{"id":37103,"date":"2009-02-21T11:47:50","date_gmt":"2009-02-21T11:47:50","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/02\/21\/guerreiro-e-frei-de-d-nuno-a-santo-condestavel\/"},"modified":"2009-02-21T11:47:50","modified_gmt":"2009-02-21T11:47:50","slug":"guerreiro-e-frei-de-d-nuno-a-santo-condestavel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/guerreiro-e-frei-de-d-nuno-a-santo-condestavel\/","title":{"rendered":"Guerreiro e Frei: de D. Nuno a Santo Condest\u00e1vel"},"content":{"rendered":"<p>Futuro Santo portugu\u00eas granjeou admira\u00e7\u00e3o pela sua capacidade enquanto militar e pela sua humildade, ap\u00f3s assumir a vida de Carmelita   <!--more--> Nuno \u00c1lvares Pereira, fundador da Casa de Bragan\u00e7a, nasceu em Cernache do Bonjardim em 24 de Julho de 1360. Filho de D. \u00c1lvaro Gon\u00e7alves Pereira, entrou aos 13 anos na corte de D. Fernando (rei de 1367 a 1383) como pajem da rainha D. Leonor de Teles. Destacando-se logo em jovem num ataque dos castelhanos a Lisboa, foi armado cavaleiro. Em 1385, D. Nuno foi nomeado por D. Jo\u00e3o I como o Condest\u00e1vel do Reino. Conquistou o Minho para a causa e, depois da vit\u00f3ria de Trancoso em Maio ou Junho, cortou a arrojada avan\u00e7ada castelhana com a memor\u00e1vel Batalha de Aljubarrota, a 14 de Agosto de 1385. Ao servi\u00e7o do Reino de Portugal foi militar invenc\u00edvel na guerra da independ\u00eancia, tendo granjeado enorme admira\u00e7\u00e3o entre os seus contempor\u00e2neos. J\u00e1 nos seus Lus\u00edadas, Cam\u00f5es apresenta o her\u00f3i de Aljubarrota como forte, feroz, leal, verdadeiro, grande, valoroso, entre outros adjectivos que ressaltam as suas qualidades f\u00edsicas, morais e \u00e9ticas.  Assegurado o Reino, Nuno \u00c1lvares come\u00e7ou a dedicar-se a outras obras. Mandou construir a Capela de S\u00e3o Jorge de Aljubarrota em Outubro de 1388 e o Convento do Carmo em Lisboa, terminado em Julho de 1389 e onde entraram em 1397 os Frades Carmelitas. Dedicou em Vila Vi\u00e7osa uma capela \u00e0 Virgem para a qual mandou vir de Inglaterra uma imagem de Nossa Senhora da Concei\u00e7\u00e3o, que 250 anos depois seria proclamada Rainha de Portugal. A morte da filha, D. Beatriz, em 1414, cortou o \u00faltimo la\u00e7o com o mundo e abriu o desejo da clausura. Ainda participou na expedi\u00e7\u00e3o a Ceuta de 1415, primeiro passo da gesta ultramarina portuguesa, onde o seu valor ficou de novo marcado. Mas em breve olharia para outras fronteiras.  Em 1422, distribuiu os t\u00edtulos e propriedades pelos netos, e a 15 de Agosto de 1423, festa da Assun\u00e7\u00e3o, anivers\u00e1rio do seu casamento e dia seguinte ao da Batalha de Aljubarrota, professou no Convento do Carmo, onde morreria a 1 de Abril de 1431, Domingo de P\u00e1scoa. Descal\u00e7o, de h\u00e1bito carmelita donato, t\u00fanica que descia aos calcanhares, com escapul\u00e1rio e samarra de estamenha, passou sete anos pelas ruas a pedir esmola para os pobres da capital, tendo dado a todos, durante a sua vida, um exemplo de ora\u00e7\u00e3o, penit\u00eancia, amor aos pobres e devo\u00e7\u00e3o a Nossa Senhora. Foi beatificado pelo Papa Bento XV a 23 de Janeiro de 1918 e, at\u00e9 agora, a sua festa \u00e9 liturgicamente assinalada a 6 de Novembro. No in\u00edcio do s\u00e9culo passado, o Santo Condest\u00e1vel apresentava-se como um modelo de \u201csantidade patri\u00f3tica\u201d num per\u00edodo particular conturbado das rela\u00e7\u00f5es Igreja-Estado. <I>Fonte: Jo\u00e3o C\u00e9sar das Neves, \u201cOs Santos de Portugal\u201d, Lucerna<\/i>  <b>Fama de santidade<\/b> D. Duarte, sete anos ap\u00f3s a morte de D. Nuno, em 1431, solicitou ao Papa a canoniza\u00e7\u00e3o do Condest\u00e1vel evocando o exemplo de bondade e devo\u00e7\u00e3o aos pobres. A fama de milagreiro do Santo Condest\u00e1vel era grande conforme as \u201cChronicas dos Carmelitas\u201d que referem terem-lhe sido atribu\u00eddas 21 curas de cegueira, 21 de surdez, 24 de paralisia e 18 de doen\u00e7as internas.  No reinado de Isabel a cat\u00f3lica, teve in\u00edcio em Espanha o culto a S\u00e3o Frei Nuno de Santa Maria, sendo frequente a sua invoca\u00e7\u00e3o nas missas celebradas na corte. No s\u00e9culo XVI, a Rainha Joana veio a Lisboa, em peregrina\u00e7\u00e3o ao convento do Carmo, para trasladar os restos mortais de D. Nuno para um mausol\u00e9u de alabastro que tinha mandado esculpir em Floren\u00e7a. O culto ao Beato Nuno surgiu na It\u00e1lia em meados do s\u00e9c. XV conforme o Calend\u00e1rio Carmelitano, composto entre 1456 e 1478, da biblioteca de Parma. As igrejas de Santa In\u00eas e de Nossa Senhora do Carmo tamb\u00e9m apresentam provas do culto ao mesmo beato em It\u00e1lia. Em Portugal e Espanha o Beato Nuno foi imortalizado em arte sucedendo o mesmo em It\u00e1lia, Holanda e Alemanha, em quadros, registos e santinhos que s\u00e3o prova documental da dimens\u00e3o europeia da devo\u00e7\u00e3o a D. Nuno. O culto a Beato Nuno tamb\u00e9m era praticado na Corte Papal conforme atesta o pedido de protec\u00e7\u00e3o do Papa Eug\u00e9nio IV a D. Nuno quando se viu amea\u00e7ado por for\u00e7as inimigas. O mesmo culto esteve presente em devo\u00e7\u00f5es e Missas celebradas na igreja de Santo Ant\u00f3nio dos portugueses, da embaixada de Portugal junto da Santa S\u00e9, que conserva o seu quadro na sacristia. A fraternidade sacerdotal de S\u00e3o Pio X tem o Beato Nuno como patrono do grupo de ora\u00e7\u00e3o portugu\u00eas, venerado na Su\u00ed\u00e7a e em Fran\u00e7a, onde aparece em estandartes ao lado de Santa Joana d\u2019Arc. O ex\u00e9rcito azul, fundado em 1947 nos EUA, com cerca de oitenta milh\u00f5es de membros espalhados pelo mundo, tem propalado a fama de santidade de Beato Nuno e ajudado a espalhar o seu culto, renovado de modo significativo, durante o per\u00edodo da Guerra-Fria. Em Angola, Macau e Timor, nas d\u00e9cadas de 60 e 70 do s\u00e9culo passado, o culto a Beato Nuno esteve activo. Muitos devotos utilizavam notas portuguesas de 1920, com o rosto impresso de D. Nuno que emolduravam, colocavam em orat\u00f3rio e a quem oravam em suas casas. <i>Fonte: Sociedade Hist\u00f3rica da Independ\u00eancia de Portugal <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Futuro Santo portugu\u00eas granjeou admira\u00e7\u00e3o pela sua capacidade enquanto militar e pela sua humildade, ap\u00f3s assumir a vida de Carmelita<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[106,126,172,275,297,300],"class_list":["post-37103","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-nacional","tag-angola","tag-carmelitas","tag-diocese-de-braga","tag-pascoa","tag-santa-se","tag-santo-condestavel"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37103","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=37103"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37103\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=37103"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=37103"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=37103"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}