{"id":37148,"date":"2009-02-23T17:51:37","date_gmt":"2009-02-23T17:51:37","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/02\/23\/mensagem-de-quaresma-do-bispo-do-porto\/"},"modified":"2009-02-23T17:51:37","modified_gmt":"2009-02-23T17:51:37","slug":"mensagem-de-quaresma-do-bispo-do-porto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/mensagem-de-quaresma-do-bispo-do-porto\/","title":{"rendered":"Mensagem de Quaresma do Bispo do Porto"},"content":{"rendered":"<p>Quaresma 2009: convers\u00e3o a deus, servindo o pr\u00f3ximo    <!--more--> Car\u00edssimos diocesanos do Porto, com todas as pessoas de boa vontade:  No actual contexto social e econ\u00f3mico, a convers\u00e3o a Deus, que \u00e9 a subst\u00e2ncia da Quaresma, tem de sublinhar a humanidade de todos e a sua necess\u00e1ria realiza\u00e7\u00e3o em cada um. Quer isto dizer que a Quaresma de 2009 em Portugal exige a correcta compreens\u00e3o do significado do trabalho e o maior esfor\u00e7o para que ele n\u00e3o falte a ningu\u00e9m. Tanto quanto poss\u00edvel, isto \u00e9, sem desistir nunca. O trabalho, de direito e de facto, n\u00e3o \u00e9 exterior ao ser humano: \u00e9-lhe absolutamente indispens\u00e1vel e intr\u00ednseco, como realiza\u00e7\u00e3o pessoal. Reconhecemos que \u00e9 pelo trabalho que as pessoas respondem \u00e0s necessidades pr\u00f3prias e dos seus. \u00c9 por isso imprescind\u00edvel que a sociedade tudo encaminhe para esse bem essencial. E que o fa\u00e7amos na convic\u00e7\u00e3o de que s\u00f3 assim cada um descobre as suas potencialidades e se realiza positivamente como criador de bens, com proveito geral. Somemos ent\u00e3o algumas responsabilidades. De todos n\u00f3s, cidad\u00e3os; e, em especial, de cada um de n\u00f3s, os crist\u00e3os, que acreditamos no trabalho como disposi\u00e7\u00e3o divina para o papel de todos no desenvolvimento da pr\u00f3pria cria\u00e7\u00e3o. Quando lemos no G\u00e9nesis (2, 15), que \u201co Senhor Deus levou o homem e colocou-o no jardim do \u00c9den, para o cultivar e, tamb\u00e9m, para o guardar\u201d, descobrimos a nossa responsabilidade, para que a cria\u00e7\u00e3o frutifique e se garanta. \u00c9 miss\u00e3o de todos, para que o prop\u00f3sito divino se cumpra e nos realizemos nele. Consequentemente, entre crist\u00e3os e pessoas de boa vontade, n\u00e3o dever\u00e1 passar esta Quaresma sem fazermos o poss\u00edvel para criar postos de trabalho ou ajudar a mant\u00ea-los quando periguem. Nem se dispensar\u00e3o os trabalhadores e as suas organiza\u00e7\u00f5es de contribuir para ultrapassarmos as dificuldades presentes. Responsabilidades, igualmente, de todos os empres\u00e1rios e dadores de trabalho. Tantos existem que tudo fazem para que as suas empresas n\u00e3o encerrem, ou dispensem o menor n\u00famero poss\u00edvel. Resistem \u00e0 tenta\u00e7\u00e3o de fechar ou despedir, com o pretexto da crise. A empres\u00e1rios assim, devemos uma palavra de reconhecimento e est\u00edmulo. Como apelamos \u00e0 consci\u00eancia de quem n\u00e3o proceda deste modo, para que n\u00e3o lese a sociedade nem ofenda a Deus, condenando ao desemprego quem podia continuar a trabalhar. Tamb\u00e9m neste ponto se abra agora uma aut\u00eantica \u201cQuaresma\u201d empresarial, para defender e promover o trabalho e o emprego. Biblicamente sabemos que cumprir a vontade de Deus, aqui e agora, passa exactamente por a\u00ed. A vontade de um Deus \u201ctrabalhador\u201d, assim definido pelo pr\u00f3prio Cristo: \u201cO meu Pai continua a realizar obras at\u00e9 agora, e eu tamb\u00e9m continuo!\u201d (Jo 5, 17). Responsabilidade muito particular dos governantes, como primeiros zeladores do bem comum. N\u00e3o lhes pedindo o que n\u00e3o possam, n\u00e3o se dispensar\u00e3o do que nos devem. Valorizando e promovendo a criatividade e o esfor\u00e7o de quantos trabalham e criam trabalho, activar\u00e3o a subsidiariedade geral da sociedade, com especial aproveitamento das capacidades dos mais novos e sem esquecer a forma\u00e7\u00e3o cont\u00ednua dos mais velhos.  Neste sentido ainda, as comunidades crist\u00e3s saber\u00e3o abrir espa\u00e7os de proximidade e partilha, em que, al\u00e9m da resposta imediata e poss\u00edvel \u00e0s solicita\u00e7\u00f5es de pobrezas antigas e novas, se originem porventura respostas pr\u00e1ticas e criativas no sentido do trabalho e do emprego. E os crist\u00e3os viver\u00e3o a Quaresma de 2009 em disponibilidade total para uma cidadania inteira e consequente. A actual crise tem evidentes conota\u00e7\u00f5es morais. Muita riqueza a todo o custo ocasionou muita pobreza insustent\u00e1vel. Os t\u00f3picos quaresmais por excel\u00eancia \u2013 ora\u00e7\u00e3o, jejum e esmola \u2013 significam agora mais aten\u00e7\u00e3o \u00e0 vontade de Deus, que \u00e9 o bem de todos, num mundo realmente solid\u00e1rio, quer dizer, consistente, frugal e fraterno. Com o exemplo e o Esp\u00edrito de Cristo, teremos, mais profundamente, P\u00e1scoa. Com o resultado da ren\u00fancia quaresmal de 2008, foi criado o Fundo Social Diocesano, passando os 160 000 euros. O que permitiu ajudar a Obra Diocesana de Promo\u00e7\u00e3o Social (mais apoio a fam\u00edlias carenciadas), a Caritas Diocesana (ac\u00e7\u00f5es de apoio a crian\u00e7as em idade escolar) e Vida Norte (apoio \u00e0 maternidade e \u00e0 fam\u00edlia). Confio na generosidade de todos para que a ren\u00fancia desta Quaresma possa refor\u00e7ar o Fundo Social Diocesano para novas ac\u00e7\u00f5es de solidariedade, na caridade crist\u00e3. A todos desejo uma Santa Quaresma, na convers\u00e3o a Deus, servindo o pr\u00f3ximo.  Porto, Quarta-Feira de Cinzas, 25 de Fevereiro de 2009, <i>+ Manuel Clemente, Bispo do Porto    <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quaresma 2009: convers\u00e3o a deus, servindo o pr\u00f3ximo<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[154,168,187,206,275,91,314],"class_list":["post-37148","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-crianca","tag-diocese-da-guarda","tag-diocese-do-porto","tag-familia","tag-pascoa","tag-quaresma","tag-solidariedade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37148","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=37148"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37148\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=37148"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=37148"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=37148"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}