{"id":37266,"date":"2009-03-02T13:20:42","date_gmt":"2009-03-02T13:20:42","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/03\/02\/valorizar-a-vida-e-missao-das-mulheres\/"},"modified":"2009-03-02T13:20:42","modified_gmt":"2009-03-02T13:20:42","slug":"valorizar-a-vida-e-missao-das-mulheres","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/valorizar-a-vida-e-missao-das-mulheres\/","title":{"rendered":"Valorizar a vida e miss\u00e3o das mulheres"},"content":{"rendered":"<p>Inten\u00e7\u00e3o do Papa para o m\u00eas de Mar\u00e7o <!--more--> \u00abQue a vida e miss\u00e3o das mulheres sejam sempre mais apreciadas e valorizadas em todas as na\u00e7\u00f5es do mundo\u00bb  <b>1.\tMentiras muito convenientes<\/b> \tEspalham-se com a facilidade do p\u00f3, em dias quentes, ventosos e secos. Colam-se \u00e0 intelig\u00eancia como o p\u00f3 se agarra \u00e0 roupa e acabam a fazer parte dos discursos, dos slogans, das ideias feitas, alimento de quem gasta pouco tempo a pensar. Sobre a mulher, o Cristianismo e a Igreja, n\u00e3o faltam mentiras destas, convenientes para certos grupos e c\u00f3modas para os adeptos do pensamento d\u00e9bil e das causas \u00e0 flor da pele: o Cristianismo sempre discriminou e continua a discriminar as mulheres; a Igreja nega \u00e0s mulheres o \u00abdireito\u00bb ao sacerd\u00f3cio; o casamento \u00e9 uma inven\u00e7\u00e3o crist\u00e3 como instrumento de domina\u00e7\u00e3o das mulheres; as doutrinas da Igreja sobre a sexualidade perpetuam a domina\u00e7\u00e3o da mulher por parte do homem; a oposi\u00e7\u00e3o da Igreja ao aborto \u00e9 uma intromiss\u00e3o indevida na liberdade da mulher&#8230; H\u00e1 para todos os gostos e raramente quem faz este tipo de afirma\u00e7\u00f5es se esfor\u00e7a por ir al\u00e9m do slogan \u2013 porque este \u00e9 bem mais rent\u00e1vel e eficaz.  <b>2.\tVerdades bastante inconvenientes<\/b> \tOs primeiros textos que se conhecem estabelecendo uma igualdade radical entre homem e mulher s\u00e3o b\u00edblicos: o primeiro cap\u00edtulo do G\u00e9nesis, com o relato da cria\u00e7\u00e3o do homem e da mulher, ambos \u00ab\u00e0 imagem e semelhan\u00e7a de Deus\u00bb (1, 26-27); as Cartas de S. Paulo, que em diversas passagens estabelece a igualdade radical entre homem e mulher, em Cristo (cfr. G\u00e1latas 3, 28); e, pelo meio, o extraordin\u00e1rio testemunho dos Evangelhos sobre o modo como Jesus tratava as mulheres com quem Se relacionava, sem nenhum menosprezo ou inferioriza\u00e7\u00e3o. \tAs culturas onde floresceram tais intui\u00e7\u00f5es sobre a igualdade fundamental entre homem e mulher n\u00e3o assimilaram nem praticaram plenamente a revela\u00e7\u00e3o recebida? Sem d\u00favida \u2013 mas essa \u00e9 uma lei da pr\u00f3pria revela\u00e7\u00e3o e aplica-se a todos os aspectos da mesma. Tamb\u00e9m a\u00ed se v\u00ea quanto a presen\u00e7a do pecado e do poder do mal condiciona pessoas e culturas e atrasa, quando n\u00e3o impede, o acolhimento e a viv\u00eancia da revela\u00e7\u00e3o. Isso n\u00e3o pode, por\u00e9m, ofuscar o fundamental: as culturas marcadas pela tradi\u00e7\u00e3o judaico-crist\u00e3 \u2013 e sobretudo pela tradi\u00e7\u00e3o crist\u00e3 \u2013 enraizaram-se num solo que lhes permitiu, ap\u00f3s longa e penosa matura\u00e7\u00e3o, pensar e levar \u00e0 pr\u00e1tica novas atitudes para com a mulher e o seu papel na sociedade. Noutras culturas, alheias a esta tradi\u00e7\u00e3o, isso n\u00e3o aconteceu \u2013 e o resultado v\u00ea-se ainda hoje.  <b>3.\tContradi\u00e7\u00f5es<\/b> \tA discrimina\u00e7\u00e3o das mulheres continua a ser uma realidade, entre n\u00f3s e noutras paragens. Em alguns aspectos, \u00e9 nas sociedades onde mais se afirma a igualdade da mulher que a sua dignidade \u00e9 mais violada: discrimina\u00e7\u00e3o salarial; viol\u00eancia dom\u00e9stica; ass\u00e9dio sexual; tr\u00e1fico de mulheres para prostitui\u00e7\u00e3o ou trabalho escravo; degrada\u00e7\u00e3o moral e f\u00edsica por motivos econ\u00f3micos; comportamentos indelicados ou mesmo ofensivos&#8230; Tudo isto, nas nossas sociedades pretensamente libertadas de tabus, de ignor\u00e2ncias e de constrangimentos impostos \u00e0s mulheres. A ac\u00e7\u00e3o do poder do mal no mundo passa tamb\u00e9m por aqui&#8230; e passa por aqui a necessidade urgente de convers\u00e3o e mudan\u00e7a de vida. \tA sensibilidade individual e colectiva para estes temas tem aumentado muito entre n\u00f3s \u2013 e muito progresso se fez, quer no \u00e2mbito das leis, quer no dos comportamentos. Muito h\u00e1 ainda a fazer \u2013 e n\u00e3o ser\u00e1 f\u00e1cil nem r\u00e1pido. Importa, por\u00e9m, n\u00e3o confundir os planos. H\u00e1 extremismos, tamb\u00e9m nestas quest\u00f5es, cujas propostas degradam mais do que libertam a mulher: a anula\u00e7\u00e3o da diferen\u00e7a entre homem e mulher, reduzida a mero \u00abacidente\u00bb biol\u00f3gico; a promo\u00e7\u00e3o do homossexualismo feminino como liberta\u00e7\u00e3o face ao homem; a identifica\u00e7\u00e3o da sa\u00fade reprodutiva da mulher com o pretenso direito ao aborto a pedido; a banaliza\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es afectivas, identificada com a liberta\u00e7\u00e3o de tabus sexuais; a destrui\u00e7\u00e3o da maternidade&#8230;  <b>4.\t\u00abNo princ\u00edpio&#8230;\u00bb <\/b> \tA valoriza\u00e7\u00e3o da vida e miss\u00e3o das mulheres n\u00e3o acontecer\u00e1 como um facto isolado ou apenas como produto de leis justas \u2013 embora estas sejam necess\u00e1rias, pois a vida em sociedade rege-se por leis. A valoriza\u00e7\u00e3o da vida e miss\u00e3o das mulheres \u00e9, em primeiro lugar, uma quest\u00e3o de valores. Estes implicam educa\u00e7\u00e3o das intelig\u00eancias e das vontades, mas n\u00e3o se reduzem a isso. H\u00e1 um modo de ser homem e de ser mulher vivido, sobretudo, na fam\u00edlia normalmente constitu\u00edda, sem o qual a educa\u00e7\u00e3o pode pouco. Esse modo de vida exprime-se em atitudes de respeito absoluto pela dignidade da pessoa, de cada pessoa. Onde encontrar\u00e1 cada um o fundamento desta dignidade, \u00e9 quest\u00e3o em aberto. Por mim, n\u00e3o vejo nenhum mais fundo do que a afirma\u00e7\u00e3o b\u00edblica citada antes: \u00abDeus criou o ser humano \u00e0 sua imagem, criou-o \u00e0 imagem de Deus; Ele os criou homem e mulher\u00bb (G\u00e9nesis 1, 27). Tudo o mais, \u00e9 consequ\u00eancia desta radical e igual dignidade \u2013 e esta, primeiro vive-se, depois aprende-se e, espera-se, continuar\u00e1 a ser vivida.  <i>Elias Couto<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Inten\u00e7\u00e3o do Papa para o m\u00eas de Mar\u00e7o<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[93,193,206],"class_list":["post-37266","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-vaticano","tag-aborto","tag-educacao","tag-familia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37266","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=37266"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37266\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=37266"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=37266"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=37266"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}