{"id":370508,"date":"2025-04-18T21:14:33","date_gmt":"2025-04-18T20:14:33","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=370508"},"modified":"2025-04-18T21:14:33","modified_gmt":"2025-04-18T20:14:33","slug":"homilia-do-bispo-de-leiria-fatima-na-celebracao-da-paixao-de-cristo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/homilia-do-bispo-de-leiria-fatima-na-celebracao-da-paixao-de-cristo\/","title":{"rendered":"Homilia do bispo de Leiria-F\u00e1tima na celebra\u00e7\u00e3o da Paix\u00e3o de Cristo"},"content":{"rendered":"<p><!--more--><\/p>\n<figure id=\"attachment_370502\" aria-describedby=\"caption-attachment-370502\" style=\"width: 1024px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Leiria_D.-Jose-Ornelas_Sexta-feira-Santa_Foto-Diocese-Leiria-Fatima_Paulo-Adriano-4-scaled.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-370502 size-large\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Leiria_D.-Jose-Ornelas_Sexta-feira-Santa_Foto-Diocese-Leiria-Fatima_Paulo-Adriano-4-1024x683.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"683\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Leiria_D.-Jose-Ornelas_Sexta-feira-Santa_Foto-Diocese-Leiria-Fatima_Paulo-Adriano-4-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Leiria_D.-Jose-Ornelas_Sexta-feira-Santa_Foto-Diocese-Leiria-Fatima_Paulo-Adriano-4-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Leiria_D.-Jose-Ornelas_Sexta-feira-Santa_Foto-Diocese-Leiria-Fatima_Paulo-Adriano-4-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Leiria_D.-Jose-Ornelas_Sexta-feira-Santa_Foto-Diocese-Leiria-Fatima_Paulo-Adriano-4-391x260.jpg 391w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Leiria_D.-Jose-Ornelas_Sexta-feira-Santa_Foto-Diocese-Leiria-Fatima_Paulo-Adriano-4-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Leiria_D.-Jose-Ornelas_Sexta-feira-Santa_Foto-Diocese-Leiria-Fatima_Paulo-Adriano-4-2048x1365.jpg 2048w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-370502\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Diocese Leiria-F\u00e1tima\/Paulo Adriano<\/figcaption><\/figure>\n<p>Celebramos hoje em tom menor, de sil\u00eancio, como come\u00e7ou esta celebra\u00e7\u00e3o e como tamb\u00e9m a terminaremos. Sil\u00eancio n\u00e3o quer dizer simplesmente que seja um tom menor aquilo que fazemos e celebramos. O sil\u00eancio significa que aquilo que celebr\u00e1mos hoje, e que acab\u00e1mos de escutar na Escritura, s\u00f3 se pode entender quando paramos \u2014 e fazemos parar tamb\u00e9m os nossos processos mentais \u2014 para deixar espa\u00e7o a outros pensamentos, a outros projectos, a outras maneiras de pensar e de avaliar, que possam encontrar lugar no nosso cora\u00e7\u00e3o e na nossa vida.<\/p>\n<p>Porque, tantas vezes, somos levados pela corrente da vida. E, sobretudo hoje, com os meios de comunica\u00e7\u00e3o que temos, estamos constantemente a ser solicitados e influenciados por tudo aquilo que nos chega. A palavra de hoje n\u00e3o \u00e9 dessas. \u00c9 uma palavra para a qual n\u00e3o temos, \u00e0 partida, sentido.<\/p>\n<p>Como explicar um desastre natural, um terramoto em que morrem centenas ou milhares de pessoas? Como explicar a morte de um parente querido? De um pai, de um filho, de uma filha?<\/p>\n<p>N\u00e3o chega o barulho. N\u00e3o chega a l\u00f3gica habitual. Precisamos de procurar outra. E estas leituras de hoje s\u00e3o ricas de sugest\u00f5es.<\/p>\n<p>Todas elas. Mas vou comentar apenas um pouco da leitura da Paix\u00e3o, salientando alguns pontos. Todos conhecemos um pouco a vida de Jesus: o que foi, o que foram estes \u00faltimos dias.<\/p>\n<p>Jesus sabia e estava consciente do que se passava. Podia ter fugido. Quando foram ao seu encontro no jardim das Oliveiras, bastava uma pequena corrida. Um homem de trinta anos subiria o monte em poucos passos, entrava no deserto e nem ex\u00e9rcitos o encontrariam.<\/p>\n<p>Mas Jesus n\u00e3o \u00e9 homem de fugir aos desafios. E h\u00e1 aquele c\u00e1lice que diz ter de beber, aquele c\u00e1lice que Ele pedira que lhe fosse afastado. Como diz a carta aos Hebreus, ofereceu com sofrimento e l\u00e1grimas s\u00faplicas \u00e0quele que o podia livrar da morte, e foi escutado.<\/p>\n<p>Como foi escutado, se acabou aniquilado pelos seus inimigos? Porque o caminho de Deus era esse. N\u00e3o porque Deus quisesse o sofrimento de Jesus, mas porque o que Deus queria era que Ele realizasse o seu projecto. E esse projecto cumpriu-se. A \u00faltima palavra de Jesus \u00e9: \u00abTudo est\u00e1 consumado\u00bb.<\/p>\n<p>O que o Pai lhe tinha dado a fazer \u2014 dar testemunho da vida, cuidar dos que precisavam, cuidar dos disc\u00edpulos, semear e plantar a Igreja, fazer algo de novo, sobretudo dar o Esp\u00edrito \u2014, foi isso que Ele fez. Por isso n\u00e3o fugiu.<\/p>\n<p>E ao n\u00e3o fugir, entra na l\u00f3gica deste mundo. Tamb\u00e9m na l\u00f3gica daqueles que sempre lhe manifestaram oposi\u00e7\u00e3o. E entra, tantas vezes, no mundo confuso da mentalidade dos pr\u00f3prios disc\u00edpulos, que ainda n\u00e3o tinham interiorizado o caminho novo que Ele viera trazer.<\/p>\n<p>Ele tinha-os avisado. Mas mostraram-se fortes. Pedro disse: \u00abAinda que todos te abandonem, eu estarei contigo.\u00bb<\/p>\n<p>Foi isso que se passou no jardim das Oliveiras. Pedro estava convencido de que se aproximava uma hora decisiva. E era isso que esperavam: que Jesus subisse, tomasse o poder em Jerusal\u00e9m e eles seriam ministros. Ia formar-se o Reino dos Bons, os prefeitos do novo tempo.<\/p>\n<p>Mas Deus n\u00e3o vem por esse caminho. E isso v\u00ea-se logo a seguir.<\/p>\n<p>Pedro faz o que pode, o que sabe. Jesus tinha-lhes dito que n\u00e3o era pela viol\u00eancia que se haveria de construir este Reino. Mas Pedro leva consigo a espada. Escondida. E tira-a para come\u00e7ar a revolta, a defesa de Jesus.<\/p>\n<p>E Jesus diz-lhe: \u00abPedro, esse n\u00e3o \u00e9 o caminho.\u00bb Se Jesus morre, \u00e9 precisamente porque exclui a via da viol\u00eancia.<\/p>\n<p>Como diz outro evangelista, quando Pedro puxa da espada, Jesus diz-lhe: \u00abSe fosse esse o projecto, eu pediria uma legi\u00e3o de anjos que viria destruir os meus inimigos todos.\u00bb Mas Deus n\u00e3o tem inimigos. N\u00e3o quer acabar com ningu\u00e9m. Para Deus, todos s\u00e3o filhos \u2014 tamb\u00e9m aqueles que matam.<\/p>\n<p>E por isso essa l\u00f3gica n\u00e3o pode ser a nossa. Jesus, porque tem o projecto do Pai, n\u00e3o o abandona. E mesmo que esse projecto encontre inimigos, dificuldades, mesmo que o queiram matar, Jesus n\u00e3o desiste. E n\u00e3o entra na via da viol\u00eancia para resistir, n\u00e3o entra em conflito com as armas dos seus advers\u00e1rios. A \u00fanica coisa que Ele faz \u00e9 pagar Ele mesmo as despesas do mundo novo que quer trazer.<\/p>\n<p>Como um pai ou uma m\u00e3e que v\u00ea um filho numa casa a arder: arriscam a vida \u2014 e tantas vezes a perdem \u2014 para salvar esse filho. N\u00e3o \u00e9 o sofrimento que salva. \u00c9 o amor. Porque se n\u00e3o houvesse amor, nem sequer entrariam l\u00e1 dentro.<\/p>\n<p>Por isso, a raz\u00e3o de ser de tudo o que ouvimos est\u00e1 bem expressa por S\u00e3o Jo\u00e3o, quando come\u00e7a a narrar a Paix\u00e3o, no cap\u00edtulo 13: \u00abTendo amado os seus que estavam no mundo, levou at\u00e9 ao extremo o seu amor por eles.\u00bb E qual \u00e9 o extremo? Ele pr\u00f3prio diz: \u00abNingu\u00e9m tem maior amor do que aquele que d\u00e1 a vida pelos seus amigos.\u00bb<\/p>\n<p>\u00c9 isso que d\u00e1 sentido ao comportamento e \u00e0 atitude de Jesus. Um amor fiel. N\u00e3o um amor de violinos, mas um amor de atitudes, de fidelidade, de const\u00e2ncia, de disponibilidade para amar at\u00e9 ao fim.<\/p>\n<p>\u00c9 esse o jardim das Oliveiras. Pedro tenta resistir, mas Jesus diz-lhe: \u00abPedro, esse n\u00e3o \u00e9 o caminho. Definitivamente, esse n\u00e3o \u00e9 o caminho.\u00bb<\/p>\n<p>E quem segue Jesus tem de saber: n\u00e3o \u00e9 pelas armas que se resolvem os conflitos. A guerra s\u00f3 traz destrui\u00e7\u00e3o. Sofrem os soldados, sofrem sobretudo os mais pobres, os inocentes, as crian\u00e7as, gente que n\u00e3o quis esta guerra e que se torna v\u00edtima dela.<\/p>\n<p>E a viol\u00eancia n\u00e3o existe s\u00f3 entre na\u00e7\u00f5es. Tamb\u00e9m n\u00e3o se resolve com viol\u00eancia aquilo que acontece nas nossas casas. E \u00e9 dram\u00e1tico que, no lugar onde devia haver carinho, respeito, aten\u00e7\u00e3o, cuidado, seja onde se vive a viol\u00eancia mais dram\u00e1tica: a viol\u00eancia dom\u00e9stica, o abuso de menores, e tudo o mais que surge quando o amor desaparece. Pedro mete a espada na bainha.<\/p>\n<p>Depois, esgotaram-se as suas solu\u00e7\u00f5es. Jesus foi preso. Eles foram apanhados de surpresa. Queriam organizar uma defesa, talvez uma revolu\u00e7\u00e3o. Mas n\u00e3o conseguiram.<\/p>\n<p>E de novo, prevaleceram os grandes. Jesus \u00e9 levado ao tribunal. Diz-se que um disc\u00edpulo chegou a entrar l\u00e1 dentro. Pedro tamb\u00e9m quis seguir Jesus, mas quando percebeu que podia sofrer o mesmo destino, recuou. \u00abTu estavas com ele\u00bb, disseram-lhe. \u00abN\u00e3o, n\u00e3o, n\u00e3o!\u00bb \u2014 responde ele.<\/p>\n<p>Tr\u00eas vezes o nega. Come\u00e7a a praguejar: \u00abN\u00e3o o conhe\u00e7o!\u00bb E no entanto, este \u00e9 o homem que Jesus escolheu para presidir \u00e0 Igreja.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 homens melhores. H\u00e1 homens com fraquezas. E Pedro tinha as suas. Jesus n\u00e3o foi infiel a Pedro. E Pedro, depois de o negar, saiu e chorou amargamente \u2014 dizem os evangelhos sin\u00f3ticos.<\/p>\n<p>Chorou, desiludido com aquilo que era, com aquilo que queria ser. Ele amava Jesus. Tinha deixado tudo para o seguir. E agora, negava-o. Mas era preciso que passasse por isto para entender que, se foi escolhido para ser o primeiro, n\u00e3o foi por ser o melhor, mas porque Deus teve compaix\u00e3o dele, apesar das suas fraquezas.<\/p>\n<p>\u00c9 importante que cada um e cada uma de n\u00f3s saiba isto: por maiores que sejam as nossas quedas e infidelidades, Ele \u00e9 o Pai cuja miseric\u00f3rdia \u00e9 sempre maior. \u00c9 assim que come\u00e7a o segredo desta noite e o sil\u00eancio desta tarde.<\/p>\n<p>A seguir, Jesus \u00e9 levado a Pilatos. Os judeus n\u00e3o podiam executar ningu\u00e9m. E ent\u00e3o fazem chantagem com Pilatos. D\u00e3o-lhe a entender que se n\u00e3o tomar uma decis\u00e3o, v\u00e3o denunci\u00e1-lo ao imperador.<\/p>\n<p>Pilatos tenta. Tenta soltar Jesus. Tem um medo terr\u00edvel da multid\u00e3o, e por isso prop\u00f5e: \u00abTemos este costume. Posso soltar um prisioneiro. H\u00e1 este Jesus de Nazar\u00e9\u2026 e h\u00e1 um homem perigoso, chamado Barrab\u00e1s.\u00bb<\/p>\n<p>Mas Barrab\u00e1s foi o escolhido. E a multid\u00e3o, com medo dos chefes, grita: \u00abCrucifica-o! Crucifica-o!\u00bb<\/p>\n<p>Pilatos ainda tenta, mas lava as m\u00e3os. N\u00e3o \u00e9 assim que se lava a responsabilidade. O sangue de Jesus ficar\u00e1 sobre ele tamb\u00e9m, porque n\u00e3o teve coragem.<\/p>\n<p>A mulher, talvez mais atenta ao lado da f\u00e9, diz-lhe: \u00abN\u00e3o te metas com esse justo!\u00bb Mas Pilatos escuta o povo. E, como tantos outros ao longo da hist\u00f3ria, para salvar a pele, n\u00e3o se compromete.<\/p>\n<p>Jesus \u00e9 entregue. Foi preso, amarrado. Era o Filho de Deus. E quem o levou foi a guarda romana. Um grupo de soldados, como aqueles que ainda hoje ocupam as cidades em guerra.<\/p>\n<p>Despem-no. Rasgam-lhe a roupa. Batem-lhe. Escarram-lhe. P\u00f5em-lhe uma coroa de espinhos. Zombam dele.<\/p>\n<p>Era o Filho de Deus. Que nada fez de mal. Que s\u00f3 fez o bem. Mas \u00e9 tratado como um criminoso. E eles pensavam estar a cumprir ordens.<\/p>\n<p>\u00c9 verdade. Obedeciam a ordens. Mas tamb\u00e9m a nossa obedi\u00eancia deve ter limites. Quando vai contra a dignidade da pessoa, ningu\u00e9m \u00e9 obrigado a obedecer.<\/p>\n<p>Depois, a cruz. Fazem-no carregar a cruz. N\u00e3o era habitual. Mas talvez quisessem mais humilha\u00e7\u00e3o para Ele.<\/p>\n<p>E Jesus carrega a cruz. J\u00e1 quase sem for\u00e7as. Por isso obrigam um homem a ajudar, Sim\u00e3o de Cirene.<\/p>\n<p>E h\u00e1 uma mulher que limpa o rosto a Jesus. Chama-se Ver\u00f3nica. O seu gesto \u00e9 simples, mas cheio de ternura. Ela n\u00e3o podia mudar o mundo, mas podia fazer aquilo.<\/p>\n<p>E ent\u00e3o chegou o Calv\u00e1rio. Era ali o lugar das execu\u00e7\u00f5es. Um lugar de morte. Um lugar de terror. E Jesus \u00e9 crucificado entre dois ladr\u00f5es.<\/p>\n<p>Mas mesmo na cruz, continua a amar. Perdoa aos que o matam: \u00abPai, perdoa-lhes, porque n\u00e3o sabem o que fazem.\u00bb Promete o Para\u00edso ao ladr\u00e3o arrependido. Entrega a sua M\u00e3e ao disc\u00edpulo amado. E entrega-Se totalmente ao Pai: \u00abEm tuas m\u00e3os entrego o meu esp\u00edrito.\u00bb<\/p>\n<p>N\u00e3o grita contra Deus. N\u00e3o amaldi\u00e7oa ningu\u00e9m. N\u00e3o se vinga. N\u00e3o tem \u00f3dio. S\u00f3 amor. At\u00e9 ao fim.<\/p>\n<p>E morre. E o centuri\u00e3o romano, que estava ali de servi\u00e7o, ao v\u00ea-lo morrer assim, diz: \u00abEste era, de facto, o Filho de Deus.\u00bb<\/p>\n<p>Sim, aquele homem crucificado \u00e9 o Filho de Deus. E \u00e9 por isso que a cruz n\u00e3o \u00e9 o fim. \u00c9 o come\u00e7o de algo novo.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 a derrota. \u00c9 a vit\u00f3ria. Porque a morte foi vencida pelo amor. E o amor \u00e9 mais forte do que a morte.<\/p>\n<p>Por isso hoje, nesta tarde silenciosa, inclinamos a cabe\u00e7a. N\u00e3o para chorar um morto. Mas para reconhecer aquele que, com a sua vida, nos ensinou a viver. E que, com a sua morte, nos abriu as portas da vida eterna.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":3,"featured_media":370503,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"default","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"set","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[177],"class_list":["post-370508","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-documentos","tag-diocese-de-leiria-fatima"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/370508","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=370508"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/370508\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/370503"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=370508"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=370508"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=370508"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}