{"id":370831,"date":"2025-04-20T09:14:07","date_gmt":"2025-04-20T08:14:07","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=370831"},"modified":"2025-04-20T09:14:07","modified_gmt":"2025-04-20T08:14:07","slug":"somos-peregrinos-da-esperanca-que-nasce-do-sepulcro-vazio-d-virgilio-antunes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/somos-peregrinos-da-esperanca-que-nasce-do-sepulcro-vazio-d-virgilio-antunes\/","title":{"rendered":"\u00abSomos peregrinos da esperan\u00e7a que nasce do sepulcro vazio\u00bb &#8211; D. Virg\u00edlio Antunes"},"content":{"rendered":"<p><em>Homilia do bispo de Coimbra na Vig\u00edlia Pascal<\/em><!--more--><\/p>\n<figure id=\"attachment_204499\" aria-describedby=\"caption-attachment-204499\" style=\"width: 1920px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/20210405_MissaPascoa_04.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-204499 size-full\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/20210405_MissaPascoa_04.jpg\" alt=\"\" width=\"1920\" height=\"1279\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/20210405_MissaPascoa_04.jpg 1920w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/20210405_MissaPascoa_04-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/20210405_MissaPascoa_04-1024x682.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/20210405_MissaPascoa_04-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/20210405_MissaPascoa_04-1536x1023.jpg 1536w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/20210405_MissaPascoa_04-1080x719.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/20210405_MissaPascoa_04-1280x853.jpg 1280w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/20210405_MissaPascoa_04-980x653.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/20210405_MissaPascoa_04-480x320.jpg 480w\" sizes=\"(max-width: 1920px) 100vw, 1920px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-204499\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Diocese de Coimbra<\/figcaption><\/figure>\n<p>Car\u00edssimos irm\u00e3os e irm\u00e3s!<\/p>\n<p>Ao longo deste ano debru\u00e7amo-nos sobre a esperan\u00e7a, o tema central do jubileu que a Igreja nos oferece. Precisamos de falar de esperan\u00e7a, mas precisamos mais ainda de a colocar nos fundamentos da vida pessoal e comunit\u00e1ria de todos n\u00f3s.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica que vivemos desafia-nos a ser peregrinos de esperan\u00e7a. Pass\u00e1mos por tempos de grande euforia relativamente \u00e0 confian\u00e7a nas possibilidades humanas, vivemos o otimismo relacionado com os desenvolvimentos cient\u00edficos e tecnol\u00f3gicos, proclam\u00e1mos alto a dignidade da pessoa humana e dos direitos humanos, manifest\u00e1mos repulsa pela guerra como realidade sempre injusta, afirm\u00e1mos o di\u00e1logo e a toler\u00e2ncia como os \u00fanicos caminhos para resolver conflitos, defendemos e promovemos incondicionalmente a vida humana&#8230; Hoje, percebemos que estamos muito aqu\u00e9m dos sonhos que acalent\u00e1mos e sentimos que um certo desalento se abateu sobre a humanidade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>As \u00faltimas d\u00e9cadas fizeram-nos perceber a grandeza e os limites dos empreendimentos humanos. Progressos em si mesmos muito bons, enfrentam consci\u00eancias mal formadas, sistemas de contravalores, aplica\u00e7\u00f5es nocivas, orienta\u00e7\u00f5es contr\u00e1rias ao bem pessoal e ao bem comum de todos n\u00f3s.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A humanidade enfrenta novos abismos e clama por uma esperan\u00e7a diferente daquela que a tem desiludido constantemente.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>De que esperan\u00e7a somos peregrinos? \u00c9 a quest\u00e3o que se nos p\u00f5e como se p\u00f4s aos que acompanharam Jesus. A pessoa e o ensino de Jesus, que assumimos especialmente na celebra\u00e7\u00e3o da Sua P\u00e1scoa, levam-nos a compreender o que significa para n\u00f3s ser peregrinos de esperan\u00e7a no meio deste mundo e fazem-nos ver as contradi\u00e7\u00f5es em que assentam muitas ideias de esperan\u00e7a dominantes na sociedade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Aos que alicer\u00e7avam a sua esperan\u00e7a nas possibilidades materiais, na riqueza e na frui\u00e7\u00e3o desenfreada dos bens deste mundo, Jesus proclamou bem-aventurados os pobres, os aflitos, os que sofrem, os construtores de paz, os perseguidos&#8230; De facto, ainda hoje percebemos que a escalada da busca das riquezas, do consumo, do ter, \u00e9 insaci\u00e1vel. Quem deposita a\u00ed a sua esperan\u00e7a, fica insatisfeito, porque quer sempre mais e um mais que n\u00e3o preenche por dentro e que \u00e9 imposs\u00edvel de alcan\u00e7ar.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Aos que punham a sua esperan\u00e7a no bem-estar, na realiza\u00e7\u00e3o pessoal, no sucesso, numa vida feliz, sem inc\u00f3modos nem contratempos, Jesus afirma que o Seu Reino n\u00e3o \u00e9 deste mundo. Quem deposita a sua esperan\u00e7a no bem-estar e faz dele o seu ideal de vida, sofre a desilus\u00e3o, porque o dia de amanh\u00e3 transtorna tudo e esse ideal torna-se insaci\u00e1vel.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Aos que professam o otimismo como o seu lema de vida, pensando sempre que o amanh\u00e3 ser\u00e1 bom, que se resolver\u00e3o todos os problemas e que tudo vai correr bem, Jesus aconselha a tomar a cruz de todos os dias e a segui-l\u2019O com coragem e amor. O otimismo n\u00e3o se confunde com a esperan\u00e7a, porque nada h\u00e1 na vida que n\u00e3o tenha de se conquistar com esfor\u00e7o e com a dedica\u00e7\u00e3o da vontade, e nada h\u00e1 que esteja totalmente nas nossas m\u00e3os.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Aos que acalentavam uma ideia de esperan\u00e7a assente na aus\u00eancia de sofrimento e na liberta\u00e7\u00e3o da morte, Jesus apresenta-se como o Homem de dores, acostumado ao sofrimento e que caminha para a morte. Quem caminha sobre esta terra seguro de que pela sua f\u00e9 ou pelo progresso n\u00e3o est\u00e1 sujeito ao sofrimento e \u00e0 morte, aposta numa esperan\u00e7a errada.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O sepulcro vazio, imagem central do Evangelho da Vig\u00edlia Pascal, d\u00e1-nos o fundamento da esperan\u00e7a de Jesus e da nossa esperan\u00e7a crist\u00e3. Somos peregrinos da esperan\u00e7a que nasce do sepulcro vazio, da esperan\u00e7a que nasce da ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus, da esperan\u00e7a da nossa pr\u00f3pria ressurrei\u00e7\u00e3o e da vida eterna.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Como crist\u00e3os, somos peregrinos desta vida com a esperan\u00e7a na ressurrei\u00e7\u00e3o que nos abre horizontes novos, pois a f\u00e9 na ressurrei\u00e7\u00e3o \u00e9 a realidade mais inspiradora da nossa vida e da espiritualidade crist\u00e3.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em primeiro lugar, a f\u00e9 na ressurrei\u00e7\u00e3o leva-nos a considerar adequadamente o valor da nossa humanidade de criaturas, a valorizar a nossa condi\u00e7\u00e3o carnal e material. O pr\u00f3prio Jesus, que se fez Homem e assumiu a nossa carne, n\u00e3o desprezou nada do que n\u00f3s somos nem da nossa humanidade. A f\u00e9 que professamos na ressurrei\u00e7\u00e3o da carne e na vida do mundo que h\u00e1 de vir, faz-nos valorizar o percurso terreno como lugar da nossa realiza\u00e7\u00e3o, da resposta ao Deus Criador, da edifica\u00e7\u00e3o de um mundo que manifesta a Sua bondade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em segundo lugar, a f\u00e9 na ressurrei\u00e7\u00e3o leva-nos a enfrentar a vida com realismo, tanto nos seus aspetos agrad\u00e1veis como dolorosos. Somos construtores de n\u00f3s mesmos e temos uma import\u00e2ncia decisiva na edifica\u00e7\u00e3o dos outros. A pr\u00e1tica das boas a\u00e7\u00f5es e a fraterna inclina\u00e7\u00e3o para o pr\u00f3ximo \u00e9 a nossa radical voca\u00e7\u00e3o. Frente ao que decorre de acordo com o nosso sonho e desejo ou face aos desencantos, caminhamos na esperan\u00e7a do que ainda se n\u00e3o v\u00ea, mas j\u00e1 nos espera em Cristo Vivo. N\u00e3o cessamos de alimentar em n\u00f3s e nos outros as pequenas esperan\u00e7as, que crescem alicer\u00e7adas no amor vivido e repartido, que d\u00e1 alento na peregrina\u00e7\u00e3o e leva a ver a meta sempre mais al\u00e9m.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em terceiro lugar, a f\u00e9 na ressurrei\u00e7\u00e3o d\u00e1-nos a compreens\u00e3o do sentido do sofrimento e da morte, como parte integrante do nosso caminho de peregrinos de esperan\u00e7a. A \u00e2nsia de viver \u00e9 maior do que tudo o que nos possa acontecer e encontra a sua resposta na ressurrei\u00e7\u00e3o para a vida eterna. Em Jesus, vemos a imagem daquele que caminha no meio das dores e enfrenta a morte na esperan\u00e7a, sem vacilar. Ele desejou que passasse o c\u00e1lice de dor, mas manteve a confian\u00e7a; citou o salmo que fala do abandono de Deus na mais crua solid\u00e3o, mas manteve a confian\u00e7a; enfrentou a morte dolorosa, mas com a for\u00e7a do Esp\u00edrito manteve a confian\u00e7a no Pai.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Nesta noite de Vig\u00edlia Pascal renovamos a consci\u00eancia de que, na f\u00e9 em Cristo Ressuscitado somos homens e mulheres de esperan\u00e7a. Ela leva-nos a envolvermo-nos plenamente nas atividades de transforma\u00e7\u00e3o deste mundo, com a ajuda da gra\u00e7a de Deus, aspirando sempre \u00e0 comunh\u00e3o com Ele e com os irm\u00e3os j\u00e1 no tempo presente, e aguardando o encontro futuro na comunh\u00e3o eterna, o horizonte definitivo da esperan\u00e7a que Ele nos d\u00e1.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A f\u00e9 em Cristo Ressuscitado leva-nos \u00e0 viv\u00eancia de uma esperan\u00e7a concreta e real no tempo presente e nunca nos faz adiar a responsabilidade perante a nossa vida e a vida dos outros.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A f\u00e9 em Cristo Ressuscitado leva-nos a produzir sinais de esperan\u00e7a, que tenham a for\u00e7a de manifestar a orienta\u00e7\u00e3o das nossas vidas e a presen\u00e7a amorosa de Deus nelas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A esperan\u00e7a \u00e9 marca distintiva do crist\u00e3o. Aprendamos com a Virgem Maria que, na anuncia\u00e7\u00e3o, junto \u00e0 cruz e como testemunha da ressurrei\u00e7\u00e3o, se tornou para n\u00f3s sinal da esperan\u00e7a que n\u00e3o engana.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Coimbra, 19 de abril de 2025<\/p>\n<p><em>D. Virg\u00edlio do Nascimento Antunes,<\/em><\/p>\n<p><em>Bispo de Coimbra<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Homilia do bispo de Coimbra na Vig\u00edlia Pascal<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":204499,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"default","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"set","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[174,930],"class_list":["post-370831","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-documentos","tag-diocese-de-coimbra","tag-pascoa-sabado-santo-vigilia-pascal"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/370831","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=370831"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/370831\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/204499"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=370831"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=370831"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=370831"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}