{"id":37131,"date":"2009-02-23T12:54:08","date_gmt":"2009-02-23T12:54:08","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/02\/23\/festival-terras-sem-sombra-em-alvito\/"},"modified":"2009-02-23T12:54:08","modified_gmt":"2009-02-23T12:54:08","slug":"festival-terras-sem-sombra-em-alvito","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/festival-terras-sem-sombra-em-alvito\/","title":{"rendered":"Festival \u00abTerras sem Sombra\u00bb em Alvito"},"content":{"rendered":"<p>\u201cSileti Venti\u201d \u00e9 o t\u00edtulo do concerto do agrupamento Concerto Campestre, dirigido por Pedro Castro, que ter\u00e1 lugar na igreja matriz, hoje (a 28 de Fevereiro), pelas 21 H 30. Vivaldi, Telemann, Carlos de Seixas e H\u00e4ndel, mestres supremos do Barroco Europeu, d\u00e3o corpo a um programa de invulgar qualidade que faz justi\u00e7a \u00e0s condi\u00e7\u00f5es ac\u00fasticas do monumento. Uma experi\u00eancia est\u00e9tica e espiritual inexced\u00edvel.   Desde tempos imemoriais que o Homem associou a M\u00fasica \u00e0 emo\u00e7\u00e3o, \u00e0s paix\u00f5es ou estados de alma. Plat\u00e3o e Arist\u00f3teles falavam das qualidades e dos efeitos morais exercidos pela m\u00fasica sobre os seres humanos. Durante o per\u00edodo renascentista, os te\u00f3ricos musicais centraram o papel da m\u00fasica como extens\u00e3o de um texto, acoplando o aspecto emocional do discurso. J\u00e1 no Barroco, o pensamento te\u00f3rico foi marcado por Descartes e pelo seu c\u00e9lebre tratado, escrito em 1649, As Paix\u00f5es da Alma.    Enquanto linguagem art\u00edstica, a m\u00fasica barroca caracterizou-se por conter um n\u00facleo central e motivador, a ideia de pathos, afecto extremo que determinava o estilo de uma obra. Esta preocupa\u00e7\u00e3o de humanizar a m\u00fasica, tend\u00eancia que j\u00e1 vinha do Renascimento, deu origem \u00e0 chamada teoria dos afectos, consagrando a m\u00fasica como ve\u00edculo ideal para explicar as paix\u00f5es e os seus movimentos.   O concerto de Alvito re\u00fane um conjunto de obras exemplares do que assinal\u00e1mos, funcionando como s\u00edntese dos principais idiomas da m\u00fasica barroca, concretamente, da m\u00fasica concertante e da sua estrutura base radicada no ritornello. <b>Ensemble Concerto Campestre<\/b>  Com o nome inspirado num famoso quadro de Giorgone, o Concerto Campestre \u00e9 um grupo de m\u00fasica de c\u00e2mara que se dedica \u00e0 interpreta\u00e7\u00e3o de m\u00fasica europeia desde o Renascimento ao Barroco, tamb\u00e9m chamada \u201cmusica antiga\u201d. \u00c9 constitu\u00eddo por jovens profissionais especialistas nos instrumentos da \u00e9poca, tais como o cravo, o obo\u00e9 barroco, a viola da gambae o violoncelo barroco. Os seus elementos s\u00e3o formados nas principais escolas europeias e trabalham em v\u00e1rios grupos da especialidade, tais como Ricercar Consort, Al Ayre Espa\u00f1ol, Les Talens Liryques e Orquestra Barroca Divino Sospiro.  O grupo est\u00e1 sediado em Lisboa e tem a direc\u00e7\u00e3o art\u00edstica de Pedro Castro. A sua constitui\u00e7\u00e3o \u00e9 vers\u00e1til variando conforme os programas que s\u00e3o apresentados, tendo realizado j\u00e1 projectos desde um trio de c\u00e2mara at\u00e9 um conjunto de dez m\u00fasicos e cantores na execu\u00e7\u00e3o de cantatas e concertos de J. S. Bach, Telemann e Seixas. Apresentou-se na Festa da M\u00fasica no Centro Cultural de Bel\u00e9m, nos Encontros de M\u00fasica Antiga de Loul\u00e9, no \u00e1trio do Museu Gulbenkian, na \u201cFesta no Chiado\u201d, nas \u201cFestas de Lisboa\u201d e nos Encontros de M\u00fasica Antiga de Tomar.   <b>Matriz de Alvito, obra-prima da arquitectura manuelina<\/b>  A g\u00e9nese da matriz de Alvito est\u00e1 associada a um acordo sobre a cobran\u00e7a dos d\u00edzimos que foi celebrado em 1262 entre D. Martinho I, bispo de \u00c9vora, e o donat\u00e1rio da vila, Est\u00eav\u00e3o Anes, chanceler-mor e cola\u00e7o (irm\u00e3o de leite) de D. Afonso III \u2013 e tamb\u00e9m genro do monarca, visto ter casado com uma sua filha ileg\u00edtima, D. Maria Afonso. Mais tarde, em c\u00e9dula testament\u00e1ria de 1279, o fundador legou o padroado da igreja ao convento da Sant\u00edssima Trindade, de Santar\u00e9m, o que motivaria novo ajuste com a diocese de \u00c9vora, subscrito pelo bispo D. Durando. No ano seguinte estava em fun\u00e7\u00f5es, como prior de Alvito, Fr. Jo\u00e3o Navarro. A invoca\u00e7\u00e3o primitiva da par\u00f3quia foi a de Santa Maria, festejada no dia 15 de Agosto.   De meados do s\u00e9culo XV em diante a vila conheceu um surto de progresso que veio a culminar, em 1481, com a autoriza\u00e7\u00e3o dada por D. Jo\u00e3o II ao bar\u00e3o de Alvito, Jo\u00e3o Fernandes da Silveira, chanceler-mor e regedor das justi\u00e7as, e \u00e0 sua segunda mulher, D. Maria de Sousa Lobo, para edificarem o castelo. Ter\u00e1 sido pelo mesmo per\u00edodo que se iniciou a reconstru\u00e7\u00e3o da matriz, certamente com o contributo dos bar\u00f5es, a quem os trinit\u00e1rios permitiram erguer o pante\u00e3o familiar no cruzeiro. Ap\u00f3s a fase de arranque, as obras pararam alguns anos, devido a um lit\u00edgio entre o bispo de \u00c9vora e a Ordem da Trindade acerca da jurisdi\u00e7\u00e3o paroquial. Foi j\u00e1 em etapa adiantada do s\u00e9culo XVI, durante o priorado de Fr. Jorge de Pombal, que se conclu\u00edram os trabalhos, sob a direc\u00e7\u00e3o de Jo\u00e3o Mateus.  O risco do edif\u00edcio, atribu\u00eddo a Jo\u00e3o de Arruda, corresponde a uma requintada modalidade da arquitectura manuelina que ganhou protagonismo nesta zona do Alentejo central e tem como principal paralelo a matriz de Viana. Esta tipologia individualiza-se pela impon\u00eancia das tr\u00eas naves de distintas alturas, cada uma com quatro tramos revestidos por ab\u00f3badas de nervuras, partindo de arcos quebrados que se apoiam em meias-colunas e pilares octogonais e descarregam em m\u00edsulas. Tudo isto define uma sequ\u00eancia de ritmos que imprime movimenta\u00e7\u00e3o ao conjunto, tornando expl\u00edcito o di\u00e1logo do derradeiro G\u00f3tico com a est\u00e9tica mud\u00e9jar, cultivada entre n\u00f3s a partir dos meados do s\u00e9culo XV e que teve no rei D. Manuel um grande apreciador.   <i>Departamento do Patrim\u00f3nio da Diocese de Beja  <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cSileti Venti\u201d \u00e9 o t\u00edtulo do concerto do agrupamento Concerto Campestre, dirigido por Pedro Castro, que ter\u00e1 lugar na igreja matriz, hoje (a 28 de Fevereiro), pelas 21 H 30. Vivaldi, Telemann, Carlos de Seixas e H\u00e4ndel, mestres supremos do Barroco Europeu, d\u00e3o corpo a um programa de invulgar qualidade que faz justi\u00e7a \u00e0s condi\u00e7\u00f5es [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[171,175,180,182,285],"class_list":["post-37131","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-nacional","tag-diocese-de-beja","tag-diocese-de-evora","tag-diocese-de-santarem","tag-diocese-de-viana-do-castelo","tag-patrimonio"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37131","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=37131"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37131\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=37131"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=37131"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=37131"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}