{"id":370607,"date":"2025-04-19T23:36:59","date_gmt":"2025-04-19T22:36:59","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=370607"},"modified":"2025-04-19T23:09:31","modified_gmt":"2025-04-19T22:09:31","slug":"homilia-do-bispo-da-guarda-na-vigilia-pascal-4","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/homilia-do-bispo-da-guarda-na-vigilia-pascal-4\/","title":{"rendered":"Homilia do bispo da Guarda na Vig\u00edlia Pascal"},"content":{"rendered":"<p><!--more--><\/p>\n<figure id=\"attachment_370680\" aria-describedby=\"caption-attachment-370680\" style=\"width: 390px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/IMG_3962.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-370680 size-medium\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/IMG_3962-390x260.jpg\" alt=\"\" width=\"390\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/IMG_3962-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/IMG_3962-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/IMG_3962-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/IMG_3962-391x260.jpg 391w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/IMG_3962-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/IMG_3962.jpg 1920w\" sizes=\"(max-width: 390px) 100vw, 390px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-370680\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Diocese da Guarda<\/figcaption><\/figure>\n<p><em>\u00abVoltando do sepulcro, foram contar tudo isto aos Onze, bem como a todos os outros. [\u2026] Mas tais palavras pareciam-lhes um desvario, e n\u00e3o acreditaram nelas. Entretanto, Pedro p\u00f4s-se a caminho e correu ao sepulcro. Debru\u00e7ando-se, viu apenas as ligaduras e voltou para casa admirado com o que tinha sucedido.\u00bb<\/em><\/p>\n<p>Desconsidera\u00e7\u00e3o e incredulidade diante do testemunho das mulheres que viram o t\u00famulo vazio e a quem apareceram os anjos dizendo que Jesus ressuscitara, ao terceiro dia, como havia dito. Admira\u00e7\u00e3o diante da vis\u00e3o do t\u00famulo vazio, apenas com as ligaduras no ch\u00e3o.<\/p>\n<p>Esta rea\u00e7\u00e3o dos Onze, e de Pedro, atesta bem que a ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus n\u00e3o \u00e9 um simples acontecimento prodigioso, da mesma natureza de muitos outros milagres, sinais e prod\u00edgios que eles haviam testemunhado durante a conviv\u00eancia com Jesus no seu minist\u00e9rio p\u00fablico. Se o fosse, seria f\u00e1cil aceit\u00e1-la. At\u00e9 porque haviam testemunhado a ressuscita\u00e7\u00e3o de L\u00e1zaro, n\u00e3o muito tempo antes.<\/p>\n<p>Mas a ressurrei\u00e7\u00e3o \u00e9 de outra ordem. Jesus n\u00e3o regressa \u00e0 sua vida anterior \u00e0 Paix\u00e3o, \u00e0 vida terrena. N\u00e3o faz um <em>\u201creset\u201d<\/em> para retomar a vida onde estava tr\u00eas dias atr\u00e1s. Muitas vezes, diante dos dramas e trag\u00e9dias da vida, desejamos que tudo passe depressa e pedimos a Deus que nos livre das dificuldades, como que apagando os acontecimentos e as mem\u00f3rias negativas, para tudo voltar a ser como dantes. N\u00e3o \u00e9 assim que Deus age; n\u00e3o \u00e9 assim que Jesus nos salva.<\/p>\n<p>A ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus n\u00e3o \u00e9 um voltar atr\u00e1s, uma interven\u00e7\u00e3o para logo tudo voltar a ser como era. \u00c9 um avan\u00e7o adiante, \u00e9 uma nova cria\u00e7\u00e3o: <em>\u00abas coisas antigas passaram; tudo foi renovado\u00bb<\/em> escrever\u00e1 S\u00e3o Paulo (cf. II Cor, 5, 17). \u00c9 um acontecimento sobrenatural que ocorre no mundo e na hist\u00f3ria e os transforma radicalmente.<\/p>\n<p>Quanto a n\u00f3s, <em>\u00abque fomos batizados em Jesus Cristo [\u2026] fomos sepultados com Ele pelo Batismo na sua morte, para que assim como Cristo ressuscitou dos mortos pela gl\u00f3ria do Pai, tamb\u00e9m n\u00f3s vivamos uma vida nova. [\u2026] Bem sabemos que o nosso homem velho foi crucificado com Cristo, para que fosse destru\u00eddo o corpo do pecado e n\u00e3o mais f\u00f4ssemos escravos dele. [\u2026] Se morremos com Cristo, acreditamos que tamb\u00e9m com Ele viveremos\u00bb<\/em>.<\/p>\n<p>Quanto ao mundo, a ressurrei\u00e7\u00e3o de Cristo torna poss\u00edvel que o universo criado, contingente e finito, possa vir a tomar parte da transforma\u00e7\u00e3o operada por Jesus, e deste modo um dia <em>\u00abser libertada da escravid\u00e3o da corrup\u00e7\u00e3o, e assim participar da liberdade e da gl\u00f3ria dos filhos de Deus<\/em><em>\u00bb<\/em> (cf. Rom 8, 21).<\/p>\n<p>Este \u00e9 um desafio constante \u00e0 nossa vida de f\u00e9: as interpela\u00e7\u00f5es de Deus a cada um, as manifesta\u00e7\u00f5es da reden\u00e7\u00e3o de Cristo no mundo, as inspira\u00e7\u00f5es do Esp\u00edrito na vida da Igreja convocam-nos verdadeiramente a uma renova\u00e7\u00e3o espiritual ou rapidamente as encerramos nas nossas leituras e sensibilidades, para nos sentirmos confirmados nas nossas expectativas e estrat\u00e9gias eclesiais e pastorais?<\/p>\n<p>Reparemos: os olhos n\u00e3o chegam para mergulhar no mist\u00e9rio da ressurrei\u00e7\u00e3o; a l\u00f3gica racional tamb\u00e9m n\u00e3o; tamb\u00e9m n\u00e3o chegam os estados de alma e a intelig\u00eancia emocional. Todas essa dimens\u00f5es s\u00e3o fundamentais enquanto permitem a opera\u00e7\u00e3o dos sentidos, da intelig\u00eancia, da mem\u00f3ria, da emo\u00e7\u00e3o, necess\u00e1rias para captarmos a realidade. Mas falta-lhes a vida interior, sede da rela\u00e7\u00e3o teologal, isto \u00e9, da rela\u00e7\u00e3o que permite reconhecer a presen\u00e7a e a obra de Deus. Foi a essa realidade interior daquelas mulheres, que os dois homens vestidos de branco e sentados no t\u00famulo falaram<\/p>\n<p>O pensamento crist\u00e3o antigo tinha isto bem presente, como vemos em S\u00e3o Paulo quando fala do nosso ser como unidade corpo, alma e esp\u00edrito. Posteriormente, o pensamento crist\u00e3o foi integrando essa dimens\u00e3o espiritual na no\u00e7\u00e3o de alma, simultaneamente sede das emo\u00e7\u00f5es, da vontade e da consci\u00eancia (alma) e inst\u00e2ncia de rela\u00e7\u00e3o com Deus (esp\u00edrito). Com o advento do pensamento secularizado, a alma foi sendo substitu\u00edda pela no\u00e7\u00e3o de mente, e o esp\u00edrito foi despido da dimens\u00e3o teologal, tornando-se apenas inst\u00e2ncia de eleva\u00e7\u00e3o emocional, art\u00edstica, criativa.<\/p>\n<p>Urge voltarmos a cultivar a dimens\u00e3o interior espiritual, capaz de acolher a ac\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Santo e da gra\u00e7a de Cristo. S\u00f3 assim poderemos ser elevados a Deus, ser transformados para que a imagem de Deus em n\u00f3s ganhe cada vez mais a semelhan\u00e7a em Cristo, e abrir-nos \u00e0 sua presen\u00e7a e ac\u00e7\u00e3o no mundo. Sem vida interior, seremos incapazes de acreditar na ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus. Seremos incapazes de a reconhecer como o acontecimento decisivamente transformador da hist\u00f3ria e do mundo.<\/p>\n<p>Deixaremos de a reconhecer como acontecimento salvador que nos oferece a eternidade pessoal, em comunh\u00e3o fraterna e universal, a partir da vida em Deus. Reduzi-la-emos a uma facto prodigioso que aconteceu a Jesus ou substitui-la-emos por uma espiritualidade imanente que aceita a reencarna\u00e7\u00e3o, ou a fus\u00e3o numa energia c\u00f3smica, ou simplesmente a dilui\u00e7\u00e3o no nada.<\/p>\n<p>Pelo contr\u00e1rio, se cuidarmos da vida interior e nos deixarmos mergulhar na novidade da ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus, a nossa vida leva uma volta. N\u00e3o se trata apenas de uma ilumina\u00e7\u00e3o da intelig\u00eancia para compreender e aceitar o que aconteceu a Jesus. \u00c9 uma transforma\u00e7\u00e3o da nossa vida a v\u00e1rios n\u00edveis. Enuncio aqui apenas tr\u00eas:<\/p>\n<p>A ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus traz uma transforma\u00e7\u00e3o radical quanto ao sentido pessoal da nossa exist\u00eancia. Aquele que se encontra com Cristo ressuscitado, pode dizer como S\u00e3o Paulo: <em>\u00abconsidero todas as coisas como preju\u00edzo, comparando-as com o bem supremo, que \u00e9 conhecer Jesus Cristo, meu Senhor. Por Ele renunciei a todas as coisas e considerei tudo como lixo, para ganhar a Cristo e n\u2019Ele me encontrar [\u2026]. Assim poderei conhecer Cristo, o poder da sua ressurrei\u00e7\u00e3o e a participa\u00e7\u00e3o nos seus sofrimentos, configurando-me \u00e0 sua morte, para ver se posso chegar \u00e0 ressurrei\u00e7\u00e3o dos mortos. [\u2026] S\u00f3 penso numa coisa: esquecendo o que fica para tr\u00e1s, lan\u00e7ar-me para a frente, continuar a correr para a meta, em vista do pr\u00e9mio a que Deus, l\u00e1 do alto, me chama em Cristo Jesus\u00bb<\/em> (cf. Fil 3, 8-14).<\/p>\n<p>A ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus traz tamb\u00e9m uma transforma\u00e7\u00e3o radical quanto \u00e0 possibilidade da nossa rela\u00e7\u00e3o com aqueles que j\u00e1 morreram. Aquele que se encontra com Cristo ressuscitado, pode dizer como S\u00e3o Paulo: <em>\u00abSe pregamos que Cristo ressuscitou dos mortos, porque dizem alguns no meio de v\u00f3s que n\u00e3o h\u00e1 ressurrei\u00e7\u00e3o dos mortos? Se os mortos n\u00e3o ressuscitam, tamb\u00e9m Cristo n\u00e3o ressuscitou. [\u2026] e assim, os que morreram em Cristo pereceram tamb\u00e9m. [\u2026] Mas n\u00e3o. Cristo ressuscitou dos mortos, como prim\u00edcias dos que morreram\u00bb<\/em> (cf. I Cor 15, 12-20). Deste modo, sabemos que os que foram antes de n\u00f3s est\u00e3o vivos; ao morrerem em Cristo, foram n\u2019Ele sustentados e a morte tornou-se uma viagem, uma passagem deste mundo para o Pai.<\/p>\n<p>A ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus traz ainda uma transforma\u00e7\u00e3o radical quanto \u00e0 nossa rela\u00e7\u00e3o com o mundo. Aquele que se encontra com Cristo ressuscitado, pode dizer com o pr\u00f3prio Jesus: <em>\u00abDeus amou tanto o mundo que entregou o seu Filho Unig\u00e9nito, para que todo o homem que acredita n\u2019Ele n\u00e3o pere\u00e7a, mas tenha a vida eterna. Porque Deus n\u00e3o enviou o Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele. [\u2026] A luz veio ao mundo e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque eram m\u00e1s as suas obras. [\u2026] Mas quem pratica a verdade aproxima-se da luz, para que as suas obras sejam manifestas, pois s\u00e3o feitas em Deus\u00bb<\/em> (cf. Jo 3 16-21). Deste modo, o mundo \u00e9 o lugar am\u00e1vel, com o qual nos comprometemos para que a luz da ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus o salve.<\/p>\n<p>Renovados, assim, pela ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus, n\u00e3o fiquemos na mesma. N\u00e3o nos deixemos andar \u00e0 toa. A nossa vida est\u00e1 escondida com Cristo em Deus. \u00c9 na manifesta\u00e7\u00e3o de Cristo que a vamos descobrindo e construindo. Afei\u00e7oemo-nos \u00e0s coisas de Cristo. Prefiramo-las \u00e0s coisas passageiras e ilus\u00f3rias. Despojemo-nos do homem velho com as suas ac\u00e7\u00f5es e revistamo-nos do homem novo, que [\u2026] se vai renovando \u00e0 imagem do Senhor. (cf. Col 3, 9b-10).<\/p>\n<p>S\u00e9, 19 de abril de 2025<\/p>\n<p>D. Jos\u00e9 Miguel Pereira, bispo da Guarda<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":17,"featured_media":370680,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"default","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"set","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[168],"class_list":["post-370607","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-documentos","tag-diocese-da-guarda"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/370607","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/17"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=370607"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/370607\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/370680"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=370607"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=370607"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=370607"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}