{"id":370480,"date":"2025-04-18T20:22:18","date_gmt":"2025-04-18T19:22:18","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=370480"},"modified":"2025-04-18T20:22:18","modified_gmt":"2025-04-18T19:22:18","slug":"homilia-do-bispo-do-porto-de-sexta-feira-santa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/homilia-do-bispo-do-porto-de-sexta-feira-santa\/","title":{"rendered":"Homilia do bispo do Porto de Sexta-feira Santa"},"content":{"rendered":"<p><!--more--><\/p>\n<figure id=\"attachment_370469\" aria-describedby=\"caption-attachment-370469\" style=\"width: 1024px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Porto_bispo_Sexta-feira-Santa_Foto-Miguel-Mesquita-Diocese-do-Porto-1.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-370469 size-large\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Porto_bispo_Sexta-feira-Santa_Foto-Miguel-Mesquita-Diocese-do-Porto-1-1024x683.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"683\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Porto_bispo_Sexta-feira-Santa_Foto-Miguel-Mesquita-Diocese-do-Porto-1-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Porto_bispo_Sexta-feira-Santa_Foto-Miguel-Mesquita-Diocese-do-Porto-1-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Porto_bispo_Sexta-feira-Santa_Foto-Miguel-Mesquita-Diocese-do-Porto-1-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Porto_bispo_Sexta-feira-Santa_Foto-Miguel-Mesquita-Diocese-do-Porto-1-391x260.jpg 391w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Porto_bispo_Sexta-feira-Santa_Foto-Miguel-Mesquita-Diocese-do-Porto-1-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Porto_bispo_Sexta-feira-Santa_Foto-Miguel-Mesquita-Diocese-do-Porto-1.jpg 1920w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-370469\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Diocese do Porto\/Miguel Mesquita<\/figcaption><\/figure>\n<p>Peregrinos da Cruz<\/p>\n<p>A liturgia da Palavra de Deus desta sexta-feira santa come\u00e7a por nos apresentar um \u201chomem de dores\u201d que \u201cera como aquele de quem se desvia o rosto\u201d, como esse que sofre tanto que fica verdadeiramente \u201cdesfigurado\u201d, pois \u201ctinha perdido toda a apar\u00eancia de um ser humano\u201d. Sabemos bem que esse homem das dores tem um nome: Jesus de Nazar\u00e9, como se narra neste longo Evangelho da Paix\u00e3o.<\/p>\n<p>O Senhor, por\u00e9m, n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico perante quem se vira a cara para o outro lado. Penso, por exemplo, nos deformados pela doen\u00e7a ou pelos v\u00edcios. E at\u00e9 nos muitos migrantes que, connosco, coabitam na nossa cidade e regi\u00e3o. A estes, devemos-lhes muito, pois executam trabalhos de baixo n\u00edvel social que outros n\u00e3o querem fazer. Mas, fundamentalmente, ajudam-nos a compreender a din\u00e2mica da peregrina\u00e7\u00e3o, lema para este ano jubilar e tem\u00e1tica geral que escolhi para esta P\u00e1scoa. Eles deixaram, a sua terra, fam\u00edlia, l\u00edngua e costumes sabendo que iam encontrar realidades que lhe eram completamente estranhas e condi\u00e7\u00f5es de vida que seriam dif\u00edceis ou at\u00e9 dolorosas. Fizeram-se ao caminho na procura ardente de melhores condi\u00e7\u00f5es de vida, quase numa esp\u00e9cie de desafio que se lan\u00e7aram a si pr\u00f3prios do tudo ou nada. E decidiram-se pelos sacrif\u00edcios por uma causa boa, convencidos como estavam que n\u00e3o avan\u00e7ar no caminho j\u00e1 seria retroceder.<\/p>\n<p>Esta peregrina\u00e7\u00e3o de Jesus, modelo da romagem de todo o crist\u00e3o e at\u00e9 da pessoa enquanto tal, tem muitos elementos comuns com a realidade migrante. \u00c9 uma peregrina\u00e7\u00e3o no sentido do Deus vivo, na dire\u00e7\u00e3o do Alto, \u00e0 procura do rosto amoroso do Pai. N\u00e3o pode ser vista apenas como a pouca sorte do prisioneiro a quem soldados mais fortes e bem armados obrigam a percorrer um caminho de dor f\u00edsica e psicol\u00f3gica cada vez mais duro, at\u00e9 desembocar na aniquila\u00e7\u00e3o completa. N\u00e3o. O Senhor efetua esta peregrina\u00e7\u00e3o porque sabe caminhar na realiza\u00e7\u00e3o da esperan\u00e7a de uma promessa: a certeza da vit\u00f3ria sobre a morte e a obten\u00e7\u00e3o da plenitude da vida e da gl\u00f3ria para Ele mesmo e para quantos a Ele se unem.<\/p>\n<p>Os antigos, particularmente os chamados Padres da Igreja, colocavam muito esta quest\u00e3o: \u201cporque foi derramado este sangue?\u201d. A resposta s\u00f3 pode ser uma: porque \u00e9 sangue salvador. Do crente e da humanidade. Mas tamb\u00e9m porque, neste dom que a ningu\u00e9m deixa indiferente, todos somos chamados a comprometermo-nos com Ele na a\u00e7\u00e3o pela justi\u00e7a e pelo bem, a crescer no respeito pelos outros e ultrapassar formas de preconceitos que reduzem a p\u00f3 a \u00e2nsia de fraternidade. Jesus, o Cristo, morreu pelos valores do Reino de Deus e para a todos conduzir ao seio do Pai. P\u00f4s-se a caminho n\u00e3o tanto para chegar ao Calv\u00e1rio, mas para inaugurar o tempo novo da luz e da vida em plenitude. Para chegar \u00e0 sua P\u00e1scoa e \u00e0 Pascoa do mundo novo.<\/p>\n<p>Irm\u00e3s e irm\u00e3os, \u00e9 este o desafio que tamb\u00e9m hoje se nos faz: como Cristo, sermos peregrinos de f\u00e9, de esperan\u00e7a e de justi\u00e7a. A f\u00e9 leva-nos a t\u00ea-l\u2019O como o grande e \u00fanico paradigma da nossa vida; a esperan\u00e7a garante-nos que a P\u00e1scoa de vida e ressurrei\u00e7\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel, que o tempo novo chegar\u00e1, enfim, que a grande peregrina\u00e7\u00e3o da humanidade, na sua \u00e2nsia de mais e de melhor, encontra em Jesus o cumprimento feliz de todas as expectativas; a justi\u00e7a compromete-nos com todos os \u00abhomens das dores\u00bb e a realizar obras de eleva\u00e7\u00e3o e de fraternidade para o nosso mundo.<\/p>\n<p>N\u00e3o hesitemos neste compromisso. N\u00f3s damos a boa vontade, mas o Salvador d\u00e1 o exemplo e a for\u00e7a. Coragem! Ele est\u00e1 connosco!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":3,"featured_media":370471,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"default","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"set","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[187],"class_list":["post-370480","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-documentos","tag-diocese-do-porto"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/370480","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=370480"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/370480\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/370471"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=370480"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=370480"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=370480"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}