliza\u00e7\u00e3o foi confrontada com a revolu\u00e7\u00e3o e a Igreja travou uma luta, uma bela luta, intensa e not\u00e1vel (valer\u00e1 a pena algum dia pegar na documenta\u00e7\u00e3o que a Confer\u00eancia Episcopal angolana produziu durante a guerra civil e a luta contra o marxismo) e o povo angolano est\u00e1 fortemente evangelizado. As suas ra\u00edzes est\u00e3o profundamente fundadas no Evangelho. E o povo n\u00e3o se deixou enterrar pelo marxismo, que n\u00e3o derrotou a alma do povo angolano, claramente influenciada pelas ra\u00edzes crist\u00e3s. Isso foi importante e n\u00e3o o podemos esquecer. Evidentemente que depois, p\u00f3s revolu\u00e7\u00e3o e p\u00f3s marxismo, a missiona\u00e7\u00e3o caminhou pela via da justi\u00e7a, da educa\u00e7\u00e3o e pelo social, que correspondem a car\u00eancias profundas dentro da sociedade angolana e a Igreja tem um grande relevo nestas \u00e1reas.  O papel relevante da Igreja foi de destaque na luta contra o marxismo, mas \u00e9 tamb\u00e9m hoje muito relevante na luta pela dignidade do ser humano. E neste momento, a inser\u00e7\u00e3o da Igreja d\u00e1-se neste \u00faltimo dom\u00ednio.  <i>AE &#8211; O que de novo h\u00e1 nas miss\u00f5es? AC &#8211;<\/i> Hoje quem entra em Angola tem de conhecer a cultura. 70% dos angolanos s\u00e3o cat\u00f3licos e isso \u00e9 uma grande percentagem. Hoje importa a cultura, o campo social, a educa\u00e7\u00e3o, a sa\u00fade tamb\u00e9m. E por isso, os mission\u00e1rios de hoje n\u00e3o s\u00e3o apenas padres e religiosas. \u00c9 certo que ainda o s\u00e3o em grande n\u00famero. As religiosas t\u00eam um importante papel em Angola, nas \u00e1reas da sa\u00fade e da promo\u00e7\u00e3o da mulher e acredito que s\u00f3 o futuro dir\u00e1 o qu\u00e3o importante \u00e9 o trabalho que elas est\u00e3o a fazer e at\u00e9 que ponto a Igreja teve uma presen\u00e7a de alt\u00edssima craveira, em especial na \u00e1rea feminina.  Mas, agora na \u00faltima fase, devemos destacar o papel que os leigos t\u00eam. O seu trabalho na \u00e1rea da educa\u00e7\u00e3o, forma\u00e7\u00e3o e sa\u00fade tem sido muito considerado e \u00e9 um passo importante que afecta a moderna missiona\u00e7\u00e3o. Tem sido muito belo e o seu trabalho est\u00e1 amplamente \u00e0 vista.   <i>AE &#8211; H\u00e1 uma forma diferente de se ser crist\u00e3o em Angola? H\u00e1 um cristianismo diferente? AC &#8211;<\/i> Quando a encaramos daqui, a partir da nossa cultura Ocidental e olhamos para \u00c1frica, percebemos uma imensa energia, uma imensa alegria, uma grande vontade de fazer tudo belo. Isso nota-se em muitos jovens. A Igreja africana \u00e9 jovem, em contraste com a europeia, cheia de vitalidade e criatividade. Por isso, quem vai a \u00c1frica fica apaixonado. V\u00ea-se uma alegria imensa. Quem \u00e9 crist\u00e3o mostra-o e isto vem de dentro. N\u00e3o \u00e9 um cristianismo envergonhado mas, de facto celebram-no com toda a energia e vitalidade. Isso pega-se a qualquer mission\u00e1rio, padre ou leigo, que passa por l\u00e1. Quando se chega \u00e0 Europa, v\u00ea o contr\u00e1rio. Parece que estamos parados.  <i>AE &#8211; A fonte actual do Cristianismo \u00e9 \u00c1frica? AC &#8211;<\/i> Tamb\u00e9m. Actualmente n\u00e3o podemos ignorar nenhuma componente do que \u00e9 o ecumenismo crist\u00e3o. Est\u00e1 espalhado pelo mundo e tem uma grande vertente africana, asi\u00e1tica, sul-americana, que oferece coisas novas ao velho Cristianismo europeu. E ganha-se com o encontro da nossa cansada experi\u00eancia e do novo dinamismo africano, que talvez nos falte neste momento.   <i>AE &#8211; O que andam a fazer os mission\u00e1rios portugueses? AC &#8211;<\/i> Levam Cristo em todos os dom\u00ednios, n\u00e3o s\u00f3 o Evangelho, mas a cultura, e mais precisamente, a dignidade do homem e da mulher. Lutam por uma educa\u00e7\u00e3o universal e ajudam a implement\u00e1-la. N\u00e3o poucas vezes \u00e9 a Igreja que tem a responsabilidade nas escolas. E na \u00e1rea da sa\u00fade tamb\u00e9m.  S\u00e3o dom\u00ednios onde a sociedade civil faz o que pode, mas n\u00e3o pode por vezes chegar ao interior ou, mesmo em contextos urbanos, onde a sociedade civil n\u00e3o entra, os mission\u00e1rios, religiosos e leigos, t\u00eam uma grande contributo para que o ser humano se sinta melhor na sua dignidade. H\u00e1 tamb\u00e9m uma grande luta no dom\u00ednio da sa\u00fade infantil e junto das m\u00e3es, para que a taxa de mortalidade infantil diminua.  Isto sem esquecer o trabalho pastoral nas igrejas. H\u00e1 um trabalho mais intenso que na Europa, de presen\u00e7a nas ruas, nas casa, nas cidades. Aqui n\u00e3o se nota, s\u00f3 nas igrejas.   <i>AE &#8211; A Igreja em Angola \u00e9 matriarcal? AC &#8211;<\/i> N\u00e3o \u00e9 matriarcal, mas a mulher tem uma grande import\u00e2ncia na fam\u00edlia e na sociedade. \u00c9 a mulher que trata das crian\u00e7as e \u00e9 ela que tem tamb\u00e9m um grande papel na luta contra a mortalidade infantil. H\u00e1 um grande esfor\u00e7o para alcan\u00e7ar a higiene b\u00e1sica, as condi\u00e7\u00f5es sanit\u00e1rias, a sa\u00fade. Todas as pessoas precisam de ser formadas e educadas e isso ainda n\u00e3o est\u00e1 completo.  <i>AE &#8211; Poder\u00e1 haver um aproveitamento pol\u00edtico para esta viagem do Papa. \u00c9 um ano eleitoral importante para Angola\u2026 AC &#8211;<\/i> S\u00f3 daqui a algum tempo \u00e9 que poderemos fazer essas leituras. O objectivo \u00e9 pastoral e o Papa quer celebrar os 500 anos de evangeliza\u00e7\u00e3o e preparar o S\u00ednodo dos Bispos africano. Mas, nestes momentos, pode estar associados outros motivos.  Bento XVI n\u00e3o deixar\u00e1 de estar com o Presidente angolano, Jos\u00e9 Eduardo dos Santos, e ter\u00e1 tamb\u00e9m um encontro com as autoridades civis e diplom\u00e1ticas representadas em Luanda. O Papa n\u00e3o poder\u00e1 passar \u00e0 margem do que \u00e9 a sociedade civil angolana. Poder\u00e1 ser um facto aproveitado, e sobre isso n\u00e3o tenho qualquer ilus\u00e3o, mas essa n\u00e3o \u00e9 a inten\u00e7\u00e3o do Papa.  <i>AE &#8211; Mas poder\u00e1 tamb\u00e9m ser aproveitado pelo Papa para enviar uma mensagem aos pol\u00edticos? AC &#8211;<\/i> Isso sim. Penso que aproveitar\u00e1 para chamar os pol\u00edticos \u00e0 grande responsabilidade que os pol\u00edticos t\u00eam para conduzir o mundo, neste caso, o africano. Um mundo ainda \u00e0 margem. Ele chamar\u00e1 a aten\u00e7\u00e3o para os direitos humanos e para o Evangelho que representa tudo isto. Sem d\u00favida que Bento XVI falar\u00e1 sobre os grandes valores do ser humano e da fuga ao relativismo. Um mensagem importante para \u00c1frica porque, ainda mais que noutros continentes, n\u00e3o podemos esqueer os direitos humanos e os valores fundamentais. Os fins fundamentais que o Papa tem lembrado e com certeza ir\u00e1 frisar junto dos pol\u00edticos e respons\u00e1veis civis.  <i>AE &#8211; Bento XVI habitualmente reserva parte do seu tempo nas viagens apost\u00f3licas para estar com os jovens. Esta n\u00e3o ser\u00e1 excep\u00e7\u00e3o. Especialmente importante dado que a sociedade angolana \u00e9 muito jovem? AC &#8211;<\/i> O encontro entre o Papa e os jovens tinha de acontecer. \u00c1frica, n\u00e3o s\u00f3 Angola, tem muitos jovens. Sa\u00edmos deste velho continente onde se encontram muitos idosos, chegamos a \u00c1frica e muitas crian\u00e7as e jovens correm para n\u00f3s.  Se o Papa n\u00e3o se encontrasse com os jovens, passaria \u00e0 margem da sociedade angolana. Os jovens v\u00e3o seguramente encher o Est\u00e1dio dos Coqueiros, no dia 21, e v\u00e3o com certeza receber uma mensagem de alegria, entusiasmo, que os chame para o trabalho honesto, atento e empenhado com vista \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de uma Angola nova e de um mundo novo.  <i>AE &#8211; Ser\u00e1 tamb\u00e9m uma mensagem para contrariar o descr\u00e9dito que os jovens t\u00eam no futuro? AC &#8211;<\/i> Penso que o Papa ir\u00e1 pegar justamente nesses elementos para mostrar a import\u00e2ncia que a juventude tem e o dever de n\u00e3o ficar alheada. Com a criatividade pr\u00f3pria dos jovens, com a sua energia e prepara\u00e7\u00e3o, abrem-se a novas possibilidades \u00e0s novas gera\u00e7\u00f5es. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entrevista a D. 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